Ordinary Life
19 CAPÍTULO 19 – Blame Me
Notas iniciais
“ Blame all your life on me I give it all for free...” ( Blame Me – The Pretty Reckless )
POV Percy
Ao sair correndo da piscina, me arrumei e foi correndo de carro com o meu pai pra casa da Annabeth. Não podia acreditar que ela tinha fugido ou algo assim. Por conta do meu desespero, meu pai não deixou que eu dirigisse e assumiu o volante.Ao longo do caminho eu estava pensando no que dizer ao encontrar Annabeth e pedir milhões de desculpas e de canto ouvi meu pai murmurai varias vezes que tudo ia ficar bem e que ela ia entender.
Chegamos e Atena nos atendeu com os olhos marejados e meu pai logo a tomou em um abraço.
– O que realmente aconteceu Atena ? – perguntei.
– Eu acordei e fui ver como ela estava e quando entrei no quarto não a encontrei e ela não atende minhas ligações. Liguei para seus amigos e ela também não está com eles,não dei muita explicação para não preocupa-los.
– Tem alguma ideia de onde ela possa estar ? – perguntou meu pai.
– Talvez, mas não tenho certeza. Avisou ao Frederick ?
– Não, não quero dar notícia que nossa filha fugiu após nossa separação. Vai dizer que não sou capaz de cuidar dela.
– Bom, eu dar um volta de carro ver se a encontro e qualquer coisa me liguem ok? – falei indo em direção ao meu carro.
Entrei e comecei a dirigir pelas ruas , de primeiro fui ao Central Park, desci do carro e procurei por todos os cantos e nada, então eu lembrei do Empire State e voltei para o carro para ir em direção ao local.
Chegando la fui barrado por um dos seguranças.
– Onde você pensa que vai rapaz ?
– Desculpe, mas você viu uma garota loira de olhos cinza mais ou menos do meu tamanho entrando aqui hoje? – ele fez uma menção que ia responder, então eu mostrei um foto pra ele.
– Não, não vi. – agradeci e voltei para o meu carro.
Onde essa garota podia estar meu deus! Já se tinha passado um tempo e eu realmente estava ficando bem preocupado e pelo jeito ia descer água do céu. Peguei meu celular e comecei a ligar para o número dela e ainda nada. Comecei aos lugares mais impossíveis de N.Y para ver se a achava enquanto não começava o temporal.
POV Annabeth
Acordei no susto e nem percebi que tinha dormido tanto assim. Me levantei e olhei meu celular onde havia centenas de chamadas não atendidas e me assustei quando vi o horário. Não era possível que dormi tanto tempo assim. Olhei para o céu e percebi que ia cair o temporal.
Entrei no meu carro e dei partida pra voltar pra casa. A questão é que não sei se volto pra casa ou se vou para o apartamento do meu pai. Acho que o pessoal nem deve ter sentido minha falta, só acho.
Pensei bem e resolvi ir para casa do meu pai e logo eu ia dar um desculpa pra dormir la. Liguei o carro e comecei a dirigir saindo da pracinha que eu tinha ficado. No meio do trajeto começou a ventar muito e as folhas das arvores começaram a bater no para – brisa do carro dificultando minha visão.
Nem percebi quando eu já estava quase entrando em uma estrada de terra.
– Calma Annabeth. Você se enfiou aqui sozinha e vai consegui sair sozinha. – murmurei pra mim mesma tentando manter a calma.
Olhei pra meu celular pensando em pedir ajuda mais recusei na mesma hora, não iria dar esse gostinho pra eles.
Continuei dirigindo até tentar voltar a estrada, mas quando dei um ré bruscamente senti o meu carro parar e desligar o motor.
– Sério mesmo ?!? – falei frustrada batendo as mãos no volante.
Tentei ligar mais uma vezes e até que acendeu as luzes, fiquei radiante, mas logo minha felicidade foi pro brejo quando voltou a desligar. Fiz diversas tentativas.
– Vai, vai, vai, vai. – falei em mais uma tentativa girando a chave. – Vai logo cacete !!! – gritei já de raiva e desisti sabendo que não ia mais adiantar.
Encostei a cabeça no bando para esperar alguns minutos e depois voltei a tentativa de ligar o carro que já era esperada, não ligou.
Me rendi de uma vez por todas e peguei meu celular para ligar para pedindo ajuda , mas me irritei mais ainda quando vi que estava sem sinal. Resolvi sair do carro para ver se melhorava o sinal.
Comecei a andar em volta do carro com o braço levantado apontando para diversas direções. E ao mesmo tempo, o vento ia se intensificando ficando cada vez mais difícil de se obter algum sinal.
– Anda logo, porcaria ! – eu falava com raiva enquanto eu andava mais pra frente e continuava com o braço levantado.
Eu andava em círculos sem parar e sem olhar para o chão e quanto achei que estava conseguindo sinal, começa a chover e acabo tropeçando em um galho fazendo meu celular se afundar na lama a minha frente.
– Argh! Que ódio ! — me ajeitei para tentar pegar o que restou do meu celular na lama.
Tomei em mãos enquanto a chuva forte caia sobre mim e ele estava com lama em cada canto. Tentei ligar, tirei a bateria, coloquei de volta, mas nada.
– Vai pro inferno !! – gritei jogando de volta na lama e me abraçando por causa da chuva.
O que restava fazer agora era esperar, mas não embaixo dessa chuva, é claro. Quando fui voltar para o carro vi a luz de um farol e logo minhas esperanças voltaram.
Fiquei na frente do meu carro com a mão na testa a fim de enxergar as luzes do carro e quando achei que ele estava se aproximando, simplesmente passou reto por mim me deixando com um tremendo “ O “.
– Obrigado pela delicadeza hein !!! – gritei para o infeliz que se afastava com o carro.
Eu já estava ensopada por causa da chuva mas mesmo assim voltei para o carro.
Me encolhi na poltrona, e fiquei esperando alguma alma caridosa parar e me ajudar. Acabei caindo no sono mais uma vez e só acordei quando ouvi buzinas irritantes na minha frente e um farol quase me cegando.Sai imediatamente do carro para encara-lo o que estava a minha frente e agora caiam gotas mais finas mas continuava o vento um pouco mais devagar e estava mais frio.
O carro continuava a buzinar e eu ainda não conseguir enxergar quem estava através do vidro.
[ trilha sonora é Lie To Me – 12 Stones ]
– Será que da pra parar de buzinar e sair logo desse carro seja lá quem for ?!!! – gritei em plenos pulmões.
A pessoa logo sai mas estava com o capuz impedindo de eu ver seu rosto e acabei bufando de frustração.
– Precisa de ajuda sabidinha ? – perguntou de cabeça baixa e quando ouvi meu apelido saquei.
– Percy . – falei rangendo os dentes por raiva mas ao mesmo tempo sobre finalmente aparecer alguém ou ele.
Ele levantou o rosto com o sorriso zombeteiro e se aproximou de mim para me abraçar e eu fiz o mesmo. Os braços deles me envolveram de um jeito acolhedor e protetor e assim retribui.
– Eu pensei que havia acontecido algo com você. – murmurou no meu ouvido e eu só apertei mais forte. Ouvi uma risada fraca nele no meu pescoço.
Rapidamente me afastei dele o deixando confuso e me lembrando que ele havia mentido pra mim. A essa hora a chuva já havia parado e o vento diminuído.
– Que foi Annabeth ?
– Você mentiu. – cruzei os braços. Ele parecia meio lerdo mas depois compreendeu.
– Eu sei, só que... eu te explico tudo depois, você esta morrendo de frio. – falou e foi até seu carro pegando um casaco e colocando em volta de mim. – A gente precisa conversar. – me encarou.
– Tem certeza ? – falei meio ríspida.
– Sim, você tem que entender que...
– Entender o que hein ? Que me fizeram de boba eu e meu pai esse tempo todo. – gritei o interrompendo.
Ele ficou quieto me encarando por um tempo, ele abria e fechava a boca algumas vezes na tentativa acho que de dizer algo. Após alguns segundos assim ele resolveu se pronunciar.
– Vamos para um lugar dai a gente vai poder conversar com calma. – disse simplesmente antes de me guiar para o seu carro.
Antes de darmos partida ele ligou para o guincho buscar meu carro e enquanto eles iam levando para uma oficina, Percy me levou de volta pra casa.
– Vai me levar pra sua casa ou pra minha ? – quebrei o silencio dentro do carro.
– Pra sua, nossos pais estão lá. – soltei uma risada sarcástica.
– Não quero ir pra casa. Me leva pra qualquer outro lugar, menos pra casa, pelo menos não agora. – falei quase em sussurro e encostei minha cabeça no vidro.
Ele pareceu entender o meu estado e mudou o caminho, não sei para onde estava indo mas no meio acabei dormindo mais uma vez.
...
Acordei com Percy me sacudindo de leve no ombro. Olhei em volta e estávamos em uma área pelo visto, bem longe de casa.
– Aonde estamos Percy ? – perguntei meio sonolenta. Ele deu uma risada fraca e disse:
– Calma. Não vou te sequestrar. Você disse que queria ir para qualquer lugar,menos pra casa, então eu te trouxe aqui. No meu apartamento.
– Seu apartamento? – fui saindo do carro junto com ele.
– É, aqui é mais calmo e a gente pode conversar melhor. – falou se postando do meu lado antes de entrarmos no local.
Entramos em silencio e nos direcionamos para o elevador. Tocava uma musica muito sem graça e as vezes no descuido nos encarávamos e acabávamos rindo da situação.
Chegamos ao devido andar de seu apartamento e era o número 520.
– Vem. – disse me guiando para dentro.
– Não sabia que você tinha um apartamento. – falei entrando e passando as mãos pelos meus ombros. – Que responsável. – ele deu um risada fraca.
– Bom, eu tenho ele desde que voltei pra cá e gosto de vim pra cá quando preciso pensar e tal. – falou tirando seu casaco.
O apartamento não era muito grande e nem muito pequeno, mas o suficiente para 2 pessoas.
Fomos tomar um banho quente,separados óbvio, e depois ele me entregou roupas secas. Fiquei no sofá da sala enrolada em um cobertor enquanto ele estava na cozinha preparando um chocolate quente já que ficamos boa parte do tempo hoje de baixo de chuva.
[ trilha sonora é You Don’t See Me – Safetysuit ]
– Hey, aqui esta. – disse Percy chegando com uma caneca entregando a mim e se sentando no outro canto do sofá.
– Obrigada. – peguei e dei um gole. Rapidamente o encarei. – Fale. – indaguei meio ríspida.
– Hm ? – falou meio lerdo e o fuzilei e ele entendeu. – Ah, sim. Olha Annabeth, antes de irmos, de eu ir para a Austrália, nossos pais já estavam envolvidos um com o outro, só que depois da proposta que recebemos em Sidney, minha mãe e eu fomos e meu pai não. Eles brigavam muito e antes de viajarmos se divorciaram de vez, deixando o caminho livre para o nossos pais ficarem juntos. — ele disse meio enrolado com as palavras
– Então porque você voltou ? – o fitei e ele suspirou de cabeça baixa mas finalmente levantou me olhando nos olhos.
– Eu estava com saudades de você e precisava voltar a vê-la, e o meu pai também. — disse quase em sussurro.
– Você sabia e não me falou nada esse tempo todo. – ignorei o que ele havia dito antes. – Ah quanto tempo você sabe disso ? – ele parecia ter me olhado com uma certa mágoa,talvez.
– Desde os meus 10 anos de idade. – falou encarando o chão e eu arregalei os olhos.
– O QUE??!! – me levantei as pressas de raiva. – FICOU CALADO ESSE TEMPO TODO, E NUNCA ME FALOU NADA, PORQUE??!
– Nós éramos apenas crianças, eles me pediram pra eu não contar. – se levantou se aproximando de mim tentando tocar meu rosto mas eu desviei.
– ENQUANTO ISSO MEU PAI E EU ÉRAMOS FEITO DE BESTAS E POR CAUSA DISSO ELE SAIU DE CASA. MEU PAI SAIU DE CASA !!!
– Annabeth, a escolha era dele. Não podia mais ficar junto com a sua mãe sabendo que ela não o ama mais.
– Há, mas o seu pai sim né. – falei rindo com nojo.- Eu quero ir pra casa, apenas me leve de volta para casa. – falei trincando os dentes.
– Annab... – ele tentou argumentar mais alguma coisa mas o cortei.
– Me leva pra casa ou eu vou sozinha. – cruzei os braços na frente dele o encarando de um modo frio.
– Ok. – ele concordou.
“ If I'm about to crack, keep the pedal in drive All this time the joke was all on me...” ( Blame – The Pretty Reckless )
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