Orgulho e Preconceito
9 Cedendo ao Príncipe
Notas iniciais
Arya não conseguiu dormir bem a noite. Como poderia fazê-lo, sabendo que seu castelo estava infestado de intrusos? E pior ainda: Lannisters. Não que a família intitulada maldosamente de leões fosse lhe algum problema, mas o primogênito de Cersei e Robert, Joffrey era o demônio encarnado em forma de gente. Joffrey Lannister Baratheon I estúpido, arrogante, esnobe e tão maldoso quanto Ramsay – pertencente a família Bolton, a qual seu pai e sua mãe sabiamente desejavam distância –. Arya não podia sequer olhá-lo sem se sentir nauseada. Seus planos envolvendo sua querida Mimosa foram todos por água abaixo, graças aquela súbita invasão.
E justo quando ela pensava que não podia ser mais surpreendida, a porta do seu quarto fora aberta abruptamente em plena madrugada, revelando Rhaegar Targaryen como intruso. A princesa que estava deitada tranquilamente em sua cama, levantou-se num pulo completamente assustada.
– Rhaegar? O que você está fazendo aqui? Sabe que horas são? – ela sentia seu coração bater furiosamente em seu peito, prestes a saltar pela sua boca. O jovem príncipe não respondeu ao invés disso se aproximou ainda mais, parecendo nervoso e ansioso.
– Desculpe-me Arya, eu não podia esperar mais – ele suspirou fundo. Havia certa intensidade com a maneira que ele a encarava. – Eu tenho reprimindo meus ímpetos há algum tempo, em consideração aos seus pais, mas... Eu preciso fazer uma coisa.
Ela arqueou a sobrancelha, ele realmente parecia desesperado. Mas o que tinha a ver com ela?
– E como eu poderei ajudá-lo?
– Me deixando fazer isso – e, então sem mais nem menos ele a beijou. Não foi da maneira quente e até mesmo carinhosa de Gendry, foi selvagem, intenso e sem nenhum vestígio de paixão ou carinho. Era puramente sexual o beijo. A princesa arregalou ainda mais os olhos, enquanto desnorteada, deixava seu noivo explorar sua boca.
Eu preciso me afastar, compreendeu ela sentindo algo estranho, uma espécie de pressentimento.
Ela tentou se afastar,mas isso fez com que seu noivo a apertasse ainda mais entre seus braços fortes. Arya ficou estática por um momento, completamente assustada até que tentou empurrá-lo, em vão: ele estava nitidamente em vantagem, já que era homem e conseqüentemente mais forte do que a princesa. A morena sentiu um desespero pouco comum atingir-lhe o baixo ventre, algo que fez com que desejasse gritar.
Rhaegar estava determinado a possuí-la, talvez estivesse embriagado ou tomado pelo desejo sexual, mas não conseguia simplesmente se afastar da garota e mantinha em mente o plano de levá-la até a cama.
Felizmente Arya lembrou-se de outras maneiras de machucar o homem, uma em especial, que ela fazia com certa freqüência e tratou de executá-la na mesma hora que percebeu que Rhaegar não pararia. Enfim, ela manteve-se calma e fingiu consentir os beijos e as caricias pecaminosas do noivo...Somente para pisar em seu pé. Isso serviu para afastar o Targaryen, que soltou uma exclamação de dor.
– O que pensa que está fazendo seu imbecil?! Você está... Você está tentando me violar! – ela acusou, tomada por um ódio fora do comum.
– Algumas leis me garantem esse direito – rebateu o Targaryen vermelho de raiva, pelo fato de ter sido surpreendido, claramente ele não esperava que a mesma reagisse, o que fazia com que outras desconfianças nascessem na cabeça da princesa – O castelo inteiro está comentando! Os serviçais a viram sair duas vezes do quarto do meu vassalo está madrugada! – rugiu ele, deixando-a ligeiramente desconcertada – Diga-me Arya, por que estava procurando por ele? Quando seu noivo sou EU!
Ela tentou elaborar uma resposta coerente, uma desculpa crível, mas a missão mostrava-se consideravelmente mais difícil a medida que ela ia percebendo o descontrole emocional de seu noivo. Ele sabe do que aconteceu entre Gendry e eu, compreendeu ela perplexa, embora não soubesse como aquilo era possível, já que nenhum serviçal a vira a deixar o quarto...
– Eu... Eu não sei o que dizer! – ela retrucou, gaguejante.
– É claro que não. E mesmo se soubesse, eu não acreditaria – ele realmente parecia abalado com aquela traição, embora naturalmente ela não visse a coisa sob a mesma ótica que ele – Quer saber? Eu não ligo. Se quer mantê-lo como amante, ótimo, faça isso! Mas ao menos você vai ter um filho meu! Disso eu não abrirei mão!
Perplexa, assim ficou Arya Stark ao escutar as palavras do futuro marido. Aquela noite havia sido repleta de emoções e quando ela pensou estar farta delas...
– O que você está dizendo?
– Eu não sairei desse quarto, até que você conceba a nossa criança! – decidiu Rhaegar cujos lindos olhos lilás estavam marejados. Mas ela não sabia dizer se era de raiva ou tristeza, provavelmente era ambos. – Quando estiver grávida, iremos embora desse castelo e farei questão de deixar meu vassalo para trás. O que você quiser fazer depois disso não me interessa, contanto que tenha a decência de ser discreta.
Completamente envergonhada e tomada por um sentimento confuso, a princesa Stark limitou-se a abaixar a cabeça. Era verdade tudo o que ele dizia e, no fim das contas o marido sempre teria direito sobre a esposa – não que ela estivesse cedendo facilmente – e naquelas circunstâncias, infelizmente a razão toda ficava para Rhaegar, já que desde a primeira vez que se encontraram ele não fora nada além de cordial, simpático para com ela, além das inúmeras tentativas de aproximação. Se fosse alguém menos controlado, certamente teria esbofeteado ela, a espancado ou levado a violação sexual adiante; mas Rhaegar não... Ele simplesmente fez algo que ela não jurava ser possível: dera-lhe a oportunidade de manter Gendry por perto, ainda que ela não soubesse se quereria o fazê-lo.
– O que me diz? Irá conceber-me a criança ou terei de expor sua pequena indiscrição aos meus e aos seus pais? Podemos resolver tudo entre nós, pequena Arya, basta você querer.
Arya ainda estava pensando de que forma ele havia descoberto sobre suas visitinhas indevidas ao quarto do vassalo, já que tinha tomado todo o cuidado do mundo para não ser descoberta.
– Certo. – respondeu por fim, sentindo uma estranha agitação em seu estomago. – Vamos manter isso em segredo. Eu concebo seu filho, se é o que realmente deseja.
Essa é uma maneira estranha de perder a virgindade, pensou a morena. Aposto que Sansa reprovaria. Pensar na perfeita irmã mais velha a fez querer rir nervosamente, certamente ela teria tato naquela ocasião. Mas ela não era Sansa. Era Arya.
E esse era seu maior problema naquele momento.
– Sim, é o que eu realmente desejo. – Rhaegar a encarava fixamente, enquanto preparava-se para desabotoar a calça. Aquela não seria a primeira vez que Arya veria um homem nu, mas seria a primeira vez que deixaria um homem vê-la nua. E isso a estava deixando nervosa
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