Notas iniciais
Olá!! Voltamos com mais um capitulo. ;) Leiam as notas finais com carinho.

Foi como prometido para Natsuki, ele sentado confortavelmente assistindo filme de ação com Syo em seu colo. Foi um desafio conseguir isso, depois de ser empurrado diversas vezes por Syo, para não se sentar em seu colo. Contudo, acabou conseguindo mantê-lo por lá, mesmo com este estando com as bochechas rosadas lindamente e ainda de mal humor, ele conseguiu o manter em seu colo.

Tão quentinho e pequeno sendo protegido enquanto os olhos do menor estavam interessados na televisão. Estava feliz que Syo estava com ele, mesmo não entendendo muito o porquê dele ter dormido no quarto de Tokiya e Otoya. Mas estava aliviado, por algum motivo, que foi de maneira inocente. Ninguém tocou em Syo, essa sua dúvida tinha levado embora o zumbido em seu ouvido.

Beijou a cabeleira de Syo e se assustou ao escutar a batida na porta. Estava tão bem que não queria sair, mas também não queria atrapalhar o entretenimento de Syo. Hesitante o deixou sobre a sua cama e foi atender a porta.

— Olá! – Reiji acenou, foi quando sorriu para o senpai.

— Senpai! – sorriu ainda mais. – Eu queria agradecer por sua ajuda, não deu para agradecer naquele momento porque Ranmaru senpai e você estavam... – Reiji tampou a sua boca.

— Certo... – o senpai estava sorrindo um pouco sem graça e afastou a mão. – Não precisa agradecer. – piscou um olho. – Eu estava procurando os meus juniores, mas nenhum deles estavam no quarto.

— Será que estão tendo um encontro novamente? – os olhos de Natsuki brilharam e ele olhou para trás. – Syo-chan, Tokiya-kun e Otoya-kun estão tendo um encontro hoje?

— Ahn? Não sei Natsuki, eu estou assistindo TV. — disse nem olhando para os dois, estava muito entretido olhando para seu filme favorito.

— Senpai... – Natsuki voltou a olhar para frente sorrindo. – Desculpa, mas nós não estamos sabendo.

— Tudo bem. – Reiji olhou para o interior, vendo o menor entretido e abaixou o volume da voz. – Está tudo bem com vocês? – recebeu um aceno afirmativo com resposta. – Estou feliz. Falando francamente agora, tomem cuidado. Myu-chan está de olho em vocês. Ele é legal, tem um coração bondoso, só está seguindo o protocolo.

— Pode deixar. – Natsuki não deixaria que nada o separasse do seu baixinho. – Mas e Tokiya-kun e Otoya-kun?

— Bem... – Reji abaixou o olhar. – Eles são públicos agora, estão na boca de todos na escola. Temo por eles, se acreditassem mesmo que Otoyan está com Hayato, acho que isso poderia salvá-los da mão do diretor. – os olhos de Natsuki se abaixaram em preocupação e Reiji quis reverter a situação. – Está tudo bem, eles se sairão bem. – sorriu.

— Espero, senpai. – Natsuki confeçou a preocupação.

— Agora vou indo. – Reiji fez cafuné em sua cabeça. – Aproveite seu tempo com Syo-chan. – se despediu e sorriu quando Natsuki lhe devolveu o sorriso e fechou a porta.

Seu sorriso diminuiu andando pelo corredor. Ele quis mesmo deixar Natsuki despreocupado e feliz, mas até ele mesmo estava preocupado com as noticias. Como as pessoas falavam demais e não escondiam. Várias especulações, uns afirmavam que era Hayato, outros que era Tokiya e desejavam a expulsão dos dois.

E sinceramente, ninguém sabia o que se passava na cabeça do diretor Shining, ninguém sabia o que ele pensava ou o que faria. Era um homem imprevisível e louco algumas vezes, porém um gênio. Talvez ele entenderia a situação.

Enfim, parou na frente do quarto que ele sabia que era de Ren e Masato. Fácil saber pela descrição dos nomes na porta para identificação. Somente de olhar para o chão descobriu que algumas garotas tinham entrado escondidas naquele dormitório ou pagou outro garoto para fazer aquele serviço. No chão estavam os presentes direcionados para Ren. Flores, cartas, chocolates. Essas meninas, elas eram interessantes quando estavam ao lado de caras atraentes.

Ranmaru também fazia um sucesso com as garotas, mas sua “garota” preferida era sua guitarra que ele costuma chamar de “namorada”. Bem, agora a “namorada” de Ranmaru teria que dividi-lo com ele. Sorriu pensando nesse tipo de coisa e bateu na porta.

Seu sorriso somente sumiu e surgiu outro de preocupação quando olhou para o rosto de Ren quando este abriu a porta. Ren estava como sempre deveria estar, impecável. Seus olhos sempre glamorosos, o sorriso sedutor nos lábios o cabelo dourado solto, a calça semi aberta e a camisa completamente aberta e ele exalava o cheiro de sexo ao longe.

Poderia ser algo natural esperado de Ren se não fosse aquele olhar de dor sendo escondido pelo sorriso.

— Senpai?! – o loiro passou a mão pelo cabelo, sorrindo e encostando no batente da porta. – Estou surpreso em receber sua visita. – os olhos dele bateram rapidamente sobre os presentes, mas ele não pareceu mover um músculo, era como se fosse banais.

— Está tudo bem, Ren-chan? – aqueles olhos eram o que ele mais conhecia. Alguém que esconde tristeza com um sorriso.

— Por que não estaria? – o sorriso de Ren não morria, continuava sedutor assim como a sua voz quando ele cruzou os braços e olhou nos olhos. – Minha presença lhe afeta tanto que deixa você preocupado?

— Estou preocupado com você, Ren-chan. – Reiji sorriu. – Mas sua presença sedutora não me abala tanto, pois convivi com a presença de Ran-Ran durante anos. – com essa resposta, Ren levantou uma sobrancelha estranhando a resposta. – Estou procurando pelo Toki e por Otoyan, eles não estão no quarto deles.

— Já procurou pelos jardins? – Ren perguntou passando a mão pelo cabelo sorrindo. – Devem estar escondidos por lá... Ou senão Otoya foi se encontrar com Hayato e Tokiya está cuidando dos assuntos deles.

— Acredita mesmo que Otoya poderia estar com Hayato-sama? – Reiji não acreditaria nessa hipótese, por mais que Camus tenha dito que Otoya confirmou conhecer Hayato e pelo que viu em algumas reportagens que um dono de loja de CD’s falou sobre Hayato estar acompanhado por um ruivo misterioso, ele não acreditaria que aquele nas fotos era Hayato. Mas Ren parecia afirmar isso.

— Senpai, não sei se é Hayato ou o Ichi, somente acho melhor acreditarmos que seja Hayato para eles não serem expulsos. – Ren sorria para Reiji com as mãos no bolso ainda sem a vergonha de estar vestido assim.

— Então está preocupado por seus amigos, Ren-chan?

— Se considera assim. – Ren deu de ombros. – Mas agora, Kotobuki-senpai, eu preciso tomar banho. – ele se inclinou um pouco. – Só se está desejando me acompanhar.

— Se fazer de sedutor e fingir flertar comigo não vai camuflar o quanto está sofrendo, Ren-cha. – Reiji sorriu e surpreendeu Ren, que perdeu o sorriso espantado. – Tenha um ótimo final de tarde, vou continuar procurando eles. – acenou e se retirou, deixando Ren para trás.

— UTA -

Ichinose andava de volta para o dormitório quando esbarrou em alguém, bem maior que ele, ao olhar ele fez uma pequena reverencia.

— Boa tarde, senhor diretor. — disse olhando com o devido respeito.

— Boa tarde, senhor Ichinose. — disse com sua voz usual — Onde está o seu amigo ruivo? O senhor Itokki? — perguntou parecendo analisar o jovem, mas por trás de suas lentes escuras nada se via.

— Eu o deixei no dormitório. — disse baixo, ele ainda estava pensando em como tirara o ruivo dessa. — Peço desculpas pelo transtorno senhor diretor, eu estou pensando ainda em como não deixar que perturbem Otoya. — disse.

— Então o senhor se preocupa com ele! — disse cercando o menor — Eu sei que trabalha como Hayato, e sei que você abraçou um aluno em público. — disse tocando no ombro de ichinose — Deveria ser mais cauteloso não acha? — silvou.

— Eu sei senhor, mas depois que ele estar perto de mim acabei me desfocando. – falava. — Cuidarei para que isso não ocorra. — avisou.

— Sairá de perto dele, então? — perguntou curioso.

— Eu... Não posso. Ele é meio avoado, precisa que alguém fique de olho nele. — disse firme. — Mas procurarei me cuidar.

— Muito bem, tenho uma ótima noite senhor Ichinose. — disse o grande homem parecia satisfeito ao sair de perto do menor.

Ele mal teve um tempo livre e sentiu um peso nas suas costas e braços o circulando. Antes mesmo de tentar algo, o peso já tinha descido e ido para frente dele. Os olhos infantis de Reiji o encararam.

— Estava te procurando, Tokki. – sorriu. – Pensei que Otoyan estava com você, mas tudo bem. – riu. – Está tudo certo com vocês dois?

— Sim. — Tokiya falava se recuperando do susto. — Eu o deixei no dormitório senpai. — o olhava atento, ele possuía a alegria de Otoya.

— Ele não está no dormitório, Tokki! – Reiji colocou um dedo sobre os lábios pensativo. – Eu fui lá, não tem ninguém. Perguntei para todos e ninguém sabia sobre vocês, então achei que estivessem juntos. – olhou atento para Tokiya. – Você perdeu seu namorado? – sorriu.

— Ele não é meu namorado, senpai. — disse sério. — Ele deve estar com aquela tal Nanami. — disse com certo amargo na voz, não sabia, mas não gostava dela. — Eu tenho que ir, com licença.

— Senhorita Nanami-chan... – Reiji o seguiu, o olhando atentamente e pensativo. O sorriso travesso sempre permanecendo. – Se Otoyan não é seu namorado, será então que ele está passando o tempo com Hayato-sama, o namorado dele, do que com a senhorita Nanami-chan?

— Hayato não é namorado dele! – olhava para os lados. — Além do mais, Hayato é ocupado, até para pessoas iguais a ele. — disse vendo Otoya e a tal Nanami perto do pátio.

— Como pode afirmar tanto que Hayato-sama não é namorado dele? – Reiji olhou para o lado, na direção que Tokiya olhava. Seus olhos ficaram bem atentos para a imagem de Otoya sentando com um violão na mão e a menina por perto segurando folhas. Quando seus olhos se voltaram para Tokiya, ele ficou surpreso o quão frio Ichinose poderia ficar. Sentiu uma tensão estranha perto dele, os olhos gelados e escuros. – Tokki?

— Eu, não posso falar nada! Vou para meu dormitório, com licença. — se afastou, ficou muito irritado de repente e nem soube dizer o porque.

Reiji o olhou, mas não o impediu de sair. Quando seus olhos se voltaram para Otoya ele ficou completamente confuso. Eram várias especulações sobre Otoya estar com Hayato ou com Tokiya, mas o ruivo estava com a menina Nanami. Sorrindo e estando corado. Sempre desviando o olhar quando ela o olhava.

Sentiu uma tristeza pelo Tokiya. Se o menino não gostava do Otoya, ele poderia estar começando nesse momento. Talvez por isso os ciúmes em falar de Hayato e da Nanami. E se Otoya não estivesse com Tokiya, nem com Hayato e sim com ela? Não, não agindo assim.

Era confuso, mas teve pena de Tokiya, pois se ele estivesse mesmo gostando de Otoya, este estava provavelmente gostando de outra pessoa.

Já na mente de Otoya, ele estava se sentindo feliz. Longe dos comentários e dos olhares estreitos, se escondeu do mundo com ela. Uma menina fofa, linda e que o compreendia. Era muito animada, sempre o incentivando. Ela compôs músicas e ele ajudou, era incrível o seu talento. Se ele voltasse a se encontrar com Hayato, tentaria mostrar as músicas dela para ele.

— Nós poderíamos sair um dia desses. – sugeriu e quando a viu ficar vermelha ele sentiu o seu rosto esquentar e desviou o olhar. – Quero dizer, como amigos. – tentou se corrigir. Sua mão estava soada e seu coração disparado. – Nós e Tokiya-kun e...

— Acho que Ichinose-sama não gosta de mim. – ela sorriu sem graça. – Eu iria somente atrapalhar.

— Não é nada disso, Nanami-chan. – ele a olhou. – Tokiya é bem legal, ele parece ser frio e assustador. E que não gosta de outras pessoas a primeira vista. – disse por experiência própria. – Mas ele é um cara gentil e carinhoso.

Ele sabia disse pelas poucas oportunidades que teve ao lado de Tokiya. Seu colega de quarto era reservado na frente de todas as outras pessoas. Mostrava-se alguém frio e apático. Uma pessoa que não se importava com os outros, mas ele provou que era o contrário. Ele sentiu na pele que Tokiya era um amor de pessoa.

Primeiramente por eles terem saído juntos, ele considerava isso sorte, sendo que seu colega parecia ser alguém que não gostava de sair. Depois foi aquele urso. Não poderia esquecer aquele abraço que trocaram.

Certo que foi um abraço de pedido de desculpas, mas não poderia esquecer o sentimento e a sensação na hora de receber o abraço.

Primeiro por trás, os braços o rodeando, lhe fazendo o coração disparar em meio a tristeza. Estava chateado e triste naquele dia, mas não conseguiu não conter as emoções de contentamento quando Tokiya agarrado a si lhe pedia desculpas e lhe demonstrava preocupação em estar provavelmente machucado com os cacos dos CD’s.

É ruim pensar dessa maneira agora? Se sentir feliz por Tokiya ter estado preocupado com ele, mesmo quando o responsável por sua tristeza naquele dia foi o próprio? Ele queria chorar pela atitude agressiva do Tokiya, mas ao mesmo tempo queria sorrir naquele dia.

Sorrir quando mesmo com os olhos aguados viu e sentiu Tokiya o abraçar lhe pedindo desculpas e pedindo para não deixá-lo só. A força do abraço, o calor do corpo, o coração disparado e ele mesmo não pode se conter em não retribuir, era como se aquele abraço pedisse por isso. Nem poderia resistir, o tão forte aquele abraço foi.

O controle e a preservação naquele abraço, algo que também sentiu quando dormiram juntos. Algo que acrescentava proteção. Por isso que considerava Tokiya alguém que escondia as emoções, mas era alguém afetuoso.

Ele conseguia sentir um carinho do seu amigo somente com o olhar.

— É? – ela tinha ficado vermelha e abaixado o olhar para os seus papeis. Otoya acordou dos pensamentos e se perguntou se estava falando algo errado. Ele considerava ter falado tudo certo. – Eu não sei.

— Pode deixar, eu irei conversar com ele. – a animou tocando em seus ombros. – Você verá como ele é legal.

— Tudo bem. – ela sorriu feliz e vermelha. Otoya poderia dizer que aquele era o sorriso lindo. – Ittoki-kun, agora tenho que ir. Prometi ajudar a Tomo-chan nas tarefas.

— Ah... Certo. – ele se levantou e a ajudou a se levantar. – Nos vemos depois. – acenou e a viu correr em direção ao dormitório feminino.

Seu sorriso estava ainda estampado no rosto quando colocou o violão sobre os seus ombros e seguiu para o seu lado do dormitório. Seu rosto vermelho, o sorriso enorme e assobiando. Nem reparou que Reiji o olhava ao longe, simplesmente seguiu para o seu quarto sem notar as pessoas ao seu lado. Quando entrou em seu próprio quarto ele abriu os braços.

— Estou de volta. – ele tinha o costume de falar quando chegava e ficou surpreso em ver Tokiya no quarto, sentando em frente a sua escrivaninha. – Tokiya-kun! – se aproximou deixando o violão encostado na parede. – Como foi o seu dia?

— Bom, obrigado. Se não se importa eu preciso me concentrar então não faça barulho. — pediu com a voz séria. — Se eu fosse você, me esforçaria a ter boas notas. – disse.

— Tudo bem. – ele se afastou por um momento de Tokiya, mas ele voltou e arrastou sua própria cadeira a colocando ao lado de Tokiya e se sentou. Só que sua maneira de sentar não foi reta, ele puxou as pernas, tirando os tênis de qualquer jeito e ficando em posição de lótus o encarando e sorrindo.

— Ittoki, eu não quero você aqui. — disse engolindo seco — Vá para seu lado, está me desconcentrando. — disse o olhando, ele estava feliz, e já sabia o porquê.

— Mas eu estou calado. – o menino o olhou curioso e tombando a cabeça, não entendendo porque atrapalharia em estar em silencio. – Só estava te observando. Seus cílios são longos, eles são bonitos.

— O que?! — disse ficando sem jeito. — Ittoki, saia do meu lado. Eu já pedi. — voltou a dizer, olhando para seu caderno.

— Só deixa eu ver você escrevendo? – o ruivo olhou para o caderno e as mãos de Tokiya curioso e voltou a olhar para Tokiya. – Suas unhas são bem feitas. – olhou para suas próprias unhas. – Eu costumo roer as minhas.

— Ittoki! — disse começando a elevar a voz, o ruivo o estava incomodando demais. — olhou sério e frio naquele olhos vermelhos. — Saia!

Otoya se espantou e fez um leve bico ao perceber que estava realmente incomodando Tokiya. Ele abaixou a cabeça e se levantou, puxando a cadeira para o seu lado do quarto e se jogando na cama, pegando um mangá que estava no chão. Ele olhou para Tokiya de bruços e depois se virou para ler o mangá e deixar Tokiya em paz.

Ele de vez enquanto olhava e sorriu quando viu Tokiya pegar a caneta com a mão direita. Agora sim, estava feliz por saber com qual mão Tokiya escrevia.

— UTA –

Camus estava totalmente aério. Sentado na sua cama e olhando para o teto. Recapitulando o dia, ele acordou em um dia perfeito com Mikaze em seus braços, lhe beijou, passou um tempo com ele. Lhe beijou mais, o viu envergonhado e vermelho, passou mais tempo com ele e lhe beijou mais.

Viciou-se nos beijos.

E também se viciou em marcar Mikaze. Os ombros e o pescoço de Ai estavam marcados com roxos, olhando de perto já que o menor estava sentado em seu colo. Seria preocupante se alguém visse aquelas marcas na natação. O ruim que poderiam ver. Depois inventaria alguma desculpa com Mikaze sobre essas marcas.

— Está mais calmo agora, percebo. – comentou no ouvido do menor. – Deixou de ficar vermelho.

— Você acaba se acostumando quando passa um dia inteiro assim. — disse baixo, sentia seu cabelo solto cair sobre os ombros e um pouco de sua costa, estava maior.

As mãos de Camus agora estavam acariciando a sua cabeça, deslizando pelos fios e beijando a sua testa.

— Eu posso tentar fazer você se sentir mais envergonhado. – sussurrava. – Descobri que você tem um pouco de humanidade. Será que sente cócegas? – cutucou um lado da costela.

Mikaze deu um salto para fora do colo de Camus.

— O... Por que fez isso? — perguntou o olhando com um olhar um pouco pasmo.

— Então você também é sensível a cócegas. – o sorriso de Camus somente aumentava. – Interessante. – puxou e o jogou sobre a cama, fazendo cócegas em sua barriga para ver se saia algum tipo de risada dele.

Mas nada veio Mikaze segurou muito bem.

— P-para, Camus! — mandou tentando se afastar. — Não gosto disso.

— Isso... – Camus parou e olhou para Mikaze debaixo dele. – Isso não te afetou? – ficou surpreso. – Você não deve ser humano mesmo. – brincou. – Mas tudo bem, arranquei outras coisas de você. – disse feliz. – Você poderia obter a permissão para sair um dia desses, seria interessante ficarmos em outro lugar.

— Eu não posso. – Ai mudou a feição, o pouco brilho que Camus havia trago se foi. — Vou descansar. — disse se sentando e saindo da cama.

— Mikaze. – Camus o chamou. – Eu disse algo errado? Perdão. – saiu da cama e o seguiu. – Eu não sabia, mas não fique longe de mim novamente.

— Eu preciso descansar. — falava indo para sua cama. — Amanhã teremos muito trabalho. Boa noite! — disse se deitando.

— Você não irá dormir comigo esta noite? – Camus ficou muito sério dessa vez. Ele deveria aprender a saber quais palavras poderiam e quais não poderiam ser usadas com Mikaze. Eles poderiam se conhecer desde crianças, mas não sabia muita coisa dele, entre essas coisas o relacionamento com os pais. – Gostaria muito de ter você ao meu lado, foi muito acolhedor te ter aos meus braços.

Mikaze o olhou. Namorados dormiam juntos, e eles eram namorados, por isso se afastou um pouco dando espaço a Camus.

O maior ficou surpreso com o convite para a cama. Ele na cama de Mikaze, um espaço que o menor não gostava que ninguém invadisse. Porém não poderia recusar. Retirou os sapatos e afrouxou a roupa ao se deitar abraçou Mikaze e o olhou de perto.

— Será difícil amanhã nós mantermos as aparências. – verbalizou o que estava na sua mente o dia inteiro. – Irei passar o dia inteiro querendo te tocar e não poder fazer isso.

— É só se controlar. — disse baixo, se sentia bem daquele jeito. Descobriu várias coisas com Camus. — Amanhã será um dia longo, por isso durma! — falou baixo.

— Sim. – ele olhou para os olhos de Mikaze e sorriu de leve. – Quando for somente nós dois eu poderei te chamar de Ai?

Era engraçado chamá-lo daquele jeito. Não chamava ninguém pelo primeiro nome, somente pelo sobrenome. Por causa de sua criação. Contudo eles eram namorados, eles poderiam lidar com algumas barreiras. Mikaze em caso de seus sentimentos e ele por conta de seu mundo fechado.

— Como desejar. — disse de olhos fechados, era estranho ouvir ele o chamar assim, mas não ligava muito para como fosse chamado. — Boa noite! — disse baixo.

— Boa noite, Ai. – o maior sussurrou e fechou os olhos apertando Mikaze nos braços.

— UTA –

Reiji seguiu pelo corredor com as mãos no bolso. Seus pensamentos estavam bem atentos para os novatos desse ano. Ele não deveria se envolver e nem se preocupar, não era sua obrigação, mas estava bem preocupado. Natsuki e Syo não estavam se controlando e se escondendo do restante da escola, Tokiya parecia muito abalado em olhar Otoya com a Nanami e o ruivo parecia interessado nela, ele não poderia esquecer que Ren estava bem diferente.

— Bem! – ele sussurrou para si. – Será complicado este ano. – seus olhos foram direcionados para os lados, não encontrou ninguém.

Será que era muito tarde e não percebeu o tempo passar em seus pensamentos? Entrou no quarto e viu que estava vazio. Que estranho, Ranmaru deveria estar lá. Melhor assim, dava tempo de tomar banho e voltar para preparar algo.

Riu com os pensamentos e cogitou se estava vermelho com isso, primeiro jantar para o seu namorado. Pulando, ele jogou as roupas para o lado e correu para o banheiro.

Ranmaru, estava de olhos fechados dentro da banheira, recitando algo quando viu Reiji entrar nu. Ele analisou o menor.

— Reiji. — disse olhando para o corpo do menor e depois para seus olhos. — Pensei que não chegaria nunca, vem! — o chamou se afastando para o outro entrar.

— Ran-Ran! – Reiji estava surpreso em vê-lo, até se sentiu um pouco envergonhado com isso, em invadir o espaço e algo privado de Ranmaru. – Eu não esperava te encontrar aqui! – seus olhos se abaixaram. Ele não ficava afetado com Ren, pelas vezes que viu Ranmaru sem camisa e teve que aprender a lidar com isso. Porém Ranmaru o chamava para compartilhar da banheira. – Posso mesmo entrar?

— Anda Reiji. — disse, abrindo as pernas para que o outro ficasse entre elas . Reiji parecia envergonhado, era até que fofo ver ele assim.

Os olhos de Reiji ficaram baixo de repente com o pensamento que estaria perto o suficiente de Ranmaru. O mais próximo que já esteve na vida. Seus passos foram lentos até a borda da banheira, ao colocar a primeira perna sentiu a água na temperatura ideal, se sentiu um pouco estranho ao colocar a outra pois sabia que sua parte traseira estava bem exposta para os olhos de Ranmaru, já que estava de costas.

Sentou-se na banheira e sentiu a água quente relaxar seu corpo de uma forma que precisava, porém ainda havia tensão em são ombros, encolhido na água sem encostar um milímetro sequer na pele de Ranmaru.

Ranmaru sentiu que reiji parecia tenso por isso lhe beijou o ombro.

— Não precisa ter medo, eu não vou te machucar. – Ranmaru pôs as mãos na cintura de Reiji, sentiu o tremor ao tocar a pele macia. — Vem para mais perto! — falava o trazendo lentamente até que encostou em algo que Reiji sabia o que era tendo contato diretamente em sua parte traseira.

Reiji tremeu mais ao sentir o calor do corpo de Ranmaru perto do seu, e a intimidade tão perto. Fechou os olhos e respirou fundo, não iria ter um ataque de ansiedade logo agora. Das vezes que o viu sem roupa não deveria mais se sentir assim, tudo bem que nunca tocou, era somente uma admiração de longe.

Sim, uma admiração de longe que quando ficava sozinho acabava se tocando pensando sobre como seria o corpo de Ranmaru sobre o seu.

Enfim, relaxar seria o melhor. Ranmaru jamais o machucaria. Fechou os olhos e encostou a cabeça no ombro e relaxou mais.

— Eu encontrei os novatos. – começou um assunto para romper o silencio. – Eles não estavam juntos.

— Hum! Eu ainda tenho minhas dúvidas, mas é muito problemático para mim, por isso não vou pensar nisso. — disse fazendo uma caricia na coxa de Reiji — Você deveria se preocupar menos. — pegou a esponja e começou a passar pela perna de Reiji.

— Eu me preocupo com os novatos. – Reiji suspirou pensativo, a forma que Ranmaru estava atento a lhe dar banho assim como o seu corpo estava mais quente. – Estava querendo ajudar, só que terão corações saindo machucados nisso. Os seis novatos são interessantes, mas eles estão com problema.

— Eu me preocupo com Masato, ele ama o Ren, porém há muitas coisas que os impede. — não queria falar sobre isso, mas Reiji parecia querer falar. — Masato não vai aceitar esta relação, ele é muito tradicional, e Ren duvido que vá desistir, ele também ama o Masato. — disse passando para outra perna, gostou de fazer aquilo, e de vez em quando deslizava uns dedos para tocar na pelo do menor.

— Agora entendi porque Ren estava daquele jeito. – Reiji sussurrou para si novamente. Os olhos tristes de Ren, mas o sorriso. Provavelmente naquela hora ele deveria ter de deitado com alguma garota para esquecer Masato. – Hoje Ren-chan parecia quebrado. Falando coisa que eu acho que normalmente não diria.

— Só vai piorar ele estar no mesmo quarto que Masato. — disse dando uma mordida leve no pescoço do menor enquanto subia a esponja para sua virilha. — Por isso se eu ficar próximo do Masato não fique com ciúme, eu vou tentar conversar com ele.

— Ran-Ran... – Reiji levantou um cotovelo e se afastou um pouco de Ranmaru, segurando seu pulso. – Tudo bem! – ele não olhava para trás, mas as pontas de suas orelhas estavam vermelhas, mas rapidamente passou. – Eu posso cuidar de Ren-chan, ele parecia bem a vontade comigo.

— Reiji — disse Ranmaru voltando a puxar o menor para si, ele estava assustado. — Faz comigo! — pediu lhe entregando a esponja.

A esponja foi apertada de uma maneira que Reiji podia sentir a espuma escorrer por seu braço quando ele olhou para os olhos de Ranmaru e não viu sinal nenhum. Seus olhos desceram para o corpo de Ranmaru e ele se virou um pouco, descendo a esponja pela clavícula de Ranmaru. Seus olhos pratas estavam atentos a cada detalhe. Era sempre melhor ver de perto e agora tocar.

Lentamente e de forma graciosa ele lavou a pele de cima, ombro a ombro e peito, segundo até o pescoço. Molhou a esponja na água e a apertou em cima, vendo como a espuma descia sentindo uma vontade imensa de lamber aquela pele. Ele colocou o sabão sobre a esponja, fazendo mais espuma e espalhou nos braços de Ranmaru, sempre olhando e atento.

— Estou fazendo certo? – perguntou baixo, os olhos prata atentos a cada curva dos braços.

— Sim, gosto do seu toque por mais indireto que seja. — disse baixo fechando os olhos. Reiji era delicado, era bom saber essas coisas. — Pode descer mais. — pediu silvando.

O menor olhou para baixo, a parte inferior coberta pela água e espuma. Ele poderia esperar que Ranmaru estava planejando algo, ou talvez não. Ele não poderia definir. Se afastou mais um pouco e abaixou a mão até a água, sentindo a perna de Ranmaru, estranhamente a água estava quente demais para o seu gosto quando ele começou a lavar a perna.

Firme, resistente e masculina. Teve até vergonha das próprias pernas por pensar assim, que as penas de Ranmaru eram bem mais masculinas. Ele precisava de foco. Se focou, lavou cada perna de maneira ideal, mesmo que as vezes mordesse os lábios e estivesse vermelho demais para pensar.

Foi desse jeito que lavou a barriga de Ranmaru, vendo como era dura e detalhada do jeito que ele sempre imaginou ao toque. Era o máximo que poderia chegar quando seus olhos foram em direção aos de Ranmaru, brilhantes e atentos.

— Ran-Ran tem um bom físico. – sorriu meio de lado. – Eu terminei. – afastou a esponja e ficou com ela fixa no próprio peito. – Ran-Ran está completamente limpinho agora. – apesar que ao pensar nisso, Ranmaru não tinha esfregado em tantos lugares no seu corpo como ele tinha feito agora.

— Ainda não, falta umas partes! — disse com um sorriso de lado. — Você não lavou o Ranmaru junior. — disse pegando a mão de Reiji e pondo em cima de seu membro. — Ele não morde! — avisou vendo Reiji arregalar os olhos.

Reiji não sabia o que fazer, seus olhos estavam arregalados, sua vista não descia mais e estava atento aos olhos de Ranmaru. Queria falar da ousadia, queria brincar e fazer algum tipo de piada para aliviar. Queria ser ele mesmo, mas não conseguiu. O sangue estava subindo até a sua cabeça, e acabou lambendo os lábios tão secos que ficaram.

Ranmaru era tão quente em sua mão. Sem reação nenhuma, ele se perdeu no vazio de sua cabeça, pensando que em tempos ele jamais cogitou nem estar na mesma banheira de Ranmaru e agora, aqui estava ele com a respiração falha, de olhos fechados, apertando uma de suas mãos contra o peito e a outra segurou o membro rígido de Ranmaru.

Sua mão tremula sentiu a glande dele, inchada ao seu toque. Passou o polegar pela ponta e como estava de olhos fechados começou a imaginar como seria a cena. Engoliu seco mais uma vez, ficando ofegante, quando sua mão desceu lentamente, sentindo o calor, a pele e as veias pulsando. Ranmaru era grande e quente e parecia inchar mais ainda na sua mão, quando chegou na base e seus dedos sentindo a forma inchada dos testículos, passando os dedos na linha entre eles e voltando a subir.

Não tinha reparado o quanto estava quente e respirando alto, só por estar fazendo isso. Era muito mais que poderia pensar. Nas suas fantasias não se permitia tocar em Ranmaru, as vezes se deitava na cama do amigo se tocava sentindo o cheiro e imaginando que era Ranmaru o tocando e ficava por assim mesmo.

Jamais cogitou estar fazendo o que estava realizando naquele momento com a sua mão, subindo e descendo e sentindo a rigidez. O falo crescia em sua mão, ficava quente e pulsante, novamente lambia os lábios imaginando a cena. O tão delicioso seria se permitir passar a língua na fenda do membro.

Pensando assim jogou a cabeça de lado e gemeu baixinho, sua boca aberta pedindo por ar, sua língua indo até seu lábio e se sentindo quente. Sem pensar direito o que estava fazendo, levou com a outra mão um pouco de água para o seu peito e tocou em um de seus mamilos, como fazia quando se tocava pensando em Ranmaru. Acariciando o próprio botão entre o polegar e o indicador, apertando as vezes e gemendo o nome de quem tanto gostava baixinho.

Quando abriu os olhos devagar, trêmulos e lacrimejantes, ele se lembrou o que estava fazendo e na frente de quem e parou. Ele afastou a mão de Ranmaru e se levantou de repente.

— A-Acho que... Que está bom. – estava sem jeito. Estava agindo inconscientemente e fazendo um papel ridículo. Escondeu sua excitação e colocou uma perna para fora da banheira.

Ranmaru estava surpreso, ele não imaginou que Reijji fosse fazer aquilo se abrir assim, mostrando o que ele estava imaginando naquele momento, mostrando belas expressões, mordendo os lábios tão chamativos, era lindo ver ele mostrar o que sentia, mas ele queria que o outro se mostrasse assim somente para ele. Seu membro pulsava, Reiji havia judiado do seu amigo, com aquelas mãos macias e queria ouvir Reiji gemer mais, queria ele inteiramente.

Como não pode ter percebido aquilo, sempre esteve ao seu lado, o aturando, só Reiji fazia aquilo, ou pelo menos conseguia fazer. Estava se sentindo tão quente, mas estava feliz, ninguém tinha agido daquele jeito com ele. Sua primeira vez estava bêbado e a menina só falava besteira, e agiu feito uma qualquer. Seu pequeno era lindo e especial.

Segurou o pulso de Reiji e viu algo, não pode deixar de sorrir, Reiji também o queria.

— Não vai não! — sussurrou o trazendo para o colo — Você é meu!

Kotokubi foi para em seu colo e como forma de apoio segurou os seus ombros. O coração a mil, a boca aberta buscando a respiração que não conseguia controlar. Os dedos calejados por causa da guitarra queimavam a sua pele. Ele se sentia envergonhado e desejoso. Escutar a voz de Ranmaru o dominando.

Quando tentou se afastar, sentiu um arrepio em sua espinha ao sentir o membro rígido e quente e Ranmaru se esfregando em suas nádegas. De repente ele se sentia estranhamente vazio e desejando ser preenchido, era a mesma ansiedade que lhe invadia quando inventava de se deitar sobre a cama do seu amigo. Sentir aquele cheiro forte, masculino que somente ele tinha.

Mordeu os lábios descansando a cabeça sobre os ombros, sentindo mais daquele cheiro que tanto tentou sentir das roupas e lençóis. Seus quadris se movendo inconscientemente para frente e para trás, tentando se aliviar ao se esfregar. Os lábios encostando na orelha, suspirando e gemendo baixinho.

— Sua... – puxava o ar de olhos fechados. – Sua cama. – pediu sem fôlego.

Ranmaru ajeitou Reiji em seu colo com cuidado e o carregou até sua cama. Deitou Kotobuki com cuidado e o observou, estava tão vermelhinho, abaixou-se até o pescoço e lambeu o mordendo em seguido.

— Você me quer? — perguntou no ouvido dele, uma de suas mãos segurava seu queixo o fazendo o olhar.

Reiji o olhou e não desviou. A sua boca estava aberta, pedido por ar e beijos. Ele se contorcia sobre aquela cama, levantava o quadris mostrando o quanto queria ser tocado. Estava na cama Ranmaru, porque Ranmaru o levou até lá. Estava nos domínios de Ranmaru e não era invadindo ou escondido, seu coração palpitava mais, o cheiro forte lhe invadindo.

— Q-quero! – sussurrava tocando na mão em seu queixo. – Quero você. – o tirou de seu queixo e arrastou até a sua boca, lambendo as pontas dos dedos e ainda se contorcendo, até começar a chupar dois dedos.

Ranmaru cada vez ficava mais surpreso com as atitudes de Reiji, estava animado tanto que ficou feliz em beijar aqueles lábios, mesmo que de forma mais agressiva, porém sem machucar, desceu os dedos até a entrada de Reiji.

— Você sabe... — disse acariciando aquele local. — Que eu pertenço só a você? — sussurrou enquanto afundava os dedos naquela entrada sentindo o menor se contorcer mais. — Você e tão quentinho Reiji, me desculpa, mas não consigo ir lento. — disse movendo os dedos em um vai e vem gostoso. — Seu cheiro está tão convidativo. — sussurrou enquanto chupava um dos mamilo rosado do menor.

Reiji apertou os fios de cabelo de Ranmaru, segurando o ar e apertando o seu interior e com isso os dedos. Os olhos estavam fechados de maneira forte, mas o gemido estava lá por ainda estar sendo estimulado. O corpo perdido com o calor. Estava adorando os dedos que tanto desejou, adorando aquela boca sobre o seu mamilo, estava perdido em excitação, virando os olhos.

— Ran-Ran. – gemia. – Ran-Ran... – escutava um som molhado dos lábios de Ranmaru em seus mamilos e sentia ser esticado cada vez mais. – Toque-me mais, Ran-Ran!

Ranmaru estava amando aquilo cada vez mais, sua mão livre começou a traçar uma linha invisível no corpo do menor, sua boca descia e marcava pequenos espaços em Kotoboki, ele nem podia imaginar o quanto estava lindo o chamando.

Acrescentou mais um dedo, enquanto desceu e lambeu o membro do outro o sugando em seguida queria que fosse bom para Reiji.

— Eu pertenço a quem? — perguntou dando uma mordida na viriliza do outro.

O moreno poderia rir naquele momento, mas não conseguia se concentrar em ser o palhaço de sempre. Ele queria tanto gritar que pertencia a Ranmaru, mas este estava fazendo uma pergunta inversa. Ranmaru pertencia a quem? Passar por sua cabeça isso era novidade, e muito mais difícil de pensar quando seus sentidos estavam sendo sugados naquela maneira enquanto gritava arqueando as costas.

Durante esse tempo, quando sorria, brincava com ele, o manipulava com comida, tudo que vinha era que ele e seu coração pertenciam a Ranmaru. Sempre o fazendo sorrir, ou quando o via irritado e falava algo para acalmá-lo e conseguia. Aos poucos cada fragmento do seu coração tinha sido roubado.

Então ele pertencia a Ranmaru, sua alma, seu coração, seu corpo. Tudo seu pertencia a Ranmaru e aquela boca que estava lhe tirando o sentido.

— A.. A mim? – perguntou entre os gemidos, tocando nos cabelos e fechando os olhos.

Ranmaru parou e olhou o ofegante Reiji, voltou a subir lhe beijando o corpo até chegar a boca, fez questão de olhar nos olhos dele.

— Somente a você! — sussurrou antes de beija-lo apaixonadamente, ficou no beijo até que o ar foi necessário – Vê? Eu estou na suas mãos... — sussurrou parando de penetra-lo com os dedos. — Acha que eu posso te possuir? — perguntou se posicionando.

O coração de Reiji disparou, ele estava vendo tudo turvo quando as lágrimas desceram, mas ele limpou rapidamente sorrindo. Ranmaru dizer que pertencia a ele era o ápice que suas fantasias nunca poderiam chegar. Valeu a pena esperar anos para que este momento chegasse.

Tremulo ele se virou para uma posição que ele achava que seria menos dolorida. Céus, nunca achou que seu corpo ficaria tão relaxado como agora e também nunca achou que alguém tão cabeça dura e ranzinza como Ranmaru diria tudo aquilo para ele. De bruços, ele tremeu e sentiu uma dor pequena em seu membro e levantou os quadris, se expondo para Ranmaru.

Olhou por cima dos ombros para ele, o cabelo castanho grudado em sua pele e lambeu os lábios sentindo o maravilhoso cheiro nos lençóis.

— Estou pronto. – sussurrou o olhando.

Kurosaki sorriu de lado, achando Reiji desflorável, tocou na carne macia das nádegas e pôs a boca na entrada o preparando melhor com a língua escutando os gemidos de Reiji, o deixando bem molhado após este processo ele se posicionou e começou a entrar no menor.

— Me diga quando doer. — disse empurrando a cabeça de seu membro na pequena entrada. Chegava a doer por ser tão apertado. — Reijiii! — gemeu sentindo o menor tremer.

As mãos tremulas de Reiji seguraram firmes nos lençóis, seus olhos lacrimejaram mais um pouco e ele precisou se manter com a boca aberta para respirar. Ele não falaria da dor, não depois de tanto prazer que recebeu e de estar naquele lugar com Ranmaru. Seus olhos estava fechados e mordeu o lençol embaixo dele sentindo-se ser alargado mais ainda, o calor e a pressão o invadindo, o sangue circulando com força.

Se sentiu completo enfim, não mais vazio como antes. Queria que seu corpo resistisse e se mantivesse firme com a invasão. Mesmo com a dor, ele saberia que passaria com Ranmaru. Olhou por cima do ombro, vendo que Ranmaru estava totalmente suado e seu rosto concentrado naquilo. Com a sua mão tremula ele conseguiu tirar uma das mãos de Ranmaru na sua cintura a levando para seus lábios também trêmulos e o beijou.

Assim levou aquela mão para o seu peito e fez que os dedos ficassem por lá, eriçando seus mamilos. Com a outra mão tremula, tentou retirar a outra mão dele, mas suas pernas tremeram e ele apertou seu interior, voltando a fechar os olhos.

— Por favor! – choramingava. – Ran-Ran, me toque também... – abriu os olhos. – Preciso sentir você todo.

O de cabelos cinza viu o esforço do outro por isso o continuou o penetrando, mas acariciava o corpo menor que o seu tentando relaxa-lo mais ainda, sabia que estava sendo doloroso por isso iria tentar ir mais devagar possível. Foi assim até estar inteiramente dentro de Reiji, mas não se moveu, sabia que ele precisava de um tempo, por isso distribuía beijos e mordidas pelas costas, levemente suadas.

— Quando estiver pronto, eu me movo. — disse baixo lhe beijando o pescoço.

— Eu estou pronto. – a resposta rápida de Reiji parecia desesperada. – Estou pronto há muito tempo. – choramingou. – Mal faz ideia o quanto me preparei bem cima dessa cama para ter você, por favor. Eu sempre me masturbei bem aqui pensando em você! – moveu levemente os quadris e mordeu o lábio. – Ran-Ran, quero ter você! Eu estou pronto!

Kurosaki respirou fundo antes de começar a se mover. Estava difícil, ainda mais com a preocupação de machucar Reiji. Com uma mão, deslizou até a perna do menor e a abriu mais, lhe dando mais espaço para a penetração.

Aos poucos foi sentindo a dor aliviar um pouco e seu membro podia ir e vir com mais facilidade, foi aumentando as investidas gradativamente até deixar Reiji de lado e segurar o membro deste o estimulando, logo em seguida parou.

— Você já m-me tem! — disse com dificuldade. — Por inteiro! — completou mordendo a orelha de Reiji levemente.

Apesar da dificuldade da posição, Reiji tentou abrir os olhos e sua mão até a cabeça de Ranmaru, brincando com o seu cabelo e o puxando para um beijo. O rosto virado para trás, ele sorriu e se estimulou para não perder a eletricidade que estava tendo, não depois de sentir Ranmaru chegar em um ponto que o fazia perder os sentido..

— Te amo. – sussurrou, movendo o quadril para ele ter aquilo de novo que estava sentindo. – Ran-Ran é mal comigo por parar.

— Não quero que se toque, quero que venha sem isso. — disse pegando a mão do menor a beijando. — Quero te fazer sentir bem. — disse beijando o ombro do outro — Obrigado por me amar. — disse feliz. — Eu também te amo! — ele tinha certeza, não podia ser menos o que ele sentia pelo seu pequeno.

Os olhos prata de Reiji aumentaram consideravelmente de tamanho para olhá-lo. Já eram olhos infantis, de um brincalham que guardava dentro de si um grande amadurecimento. Olhos que se preocupavam, risonhos e tristes as vezes, agora o olhavam com surpresa.

Eles acabaram por brilhar e depois se fecharam quando Reiji sorriu e o beijou com dificuldade. O menor tinha deixado a cabeça cair e manteve as mãos unidas as de Ranmaru quando teve que se manter com uma perna levantada ao receber as investidas novamente.

A força, o poder implacável em possui-lo, a voz e a pulsação contra o seu ponto o enlouqueceu. A dor estava desaparecida e restava o prazer e a voz de ambos. Quando a penetração ficou fora de ritmo e implacável ao ponto de fazer seu pênis balançar e pingar pela cama, foi quando Reiji estava sem ar e se encolhendo mais, então ele gritou e jogou a cabeça se contorcendo com o prazer. Jogando sua semente manchando os lençóis e recebendo em seu interior a marca de Ranmaru, quente e viscosa.

Ele fechou os olhos lentamente deixando os braços caírem com o cansaço, o cansaço lhe tomando aos poucos.

Ranmaru ficou naquela posição até se acalmar, em seguida virou Reiji e o abraçou.

— Vamos, para mais um banho. — disse se levantando e o trazendo com ele. — E hoje dormirei na sua cama. — disse voltando a beijar Reiji.

Reiji poderia se sentir feliz nesse momento se sua cabeça não estivesse um turbilhão e loucura e o cansaço estivesse o tomando. Mas estava feliz, mesmo que desmaiasse na banheira ele poderia levar consigo que Ranmaru disse “Eu te amo”.

— UTA –

A noite poderia ser muito boa para alguns e ruim para outros, Ren poderia pensar assim deitado em sua cama, sentindo os raios de sol em seu rosto. Ele mal tinha conseguido dormir, solitário e no frio sem o corpo de Masato para apertar em seus braços, ainda mais agora depois de ter provado toda a essência pecaminosa e descoberto o que sentia.

Estava amaldiçoado a ter que dormir no mesmo quarto da pessoa que estava amando e não poderia tocá-lo, há alguns passos de distância dele. Fazia anos que não se sentia tão acabado e destruído, não querendo levantar e receber o mesmo silencio de ontem.

Aquele silencio como se não se tivessem entregado a paixão sobre aquele futon, Masato sentado treinando caligrafia e ele jogando dardos no dia anterior. Um silencio insuportável e falso, sabia que ambas as mentes estavam cheias de sons.

Ele não queria ir a maldita aula e sabia que Masato não o chamaria, com os olhos fechados o escutou se levantar, escutou o chuveiro e o escutou se arrumar, mas ele não se moveu e Masato muito menos se aproximou.

Por um momento desejou o mal, desejou que Masato estivesse passando por muita dor, como a dor que ele estava sofrendo agora no peito. Também dor física, que ele estivesse com as pernas fracas e não conseguindo se sentar para isso o lembrar a quem se entregou. Assim como desejou a dor emocional, pois partiu em pedaços o seu coração.

Com esse desejo e dor ele não viu que Masato se retirou do quarto sem ao menos checar se estava acordado. Enfim pode abrir os seus olhos e os sentiu ardidos. Por que? Ele não tinha chorado e muito menos passou perto disso. Só seguiu a sua noite com o silencio esmagador, acordado e olhando para o teto, desejando que tivessem nascido em outras famílias.

Suspirou e se sentou, puxando o cabelo para trás. Ele não iria para aula, ele iria ocupar a mente em outra coisa mais interessante.

— UTA –

Natsuki estava sentado em sua cama olhando para Syo atento, já estava arrumado somente esperava o menor terminar de arrumar o cabelo e colocar os acessórios. Estava completamente feliz apesar que estava achando tudo estranho em relação a acordar. Ele nem ao menos tinha se lembrado que horas foi dormir.

Lembrava de ver filme, lembrava que estava com muito sono e que já estava coçando os olhos e também lembrava que Syo lhe ofereceu leite morno. Também não se lembrava como acordou, sabia que já estava de olhos abertos e Syo em cima dele segurando o óculos em seu rosto.

Não se preocupou muito, pois era maravilhoso acordar e a primeira coisa do dia ver Syo sorrindo para ele. Era isso que era estar apaixonado, era interessante. Tokiya e Otoya deveriam passar pelo menos se estavam juntos, acordar um no lado do outro aumentando mais ainda o amor deles.

— UTA –

— Tokiya~~~~ — Otoya encostou a cabeça na porta do banheiro e coçou a barriga por debaixo da regata que estava usando. – Você está aí há muito tempo. – bocejou e arrumou a samba canção que usava. – Vou chegar atrasado à aula, Ringo-sensei vai me fazer sentar na frente. – esfregou os olhos com sono. – Neah, Tokiya~~~ — chamava choroso.

Tokiya soltou um suspiro de impaciência, terminou de dar os últimos toques e saiu passando pelo ruivo.

— Você deveria ser menos barulhento pela manhã. — disse pegando seu material. — E não se esqueça de tomar café, não quero ter que cuidar de ninguém doente. — disse saindo do dormitório. Não era de seu feitio se preocupar com ninguém, mas também não queria ser descuidado com o novo amigo barulhento.

Otoya sorriu, por mais sério que Tokiya poderia ser e por ter lhe deixado no dormitório, ele não conseguia esconder aquele lado protetor e preocupado dele. Era um bom amigo mesmo. Mas agora não era hora de pensar nisso, ele tinha que correr para se arrumar.

— TH –

— Eu não posso sair. – Reiji reclamou na cama, deitado de bruços e com os olhos cheios de lágrimas. – Eu não sinto minhas pernas, eu não vou! – virou o rosto. – Ran-Ran poderia ter sido mais tranquilo comigo.

— Você está fazendo jogo mole. — disse se sentando na cama. — Mas se realmente não for, tudo bem. Eu explico o que houve, que você não está se sentindo bem. — disse tocando na cabeça de Reiji. — Vou trazer seu café, e um remédio para dor. — disse penteando os dedos entre os fios castanhos, em seguida aproximou o rosto e o beijou. — Eu já volto! — disse.

— Reiji está triste. – o moreno chiou na cama e sorriu para Ranmaru. – Queria conversar com Otoyan e Ren-chan. – tocou nos fios prata. – Quero que cuide bem deles hoje e não faça nenhuma besteira. Fique também de olho no Tokki!

— Não fique triste, logo virei ficar com você. — disse o analisando. — Não vou virar mãe de ninguém. — disse em tom irritado — Mas darei uma atenção aos meus Kouhais. — avisou se levantando e saindo do quarto teria que ser rápido agora.

— UTA –

Camus estava com um estranho pressentimento quando acordou. Jamais acordava com pressentimentos, mas achava que estava acontecendo mais de uma coisa debaixo de seu nariz.

Deixa ele pensar, ele estava de olho nos alunos Natsuki e Syo, para pegá-los no flagra. Também estava de olho em Tokiya e Otoya, aqueles dois não poderiam o enganar em dizer que não estavam juntos, mas o dia de hoje seria interessante.

Principalmente para o ruivo, ele sofreria muito assedio do alunos em relação ao boato de Hayato-sama. entre os dois alunos ele era o alvo mais fácil.

Só que seu pensamento também estava voltado em seus amigos, Ranmaru e Reiji. Não sabia porque, mas tinha que ficar de olho neles também.

Seus olhos que estavam atentos ao seu reflexo do espelho, se viraram lentamente para trás, na direção de Mikaze. E sorriu, ele poderia ser hipócrita para alguns alunos, mas com Mikaze ele não conseguis ser hipócrita.

Estavam cometendo um erro, mas era um erro bom.

— Bom dia! — disse Mikaze se aproximando e ficando ao lado de Camus em seguida se esticou um pouco e selou os lábios do mesmo. — Vamos, não podemos nos atrasar. – foi até sua escrivaninha pegando seus pertences, e voltando a olhar Camus. — Você vem? – pôs a mão na maçaneta.

— Só me deixa estar preparado para eu voltar para o mundo real. – também pegou as suas coisas e seguiu até Mikaze. – Ai! – disse o seu nome e sorriu ao beijá-lo. Ele não poderia fazer mais isso o dia inteiro, poderia aproveitar agora. – Vamos. – colocou a mão sobre a de Mikaze e abriu a porta, quando ele colocou um pé para fora levou um susto quando uma aparição ruiva passou correndo. Seus olhos ficaram atentos vendo que era Otoya correndo pelo corredor, pelo menos um castigo poderia dar a aquele rapaz. – Vamos, Mikaze!

O de cabelo cyano o acompanho, Camus parecia muito mais apegado ao trabalho.

Notas finais
Agradecemos ao comentários e favoritos com carinho. Escrevemos com dedicação e amor e queremos saber o que vocês estão achando, o que devemos melhorar. Todo comentário é bem vindo e nos ajuda a melhorarmos cada vez mais para vocês. Agradecemos mais uma vez e até a próxima.