Orgulho E Preconceito
15 Moments
Notas iniciais
Obg por cada um dos comentários do cap anterior e espero que gostem desse, tanto quanto eu gostei de escrever.
Beijo XOXO Bela
Pov. Annabeth
Era apenas mais um dia da semana normal, com uma pequena diferença eu agora era oficialmente namorada de Percy Jackson, querendo ou não isso mudou um pouco as coisas, minhas amigas me apoiaram como sempre fazia com exceção de Thalia que ficou um pouco receosa no começo. Para completar minha felicidade Silena e Piper estavam em um namoro serio com os meninos, enquanto Nico e Thalia viviam brigando pelos cantos e se agarrando em outros.
Enquanto eu ia pensando em como as coisas havia mudado não percebi que não olhava por onde andava e acabei trombando em uma pessoa.
Luke Castellan o cara mais nojento do mundo, e mais irritante depois do meu namorado.
Percy e eu estávamos namorando a mais o menos três semanas e para meu estremo desgosto Luke começara a ter um interesse fora do comum por mim, ele sempre tentava fazer com que Percy e eu brigássemos e muitas vezes conseguiam afinal eu não tinha o temperamento mais fácil.
-Desculpe -Eu disse e ele me olhou com um olhar duro de onde estava.
-Não olha por onde anda não garota. — Ele respondeu em um tom nervoso, como se algo estivesse indo errado.
-Bem que eu poderia perguntar a mesma coisa a você.
-Insolente.- Ele se aproximou mais um pouco de mim, eu dei um passo para trás instantaneamente.- Mas uma insolente gostosa.- Ele falou brincando com uma chave de carro que estava em sua mão.
-Me deixa em paz Luke.- Respondi com toda a minha coragem, Luke me deixava sempre nesse estado lastimável de medo, meu sexto sentido dizia que ele era bem mais perigoso do que um garoto popular.
-Eu sou bem melhor que o Jackson, e posso fazer bem melhor do que ele.- Luke olhou para o meu corpo dos pés a cabeça e na mesma hora me arrependi de ter vindo de saia para a escola.
-Eu tenho nojo de você, e nunca vou ter nada com você.- Respondi petulante.
-Espero que esteja certa do que escolheu. Não posso te obrigar a fazer nada por agora, mas fique esperta Chase, por que quando Luke quer ele tem.- Ele disse e saiu. Aquelas palavras foram como facadas em mim, mas do que quando ele me beijou a força e disse ao Percy que tinha sido eu a agarra-lo. Corri em direção ao banheiro e encolhi no chão do e me abracei. Eu coloquei a cabeça entre os joelhos e tentei pensar em uma saída para me livrar de Luke. Depois de muito tempo eu levantei com toda dignidade que tinha e andei em direção à cantina onde provavelmente meu namorado me esperava.
Como costume eu andei até a mesa onde Percy e meus amigos estavam. Thalia brigava com Nico, que depois de um tempo reconheci ser uma boa pessoa, Piper estava conversando animadamente com Jason, Silena reclamava sobre como sua loja favorita iria fechar e Charles batia um papo animado com Percy, assim que cheguei à mesa ele me olhou com aqueles olhos que deixava qualquer garota sem o que falar.
- Por que demorou?- Perguntou Thalia, parando por um momento de brigar com Nico.
-Tive um imprevisto. – Respondi vagamente e mordendo um pedaço da pizza do prato de Percy, eu não queria mentir, mas sabia que se Percy descobrisse sobre a ameaça do Luke as coisas iriam fica feias.
— Eii essa pizza é minha; — Gritou Percy pegando o resto de pizza da minha mão.
-Você quis dizer que era né?-Perguntei sorrindo para ele.
-Não, eu a peguei, por que você não arruma uma para você.
— Eu estou com fome e para de ser dramático Percy.- Eu disse rolando os olhos. Ele riu fraquinho.
-Eu não acredito que vocês estão brigando por causa de um pizza.- Falou Jason que tinha parado de conversar com Piper para olhar para mim e para Percy.
Eu e a senhorita ladra aqui não estamos brigando apenas conversando amigavelmente!- Ele rolou os olhos.
-Imagina se eles estivessem brigando. –Comentou Charles rindo.
-Seria a segunda guerra mundial. — Percy e eu mostramos a língua para Thalia.
Sabe o que vamos fazer hoje sabidinha?- Perguntou Percy eu sorri com a menção do apelido que ela havia colocado em mim durante uma das nossas conversas ‘’amigáveis’’.
-Não.
-Nada demais. Vou apenas levar você para conhecer meu lugar favorito.
— Deve ser um lugar bem chato como você.- Respondeu Thalia antes que eu pudesse falar qualquer coisa.
-Ninguém te perguntou cara de pinheiro.- Falou Percy mostrando a língua.
Tinha certeza que Thalia ia começar a falar palavras que nem mesmo adultos deveriam escutar, então antes que eles começassem a brigar eu falei algo, para a felicidade de todas na mesa que estavam com o coração na mão, afinal a última briga de Percy e Thalia arrecadou em olhou roxo para quase todo mundo e uma mesa da cantina jogada no chão.
- Tenho certeza que eu vou adorar.- Respondi sorrindo, ele retribuiu o sorriso e por um momento pareceu que não havia ninguém na mesa até uma voz entojada começar a falar no meu ouvido.
-Olha se não é a Nerd que gosta de roubar namorados.- Eu não precisei nem ao menos olhar para trás para saber que era a vaca ruiva que tinha saído de sua fazenda onde ela o boi Luke dominava.
Percy ia respondeu algo a ela, mas Silena foi mais rápida.
-Gostei da sua bolsa Rachel a minha mãe comprou uma para mim no ano retrasado em qual lixão você achou essa.
-Cala a boca patricinha sem graça.- Respondeu Rachel olhando atentamente para minha amiga.
-Olha aqui Rachel vai ruminar em outro lugar, porque aqui não é lugar para vaca não. –Respondeu Piper, com raiva, pois ninguém além dela tinha permissão para chamar Silena de patricinha. Jason teve que segurar a namorada que perecia a ponto de se jogar na vaca.
- Eu vou mesmo, só que antes vou te deixar um aviso Annabeth Chase, um dia ele vai se cansar e você não ira passar de outra. — E então ela saiu rebolando.
-Não da ouvidos para ela. – Disse Percy em meu ouvido.
- Eu não dei. –Menti, tentando não acreditar nas palavras dela, mas algo me dizia que talvez a Rachel estivesse certa.
O Sinal bateu para a minha felicidade e sem falar mais nada eu puxei a mão do Percy e andei em direção a nossa próxima aula ainda pensando em tudo que já havia acontecido nesse dia.
É Annabeth Chase hoje realmente não é seu dia de sorte.
As aulas passaram rapidamente e com o tempo eu ficava mais calma em relação a tudo e agora eu apenas me via ansiosa para a minha tarde com o Percy.
-Pronta?-Perguntou Percy me dando um susto, afinal eu estava tão entretida com o livro que estava lendo que nem reparei que ele já tinha chegado ao estacionamento, com seu rosto bonito Percy havia conseguido fazer com que nossas aulas ficassem todas iguais, menos a de Filosofia que tinha sido a última de hoje.
-Nasci pronta. –Brinquei com ele.
- Eu sei. –Falou ele olhando para o meu corpo, não pude deixar de ficar vermelha, dei um tapa no seu peito fazendo o mesmo rir ainda mais, ele pegou minha mão e me levou em direção ao seu carro.
Ele abriu a porta para mim, uma coisa que eu havia aprendido com essas três semanas de namoro era que Percy poderia ser um legitimo cavalheiro, quando queria.
Subindo no banco do carona, coloquei meu sinto e Percy deu seu sorriso de velocidade, o sorriso que quase me matou semana passada quando ele me levou para a cidade vizinha e correu tanto que pensei que ia visitar minha avó mais cedo.
Ele estendeu a mão para mim e logo fiquei mais calma, Percy tinha esse estranho poder sobre mim, eu ficava calma com apenas um toque ou até mesmo um olhar dele.
O caminho foi longo e em todo esse caminho ficamos conversando sobre qualquer coisa e escutar as músicas que animava o carro, eu tinha avisado a minha mãe que iria sair com meu namorado, meus pais sabiam que eu estava namorado, mas não sabia com quem, e quando chegamos ao fim da estrada o que restava na nossa frente era uma praia, eu estremeci de medo me lembrando do trauma que eu tinha do mar, mas eu não deixaria esse medo acabar com minha tarde.
–Com medo. –Pude ouvir um sorriso em sua voz, mas estava com medo demais para deixá-lo perceber a verdade– Não, vai ficar parado ai ou vamos começar a andar?- Percy saiu do carro e abriu rapidamente a porta do carona para mim, eu saí e quase cai minha sorte é que Percy me segurou a tempo.
–Você vai gostar do que tenho para te mostrar.
–Tenho certeza que sim, será que vamos ter que andar muito?- Perguntei quando começamos a andar.
–Não se preocupe, a casa de praia fica logo ali, ele pegou minha mochila e colocou nas costas e segurou minha mãe, depois de uns cem metros eu consegui visualizar a casa, ou melhor, mansão.
Seguimos em silêncio durante um bom tempo, ele cantava uma música do One Republic–No que esta pensando? — Perguntou meu namorado curioso.
– Que eu não sei nadar.
–Não se preocupe não vou deixar você se afogar.- Ele estava tão confiante que não duvidei.
–Me pergunto o por que desse lugar ser tão importante para você.
–É o lugar que meus pais se conheceram, eu gosto de vim aqui e me desligar de tudo e pensar na vida.
–Você pensa?- Exclamei surpresa.
–Muito engraçado sua piada Chase.- Ele me abraçou e a sensação de segurança se fez presente.
–Eu sei.
Logo chegamos à casa e o ele abriu a porta para mim.
–Seja bem-vinda Sabidinha- Percy disse, ele me guiou até o que parecia ser a cozinha, ele me puxou tão rápido que nem tive tempo de observar a casa.
–Achei que você poderia gostar de fazer um piquenique comigo. — Ele comentou, pegando uma sexta e me levanto para fora da cozinha, lá fora a casa estava bem em frente ao mar e se andássemos um pouco estávamos com o pé na água, ele se sentou na longa toalha que havia em baixo de um coqueiro, eu o segui e me sentei colocando minha cabeça em seu peito largo.
Percy respirou em meu cabelo e olhou para o ardente e gostoso sol do meio-dia, passei a mão suavemente pelo seu braço e ficamos por alguns longos minutos contemplando o lindo momento.
–Diga o que está pensando.- Sussurrou ele. Olhei para ele e vi seus olhos me admirarem e eu sabia que o meu estava da mesma forma.
––Que estou morrendo de fome. – Ele riu e abriu a sexta, passamos uma boa parte do tempo brincando e comendo algumas coisas, quando chegou a hora que eu mais temia, ele queria entrar no mar.
-Você pode entrar vou ficar aqui te vendo.- Respondi sorrindo.
- Assim não tem graça sabidinha.- Ele me puxou, fazendo eu ficar em pé.
-Eu não trouxe roupa.
-Nem eu. – Comentou ele tirando a camiseta.
-O que você esta fazendo?- Perguntei com calma que eu não tinha, ele tirou a calça e quase deixei meu queixo no chão, ele estava de boxe azul e seu corpo malhando deixaria qualquer menina babando, desviei o rosto vermelho, ele riu.
-Tirando a roupa para nadar.
— Eu estou com medo.- Contei sem olhar para ele.
-Não vou deixar nada acontecer com você eu prometo.
— Você não entende, quando eu tinha cinco anos meus pais me levaram a praia, mas por um pequeno descuido eu me afoguei depois disso nunca mais entrei no mar.
-Você tem que superar esse medo, vem eu irei segurar sua mão.- Ele falou olhando dentro dos meus olhos, cinza com verde.
— Promete?- Perguntei.
— Sempre.
Então com toda coragem que eu ainda tinha, eu tirei minha roupa ficando apenas de lingerie, eu senti o olhar de Percy pelo meu corpo e fiquei vermelha, eu não costuma deixar as pessoas ficarem vendo o meu corpo, mas Percy era meu namorado e bom já tínhamos passado por situações bem piores, como na vez que ele me pegou trocando de roupa durante a aula de Ed. Fisica.
- Será que você poderia parar de me olhar assim. –Perguntei a ponto de colocar minha roupa de novo.
-Desculpa, não resisti.
-Alguém já falou que você é muito cara de pau?- Perguntei pegando a mão dele, fomos em direção ao mar e não pude deixar de tremer.
-Eu estou aqui.- Eu fiquei segura com essas palavras, a água tocou meu pé e eu não pude deixar de da um gritinho que fez Percy rir muito, ele me puxou com calma para o fundo.
-É apenas água Annie.- Ele falou, eu mandei meu pior olhar para ele, eu odiava que as pessoas me chamasse de Annie. Eu joguei água na cara dele brava.
-Não me chame de Annie.- Ele riu.
- O que vai fazer Annie?
- Guerra d´água.- Gritei jogando água nele com toda a minha força ficamos alguns minutos assim, rindo e brincando quando ele se aproximou de mim e me puxou para junto dele.
Sua boca se juntou a minha e der repente tínhamos começado um beijo calmo que logo se transformou em algo selvagem, percy passava a mão pelo meu corpo, eu não pensava direito eu só queria mais, Percy me levou para fora do mar, ainda me beijando eu nem havia percebido que já estávamos na areia até sentir minhas costas sobre a areia quente do pôr-do-sol.
Eu puxava ele para perto de mim.
-Você é linda.- Ele falou beijando meu pescoço e depois mordendo, não sei ao certo como voltei a realidade.
-Para Percy.- Pedi, ele não me escutava.
-Percy, por favor, para. – Eu pedi e pareceu que funcionou, por que ele parou.
-O que?- Ele perguntou sem entender.
- Eu não posso tudo bem, eu não estou preparada para isso.- Ele pareceu entrar em choque, como se isso nunca tivesse acontecido o que era bem provável.
-Acho que é melhor eu te levar para casa.- Ele falou todo grosso e levantou e vestiu a roupa rapidamente, eu segui seu gesto com pressa.
O Caminho da praia até a minha casa foi silencioso, Percy não falava nada e parecia nervoso, eu estava quase perdendo a paciência quando ele quebrou o silêncio.
- Eu não devia ter sido grosso com você, é que você nunca faz as coisas que eu espero e isso me deixa irritado, por que nunca sei o que vai acontecer.- Ele disse pegando a minha mão, eu soltei sua mão, eu estava chateado com ele.
Estávamos em frente a minha casa, eu respirei fundo.
-Percy eu gosto de você, mas a gente esta namorando há pouco tempo e eu não vou fazer sexo com você na primeira oportunidade, eu não sou como suas ex-namoradas então na me trate como uma.
Ele me olhou atentamente por um minuto.
-Me desculpe não deveria ter falado com você assim. – Ele disse se aproximando para me beijar, eu desviei e ele beijou minha bochecha.
-Amanhã a gente conversar. – Eu abri a porta do carro e fui correndo para casa deixando um Percy provavelmente chocado com tudo para trás, eu dei boa noite para os meus pais e fui para o meu quarto, apenas peguei minhas coisas e fui para o banheiro, eu precisava me livrar da areia que tinha no meu corpo e dos pensamentos nada puro que eu tinha tido e da raiva.
Me olhei no espelho, meu cabelo estava molhado e bagunçado e para meu espanto eu estava com o pescoço vermelho, aquilo provavelmente ia ficar roxo, rezei para que os meus pais não tivesse reparado nisso.
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