Notas iniciais
Espero que gostem. Penúltimo capítulo dessa primeira temporada! ♥ único spoiler que eu darei da próxima fase: Renly fica com a Cersei auhshuashuhsauahs

O dia enfim havia chegado e tal como a própria Stark, o céu encontrava-se nublado, ameaçando chover e até mesmo uma tempestade. Ela não havia tido a oportunidade de encontrar-se com Rhaegar até aquele momento, onde enfim se tornariam marido e mulher, ao menos enfim para seus pais. Além de não estar minimamente alegre para aquela cerimônia, a boa opinião que tinha a respeito de seu noivo mudou consideravelmente.

— Você não vai acreditar! — uma das criadas dissera a ela, em cochicho, era comum que houvesse antipatia tanto por parte da princesa quanto por parte da criadagem e das aias, que viam-na como uma selvagem indomável e burra. — O Baratheon mais novo estará presente na sua união!

Arya franziu o cenho. Baratheon mais novo? Seria...?

— O príncipe Renly está aqui? — perguntou, visivelmente perplexa. Ela tinha um certo apreço pelo irmão mais novo de Robert; apesar de todas as extravagâncias e o gosto inadequado por tudo que era em excesso, sempre foi muito bondoso e divertido com Arya e, ela realmente divertia-se com as histórias contadas por ele.

— Sim. — a criada continuava a dizer em tom baixo, praticamente aos sussurros para que mais ninguém pudesse ouvi-la. — Mas ele não veio sozinho; dizem que ele traz consigo uma bruxa qualquer! E além disso, a sua cunhada estará presente.

— Sim, sim, sei que Daenerys estará presente. — disse como se tal fato fosse óbvio.

—Não me referia a ela, Vossa Graça.

Arya virou-se lentamente para encarar a aia, que sustentou o olhar intrigada.

— Daenerys e Rhaegar possuem outra irmã? — ela franzira a testa, tentando lembrar-se de algum comentário mencionando a Targaryen desconhecida mas nada lhe vinha a cabeça, por mais que se esforçasse.

♦♦♦

Renly, conforme instruções dadas por Melisandre, decidiu separar-se de sua comitiva para uma chegada mais discreta, já que não seria nada benéfico para ambos caso os Lannisters descobrissem que estava a caminho; Jaime, o gêmeo da sua cunhada era alguém com quem ele tinha longa rixa, e tal como Rhaegar, estava suficientemente determinado a matá-lo, caso o encontrasse. Sabiamente não pretendia dar brecha para seus oponentes, tampouco para uma discussão inútil e viciosa com seu irmão mais velho, que logicamente desaprovaria sua presença naquele casamento.

Estava excepcionalmente curioso a cerca de seu sobrinho desconhecido, e disposto a encontrá-lo antes de Cersei, embora considerasse tal situação improvável, visto que ele estivera a milhares de léguas de distância e a megera, como a chamava sem pudor algum, vivera confinada naquele castelo durantes dias, era de se esperar que já tivesse se esbarrado com seu primogênito e também natural de reconhecê-lo imediatamente, já que ela era responsável por tê-lo posto no mundo. Estava com alguma expectativa afinal. As previsões de Melisandre eram sempre precisas, mesmo que para os incrédulos não fizessem sentidos, ela sempre acertava.

Infelizmente chegar ao interior do castelo, mesmo sob o disfarce de um simples vassalo despertou a atenção dos criados e alguns chegaram a descobrir rapidamente sua verdadeira identidade, por isso ele fizera um acordo pacifico com a criadagem, na esperança de preservar-se por algum tempo. Robert não ficaria nada feliz com sua chegada e Ned Stark muito menos; foi impossível não sorrir diante dessa constatação.

Os preparativos para a festa pós-casamento corriam em ritmo acelerado, todas as pessoas encontravam-se tipicamente ocupadas, algo natural em um evento de tal porte. Ninguém, especialmente os filhos do Rei Ned e da Rainha Catelyn encontravam-se parados e, enquanto perambulava pelos corredores, ele sentiu um arrepio percorrer seu corpo, virou-se subitamente para trás e deparou-se com um quadro bastante familiar.

Aqueles olhos...

Lyanna Stark.

Durante muitos anos, o jovem Baratheon ficava perguntando-se o que tanto seu irmão mais velho enxergava na princesinha britânica. Apesar de muito bonita, não encaixava-se no que Renly chamava de “beleza indescritível” para ele, aqueles traços eram comuns e o rosto apenas muito bem esculpidos. Nada de furiosamente encantador ao ponto de cegar completamente Robert durante anos...

E um certo Targaryen também, cujo nome não atrevia-se a sequer pensar.

Piscou os olhos, estalando o lábio, Arya sim ele considerava uma beleza muito desfrutável ou até mesmo Sansa, que era incrivelmente bonita. Mas Lyanna tinha qualquer coisa em suas feições que o incomodava e não o convencia de maneira alguma. Diante desse pensamento, pusera-se a andar rapidamente pelos corredores, precisava encontrar o bastardo antes que o mesmo fizesse alguma idiotice.

—Você sabe que alguém como eu não faço trabalhos sujos desse tipo!

Renly seguia perambulando pelos corredores, até escutar acidentalmente tais palavras. Escorou-se no batente da porta, que mantinha-se fechada e arqueou uma sobrancelha tentando associar aquelas palavras a qualquer morador daquele castelo.

— Não é uma opção, você irá fazer exatamente como eu lhe disse! Será que não percebe, garotinho tolo e arrogante? Essa é a única maneira de beneficiar as nossas famílias e impedir... Há alguém na porta!

Depressa, o Baratheon escondeu-se e aguardou para que o informante revelasse seu rosto para fora do quarto. Quando o fez, não pôde fingir surpresa alguma, era exatamente quem pensou que seria e uma indignação latente cresceu dentro de seu peito, o fazendo esquecer-se de seu verdadeiro propósito.

Oh, ia adorar queimar o estábulos com Joffrey dentro.

♦♦♦

Rhaegar sorriu, um sorriso melancólico, enquanto os alfaites seguiam incansavelmente com seu trabalho, o príncipe nada tinha que fazer além de permanecer parado no lugar, deixando-os tomarem conta de suas vestimentas. Os olhos lilás brilhavam de maneira triste e ao mesmo satisfeita, em breve seria oficialmente marido de sua pequena Loba e nada, nem mesmo o seu vassalo conseguiria arruinar isso.

Tinha esperanças de que assim se sucedesse.

—Ainda não está pronto!

Não precisou virar-se para ter certeza de que aquela voz permanecia a sua irmã.

— Desse jeito — prosseguiu Visenya, que surgia num belo vestido vermelho com detalhes em diamante e tinha seus cabelos alinhados em um penteado elegante. — Sua noiva desistirá do casamento!

— Ela não fará isso, lhe garanto irmãzinha. — disse com firmeza, e uma convicção perigosa de suas palavras que denunciava a verdadeira personalidade do príncipe Targaryen. — Você está muito bonita! Capaz de haver dois casamentos ao invés de um!

Visenya sorriu com uma modéstia, que definitivamente não lhe pertencia.

— Não diga bobagens! — ralhou ela, enquanto observava atenciosamente o trabalho dos alfaites para assegurar-se de que faziam um trabalho digno. — Diga-me, querido irmão, o que aconteceu com Gendry?

— Deve estar preparando-se também. — replicou ele, ignorando a paixão absurda que ela nutria pelo vassalo. O mesmo vassalo que pretendia lhe tirar Arya! — Ele irá levar minha noiva ao altar, ao invés do Rei Ned, pedi-lhe como um favor pessoal. Gendry está muito ansioso por isso.

Visenya não era nem tão longe tão cega quanto seu irmão imagina que fosse, ela enxergava a verdade por trás de cada palavra proferida por ele, e assim sabia interpretar melhor do que ninguém as verdadeiras intenções de Rhaegar, contudo ela era muito astuta para dizer algo em voz alta, visto que ele limitaria-se a negar.

— Papai e mamãe estão explodindo de tantas felicidades por finalmente casar o primogênito querido! Agora diga-me, entre eu, Viserys e Daenerys quem será o próximo? — e suspirou abobadamente, lembrando-se das mãos fortes do vassalo de seu irmão.

— O próximo não tenho tanta certeza, mas a ultima a casar-se certamente será você.

Apesar do tom de brincadeira, ele falava bastante sério. A personalidade intragável e a incansável vaidade da irmã facilmente cansava qualquer um.

♦♦♦

Gendry, mesmo que completamente enfurecido com a hipótese de levar sua amada até o altar, não deixou de cumprir com as ordens que lhe foram ordenadas. Já estava definitivamente casado com Arya, apesar da consumação não ter sido possível por diversos fatores, mesmo assim seu ciúme não podia ser contido, tinha asco de imaginar sua garota, sua lobinha envolvendo-se com alguém da estirpe do Targaryen.

— Vassalo!

Parou instantaneamente o que estava fazendo, para virar-se na direção de onde vinha a voz masculina. Ele franziu o cenho ao ver um rapaz de porte alto, tal como o dele e de profundos olhos azuis, havia alguns traços surpreendentemente familiares ali, apesar de jurar internamente de nunca tê-lo visto antes.

— Você, quem é? — disparou rapidamente, odiava ser chamado de vassalo isso sempre o fazia se lembrar da insípida Visenya e dos joguinhos psicológicos que gostava de tramar contra si.

O homem misterioso, vestido exatamente da mesma maneira que ele, sorriu largamente aparentemente satisfeito com algo que Gendry não conseguiu identificar.

— Cersei disse-me que há uma mudança em seus planos. — aproximou-se alguns centímetros a mais e sussurrou as palavras, para que ninguém mais o escutasse — Arya estará esperando-o na Torre da Alegria, no horário do casamento.

— Esse não é o plano da Cersei — disse Gendry, confuso e subitamente desconfiado.

— Como disse, houve uma pequena alteração. Não me conteste rapaz e faça tudo como eu lhe disser para fazer, está bem? Garanto-lhe que será melhor para nós dois se assim fizê-lo.

Renly estava ansioso para encontrar-se com duas pessoas, após finalizar a parte inicial do seu plano: Joffrey que seria um empecilho de alguma forma para que Arya e seu sobrinho fugissem em paz e, também, a irmã de Rhaegar, a que Melisandre havia apelidado de “alma atormentada”, bom, na opinião do Baratheon todos os Targaryens eram almas atormentadas e nada além disto.

— E você espera mesmo que eu confie em um desconhecido?

— Não sou nenhum... — ele recriminou-se mentalmente por aquelas palavras e inspirou fundo, se era de fato desconhecido a culpa era inteiramente de Jaime e a esse estava guardado o que lhe era seu de direito. — Faça o que eu digo, garoto insolente. — repetiu com os olhos estreitos. — Você pode gostar dos resultados.

♦♦♦

A apreensão e o nervosismo faziam Arya duvidar sobre si mesma, é claro que já havia desfeito inúmeros noivados antes e chegara a fugir de alguns abrigando-se na casa de conhecidos ao sul do país, mas aquela situação em particular era completamente diferente. Ela nunca havia ido tão longe! O fato de estar trajando o vestido de noiva, a amedrontava pavorosamente. Tinha medo de que o plano de Cersei acabasse dando errado e, assim consequentemente, acabasse presa eternamente ao lado do Targaryen! E o fato de saber, agora, que ele seria o pai de um filho ilegítimo de sua irmã, a deixava com uma opinião bem contundente a respeito de sua pessoa e totalmente imutável. Ela o repudiava, sim, por que não iria repudiá-lo? Ele havia se mostrado uma pessoa sem limites, e sem caráter. Não merecia absolutamente nada de sua parte senão o repudio!

— Lady Arya? — a princesa virou-se para encarar a pessoa que adentrava seus aposentos, sem é claro o seu devido consentimento.

— Quem é você? — ela perguntou com os olhos estreitos para uma ruiva, alta e de aparência vulgar.

— A Rainha Cersei mandou-me aqui. — explicou rapidamente. — Houve uma alteração nos planos, é preciso que você vá para a Torre da Alegria.

Ela franziu o cenho, e logo arregalou os olhos, completamente confusa.

— Do que exatamente você está falando? E aonde está aquela leoa?! — grunhiu, transtornada com o desfecho dos acontecimentos.

— Ela mandou-me aqui. — repetiu Melisandre. — Você precisa me ouvir, princesa. É imprescindível que você vá para Torre da Alegria. — tornou a dizer, praticamente implorando.

Arya estranhou aquelas suplicas, e até tinha a opção e liberdade para totalmente descartá-las, não fosse o fato de que algo dentro de si a dizia para escutar aquela mulher. O que era aquilo? De onde estava vindo? É um pressentimento de que algo está muito prestes a acontecer! Mas não sei dizer se é bom ou se é ruim! Pensava, desesperadamente.

♦♦♦

Ali estava ele, bonito e incrivelmente bem vestido para os seus familiares mais íntimos e para os monarcas aliados e alguns mesmo rivais, que em breve também tornar-se-iam aliados. Ali estava ele, parado próximo ao trono de Winterfell, no salão preferido do rei Stark. Ali estava ele, esperando impacientemente por alguém que viria a se tornar sua esposa, até os últimos dias de sua vida.

Ao seu lado direito estavam seus excelentíssimos pais: O rei e a rainha Targaryen, vestidos com as cores de sua casa, vermelho e preto bem vivos, tal como ele. E ao seu lado esquerdo seus novos pais, e sogros: O rei e a rainha Stark, pareciam frios em comparação com seus pais. E vestiam-se de maneira frívola, recordando-o de que estava em um dos lugares mais frívolos da Inglaterra.

Daenerys também estava presente; até mesmo Viserys, que odiava os Starks, Visenya e os Lannisters, incluindo o inconveniente Tyrion. Os Baratheons estavam irredutíveis em seus lugares, mesmo que não estivessem necessariamente contente com aquela união. Rhaegar sorriu despreocupadamente para Robert, em um singelo combate entre olhares, ele sabia mais do que ninguém a razão pela qual sua casa e a dos veados eram inimigas.

— Ela está demorando. — comentou em voz baixa, mas alta o suficiente para que sua mãe se dispusesse a respondê-lo.

— Ela virá, filho. Não se preocupe quanto a isso, Arya virá. — dizia a rainha em tom tranquilizador, que parecia confiante e otimista em um final feliz para seu filho.

Já Rhaegar estava bastante incerto a respeito de seu final feliz.

Do lado esquerdo, Ned e Catelyn perceberam a insatisfação do noivo com a demora da chegada da pequena Loba e, como mãe, Catelyn tinha um forte pressentimento sobre aquilo, algo que nunca deixaria escapar ao seu marido, por mais observador que este fosse, ela nunca iria dizê-lo em voz alta, se o fizesse estariam todos perdidos e uma guerra seria iniciada. E tudo por causa de sua filha inconsequente.

— Catelyn, há algum problema querida? — Ned estava confuso sobre a expressão da esposa, que até poucos minutos parecia irradiar felicidade por onde passasse.

— Não estou me sentindo muito bem, deve ser apenas uma tontura. — disse, comprimindo os lábios.

Mas com o passar dos minutos, não tardou para que os convidados logo cochichassem a respeito da demora da noiva. A opinião geral era a de que Arya havia fugido. Durante um tempo, Rhaegar manteve-se firme em seus pensamentos quanto a veracidade daquelas palavras; eram mentiras jogadas ao vento apenas para deixá-lo nervosismo, mas, depois de quase uma hora ali, plantado igual a um idiota, decidiu que os convidados tinham razão.

— Aquele filho da puta...! — grunhiu, exclamando um grito de fúria não somente surpreendendo a todos como principalmente seus pais que sempre o viram como alguém controlado emocionalmente. — Eu vou trazê-la aqui, nem que para isso.... — gritou, fazendo todos prestarem atenção em suas palavras. Deixou o salão logo em seguida, fazendo os burburinhos aumentarem consideravelmente.

Enquanto Robert, explodia em pesadas gargalhadas, Cersei sentada ao seu lado sorria discretamente, apesar de estar preocupada com aquela súbita virada de plano. Imaginara Rhaegar rangendo os dentes ao saber que Arya já estaria casada, o que não foi o caso! O que ela e Gendry haviam decidido por fazer?

Ned logo compreendeu tudo: desde o silêncio abrupto e suspeito da esposa, até a súbita explosão de fúria do príncipe Targaryen. E calmamente ele fitou Catelyn, que estava prestes a cair ao choro.

— Cat... Você não acha que nossa filha seria capaz de...?

— É de Arya e não Sansa de que estamos falando, Ned. — ela sussurrou com lágrimas caindo dos olhos. — É claro que ela teria coragem, é a cara dela fazer esse tipo de coisa. — balançou a cabeça repreensivamente. Oh, quando sua filha criaria juízo?!

Abandonar um noivo como Rhaegar acabaria por definitiva com as chances dela. Era um convite de morte abraçado pela pequena loba!

Visenya, que estava entre seus irmãos mais novos, quase pôde sentir o sabor agridoce vir a sua boca. Segundo o irmão, Gendry seria responsável por guiar a noiva até ao altar! E onde estava ele? Teria ele sequestrado a lobinha Stark? Seria tão imprudente a esse ponto? Ela sentiu lágrimas de frustração caírem por seu rosto, enquanto levantava-se furiosamente de seu lugar.

— Visenya! — Daenerys arregalou os olhos para a loira mais velha. — O que você pretende fazer? Sente-se aí! Nossos pais e Rhaegar não ficarão...

— Rhaegar precisa da minha ajuda! — Visenya tinha um ar meio aloucado. — Ele precisa de nossa ajuda, você não percebe Daenerys? Rhaegar foi abandonado no altar! Nossa casa não irá admitir tamanha humilhação! — gritou.

Os burburinhos deram lugar a piadas, e a discussões sobre o futuro incerto das respectivas famílias, devidamente afetadas pela ausência de Arya no altar. Rhaella já havia perdido todas as esperanças quanto ao “sim” daquela cerimônia e seu marido, por mais que tentasse agir tranquilamente perante os recém acontecimentos, não podia fingir-se de passivo, estava furioso e não entendia a natureza de tanta rebeldia. Os pais de Arya eram excelentes pessoas e ótimos governantes, por que a filha saíra tão diferente aos pais?

— Rhaella, querida, nós precisam...

Um barulho de explosão fora ouvido, a apenas alguns metros de distância do salão de Winterfell, provocando gritos e diferentes reações. Mas somente Cersei manteve-se calma o suficientemente para indagar, a si mesma, o que teria provocado aquela explosão? Recusava-se a acreditar que teria sido trabalho de Gendry e Arya! Não podia ser!

—ARYA! — Catelyn gritou exasperada, deixando o salão sendo seguida por Ned e assim por todos os demais, curiosos e apreensivos, a respeito daquela reviravolta na trama.

Alcançaram o exterior do castelo, em meio a uma correria desenfreada e tudo o que encontraram da Torre da Alegria resumia-se a uma única palavra: fogaréu. Estava tudo envolto pelas mais densas chamas, e não tardaria a atingir outras partes do castelo. Catelyn caíra de joelhos, completamente perplexa enquanto Robb e Jon tentavam acudi-la, em vão, ela mantinha-se paralisada e chorando descontroladamente. Ned e Aerys seguiram rapidamente até a Torre, chamando os criados.

Daenerys, Visenya e Viserys ficaram petrificados com as cores do fogo. Era tudo tão brando, que era difícil não sentir-se envolvidos por eles, as chamas pareciam dançar uma com a outra de maneira quase diabólica. Como um sopro de um dragão; era quente demais e tomava para si tudo o que estava por perto.

Foi difícil não sentir-se atraído por aquelas cores, vermelho e laranja, tornando-se apenas uma em meio a fumaças cinzas e pretas.

Cersei tentava manter-se calma e firme ao lado de seus filhos e de Jaime, já que Robert como o bom cãozinho adestrado que era, havia corrido na mesma direção que seu melhor amigo, com o intuito de ajudá-lo. Ela só esperava que a menina Stark tivesse sobrevivido e, que ela e seu filho, Gendry estivessem já a léguas de distancia daquela região, já que os estragos feitos por eles nitidamente seria punível com uma sentença de morte. Ela não deixou que nenhuma lágrima lhe saltasse dos olhos, estando bem consciente dos olhares de seu irmão para si.

Tyrion as vezes era pior do que um castigo.

Uma maldição em sua vida, era a palavra exata.

— Mamãe, mamãe... Você acha que a garota Stark está morta? — Myrcella perguntou, já com a voz embargada pelo choro. Era uma criança tola, com muitos sentimentos e pura demais para ser apanhada pelo pecado alheio.

— Pelos deuses espero que não. — e ela estava sendo a mais franca possível. A única coisa que queria, que pretendia com tudo aquilo era pôr um fim a aliança Stark-Targaryen e não... Que a garota morresse em um incêndio, logicamente provocado por ela mesma.

♦♦♦

Eles corriam floresta adentro, com o cavalo mais rápido que tinham conseguido para aquela ocasião. Já deveriam estar a tantas léguas possíveis de distancia do castelo, e Arya não conseguia conter sua felicidade ao estar fugindo com seu grande amor. Agarrava-se a Gendry fortemente, sentindo-se profundamente aliviada com o rumo inesperado que sua vida havia tornado e agradecendo mentalmente pela bruxa vermelha; pela Cersei, que mais soava uma ironia. Não fossem aquelas duas mulheres, dificilmente seus planos e os do vassalo de fugir dariam tanto certo.

— Em breve, Arya, seremos apenas eu e você. — exclamou o moreno alegremente com aquela convicção.

— Sempre e para Sempre. — ela retrucou, depositando um cálido beijo em suas costas. Apesar de os galhos de arvore a incomodarem, ela conseguiu suportar a eles de maneira firme.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.