Orgulhosos

1 Capítulo 1


Notas iniciais
Não sei se alguém ainda acompanha essa história, mas gostaria de explicar para os leitores antigos que estou reescrevendo-a. Havia muitas coisas que me incomodavam, muitos delírios da época em que comecei a escrever (quando eu tinha 13 anos) que eu gostaria de corrigir, pois estavam me tirando a vontade de continuar. Como eu amo esse shipp, resolvi recomeçar e tentar escrever algo melhor. Agradeço a quem já tinha lido antes e espero que gostem da nova versão. É isso, boa leitura! c;

Seto observa o que sobrara do prédio com satisfação. A destruição definitiva daquele lugar selava o encerramento completo daquele capítulo desagradável. Tudo relacionado a Dartz e ao Doma estava acabado.

Ele não poderia deixar de pensar nos transtornos causados por eles, problemas que ainda precisavam ser resolvidos. A reputação da KaibaCorp fora afetada, contas a pagar. Havia muito a ser feito.

Ele deu uma última olhada no ambiente, decidindo que já gastara tempo o suficiente com aquilo.

— Vamos embora, Mokuba. — ele disse ao irmão, começando a caminhar com os olhos ainda fixos no cenário de destruição.

Mokuba o seguiu distraído, olhando em volta dos escombros.

Depois de caminharem por alguns minutos, pelo lado contrário ao que entraram, Seto parou de repente, parecendo examinar algo.

Mokuba estranhou o comportamento do irmão.

— O que foi, Seto? Há algo errado? — Mokuba perguntou, seguindo o olhar do irmão até uma moto largada há alguma distância.

— Parece que sim. — ele respondeu com um fio de irritação na voz, enquanto avançava na direção da moto.

Mokuba seguiu atrás do irmão até que finalmente chegaram à motocicleta. Ao se aproximarem, puderam visualizar, a certa distância, a provável dona do veículo. Seto foi imediatamente até ela, já ansioso para avaliar o tamanho daquele problema.

Ele logo reconheceu a garota, que estava inconsciente. Havia um pequeno filete de sangue em sua testa. Parecia que ela havia perdido o controle da moto, talvez por causa do impacto da implosão do prédio.

— Essa garota não deveria estar aqui. — disse, fitando-a.

Havia avisos da demolição. Aquela área estava interditada desde o dia anterior; não deveria haver ninguém ali.

— Essa é a Mai! — Mokuba disse surpreso, finalmente alcançando o irmão.

Seto ainda olhava fixamente para Mai Valentine, inconsciente.

Seto apertou o maxilar. A responsabilidade cairia sobre a KaibaCorp. Sobre ele.

Aquilo poderia trazer problemas, e ele sabia muito bem que a empresa não poderia lidar com mais complicações naquele momento.

Com movimentos rápidos e precisos, ele se agachou e pegou a garota no colo.

— Seto, não seria melhor chamar uma ambulância? — Mokuba perguntou, confuso.

— Não. Não podemos arriscar mais uma manchete negativa associada à KaibaCorp. — respondeu, já caminhando a passos firmes em direção ao carro.

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Passaram-se algumas horas. Seto dirigira até o hospital particular mais próximo. Estava sentado com os braços cruzados, já impaciente pela demora, enquanto refletia sobre como lidaria com a situação.

Mokuba estava ao seu lado, balançando os pés, preocupado com Mai.

Foi então que Roland chegou, com um envelope pardo em mãos. Cumprimentou os dois e logo entregou o objeto a Seto.

— Aqui está, Sr. Kaiba, o relatório preliminar sobre Mai Valentine.

Seto pegou o envelope com desinteresse. Aquilo era apenas uma precaução. Para ele, Mai Valentine era apenas uma garota impulsiva, indisciplinada — alguém que atraía problemas. Calculava que seria fácil lidar com aquela questão.

Mokuba observou o irmão em silêncio. Discordava daquela atitude. Não achava que Mai fosse alguém que precisasse ser investigada. Ainda que tivesse feito escolhas ruins, ele a considerava uma amiga.

Seto, por outro lado, pensava nos riscos da situação.

— Vamos ver. — ele disse abrindo o envelope.

Passou os olhos pelas páginas com rapidez, de modo analítico e indiferente. Até que um nome familiar o fez erguer levemente as sobrancelhas, capturando sua atenção por alguns segundos. Mokuba percebeu a mudança sutil.

— Tem algo errado? — perguntou imediatamente.

— Ainda não sei. — respondeu de forma vaga, fechando o envelope e devolvendo-o a Roland.

Um breve som desviou a atenção de todos. Uma das portas se abriu, e um médico atravessou o corredor em direção a eles. O homem tinha cabelos já brancos e trazia uma prancheta nas mãos.

Seto levantou-se de imediato.

— Qual é o diagnóstico?

Mokuba imitou o gesto do irmão, ansioso para saber como Mai estava.

— Sr. Kaiba, ela está estável. Teve uma concussão leve, está com uma entorse séria no tornozelo e uma pequena fratura, mas sem deslocamento. Já imobilizamos com uma bota ortopédica. Ela precisará de repouso e observação, e não poderá apoiar o pé por algumas semanas. Não há risco imediato, mas deverá apresentar tontura e náusea nos próximos dias.

Mokuba respirou aliviado ao ouvir aquilo. Seto, porém, manteve o olhar fixo no médico, calculando como deveria conduzir a situação à luz das novas informações, que adicionavam uma camada extra de complicação ao cenário.

— Quando ela terá alta? — perguntou após alguns segundos, a voz já mais objetiva.

— Suponho que em um dia ou dois. Ela poderá se recuperar em casa. Apenas precisa de alguém para auxiliá-la.

— Seto, eu não acho que ela tenha alguém que possa cuidar dela... — Mokuba disse, virando-se para o irmão.

— Isso não vai ser um problema, Mokuba. — ele respondeu logo e virou-se para Roland. — Providencie que ela seja transferida para a mansão Kaiba hoje mesmo. Samantha ficará responsável por cuidar dela. E faça tudo com discrição.

— Sim, Sr. Kaiba. Cuidarei disso imediatamente. — Roland respondeu de imediato, antes de sair apressadamente para cumprir as ordens.

— Sr. Kaiba, seria prudente que ela ficasse em observação pelo menos até amanhã...

— Eu tenho médicos à disposição se for necessário. Isso não é mais da sua conta, doutor. — Kaiba disse, cortando-o, em seguida virando-se para sair. — Vamos embora, Mokuba.

Mokuba seguiu o irmão em silêncio, aliviado por saber que Mai seria cuidada em sua casa, apesar de estar um pouco confuso pela decisão do irmão.

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Mai abriu os olhos lentamente, piscou algumas vezes na tentativa de se acostumar com a claridade do lugar. A garota virou-se para o lado, notando uma grande janela fechada; uma cortina branca a cobria, impedindo que os raios de sol escapassem e tornassem o ambiente ainda mais claro. Ela sentiu-se grata por isso; seus olhos não suportariam ainda mais luz.

Ao virar-se novamente, desta vez para observar o outro lado do quarto, deparou-se com uma sofisticada decoração. Ela não se lembrava daquele lugar, apesar de o ambiente refinado lhe trazer instantaneamente seu antigo lar à memória; duvidava que estivesse de volta à casa dos pais. Na realidade, torcia para que este não fosse o caso, porque naquele momento não havia certeza de nada.

A última coisa da qual se recordava, antes de acordar naquele lugar desconhecido, era do peso de estar pilotando sua moto.

Ela estava a caminho do que restara da antiga sede do Doma, planejava recuperar alguns pertences. E depois iria embora daquela cidade, iria enterrar aquele capítulo sombrio de sua vida.

E então o chão pareceu estremecer.

Ela percebeu imediatamente que havia algo errado; um estrondo seco rasgou o ar. Uma vibração subiu pelo asfalto, atravessando os pneus, alcançando finalmente seus braços antes que pudesse reagir.

No instante seguinte houve uma explosão de poeira, estilhaços, concreto e sombras cobrindo completamente sua visão.

Ela tentou frear, corrigir a direção, mas foi em vão. Sentiu logo a moto perder a aderência e o guidão ser puxado violentamente para o lado.

O impacto veio rápido demais para ser compreendido. E depois disso não se lembrava de mais nada, apenas da escuridão.

Ela estava cheia de dúvidas, desconhecia aquele lugar ou o que havia acontecido e, para melhorar, não se sentia nada bem. O corpo sonolento pesava, mas esforçou-se para ignorar a vontade de voltar a dormir e decidiu tentar levantar-se e descobrir onde estava e como havia chegado ali.

Apoiando as mãos no colchão, ela tentou erguer-se; no entanto, ao fazê-lo, sentiu uma forte dor no corpo. O que a fez deixar escapar um gemido de dor e terminar novamente deitada, encarando o teto.

— A senhorita está bem? — perguntou de repente uma mulher que saiu de uma porta no interior do quarto.

A mulher não aparentava ter mais que 25 anos, tinha cabelos pretos que estavam presos em um coque feito impecavelmente. Seus olhos eram castanhos; seu rosto continha uma expressão de preocupação. Ela usava um uniforme em um tom de azul bem claro, que parecia ser de empregada.

— A senhorita está bem? — a mulher repetiu a pergunta, enquanto dava passos rápidos na direção de Mai.

Mai a encarou com desconfiança.

— Quem é você? E que lugar é esse? — ela perguntou com a voz fraca, ignorando a pergunta de Samantha.

— Meu nome é Samantha, sou uma empregada nesta casa e estou encarregada de cuidar da senhorita. — A empregada hesitou um pouco, escolhendo as palavras. — Houve um acidente e você vai ficar aqui até se recuperar.

Mai ouviu tudo atentamente, estreitando os olhos para a mulher. Sua mente ainda estava confusa; imaginava que talvez ainda estivesse sob efeito de analgésicos, mas apesar disso ela conseguia perceber que algo estava errado. Aquela mulher parecia ter ignorado sua pergunta propositalmente.

Ela tentou novamente se levantar, com a intenção de ao menos conseguir se sentar. Ao apoiar-se em suas mãos novamente, a dor veio menos violenta do que antes, e talvez por isso fosse pior. Não era surpresa, era confirmação.

A mulher, vendo a situação dela, ajudou-a colocando alguns travesseiros atrás de Mai na tentativa de deixá-la mais confortável. E, com o auxílio dos macios travesseiros, ela conseguiu permanecer sentada, apesar de ainda sentir um leve desconforto.

— Obrigada. — agradeceu, apoiando suas costas nos travesseiros e sentindo um pouco de alívio.

— A senhorita não deveria tentar se levantar sozinha, seu corpo ainda está muito machucado. As lesões ainda são muito recentes, ainda vai demorar alguns dias até que as dores diminuam. O médico recomendou o máximo de repouso possível, então o melhor é que a senhorita evite se esforçar.

— Está bem — ela concordou, mas logo se lembrou da pergunta que a mulher não respondeu. — Agora será que pode me explicar que lugar é esse? Eu ainda estou em São Francisco?

— Não, nós estamos em Dominó, na mansão Kaiba.

— Mansão Kaiba? — perguntou, sentindo a respiração encurtar levemente. — Por que diabos eu estou aqui? Se eu sofri um acidente deveria estar num hospital, não é?

— Eu não sei sobre os detalhes, aparentemente os irmãos Kaiba encontraram a senhorita inconsciente e a socorreram. — Samantha refletiu um pouco; sabia o motivo de ela estar ali, mas havia sido orientada a não dizer nada. — Me parece que a trouxeram para cá para que se recuperasse mais confortavelmente.

Mai deixou uma risada curta escapar ao ouvir aquelas palavras, mas logo o som morreu quando uma pontada de dor a fez prender a respiração por um instante.

— Você quer mesmo que eu acredite que estou aqui para me recuperar mais confortavelmente? Kaiba não é o tipo que faz caridade. — disse, desviando o olhar por um instante.

— É tudo que eu sei, senhorita. — ela disse. — Agora eu vou ter que deixá-la sozinha um pouco, vou buscar o seu almoço. Como a senhorita acabou de acordar, imagino que esteja faminta.

— Está bem, Samantha. — Mai concordou, cansada; sabia que era inútil insistir nas perguntas à mulher.

Quando ficou sozinha no quarto, ela varreu com o olhar o ambiente novamente, sentindo o incômodo crescer dentro de si.

Não havia nada familiar; até mesmo as roupas que usava eram estranhas. A camisola delicada que vestia era algo muito distante do seu estilo habitual; aquilo a perturbou. Ela detestava roupas que a fizessem parecer vulnerável ou inocente.

A bota imobilizadora no pé era algo à parte; era como que a sua sentença.

Então lembrou-se do seu baralho e logo se preocupou; não parecia estar ali. Contudo, ao pensar em suas cartas, a realidade a atingiu com força.

Sua mente ainda estava nublada pelos acontecimentos recentes, mas livre da influência corrosiva do Orichalcos. Restava apenas ela, sem vozes, sem ilusões, sem desculpas.

A lembrança do duelo com Joey surgiu sem piedade. Mesmo exausto após enfrentar Valon, ele lutara até o limite para forçar um empate, para tentar salvá-la. E, no final, sucumbira à exaustão com um sorriso, satisfeito por ser ele a pagar o preço.

Mai virou o rosto para a janela, incapaz de sustentar o peso daquela lembrança.

Alguns minutos depois, soaram algumas batidas na porta e, em seguida, Samantha entrou com uma bandeja em mãos, que continha uma refeição leve e os remédios que Mai precisava tomar. A mulher encontrou Mai fitando com um olhar distante a janela.

— Senhorita, eu trouxe seu almoço. — Samantha disse, fazendo com que Mai finalmente percebesse sua presença no quarto. — E os remédios que o médico receitou.

Mai deu uma olhada rápida para a comida, que havia sido depositada sobre seu colo. Em seguida, engoliu os comprimidos de uma só vez e tomou o copo de suco.

— Obrigada, Samantha. — ela disse sem olhar para a mulher. — Pode levar isso embora, eu estou cansada. Vou tentar dormir um pouco.

Samantha retirou a bandeja e ofereceu ajuda a Mai, que dispensou. A empregada entendeu que ela parecia querer ficar sozinha.

Não tardou muito até que Mai adormecesse; os remédios contribuíram para que ela alcançasse um sono profundo.

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Mai apertou o botão de desligar da TV e o deixou de lado, desistindo de tentar assistir a qualquer coisa.

Ela deixou escapar um suspiro cansado, olhando novamente para a nova camisola que vestia e tocando o tecido macio com os dedos; a peça era tão incompatível com sua personalidade quanto a anterior.

Após acordar, depois de algumas horas de um sono pesado, tomou um banho. A contragosto, foi obrigada a aceitar ajuda de Samantha; a dor ao se apoiar e o pé dolorido e imobilizado a deixaram sem escolhas.

Mai sempre odiou ter que depender de ajuda alheia, mas, na situação em que estava, não havia o que fazer.

Depois do banho, sentia-se melhor, mais acordada, ainda que a mente parecesse nublada pelo efeito dos analgésicos. E, com a clareza mental, o desconforto apenas crescia.

Soaram batidas na porta, que logo se abriu; Samantha entrou com uma nova bandeja de comida e, atrás dela, Mokuba parou na porta.

— Ei... posso entrar? — ele perguntou com cuidado.

— Mokuba? — Mai disse, surpresa; não esperava vê-lo tão cedo. E, por um instante, sentiu vergonha. Seus dedos se moveram por instinto, ajustando a camisola, numa tentativa de parecer menos frágil do que se sentia. — Claro, pode sim.

— Samantha disse que você acordou. Eu queria saber… como você está? — o garoto perguntou, fechando a porta e caminhando até ficar bem próximo de Mai.

— Digamos que eu já estive melhor. — ela respondeu, sem muito ânimo.

Samantha colocou a comida sobre o colo de Mai e, em seguida, afastou-se um pouco para deixá-los conversar em paz.

— Logo você estará recuperada. A Samantha vai cuidar muito bem de você. — o garoto disse com um sorriso gentil. — Eu fiquei aliviado quando Seto decidiu que você ficaria aqui, assim não precisa ficar sozinha num hospital.

Ela ficou em silêncio por alguns instantes, processando aquela informação.

— Não entendo por que seu irmão quis me trazer para cá. — ela disse, mantendo a voz firme, ainda que o corpo protestasse com um cansaço pesado. — Agradeço o cuidado, Mokuba, mas eu teria ficado bem num hospital.

— Ele apenas queria se certificar de que você fosse bem cuidada, afinal foi nossa responsabilidade o que...

Mokuba se interrompeu ao ouvir a porta ser aberta.

Seto Kaiba entrou silenciosamente, sem se anunciar. Terno azul-escuro impecável, postura altiva e rígida. A atenção de todos no ambiente caiu sobre ele e o quarto se tornou silencioso abruptamente.

Mai levantou o olhar involuntariamente e sentiu o corpo enrijecer; suas mãos ficaram imóveis sobre a bandeja, esquecidas ali.

Os olhos de Seto varreram o quarto com rapidez, parando quando se cruzaram com os de Mai. Eles se encararam por alguns segundos e ele desviou imediatamente, ignorando um pensamento que ameaçava surgir, virando-se para Samantha.

— Samantha, me acompanhe. — ele disse, seco, virando-se para sair. — Vamos, Mokuba.

— Sim, senhor Seto. — Samantha assentiu, seguindo-o para fora do quarto.

— Eu vou te deixar comer em paz, volto em outro momento. — Mokuba disse, um pouco hesitante, incomodado com as ações do irmão.

Mokuba saiu em seguida, e Mai ficou sozinha no quarto novamente. Contudo, o alívio não veio. O peso do olhar de Kaiba sobre ela ainda parecia presente.

O olhar permaneceu fixo na porta por algum tempo, depois voltou-se para a bandeja. Com dificuldade, ela tirou a bandeja intocada do colo e colocou-a de lado.

Deitou-se desajeitadamente, deixando escapar um gemido de dor com o movimento. Fechou os olhos com força, como se o gesto fosse ajudá-la a dormir mais rápido.

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No corredor, Seto diminuiu o passo quando estava prestes a alcançar a porta de seu escritório.

Mokuba e Samantha vinham atrás dele, acompanhando-o com dificuldade.

— Qual é o estado dela? — Seto perguntou a Samantha sem se virar.

— Tudo está dentro do esperado. Ela está um pouco inquieta, não está satisfeita com a dependência. E... — Samantha hesitou um pouco. — E ela não gostou de saber onde está.

— Ela gostar ou não, não é relevante. — Seto disse, parando ao alcançar a maçaneta da porta. — Certifique-se de que ela tenha tudo que precisa e a impeça de causar problemas.

— Entendido, senhor.

Seto entrou no escritório, seguido por Mokuba. Sentou-se, ligou o computador, enquanto Mokuba se jogou no sofá que havia por ali.

Tentou se concentrar no projeto que precisava revisar, mas logo abandonou a tentativa. O pensamento retornou àqueles breves segundos em que seus olhos se encontraram com os de sua hóspede, à firmeza silenciosa com que ela sustentara o olhar.

Aquela estadia não seria simples.