Notas iniciais
Essa fanfic é com o Loki e Legolas, faz tempo quero misturar esses mundos, espero que gostem, nos vemos la em baixo

Submundo

“A guerra entre os deuses durou anos, muito sangue foi derramado, tanto inocente, quanto sujo, as perdas foram tantas, que choramos durantes 40 dias e 40 noites, não houve festa, não houve comemoração, apenas dor. Não há como dizer quem saiu vitorioso, se é que houve um vencedor. Tudo aconteceu no inicio dos tempos, uma das maiores dadivas já concebidas no Olimpo fora o fogo, dele nasceu tantas coisas boas, mas tantos problemas. Zeus era orgulhoso, egoísta, colocava-se acima dos outros, era o mais poderoso, como poderíamos contraria-lo? Nos arrependemos por não tê-lo feito, mas éramos tão medrosos. Com o nascimento do fogo, nasceu seu egoísmo, dizia amar sua criação, amor os humanos, amar os fracos, mas era mentira. Aquela noite foi o início de tudo, o Titã livre, Prometeu, subiu ao Olimpo e roubou o fogo sagrado, desceu à terra e dividiu-o com os humanos, Zeus ficou irado, como poderia dividir tal criação com seres tão inferiores, conseguimos impedi-lo de tirar o fogo dos humanos, mas não pudermos impedir o que ele fez com Prometeu, dizia o deus que aquela seria sua punição por roubar do Olimpo, mas nós sabemos que aquilo era mentira, porém, nada fizemos. O Titã fora amarrado na montanha mais longe de tudo e de todos, com uma ave comento seu fígado todos os dias, dizem que ele está lá até hoje, esperando o dia em que o fogo, o salvará.

‘Depois disso, Zeus nunca mais foi o mesmo, o egoísmo corrompeu seu coração, suas ações não condiziam com o que era certo, e seus irmãos, decidiram não mais ajuda-lo. Durante cinco séculos foi assim, o deus não mais se importava com os humanos, apenas suas riquezas o importavam, entretanto, algo curioso aconteceu, Zeus se apaixonou, e desse amor, nasceu Hércules, aquele que veio para limpar os erros de seu pai. O garoto desde pequeno demostrava ótimas habilidades para um guerreiro, quando cresceu fora dado seus 12 trabalhos, os quais foram os piores erros de Zeus, porém o garoto os executou com maestria, e viveu até sua esposa o matar envenenado por causa do ciúme, mas não foi de proposito, a pobre moça apenas queria que ele não a traísse, Hera, esposa de Zeus, que lhe deu a túnica, se livrando assim, do filho bastardo. Após a morte de seu herdeiro amado, o poderoso deus, viveu anos de amargura, mas durante isso, sua liderança se tornou excepcional, as brigas que rondavam os deuses olímpicos, acabaram, trazendo a paz ao Olimpo.

‘Alguns deuses não conseguiam conviver com a paz, Ares, filho de Zeus e Hera, era o pior deles, sempre procurando brigas, lutas e adversários, tão loucos quanto ele, e foi em sua inconsequência que a guerra se deu início. Ares, nomeado Deus da Guerra, em uma de suas viagens, comprou briga com um asgardiano, de nome Balder, não satisfeito com sua vitória, insultou a todos eles, os desafiando para lutar, ao voltar para casa, seus companheiros contaram a Zeus, que ficou ofendido com tais atos, porém, bastou o filho ludibria-lo para que acreditasse em sua história, pondo a culpa, no asgardiano, o deus consumido por sua raiva, logo reuniu seu exército e marchou para Asgard, os demais deuses, se dividiram, os poucos que acreditavam na história de Ares, seguiram seu Líder até o reino dourado, os outros, apenas assistiram a batalha. Contudo, de batalha, evoluiu para guerra, esta que fora travada na Terra, os deuses que não estavam do lado de Zeus, desceram a Terra camuflados para ajudar os feridos e tentar parar com a guerra, porém, ela piorou, o número de mortos crescia a cada dia, durante quatro semanas, humanos, guerreiros de ambos os lados e até mesmo deuses, morreram. Entretanto, Posseidon e Hades, decidiram intervir, para cortar o mal pela raiz, Hades levou a alma de Ares e Balder com ele para o submundo, enquanto Posseidon distraia os deuses enfurecidos, ao se darem conta da perda, pararam a luta quase que imediatamente, o luto era mais forte que qualquer raiva, e assim olharam ao seu redor, a devastação que criaram, os numerosos corpos empilhados, então Hades cumpriu com seu lado do trato, devolveu a alma de seus filhos, dos deuses e metade dos guerreiros e humanos, dizia que aquele seria o pagamento por tanto sofrimento que causaram. Depois de tudo, estabeleceram um tratado de paz, que dura até os dias de hoje.”

— Mas e você? – pergunta o Jack, o furão que meu pai me presenteou dias atrás, sentado ao meu lado – onde você ficou durante esses anos?

— Eu estive lá em todos esses momentos, eu nasci após a criação dos humanos, uma época maravilhosa – olho para a parede ao meu lado esquerdo como se pudesse ver o passado através dela – todos eram felizes, Ares não era tão insuportável, não haviam lutas, nem mesmo monstros.

— Ares não era insuportável? É meio impossível acreditar nisso – fala desacreditado – mas como você veio parar aqui?

— Sim, ele não era – rio um pouco lembrando dele jovem, porém logo fico séria novamente – muitos acreditam que meu pai me trancou aqui, por me achar muito perigosa para andar entre os outros, ou para os humanos me adorarem como deusa.

“ Entretanto, não foi isso que aconteceu, após a guerra com os asgardiano, experimentamos anos de paz, os deuses desciam a Terra, muitos se apaixonavam e tinham filhos, isso aconteceu com Zeus novamente, em uma de suas vindas, nasceu Perseu, mais um menino que Hera detestaria, se passou alguns anos e ele demonstrava ser quase melhor que Hércules, e com esse tempo, surgiu um novo problema, achávamos que nossa última batalha havia sido demais para nossos corações, mas estávamos enganados, a guerra entre os deuses foi ruim, mas a guerra contra os Titãs seria ainda pior. Quanto mais o tempo passava, mais desconfiávamos que alguém acordava do lado leste da fronteira entre os mundos, tentávamos ignorar, mas este foi nosso pior erro, quanto mais fingíamos não estar acontecendo nada, mais aquilo crescia no leste.

“Ignoramos até o último momento, quando fomos averiguar, já era tarde demais, Gaia havia acordado de seu sono, com sede de vingança, havia matado centenas de aldeões, e os empilhado como se fosse um troféu, ela queria todos os deuses mortos por sua traição, mas principalmente Zeus, dizia ela que sua dor era muito maior que qualquer perda que eles pudessem ter, assim deu início a uma batalha que durou meses, quando os deuses não mais tinham forças para lutar contra os monstros, chamaram a nós, os semideuses e deuses menores, lutamos com afinco, destruímos a maioria dos monstros, porém, quanto mais os matávamos, mais deles se erguiam da terra, a nossa única chance, era destruir a fonte de tudo, devíamos matar Gaia. Conseguimos abrir caminho entre os monstros e chegar ao centro, lá havia apenas a única deusa menor e Perseu contra a deusa primordial da terra, usamos espadas, poder, força, mas nada adiantava, quando nossa esperança esgotou, eis que surgiu nossa oportunidade, a única maneira de a destruirmos seria, seria utilizar igual força de poder. Acordamos o Titã Cronos, seu amado filho, entramos em sua mente e o obrigamos a nos obedecer, a ordem clara era matar sua mãe, mas a terra não pode ser morta, ao ver seu amado filho a deusa se enfraqueceu, tomada pela saudade e amor, e assim tínhamos uma chance, mas nada aconteceu como queríamos, Cronos golpeou sua mãe fatalmente, até conseguir despedaça-la, mas ela se ergueu novamente, com uma raiva incontrolável, tirou Cronos de seu transe e este lutou ao seu lado, e os deuses foram obrigados a voltar e lutar mesmo enfraquecidos, os três grandes lutaram novamente contra seu pai, e o destruíram, lacrando seu caixão para sempre. Contudo, ainda havia Gaia, esta que criou um exército ainda mais mortífero que o outro, ciclopes, criaturas abomináveis que viviam nas sombras se alimentando se semideuses, essa seria a batalha final. Os deuses se dividiram, os três grandes juntaram-se pela última vez, e os demais lutaram contra as abominações. Posseidon, Zeus e Hades, uniram seus poderes, acertando Gaia, no centro de seu peito destruindo-a. E Gaia voltará para seu sono. Porém, ainda haviam os ciclopes.

“Os deuses foram destroçados, poucos ainda estavam vivos, e foi ai que a deusa menor decidiu dar um fim na guerra, libertou um poder tão grande, tão forte, que dizimou em minutos todos os monstros, resultando em uma cratera marcada por fogo, os deuses que assistiram ficaram apavorados, haviam criado um mostro? Infelizmente, Perseu morreu ao seu lado, e Zeus a culpou por isso, naquele dia, recebeu o nome de Apocalipse, com o passar do tempo, os deuses não a olhavam como antes, não a tratavam como antes, sequer lhe dirigiam a palavra.

“Zeus fechou-se novamente em sua dor, e nela, sua raiva pela deusa cresceu. Após a guerra, a deusa ajudou a fundarem um acampamento para semideuses. Hades devolveu a alma dos deuses, porém, ficou com a dos aldeões, esse é o preço da morte. Meses depois fora julgada por seus atos, mas não entendia o porquê de tudo isso, ela os havia ajudado. Zeus a trancou na cela mais profunda de Tártaro, mais profunda que a do próprio Cronos, dizia que por ser muito perigosa e não ter controle de tal poder, não poderia viver entre eles, não poderia viver entre ninguém, os templos construídos em nome de Apocalipse, foram destruídos por fortes tempestades, e a deusa se mantém presa ao tártaro até hoje.”

— Então você é Apocalipse – fala Jack com os olhos brilhando -, não acredito que Zeus foi capaz de fazer tudo isso por vingança.

— Mas ele foi, eu quero minha liberdade novamente, quero aventuras, sentir a adrenalina pulsando dentro de mim – digo com amargura, sentindo meus olhos marejarem –, estou aqui dentro a mil anos, completados hoje, não passarei o resto de minha eternidade aqui.

— E o que pretende fazer? – pergunta o furão debochado – você está acorrentada, esta cela foi feita para aguentar o mais bravo e forte dos Titãs, se pensar em sai daqui, flechas envenenadas a acertaram, não há como sair Thöri.

— Durante todos esses anos eu me preparei. Minha força cresceu. Minha resistência aumento, eu sairei daqui, nem que para isso eu tenha que matar a todos – digo com dificuldade enquanto puxava as correntes da parede, meus olhos são tomados pelo tom escarlate e minha força cresce, as pesadas correntes se desprendem da parede fazendo um estrondo, podendo ser ouvido por todo o submundo, uma das correntes arrancou um pedaço da parede, dando-me a liberdade, saio pelo buraco e logo sou atingida por uma saraiva de flechas com veneno de Górgona, protejo meu corpo o melhor que posso, quando elas param, retiro as poucas que me acertaram sentindo meu corpo doer, olho para cima vendo o fogo e o rio das almas, e essa seria minha saída, observo as correntes em meus pulsos pensando em como tira-las, porem sou interrompida, com o som do bater de várias asas, procuro a fonte do som, quando uma fúria crava suas garras em meu pulso.

— Vai a algum lugar, querida? – a fúria olha para mim com os olhos negros transbordando raiva, seguro sua perna e a quebro arrancando suas afiadas de mim, ao verem sua irmã agonizando de dor no chão, as outras três fúrias voaram em minha direção, a primeira abriu sua boca mostrando os dentes afiados, estes que cravaram na corrente em meu pulso, tão grande era sua força, que a mordida quebrou a corrente em mil pedaços libertando metade de meu poder, lanço uma bola de fogo em sua cabeça, matando-a instantaneamente. As outras duas sobrevoavam o local gritando de raiva por suas irmãs, seguro filme a corrente de minha outra mão girando-a até pegar impulso e acertar as duas de uma só vez esmagando-as na parede, arrebento a corrente de meu braço sentindo o poder escorrer por minhas veias enquanto curava minhas feridas.

— Vai vir comigo, ou prefere ficar aqui? – olho para o furão, parado ao lado de uma das fúrias mortas.

— eu vou com você, não tenho nada de melhor pra fazer mesmo – o pequeno animal subiu correndo por suas pernas até parar em seu pescoço – por favor não caia.

— Calma, não vou cair – rio olhando para a longa parede a minha frente, começo a subir vendo que iria demorar algum tempo.

— Já sabe para onde ir? – Jack agarra-se em meu cabelo, com medo da queda.

— Não – a subida ficava cada vez mais difícil quanto mais nos aproximávamos do topo –, mas com certeza, um lugar bem longe do Olimpo – depois de alguns deslizes e cortes, conseguimos chegar ao topo, lá era possível ver quase todo o submundo, o fogo dos incontáveis vulcões e rios, a morada de Hades e a minha saída, o rio Estige, a invulnerabilidade, este cortava o submundo inteiro, nascendo no poço dos Titãs.

— Não pode sair – contemplava a morada de Hades quando uma voz fria e morta tomou minha atenção. Sabia que o barqueiro jamais deixar-me-ia sair, entrei em sua mente ordenando-o que me levasse para a fronteira, e assim foi feito. Viajamos pelo rio Estige deixando tudo para trás, ao adentrarmos as cavernas do submundo, podia-se ouvir os gritos de mil almas em sofrimento e desespero.

— Esse lugar me dá arrepios – fala Jack que agora encolhia-se em meu colo. Logo pudemos ver a saída do mundo inferior, o barqueiro nos deixou em frente a porta, sumindo em seguida, antes que pudéssemos dar um passo, a caverna fora tomada por uma fumaça preta, nos cegando por alguns minutos, ao olhar para a frente estava Hades, com sua típica roupa de couro um tanto esquisita.

— Não achou que você sairia assim né – falou em seu tom sarcástico.

— Se me impedir, eu mato você – meus ficam vermelhos e sinto o poder tomando minhas mãos.

— Se acalme garota – diz o deus sentando-se em uma pedra – se não fosse por mim, você já estaria morta.

— O que? – pergunto abaixando minhas mãos olhando para ele confusa – então foi você? Achei estranho apenas quatro fúrias e um caminho livre, como sabia?

— Por favor garota, eu comando este lugar, eu sei de tudo – convence o deus abrindo seus braços – eu sabia que não ficaria muito tempo naquela cela minha filha.

— Fico em dívida com você meu pai, quando Zeus souber, ele vai te matar – caminho para perto dele, que levanta colocando suas mãos em meus ombros, olhando fundo em meus olhos – Afrodite não irá atrapalhar?

— Querida, eu sou a morte – diz com um sorriso sarcástico estampado em seu rosto – e sua mãe é uma idiota, agora vá antes que eu mude de ideia.

— Obrigada! – o deus apenas assente e logo desaparece liberando meu caminho. Passo pelo portal saindo na encosta de uma montanha, corro o mais rápido que posso até a noite cair, quando já não tinha mais forças avisto uma estalagem perto da floresta, de longe podia-se ouvir as risadas e a música do local, decido ficar por ali, pelo menos por essa noite. Esse seria o início de uma nova vida.

Notas finais
Comentem o que acharam, é muito importante para mim saber suas opiniões, o próximo capítulo é com o Loki