Oreland: O Coração do Mundo

8 Capítulo 8: A Fênix Militar


4 semanas haviam se passado desde que chegaram em Oreland. Com a ajuda de Algustin, que além de marinheiro era um bom carpinteiro, construíram uma pequena cabana de madeira perto de uma floresta, assim não era difícil achar comida. Nessas quatro semanas, as ferramentas já haviam evoluído bastante: trocaram o bastão de madeira por uma lança com ponta de pedra e fizeram uma picareta(Algustin havia trazido com ele alguns lingotes de ferro que tinha no barco).

Já era noite quando ouviram alguém batendo na porta. Algustin se escondeu e Pacjorn e Mikel se prepararam com as lanças. Mas ao abrir a porta, só tinha uma carta no chão. A qual Pacjorn leu:

– "Ola colegas, estou convocando alguns de vocês para uma reunião particular. Espero que venham a minha casa, tem a ver com a nossa segurança."

– Quem assinou? — Perguntou Mikel.

– Rezil. Ele deixou umas coordenadas e um mapa.

– Pode ser uma armadilha. — Disse Algustin — Temos que ter cuidado.

– Mikel! Você e o Algustin ficam aqui. Eu vou sozinho. Caso eu não volte em um dia, façam o máximo para sobreviverem.

– Por que você vai sozinho?

– Para mostra-los que não preciso de um guarda-costas a todo momento. Sem ofensas Mikel.

No dia seguinte, Pacjorn seguiu as coordenadas que estavam na carta, chegando a uma barraca simples. Quando entrou, encontrou, conversando entre si, Jaak Vu, Felipe II, Bronfir e Rezil, o qual anunciou:

– Agora que todos chegaram é hora de conversarmos sobre algo muito importante. Por favor, sentem-se.

Todos atenderam ao pedido e se sentaram:

– Bom, tenho algo ruim a lhes dizer. Edward convocou a dois dias atrás os outros cinco colegas nossos, os quais ele considera mais confiáveis, e fizeram uma aliança para destruir-nos.

Quando escutaram aquilo, todos se levantaram. Mas a voz que foi mais ouvida, foi a de Bronfir:

– Então é ele o filho da puta que quer virar rei?

– Não Bronfir, ele fez essa aliança justamente para matar aquele que quer ser rei de Oreland. Ele acha que é um de nós.

Todos começaram a se entreolhar, suspeitando quem seria. Menos, obviamente, Pacjorn, que para amenizar os ânimos, decidiu se pronunciar:

– Mas ele pode estar errado, não é? Pode ser um deles. Eu suspeito muito da Kazilia.

– Não, a Kazilia não. — Respondeu rapidamente Jaak Vu.

– Por que? — Perguntou Felipe.

– Hã...Bem...Não sei. — A pele morena do príncipe do deserto ficou levemente avermelhada.

– Por esse motivo eu queria propor uma aliança. — Interferiu Rezil — Para não morrermos.

– E quem vai ser o líder? — Perguntou Bronfir.

– Isso decidimos depois. Inicialmente, três pessoas darão sugestões e votamos, a mais votada ganha.

Todos concordaram e apertaram as mão em sinal de amizade. Após isso, Rezil acrescentou:

– Eles tem um nome para a aliança deles, a Ordem Draconiana. Para começarmos batendo de frente com eles, podemos ter um também.

– Que tal uma fênix? — Disse Jaak Vu.

– Fênix? — Perguntaram.

– Um pássaro de fogo, que mesmo sendo morto, renasce das cinzas.

– Uma Fênix? — Perguntou Felipe — Que tal uma Fênix Militar? Quando os derrotarmos, podemos criar um estandarte com uma fênix usando um elmo.

– Isso iria afasta-los depois de derrotados. — Disse Bronfir — O medo é o pior inimigo do ser humano.

E assim, havia sido selada a aliança da Fênix Militar. Mal sabiam eles, mas aquele símbolo seria usado por muito tempo, Pacjorn sabia disso.

"Vai haver guerra, estou sentindo isso. Tenho que virar o melhor deles se quiser que concordem comigo. Se eles me respeitarem, poderei virar rei deles um dia."

Quando saía, Pacjorn voltou para dentro da casa de Rezil, fechando a porta:

– Como sabe que eles fizeram uma aliança? Como sabe de tudo isso?

– Eu andei...espionando a princesa da Lua. — Respondeu Rezil, envergonhado.

Pacjon sorriu e disse ao novo amigo:

– Isso o faz mais homem do que eu, "camarada". Me chame da próxima vez que fizer isso.

Os dois começaram a rir e descobriram, que ali, naquela ilha-prisão, nasceria uma boa amizade.