Ordem dos Cavaleiros - Parte 2
6 Arco Arcádias - O plano de Jin Castle
Notas iniciais
O cavaleiro continuava seguindo em direção ao forte, percebendo, através de CEE, o posicionamento de Kyoukai, deduzindo o plano elaborado por Jin. Nagato conseguiu adentrar a base, no entanto, os soldados inimigos também conseguiram, forçando o ex aprendiz de Caspian a montar um lagarto do deserto para fugir do local.
— Comandante Harrison! Meu grupo conseguiu tomar o forte sem resistência! O cavaleiro montou uma espécie de lagarto gigante e seguiu para as montanhas! Tenho 800 homens comigo – reportou um dos oficiais pelo comunicador.
— Excelente! Encontrou aquele cego? Um instante, você havia dito sem resistência? – questionou o comandante.
— Exatamente, acabei de confirmar com alguns soldados, não encontramos soldados, armas ou suprimentos – respondeu o oficial.
— SEU IDIOTA! SAIA JÁ DAÍ! – gritou o comandante pelo comunicador, no entanto, seu subordinado não conseguiu reagir rápido o bastante.
O forte construído pelas tropas republicanas explodiu com granadas nível C4, capazes de causar imensa destruição, levando à morte todos os soldados que estavam no local. O comandante quebrou seu comunicador com as mãos, demonstrando sua imensa raiva pelo ocorrido e, em um momento de tristeza, reparou que alguém estava assistindo a explosão, montado em um lagarto do deserto. Em um movimento de fúria, ordenou que todos os seus companheiros rumassem atrás daquele animal.
— Eles estão chegando! Aliás, esse lagarto é até.... bonitinho – reportou Kyoukai, montada no lagarto do deserto, o mesmo que o comandante inimigo havia visto.
— Excelente! Siga em frente! E cuidado com os tiros – disse Jin.
— Sem problemas! – concordou a sacerdotisa, fazendo seu animal correr o mais rápido possível.
As tropas inimigas usaram seus andadores e todos seguiram atrás da sacerdotisa, eles continuaram a seguir o lagarto por diversos caminhos entre as montanhas, afastando-se completamente do local que deviam proteger dentro de Arcádias.
— Meus parabéns, Tenente Jin, como esperado da minha melhor subordinada... Mas faíscas de meteoro é um nome um tanto exagerado, não? – disse Nagato, montando outro lagarto do deserto.
— O nome não está aberto a discussões, mas que bom que gostou! Não pretende observar até o final? Pensei que quisesse interrogar o comandante – disse Jin, percebendo a ansiedade de Nagato.
— Eu havia bolado um plano inicial, que foi totalmente descartado por você por conta dos escudos, ou seja, esse é seu plano, você deve tentar brilhar sozinha, minha cara. Até breve – disse Nagato, fazendo seu lagarto descer a montanha em que eles estavam.
— Ele vai sozinho? Mesmo nesse estado? – perguntou Kyoukai, pelo comunicador.
— Ele faz isso... Enfim, concentre-se em chegar ao ponto combinado – respondeu Jin, focando-se novamente na missão.
O lagarto deserto da sacerdotisa continuava correndo a 93 Km por hora, conseguindo ser mais rápido que qualquer andador usado pelos seus inimigos, no entanto, Kyoukai havia guiado o animal para um local sem saída, causando uma pequena sensação de confiança entre os soldados de Arcádias.
— É um beco sem saída senhor! – gritou um dos oficiais.
— Percebi... Não é aquele miserável, mas deve ter algumas informações sobre ele – disse o comandante.
— Acho que está na hora – disse Kyoukai, ordenando seu lagarto a escalar a montanha, ele desviou de todos os tiros, em grande velocidade, e chegou ao topo do beco sem saída.
— ELA SUBIU O MURO! – disse uma das oficias.
— Parece que podemos terminar com vocês, acabem com isso! – Jin ordenou a seus soldados para se prepararem para o ataque.
— PREPAREM OS ESCUDOS! – gritou o comandante.
Os soldados republicanos começaram a atirar com seus canhões, no entanto, os escudos continuavam sendo eficazes contra os blasters, ao perceber essa situação, Jin ordenou um segundo ataque, fazendo com que outros soldados levassem para o topo uma imensa quantidade de pedras.
— ATIREM! – gritou Jin, seus homens jogaram todas as pedras que conseguiram encontrar durante a perseguição contra Kyoukai.
Os soldados inimigos não conseguiram defender-se do ataque simultâneo de várias pedras gigantes e tiros de canhões, fazendo com que o chão em que estavam os subordinados de Harrison, fazendo com que todos fossem esmagados e jogados em um desfiladeiro.
— Parece que todos morreram – disse Kyoukai, que havia acabado de chegar ao local.
— Creio que sim, mas acabei de mandar alguns soldados para verificar – disse a tenente.
— Entendo... O que faremos agora? – perguntou Kyoukai.
— Acho que está na hora... Vamos dizimar as forças inimigas e derrubar o primeiro muro – respondeu Jin.
A tenente convocou seus soldados em direção ao muro, eles continuavam a caminhar, chegando novamente no forte, totalmente destruído, com vários corpos e armas no chão, confirmando que o exercito do lado direito de Ember havia perdido 2.000 homens.
— Parece que igualamos os números, mas estamos apenas começando – disse Jin, reparando a quantidade de mortos dentro do forte.
— Entendo... Vamos logo com isso – disse Kyoukai, sentindo-se um pouco insatisfeita por não encontrar aquele que manipulou seu amigo durante muito tempo.
— Kyoukai, está se sentindo mal? – questionou Jin, mas ela havia acabado de receber uma chamada do general do batalhão.
— Olá, vejo que conseguiram derrotar todos os inimigos, sem baixas, estou impressionado, Jin, seu plano realmente era excepcional – disse Nagato.
— O que você quer? Descobriu alguma informação? – perguntou Jin, recordando-se que o cavaleiro de ouro costuma elogiá-la quando necessita de alguma coisa.
— Indo direto ao ponto... como sempre, enfim. Gostaria que mandasse 400 soldados na minha posição, estou vendo uma oportunidade que não posso deixar passar – disse Nagato.
— Sem problemas, chegarão dentro de 25 minutos, mas não esqueça que o objetivo é terminar essa batalha em cinco horas – disse Jin, tentando lembrar seu general de seus deveres com o exercito geral.
— Não se preocupe, estou cuidando para uma possível vantagem – disse Nagato.
— Entendo, te desejo sorte – disse Jin.
— Não se preocupe, cuidarei disso rapidamente... Até logo – disse Nagato, desligando a chamada.
— Vocês... são próximos? – perguntou Kyoukai.
— Por que acha isso? – questionou Jin.
— Você é a única pessoa que ele aceita escutar, pelo menos é o que parece – disse a sacerdotisa.
— Ele não escuta ninguém... Vamos deixar esse assunto para uma próxima conversa, você está cansada? Se quiser, pode voltar ao QG – disse Jin, reparando nos arranhões sofridos pela sacerdotisa.
— Posso fazer isso o dia todo! – disse Kyoukai.
— Excelente! Agora, vamos acabar com isso – disse a tenente, voltando para frente de seus soldados e tomando a liderança para uma ofensiva contra o inimigo.
Enquanto o lado esquerdo da República entrava em um conflito direto contra os sodados de Arcádias, dentro da catedral, Kairos estava coordenando suas tropas. Dentro de sua sala, passava ordens diretas para os Jaegers, generais de seu exercito, deixando dois liderando seus homens pela esquerda, e deixando três membros do grupo atrás do terceiro muro. A atitude do rei dos nobres era cautelosa, mas alguns nobres tomaram-na como covarde, causando certo temor da derrota de Kairos na capital, principalmente em Malem.
— Esse homem, ele está nos trazendo destruição! Fugindo dessa forma, por que ele não manda Kirin, Nevasca ou Noatek para frente? – questionava a nobre em seus pensamentos, causando determinado alvoroço dentro de sua mente, temendo que Kairos perca a batalha e abandone os nobres.
— Senhorita? Gostaria de um pouco de chá? – questionou um dos mordomos dos nobres, com suas pernas acorrentadas a mesa de jantar.
— O quê? QUEM VOCÊ ACHA QUE É PARA TENTAR ME OFERECER CHÁ! – gritou a nobre.
— SINTO MUITO! – esperneou o mordomo.
— DEVIA SENTIR MESMO! NEM MESMO SEU TRABALHO É FEITO DE FORMA DECENTE! VOCÊ NÃO MERECE O CARGO QUE TEM! NÃO É O ESCOLHIDO DO TRONO! – A nobre começou a descontar sua raiva no escravo, pegando seu bule e arremessando contra seu rosto.
— SINTO MUITO, POR FAVOR! NÃO FAREI MAIS ISSO! – gritou o mordomo, mesmo percebendo que o motivo da raiva de Malem, provavelmente era outra pessoa.
— SE VOCÊ NÃO FOSSE TÃO INÚTIL! CONSEGUIRIAMOS IMPEDIR O ATAQUE DA REPÚBLICA – esperneou a nobre.
— ME DESCULPE! PROMETO NUNCA MAIS CAUSAR PROBLEMAS! – O mordomo decidiu aceitar a culpa desnecessária sobre suas costas.
— Excelente! Dá próxima vez arrancarei sua perna e darei aos cães, que vão arrastá-lo para Gilly – disse a nobre, ameaçando o mordomo.
— Sim, senhora! – disse o mordomo, escondendo-se atrás da mesa de jantar.
— Está amarrado, parece que você nem mesmo consegue desaparecer da minha frente. Muito bem, mais tarde darei a você alguns biscoitos em consideração a sua covardia... Espera um pouco, Gilly? ESTUPENDO! – disse Malem, recordando-se da proximidade entre a capital e Gilly era consideravelmente perto, principalmente se usasse alguns soldados e nobres como escudo pessoal para sua travessia.
A nobre havia convocado uma reunião, com cerca de quarenta nobres que estavam descontentes com as atitudes recentes de Kairos, ela conseguiu convencê-los a usar os andadores deixados atrás da catedral e os soldados que estavam por perto como escudo para conseguir chegar à Gilly. Aqueles membros de Sharaf Leh convocados decidiram apoiar o plano de Malem, foram aos soldados e os obrigaram a desobedecer as ordens dos Jaegers, que haviam planejado usar seus andadores para surpreender a república.
— Aqui estão os andadores! Tomem cuidado no caminho, não estamos conseguindo entrar em contato com ninguém fora do castelo – disse um soldado, que foi acorrentado e usado como montaria por Malem.
— Cale-se! Finalmente, agora chame seus amigos, vocês vão nos seguir naqueles andadores antigos e serviram como escudo! – ordenou a nobre, descendo das costas do soldado.
— Como desejar! – disse o soldado.
— Finalmente vamos deixar aquele imundo para trás! Estamos melhores sem esse “escolhido” – disse um dos nobres que estava acompanhado Malem.
Os nobres se dividiram em duplas para comandarem vinte andadores, levando cerca de cem soldados, para servir de escudo contra possíveis ataques republicanos ou a ira de Kairos. Eles abriram os portões traseiros e partiram em direção a Gilly, que estava cerca de 700 km da catedral. A atitude dos nobres chegou aos ouvidos de Kairos através dos comunicadores de alguns soldados restantes, que rapidamente fecharam o portão.
— Malem... Deixe para lá, quando isso acabar lidarei com isso pessoalmente – disse Kairos, desligando o comunicador.
Naquele momento, os soldados decidiram ignorar a traição dos nobres, no entanto, entre as montanhas perto da catedral, estava um homem que havia escutado toda a conversa por um comunicador roubado.
— Isso é música para meus ouvidos! – disse Nagato.
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