Orgulho e Preconceito

8 Lannisters a caminho!


Notas iniciais
Primeiramente eu gostaria de pedir desculpas pela demora. Mas ultimamente minha vida anda um pouco corrida. Segundamente gostaria de agradecer muito carinhosamente a Enya e a Marvell pelas lindas recomendações que recebi, vocês não fazem idéia do quanto eu gostei delas, muito muito obrigada meninas! ♥ E em terceiro, eu espero que vocês tenham tido um ótimo Natal e um feliz ano novo quase atrasado kkk. Esse capítulo será curto infelizmente, mas é apenas para eu me readaptar ao ritmo da fanfic, espero que gostem e obrigada por lerem até aqui!

Uma carruagem parou em frente ao castelo Winterfell, naquela madrugada. Ao perceberem a aproximação dos visitantes, os guardas correram até os aposentos reais para informá-lo da invasão. Eddard enrolou-se em seu gibão, vestiu sua calça de lã e saiu, completamente desnorteado. Catelyn dormia um sono profundo que não poderia ser facilmente interrompido e,tendo dó da esposa, preferiu não acordá-la. Marchou pelos corredores apressadamente, temendo saber de quem se tratava aquela invasão.

Exatamente como temia, a carruagem ostentava um estandarte muito conhecido por ele, e ele reprimiu o ímpeto de gritar certos palavrões. Tinha de aparecer justo agora, Cersei?! Contudo, o rei Stark era educado demais para proferir grosseria aos seus visitantes fossem quem fosse.

Não tinha tanta certeza quanto a polidez de Catelyn naquelas circunstâncias. Certamente e não imerecidamente, a rainha inglesa teria um surto histérico ao saber que a ex-rival estava ali, provavelmente com o intuito de aborrecê-los e ainda em plena madrugada!

A porta da carruagem fora aberta, mas para sua total surpresa a pessoa a surgir não fora quem esperava. Ao menos naquele minuto.

– Rei Eddard – a garota, de longos cabelos cor púrpura e olhos violetas fez uma pequena reverencia ao rei.

– Daenerys Targaryen. – ele retribuiu a reverencia, gentilmente – É uma grande surpresa tê-la aqui e... a essa hora – ele não sabia o que pensar a respeito. Praticamente todos da realeza sabiam da desavença entre os Lannister e os Targaryen e, ainda sim, lá estava a irmã caçula de Rhaegar na carruagem da filha de Tywin! Aquilo não podia significar coisa boa, constatou Ned.

– De fato. – outra voz surgiu atrás da garota, agora decididamente era Cersei – Surpreendente e um tanto irritante eu diria. – a loira mantinha uma expressão severa, que denunciava o desdém que deveria estar sentindo naquele momento.

Ele as ajudou descer, cada vez mais e mais intrigado com aquelas aparições tão repentinas. Foi quando a voz de Robert, seu velho e bom amigo fez-se presente.

– Oh Ned! – a voz do Baratheon era alta e estridente, e há muitos anos fora comparada com um instrumento de que o rei desconhecia o nome. Eddard particularmente achava que Robert estava começando a rugir, tal como sua esposa. O que era de certa forma deprimente. – Nós fomos atacados! O castelo inteiro pegou fogo, não tivemos alternativa senão fugirmos!

Os olhos do rei arregalaram-se descrentes com a recente informação obtida.

– O que? Foram atacados?! Mas... Mas de que forma? As crianças...

– Estão vindo atrás com meu irmão Jamie. – Cersei prontamente respondeu – Atearam fogo em nosso castelo, enquanto dormíamos. Ninguém sabe a causa do incêndio, mas as proporções... Nós perdemos tudo, Eddard. Absolutamente tudo.

Aquelas palavras surpreenderam o rei, que ficou momentaneamente petrificado. De repente seu sono dissipou-se por completo e ele sentia uma vontade quase incontrolável de beber.

– Eu realmente sinto muito, meu amigo – exclamou envolvendo Robert em um abraço fraternal. Rapidamente fora retribuído, mesmo com a distância e Cersei no meio, os anos não foram suficientemente capazes de diminuir a amizade entre eles. Era um elo invisível, invencível e inquebrável.

– Deixe de baboseira! – as palavras de Robert e o álcool indicavam que ele estava alterado demais, para perceber a gravidade da situação. E o rei não podia-se dizer muito surpreso com esse fato, na verdade até estranharia caso Robert estivesse sóbrio. Quando ele não estava embriagado, afinal? – Agora finalmente poderemos realizar o nosso sonho de morarmos juntos, Ned! Dividiremos o castelo da mesma forma que dividimos Cersei no passado!

A senhora Baratheon resistiu ao ímpeto em esbofetear o marido, somente por compreender que não era propicio naquele momento. Mas ela iria se vingar daquele barrigudo desgraçado posteriormente, ah, e como iria. Sorriu falsamente e de maneira arisca, esbarrando pelos dois e seguindo em direção a Winterfell, sendo acompanhada por Daenerys.

– Sei que esse não é o momento para perguntas do gênero, mas... O que Daenerys Targaryen faz com vocês, Robert?!

Robert esboçou um sorrisinho presunçoso, enquanto soluçava em alto e bom som. Separaram-se quase instantaneamente do abraço, permanecendo no mesmo local apenas para esperar pelos herdeiros Baratheon/Lannister.

– A garota está prometida a Jamie. Isso não é ótimo? – ele arqueou a sobrancelha.

– Jaime? – que os deuses tenham piedade da garota! – Ouvi dizer que Khal Drogo...

– Ah, bom, a verdade é que eu não sei de todos os detalhes – admitiu Robert. – Mas talvez seja só o álcool falando.

XXXXX

Ao escutar o som de carruagens se aproximando, Arya instantaneamente esqueceu-se do que a motivou até o quarto de Gendry, a fazendo se pendurar na janela para poder observar quem seriam os invasores.

O vassalo, curioso tal como a jovem princesa, também se manteve inclinado na janela para ver a cena perfeitamente.

– Oh, Merda, Merda, Merda! – grunhiu Arya com os olhos arregalados ao ver uma figura irritantemente familiar aproximar-se dos portões principais.

– O que foi? – Gendry perguntou por impulso.

– Aquela carruagem pertence aos Lannister. Sabe o que isso significa? Estou oficialmente fudida,meu caro.

Notas finais
Vocês acham que Cersei seria capaz de mandar atear fogo no próprio castelo, apenas para apressar o marido a partir para o norte? Sim ou Com certeza? kkkk e preparem-se vem babado, gritaria e confusão pela a frente.