Orgulhosos demais
7 Cerejeiras Da Noite
Notas iniciais
Eu ainda não conseguia acreditar no que estava acontecendo. O que me deu na cabeça de seguir o Zoro? Admito que demorei tanto para escolher um dos vestidos novos que comprei no dia anterior que acabei ficando sozinha com ele no navio, já que havia pedido ao Sanji-kun e aos outros para irem na frente.
Outro erro meu: eu não memorizei o local do festival.
Desesperada, acabei confiando na direção do Zoro, que, para ser sincera, nunca teve muito senso de direção
“Estamos perdidos, não é?” eu perguntei
“Não, não estamos. Só precisamos continuar seguindo em frente...” Zoro insistia nisso. Estava claro que ele não sabia para onde estava indo. Eu me arrependi de ter lhe dado uma chance.
O mais estranho é que eu realmente não tinha memorizado nada. O último lugar que eu me lembrava de ter ido na ilha era um restaurante, mas era apenas uma lembrança vaga. Tentava buscar mais detalhes na minha mente, mas isso apenas causava dor de cabeça.
“Tá tudo bem com você?” Zoro perguntou, surpreendendo-me com um tom de voz preocupado, algo que eu nunca tinha ouvido dele. Eu afirmei com a cabeça, questionando se ele sabia de algo.
Sério, quanto tempo eu passei pensando aqui? Dois minutos? Dez ou vinte segundos? Só quando percebi que já haviam se passado mais de sessenta minutos é que a frustração tomou conta de mim.
“Tá bom, já chega!” falei furiosa, parando de andar. Zoro me olhou com uma expressão confusa. “Estamos completamente perdidos. Você não sabe onde esse maldito evento está acontecendo.”
“... Na verdade, é um festival...”
“TANTO FAZ! Eu desisto, vou voltar para o navio!” Virei de costas e olhei por cima dos ombros. “Estou indo!” Eu me virei novamente e olhei de novo. “Não tente me impedir, ouviu??”
Dando um passo e ameaçando dar outro, encarei-o. “Eu estou indo mesmo!”
Ele simplesmente não disse nada, e eu não olhei mais para trás. Já estava distante, mas pude ouvi-lo:
“Nem pense que eu vou te buscar!”
(...)
Eu andei tanto com meus pensamentos distraídos que acabei me perdendo também. Estava completamente desorientada, como se tivesse pego a “Síndrome do Marimo Perdido” ou algo assim.
Olhava para todos os lados na floresta: só árvores e mais árvores. O caminho pelo qual eu havia vindo era um mistério, parecia um labirinto. A noite estava caindo rapidamente, e eu sentia um friozinho, com meus saltos começando a doer em meus pés de tanto andar.
Acabei encostando minhas costas em uma árvore e me sentando no chão, depois de tirar meus sapatos cor-de-rosa que combinavam perfeitamente com o meu vestido. Mas isso já não importava mais. Não me importava sentar no chão sujo, nem se o vestido tinha sido caro.
Sentia-me estranha. Sozinha e totalmente perdida, em todos os aspectos. Inclusive, sentia um pouco de medo.
Abracei meus joelhos e enterrei meu rosto nos braços, fechando os olhos.
(...)
Estava quentinho e confortável. Eu me perguntei se estava de volta à minha preciosa cama macia que dividia com a Robin. Mas, para minha surpresa, era a costa do Zoro.
“E-Ei! Me coloca no chão agora!” Eu tentei falar com firmeza, mas meu rosto estava corado. Pisquei os olhos antes de perguntar, surpresa: “Você... voltou?”
“O Ero-Cook me encheria o saco se eu te deixasse sozinha. E a floresta deve ser perigosa, como todas as outras.”
Então você voltou...
“Oh...” sorri de canto e aproximei meu rosto da orelha dele. “Ficou preocupado comigo, foi?”
“É... Claro que não!” ele respondeu, levemente corado. “Eu só... não podia mesmo! Deixar um tripulante pra trás não cola”
“Tripulante...” repeti baixinho, sentindo um desconforto com a palavra. Parei de pensar nisso e olhei para frente, reparando que estávamos entrando em uma caverna. “Pra onde estamos indo agora?”
“Para o festival, ué.”
“Tem certeza de que este é o caminho certo...?”
“Minha intuição diz que sim.”
Uma grande gota de suor apareceu ao lado da minha cabeça. Dei um leve tapa no meu rosto e soltei um suspiro.
“... Então eu confio em ti.”
“Huh? É você mesmo falando, bruxa?”
“Argh, para, tá?? Estou te dando uma chance. De novo. Espero que não erre dessa vez, hein!”
“Prometo não te decepcionar.” Zoro falou determinado, aumentando os passos. Vimos uma luz à frente e, quanto mais nos aproximávamos, maior ela ficava. Concluímos que estávamos chegando ao fim da caverna. Não pude deixar de sorrir com a animação que me tomou.
“Vai, cavalinho!”
“Cavalinho nada!!”
Zoro me colocou no chão com delicadeza. Perguntei-me como ele não estava cansado depois de tudo isso. A beleza do lugar ao final da caverna era imensa.
Era uma mini ilha, e no centro dela havia uma enorme árvore de cerejeiras, florescendo sem parar. Às vezes parecia até brilhar e mudar de cor. O único caminho para chegar até lá era uma trilha de pedras, algumas separadas demais, mas isso não importava.
Aposto que meu sorriso estava tão grande quanto o de uma criança. Corri animada até a árvore, encantada com a iluminação rosa que ela proporcionava.
“O-Oi, Nami!” Zoro segurou meu braço e me puxou, evitando que eu caísse no lago ao redor depois de escorregar. Eu só ria. “Céus, tome mais cuidado!”
“Zoro, esse lugar é lindo! Olha só quanta beleza! Que coisa mais magnífica...!”
“Devo concordar que é realmente lindo...” Ele também estava deslumbrado.
“Né!”
Quando o caminho terminou, pude analisar a árvore de perto e sentir o aroma delicioso das flores.
Eu praticamente pulei em cima dele e o abracei. “Obrigada por me trazer aqui, Zoro!”
Ele parecia um pouco receoso, mas retribuiu o abraço. “D... De nada.”
Vi outro caminho, que parecia ser a saída. Eu queria ficar mais ali com ele, mas tínhamos um compromisso! Peguei a mão dele, que parecia confusa, e corri até lá.
—--
Zoro
Realmente, a árvore de cerejeira era muito bela, mas não tão bela quanto essa ruiva, sinceramente
Seus olhos brilhavam ainda mais. Chegamos ao festival.
Estava animado, iluminado, muito bem organizado e bonito demais. As pessoas estavam se divertindo ao máximo.
“ALELUIA! Chegamos!” Nami exclamou, sorrindo. Eu ri baixinho da expressão dela.
Deixamos para encontrar o resto da tripulação mais tarde; ela queria se divertir logo, e eu admito que também estava animado. Comemos alguns pratos típicos, e aposto que o Ero-Cook e o Luffy devem ter feito o mesmo até não haver mais comida. Estava tudo de graça! Aproveitamos bastante e bebemos um pouco, mas não deixei ela ficar bêbada.
“Nami, não... eu já disse uma vez que eu não sei dançar.” Nami estava me puxando para dançar novamente, juntando-se a alguns casais que estavam curtindo uma música lenta.
“Sério? Disse? Não me lembro.”
Quando percebi, já estava com as mãos na cintura dela e ela com os braços ao meu redor, encostando a cabeça em meu peito. Começou a chover, uma chuva leve, mas isso não nos fez sair dali.
“Hoje...” ela começou a falar “Hoje foi um dos melhores dias da minha vida. E divertido, de algum modo.”
“Sério? Achei que você tinha ficado com raiva por eu ter feito nós nos perdermos.” A chuva estava diminuindo aos poucos.
“Isso já está perdoado há muito tempo. Na verdade, eu agradeço por isso! Tudo valeu muito a pena.”
Uma mecha ruiva deslizou pelo seu rosto angelical e outra cobriu um pouco seus olhos castanhos brilhantes. Afastei o cabelo molhado dela de leve.
“Então isso é mútuo.”
Eu queria lhe dar um beijo. Estávamos quase lá, quando uma pequena explosão nos interrompeu e fez a música parar. Todos olharam para o céu e percebi que eram apenas fogos de artifício.
“Ai meu Deus, outra coisa linda...” Nami disse com um sorriso infantil enquanto observava o céu estrelado. “Zoro, Zoro!” Ela me puxou. “Olha aquele ali! Parece o Franky!”
“Caramba.” exclamei, e não era que parecia mesmo? “... É idêntico...”
Zoro off
O resto da tripulação olhava os dois de uma certa distância, riam juntos e comiam ao mesmo tempo.
"Tudo isso graças ao Usopp-sama!" Usopp gabou-se, ele tinha sido o responsável pelos belos fogos de artifício. "E a Robin também, por ter armado o plano!"
Robin começou a rir. "Que bom que tudo acabou bem para os dois."
Fale com o autor