Ordem dos Cavaleiros - Parte 2

18 Arco Arcádias - O Quinto Jaeger


Notas iniciais
Em meio ao caos, quebrando as expectativas, aparece o quinto Jaeger

Enquanto Levi Fooster e o cavaleiro de dragão invadiam a sala do trono, naquele mesmo instante, estava ocorrendo uma das batalhas que havia comprometido o lado direito republicano. Gabriel Constantini seguia lutando contra Lucci, que estava cada vez mais pensativo, pois nem ele, um dos principais estrategistas de Ember, conseguia prever as ações daquele sujeito.

— ONDE VOCÊ ESTÁ? – questionou o Jaeger, reparando que seu inimigo havia desaparecido de sua frente.

O cavaleiro estava tentando usar seu INT para conseguir enganar seu inimigo, que mesmo com seu CEE não conseguia encontrá-lo.

— Esse cara... Acalme-se, preciso ter cautela ou ele terá ganho antes mesmo de começar – disse Lucci, enquanto tentava se concentrar para sentir seu inimigo. Enquanto tentava se acalmar, ouviu o desembainhar de uma espada e posicionou sua defesa.

— É VOCÊ! – retrucou uma voz nunca antes ouvida pelo Jaeger, enquanto quebrava sua defesa e causava uma cicatriz em seu rosto.

— HAAAAAAAAAAAA! MISERAVEL! – retrucou o jaeger, atacando com sua espada.

— Mas o quê? – questionou a voz, tentando usar sua arma, mas a diferença de tamanho fez com que sua espada não conseguisse acertar seu inimigo.

Depois do corte, ambos se afastaram, Lucci limpou o sangue de seus olhos e identificou seu inimigo como uma mulher, usando trajes de um clã esquecido.

— Quem é você? – questionou Lucci.

— Ninguém relevante... Pelo menos de início, mas depois de enganar a todos os rebeldes.... Você não merece piedade – disse a sacerdotisa, que se mostrava ser Kyoukai Mayla.

— Enganei vocês? Acho que deve estar me confundindo com alguém que se importa com moscas – retrucou o jaeger.

— Por isso tá moscando – retrucou Gabriel, atacando seu inimigo com sua foice.

— Te encontrei! – disse o jaeger, bloqueando o ataque e tomando distância.

— Kyoukai? O que está fazendo? – questionou Gabriel.

— Me pediram para te encontrar... Seu chá de sumiço causou algumas “dificuldades” para o lado direito – respondeu Kyoukai, enquanto se levantava.

— Sério? Eles não conseguiram ajudar o exército central? Fisk invadiu a capital sozinho?- questionou Gabriel.

— Ei, não estão esquecendo nada? – retrucou Lucci.

— Sim, acho que esqueci uma sopa de legumes no forno – debochou Gabriel.

— Sopa de legumes? Sério? – perguntou Kyoukai.

— Sim, eu não como carne – explicou o cavaleiro.

— Não come? Como você... Pouco importa, o lado direito conseguiu ajudar o exército central, mas eles pararam de avançar na frente do segundo muro, restando só meia hora para a mudança de estação, parece que encontraram algum problema- explicou Kyoukai.

— Entendo... Foi mal, mas vou lidar com esse cara primeiro — afirmou Gabriel.

— Hã? Por que tem que ser tão infantil? Vá logo ajudar seus companheiros, esse miserável me fez... Atacar um amigo, ele não será morto por suas mãos – retrucou Kyoukai.

— Ele é um oficial inimigo, dar cabo dele aqui, pelo menos vai me impedir de ouvir o maior sermão da história – disse Gabriel.

— Vocês vão continuar com isso? – questionou o Jaeger, arremessando um tornado em direção aos seus inimigos.

— ATÉ ELE GANHAR JUIZO! – reclamou Kyoukai.

— Pra que eu ia precisar? – questionou Gabriel.

— Acho que não vou mais atrapalhar... Sayonara- disse o jaeger, tentando escapar.

— Nem pensar – retrucou Kyoukai, enquanto sacava sua espada novamente para seu inimigo.

— Interessante? Dois contra um, não parece muito justo — retrucou o jaeger.

— Estamos contra o tempo... Tente me acompanhar- disse Gabriel.

O cavaleiro seguiu para o embate, atacando com sua foice, buscando encontrar alguma brecha na defesa. No entanto, mesmo a qualidade de Lucci sendo o ataque, ele estava conseguindo prever os movimentos de Gabriel, devido a sua maior experiência, mas os ataques que o aprendiz de Yoda não conseguia defender, eram defendidos pela sacerdotisa, que buscava atacar sempre que possível, usando Gabriel como isca para suas ofensivas e o protegendo em momentos chaves.

O Jaeger se via em dificuldades, pois mesmo essa dupla não tendo uma grande organização de turnos, eles conseguiam ao menos suprir as necessidades um do outro, fazendo-os imbatíveis no combate corpo a corpo, visto isso, Lucci tomou distância e começou a atacar com rajadas de vento, que conseguiam cortar até mesmo prédios. Os ataques obrigaram a sacerdotisa a se abrigar no telhado de um dos prédios e o cavaleiro em uma casa, enquanto recuperavam o fôlego, Lucci começava a reunir uma grande quantidade de vento.

— Ele vai fazer como aquela garota no campo de batalha.... Preciso acabar com isso antes que esse cara faça essa merda aqui – pensou Gabriel.

— Ele está reunindo energia... pela expressão daquele idiota não deve ser coisa boa... Terei que fazer algo, em uma batalha longa, não temos como vencer um usuário de vento – pensou Kyoukai, saltando do telhado e arremessando bombas em direção ao inimigo.

— Esse é seu plano? – retrucou o Jaeger, usando uma corrente de vento e arremessando os projéteis para longe.

— Só o início! – As bombas arremessadas, começaram a dispersar fumaça em meio ao vento.

— Fumaça? Interessante – retrucou o jaeger.

— Você é insuportável – retrucou Kyoukai, enquanto perfurava o peito de seu inimigo.

— Que cruel! – A imagem de Lucci desapareceu, comprovando que era apenas um clone de

vento.

— O quê? – questionou a sacerdotisa.

— Te peguei – disse o jaeger, aparecendo repentinamente na retaguarda de Kyoukai. Seu inimigo possuía uma estatura alta, com braços longos, segurando uma espada que devia medir 60cm, comprovando que seu grande mérito em combate físico era sua capacidade de alcance. Kyoukai, no primeiro embate contra o Jaeger, conseguiu medir o tamanho de seu alcance, usando sua espada como régua, conseguindo definir perfeitamente o tamanho de seu ataque e a velocidade que deveria utilizar para escapar de dele.

— Aqui está você! – disse o Jaeger.

— Cara errado – disse Gabriel, bloqueando o ataque do inimigo.

— Você? De onde você surgiu? – retrucou o jaeger, que não conseguiu perceber o momento que o cavaleiro adentrou na fumaça.

— Essa não é a pergunta certa? – debochou Gabriel.

— Há? – questionou-se o jaeger, percebendo instantaneamente o desaparecimento da sacerdotisa.

— Você fala demais — Aproveitando-se da fumaça, Kyoukai utilizou sua oportunidade para contra atacar e perfurar a perna de seu inimigo e jogá-lo contra a parede.

— Entendo, ela percebeu uma oportunidade durante a armadilha do inimigo, conseguindo vencê-lo em uma batalha de curto alcance, me usando como chamariz... Ela não é uma qualquer – pensou Gabriel, enquanto reparava no resultado da luta.

— Ele percebe meu blefe e adentrou na fumaça no momento certo, conseguindo enganar até a percepção de um Jaeger, aumentando a chance de sucesso do plano em cem por cento... Mesmo sem termos combinado nada, tenho que admitir, ele não é um qualquer – refletiu Kyoukai.

— Venceram em uma batalha de decisões rápidas... Pareceram até samurais – disse o Jaeger, enquanto tentava juntar forças pra se levantar.

—-Samurais... Concordo – disse Kyoukai.

— Isso não me importa, você não vai a lugar algum – retrucou Gabriel.

— Tem razão... Sacerdotisa, no caminho para cá, você viu a minha irmã? O seu amigo e eu a deixamos sozinha liderando o lado esquerdo de Arcádias – disse o Jaeger.

— Aquela garota era sua irmã? E ainda nasceram com o mesmo elemento... Interessante. –

disse Gabriel.

— Visto que o muro caiu, provavelmente ela morreu... Estou certo? – questionou o jaeger.

— Não sei te dizer... Eu segui para cá antes da invasão, não sei o que aconteceu a ninguém do lado esquerdo de Arcádias — respondeu Kyoukai.

— Entendo... Uma pena – disse Lucci.

— Não se faça de coitado – retrucou Kyoukai, enquanto colocava sua espada próxima ao pescoço do inimigo.

— Kyoukai, ele já vai morrer... Não precisa chegar a tanto – retrucou Gabriel.

— Ele merece mais... Você também consegue manipular pessoas da pior forma possível, por sua causa, meu amigo passou por vários problemas... Inclusive tortura, você não merece morrer em paz – disse Kyoukai, enquanto tentava enfiar sua espada no pescoço de Lucci

— Espere... Há algo de errado – disse Gabriel, segurando a espada da sacerdotisa com as mãos – disse Gabriel.

— Não há nada de errado, eu vi esse cara nas memórias do Taunk, ele é o responsável por toda a merda que ele sofreu na base – disse Kyoukai, encarando seu inimigo, demonstrando imensa raiva em seus olhos.

— Não sei quem é Taunk, mas esse cara é usuário de vento, é impossível qualquer usuário de reitsu ter dois elementos, pelo menos não é algo fácil de acontecer... Não é ele – explicou Gabriel.

— Então ele é único- reclamou Kyoukai.

— Kyoukai... Pense um pouco, se ele pudesse fazer isso, por que não fez contra nós? – questionou Gabriel.

— Isso... Não é possível- retrucou Kyoukai, no entanto, ela percebeu que os argumentos do aprendiz de Yoda faziam sentido, por isso, embainhou sua espada.

— Parece que entendeu – disse o cavaleiro.

— Se não foi ele... quem foi? – questionou Kyoukai.

— O quinto Jaeger...Parece que finalmente entendi tudo que aconteceu, foi por isso que ele desapareceu- disse Lucci.

— Quinto? – retrucou Kyoukai.

— Sim... Parece que o miserável fez seu próprio plano, sem nem mesmo me avisar, pensei que fossemos parceiros... Bom, acho que vou lhes perguntar, alguém que seja capaz de controlar pessoas, alterando suas memórias.... Acham que seria possível, fazer isso em si mesmo? — questionou o Jaeger.

— O quê? – questionou a sacerdotisa, repensando novamente nos seus companheiros rebeldes.

— Alteração de memória... Alguém assim conseguiria montar seu próprio exercito – disse

Gabriel.

— Isso... Não é possível – disse Kyoukai, mesmo seu cérebro tendo montado esse quebra cabeças, ela não conseguia acreditar nessa possibilidade.

— Exato, bom, não quero ser dedo-duro... Mas vocês foram enganados – disse o Jaeger, desparecendo junto ao vento.

Dentro da base rebelde, os companheiros de Hilda estavam em alerta máximo. O local estava em chamas, rebeldes começaram a lutar entre si, em meio a todo o caos, as celas também estavam todas abertas e, do lado de fora da base, estava o responsável por todo aquele caos.

— Taunk... Nunca gostei desse nome em você- retrucou uma das sacerdotisas, que estavam vigiando a base lideradas por Kyoukai.

— Pouco importa... Deveria ter cumprido a condição e restaurado a minha memória antes desse ataque, agora estou quase sem planos – retrucou Taunk, enquanto ajeitava seu cabelo.

— Bom, não era fácil com “você” atrás da Kyoukai o tempo todo – retrucou a sacerdotisa.

— Aquele ”eu” era patético- retrucou o Jaeger.

— Sem duvidas, nem acreditei que suspeitaram dele – disse a sacerdotisa.

— Não foram eles... Foi uma intervenção externa, alguém me dedurou para as sacerdotisas, provavelmente Charlie Hunter tem algo a ver com isso – reclamou o Jaeger.

— Bom, talvez ele não seja tão confiável- disse Den.

— Cale-se, Den, não quero nem pensar nisso e, por favor... Me chame pelo nome — disse Taunk, enquanto se vestia.

— Claro... Senhor Ângelo Bloodaxe, o que faremos agora? – disse Den.

— Simples... Vou pegar tudo pra mim – disse o Jaeger, o causador de toda a discórdia na base rebelde, indo em direção a capital.

Notas finais
Olá meus caros Segue o novo cap Espero que tenha curtido