Ordinary Life
11 CAPÍTULO 11 - Everybody Hurts
Notas iniciais
“ Everybody hurts some days It's ok to be afraid...” ( Everybody Hurts da Avril Lavigne)
POV Annabeth
Acordei com uma baita dor de cabeça e vi reflexos do sol batendo no meu rosto. Minha visão ainda estava meio embaçada,,peguei meu celular para ver que horas era e vi que era quase meio dia e tinha diversas ligações da Thalia.Fiquei preocupada comigo, afinal não é possível que dormi tanto e o mais estranho era que minha mãe não me veio encher o saco por ficar tanto tempo na cama. Tentei levantar da cama, mas senti algo forte segurando minha cintura. Olhei e vi um braço, logo vi flashs na minha cabeça lembrando da noite de ontem.
– Ah deuses. – murmurei baixinho para que ele não me escutasse.
Botei um mão livre na testa tentando processar o que tinha acontecido. Não, não, eu estava bêbada e ele também. Me virei e o encarei e tinha um cheiro tão apaixonante que me lembrava a praia, balei minha cabeça tirando esses pensamentos quando senti elel se mexer e abrir lentamente os olhos.
– Annabeth? O que...? – ele também pareceu confuso assim que ele olhou tudo em volta. — Ah droga. – murmurou.
– Esta confuso? – ele assentiu. – Então... – eu ia dizer algo mas o meu celular tocou e como o clima tinha ficado tenso entre nós eu fui atender.
LIGAÇÃO ON
– Thalia?
– Annabeth Chase!Venha até aqui em casa. AGORA! – Thalia gritava no telefone e isso me deixava com mais dor de cabeça ainda.
– Tudo bem, já o indo.
LIGAÇÃO OFF
Nem percebi e Percy já estava terminando de se vestir. Fomos em um silêncio mortal até a porta e quando ele estava saindo se virou pra mim :
– Olha Annabeth, eu... — não o deixei terminar.
– Percy é melhor a gente conversar outra hora. – eu já estava nervosa e não sabia o que dizer. – A Thalia me ligou e ela precisa de mim.
– Ah tá. – ele disse com uma cara meio triste. – Então tchau. – disse e me deu um abraço.
O segui com os olhos até que ele entrasse no seu carro e assim que fechei a porta de casa me deu um imensa raiva sobre o que acabou de acontecer. Não podia dar o luxo e perder meu tempo pensando nisso, então me arrumei, almocei e fui para a casa da minha prima tentando esquecer o que aconteceu.
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– VOCÊ TRANSOU COM O NICO? – falei gritando e rindo da cara dela que estava me fuzilando.
– Fala baixo Annabeth, que droga.
– Desculpe, mas é que não posso acreditar nisso. – falei rindo mais ainda.
– Eu tava bêbada e ele também, e... – estava sem palavras.
– Sem palavras Thalia Grace? – perguntei brincalhona.– O que acontecceu depois hein?
– Eu gritei com ele depois que acordei e ele comigo e falamos que isso nunca mais iria se repetir de novo. – falou sem interesse.
– Ah para de mentir punk. Sei que você adorou ficar com ele. – quando falei isso ela ficou com mais raiva ainda.
– Não começa Annabeth. E aliás, onde é que você estava durante a festa inteira? – falou cruzando os braços e me encarando.
– Eu estava me divertindo ué. – falei tentando manter uma pose superior que não convenceu muito a Thalia.
– Eu te conheço Annabeth. – disse me encarando.
– O WILL ME TRAIU! SATISFEITA? — gritei de uma vez o que fez ela se assustar um pouco.
– O que?! Quem é a biscate ?
–É a biscate que todo o colégio conhece.
– Quem? – perguntou já supondo quem seira.
– Rachel E. Dare. – falei a encarando séria.
– Vadia ruiva, bem que eu desconfiava. Mas e ai o que você fez? — Eu deixei os dois aproveitarem ué. Você sabe que odeio traições.
O resto do dia passei na casa da Thalia, contei sobre o Octavian e o Leo que por incrível que parece ela disse que eu deveria investir nele. Não contei sobre Percy por medo sei lá. Meu celular tocava varias vezes e recusei todas.Não queria ouvir nenhuma explicação do Will. Fui pra casa no fim do dia e encontrei meu pais discutindo de novo e o que mais me surpreendeu era o assunto da discussão: Poseidon Jackson.
– Você não pode estar falando sério Atena! – ouvi meu pai gritar.
– Frederick, tenta entender por favor! — disse minha mãe apavorada.
– Entender o que hein?! Que o seu namoradinho de infância ainda está de na cidade e que você ainda sente algo por ele. É isso? – falou meu pai.
Nesse momento eu não estava acreditando no que acabei de ouvir.Eu estava escondida e eles nem perceberiam eu ali, mas depois disso tive que intervir.
– Como é que é? – perguntei. Os dois me olharam pasmos.
– Filha, por favor, nos deixa a sós. – disse minha mãe nervosa.
– Não Atena, ela tem saber o verdadeiro motivo da família Jackson ter se mudado a 5 anos não é mesmo?! – falou meu pai irritado.
– Do que ele ta falando mãe? – eu estava sem palavras. Como assim o “ motivo”.
– Ok.Minha filha, antes de você nascer eu me envolvi com o biólogo marinho Poseidon Jackson, nós tivemos um romance mas então ele conheceu Sally e me deixou pra ficar com ela, já que imediatamente ela ficou grávida. Nesse meio tempo eu conheci seu pai, o Frederick e me deu você filha. – eu estava de boca aberta com isso.
– Mas uma coisa não bate, eu os conheci quando eu tinha uns 5 anos acho. – falei confusa.
– É porque ele achou que teria alguma chance com sua mãe. – disse meu pai com certo nojo. – E durante todo esse maldito tempo eles retomaram esse romance adolescente nas minhas costas. – disse com mais nojo ainda
– Como? Mãe, como você pode? – eu fiquei paralisada.
– Me desculpe filha, era mais forte que eu. – ela já estava quase chorando.
– E ainda tem mais. Depois que eu descobri toda essa farsa, eles,os Jackson's, logo receberam uma proposta para morarem na Austrália só que a mãe e o filho foram pra lá, mas Poseidon não.
– Quer dizer que ele ficou esse tempo todo aqui em Nova York? – perguntei.
– E mais um vez de rolo com sua mãe. – disse meu pai furioso.
“ Everybody hurts Everybody screams Everybody feels this way...” (Everybody Hurts da Avril Lavigne)
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