Ordem dos Cavaleiros - Parte 2

32 Arco Arcádias - Fim do primeiro embate


Notas iniciais
A disputa entre o cavaleiro das trevas e o líder dos Jaegers chega a um impasse

Kairos estava em uma situação extremamente inesperada, seu inimigo aproveitou-se do terreno, seus súditos e de minerais de seu planeta para criar suas bombas, seus pensamentos pela primeira vez entraram em conflito, principalmente avaliando o tamanho da primeira explosão e seu nível de força atual devido ao desgaste do constante uso da joia da coragem. A situação estava em constante equilibrio, a guerra poderia ser decidida em poucos movimentos, percebendo isso, dentro do mundo espelhado, um general decidiu assumir seu papel.

— Essa explosão... Parece que vocês montaram uma armadilha bem complicada. Dito isso, sinto muito, mas não posso mais perder meu tempo com você — disse Dairus, limpando seu suor. — Não conseguirá fazer nada me mantendo aqui, não tem nenhum objetivo nessa guerra? Feitos, talvez?

— Bom... Sendo bem sincero, meu objetivo... É o mesmo que sempre tive, mas agora estou meio em conflito por conta de algumas coisas, mas nada que você precise saber — retrucou o cavaleiro.

— Entendo. Então... Você nunca pretendeu ganhar essa luta, estou certo? Apenas queria me manter aqui durante todo o confronto. Não é um plano ruim. — O general pegou sua arma, enquanto reparava em gotas de suor e sangue saindo do inimigo — Mas eu jamais vou ser derrotado por alguém que nem mesmo se preocupa em seguir vivo

— O quê? — As palavras do inimigo, por um misero segundo, acabaram ressoando na cabeça de Tiago, esse pequeno período de tempo, foi suficiente para o tridente do Jaeger estivesse na sua frente — Aquele miserável!

O cavaleiro desviou rapidamente e voltou seus olhos para o inimigo, no entanto, não conseguiu encontrá-lo. A situação ocorreu tão rápido que acabou criando um momento de puro desespero interno, porque o aprendiz de Gui-gon já havia percebido há muito tempo durante o confronto, que, mesmo com seus truques, no momento em que perdesse o soldado mais poderoso do exército arcádiano, esse poderia ser seu último arrependimento.

— Você... É realmente muito bom em usar provocações contra seus inimigos — O inimigo apareceu atrás do cavaleiro usando seus poderes de fumaça — Eu respeito isso, mas muitas vezes durante a luta deu pra perceber que você nunca me perdia de vista, em momento algum, porque você... Não é poderoso o suficiente para me derrotar

— O quê? — O aprendiz de Gui-gon finalmente percebeu a localização do inimigo, mas todos os seus esforços para tentar manter a luta equilibrada e o uso excessivo de seu Kamui para recuperar seus ferimentos externos acabaram dando a seu oponente essa oportunidade.

— Kamui. — As palavras ouvidas pelo cavaleiro finalmente ganharam um tom assustador.

O aprendiz não conseguia conter a tremedeira em suas pernas, mesmo tentando usar todas as suas forças para pensar em algo. Com exceção do embate contra Amon Stark, essa foi a primeira vez que sentiu frio.

— Você é um oponente curioso... Mas não vou me lembrar de você. — O general acertou seu oponente com um imenso bastão feito de fumaça, somado ao efeito de sua mudança genética ao gás explosivo e attaco.

— Merda! — O cavaleiro foi acertado em cheio contra a parede, cuspindo litros de sangue e agua, seu corpo havia chegado a um estado quase terminal, mal conseguindo mover suas partes físicas, mas conseguiu usar o restante das suas energias para se apoiar em sua espada.

O aprendiz de Gui-gon mal conseguia respirar durante o último golpe, seu corpo estava com diversos ossos quebrados, fraturas causadas por Attaco que provavelmente iriam doer para o resto de sua vida, mas seu cérebro seguia tentando pensar em algum plano, ao menos para escapar dessa situação, mas antes de qualquer conclusão, seu inimigo o acertava novamente arremessando contra o teto, quebrando parte de suas costelas.

— O que foi? Se realmente veio aqui apenas para me manter ocupado, não deveria estar satisfeito? A guerra pode ser vencida pela República graças as suas ações, você tinha mencionado acreditar em seus companheiros... O que é uma pena, porque se o sentimento for reciproco, eles provavelmente achavam que você iria voltar para eles — disse o Jaegar, olhando para o teto, vendo seu inimigo praticamente imobilizado.

— Para um dragonoid você conseguiu resistir por muito tempo, uma pena, principalmente por você provavelmente ser o último dragonoid abençoado pelos dragões de raio. — Darius voltou a sua forma normal para pegar sua arma e voltar ao campo de batalha, mas nesse curto instante relembrou que seu vidro passagem estava com o cavaleiro — Há, eu já ia me esquecendo, desça daí!

A fumaça criava pequenas mãos ao redor do cavaleiro, conseguindo descola-lo do teto e arremessando seu corpo novamente ao chão.

— Esse cara... Ele conseguiu criar todo esse plano apenas percebendo meus blefes, acabou me analisando até melhor do que eu mesmo. — O cavaleiro tentava manter a calma, mesmo com imensas dores, ele decidiu tentar uma última estratégia — Justamente por conta de tudo isso, ele realmente é merecedor da vitória aqui... Mas se esse for o caso, vou ao menos levá-lo comigo.

O cavaleiro chocou-se contra o chão. A luta estava praticamente definida, porém, no último minuto, quando o Jaeger se aproximou do seu inimigo, Tiago pensou em seu último recurso.

— Te vejo... No outro mundo — O cavaleiro usou seu braço mecânico, que, mesmo danificado, seguia seus pensamentos e arremessou todos os seus explosivos, porém, devido aos danos, alguns deles foram arremessados extremamente longe, quase chegando ao outro lado de um muro de grades do mundo espelhado.

— Droga... Dos cinco, apenas dois foram na direção dele... Que merda! Agora realmente acabou?!

O aprendiz de Gui-gon não conseguia parar de tremer, mas ao olhar para frente, seu inimigo novamente desapareceu, no entanto, dessa vez o Jaeger não apareceu para seu próximo ataque.

— Onde ele... Por quê? — O cavaleiro não conseguiu conter suas palavras, ele não conseguia acreditar no que acabou de acontecer bem na frente dele, duas das suas bombas acabaram explodindo em lugares aleatórios, no entanto, três delas explodiram próximo as grades, quebrando parte delas, no entanto, as explosões foram parcialmente contidas.

— Você perdeu a cabeça?

— Isso... Não é algo que você precise se importar. — O Jaeger apareceu novamente, com uma quantidade absurda de ferimentos, coberto de sangue e com sua armadura danificada.

— Você... O que está protegendo?

— Isso não tem nada a ver com você. — Parte da grade caiu ao lado do Jaeger.

O grande inimigo do cavaleiro acabava de desperdiçar sua melhor chance para matá-lo, esse choque, fez com que o cavaleiro ficasse completamente abismado com a decisão de seu oponente. O aprendiz de Gui-gon, em momento algum, conseguia imaginar um cavaleiro Delloscurita, um membro militar de um planeta escravista, um desafiante a todas as suas boas crenças, arriscando tudo apenas para proteger alguma coisa ou alguém.

— Isso... Só pode ser brincadeira

— Não se engane, a nossa diferença não diminuiu... Nem um pouco — O Jaeger criou mais mãos de fumaça e levantou o cavaleiro, colocando-o a sua frente — Agora acabou

— Eu... Não entendo

— Hã? Não entende... E nem precisa. — O Jaeger levantou sua mão mirando o vidro passagem do cavaleiro.

— Isso...Já chega! — O cavaleiro aproveitou o tempo que havia passado enquanto seu oponente se movia para proteger o muro e recarregou seu braço mecânico com toda sua energia restante.

— Isso não vai ajudar

— Eu disse... Chega! — O cavaleiro moveu seu braço na direção do oponente, mas quando ativou o canhão, ele saiu pela lateral, arremessando o cavaleiro para a parede

— Você é patético

— Eu... Eu... Adeus! — O cavaleiro aproveitou estar próximo a parede e usou o vidro passagem para se mover para fora do espelho.

— Ele... Entendi, ele deduziu, devido a trajetória das bombas, que sujeito interessante, uma pena que ele é um inimigo, mas... Algo nele, me lembra alguém... Me pergunto qual o nome de cavaleiro desse moleque. Bom, isso não faz mais diferença, eu perdi — disse o Jaeger, entrando para dentro das grades — Fazer o quê... Pelo menos tem comida, me pergunto se a Layla vai me procurar por aqui, ela é engenhosa... Mas independente disso, parece que não devo conseguir voltar a cidade.

Com exceção de um espelho, todos os demais foram quebrados durante a luta, assim restando apenas uma porta, no entanto, apenas o cavaleiro possuia a chave. O aprendiz de Gui-gon, foi arremessado por um espelho de janela e acabou sendo jogado nos restos de um antigo bar, há muito tempo abandonado.

— Isso... Não faz sentido... Eu não consigo entender, ele é um ex escravo, eu os libertei! Não deveria ter nada que ele precisasse proteger! O que ele... Será que é isso que o torna tão poderoso? Afinal de contas. — O cavaleiro repensava fortemente nas ações do Jaeger, tentando encontrar uma lógica, enquanto alguém entrava no local.

— Ei... É você de novo? — questionou uma voz.

— Hã? Tem alguém aqui? — retrucou o cavaleiro, pois estava fraco demais para usar CEE.

— Pessoal, liguem as luzes... É nosso libertador!

As luzes se ascenderam como velas, mostrando um local verdadeiramente abandonado, mas em meio a grande guerra, lotado de ex escravos, que haviam sido libertados, no entanto, não puderam sair da capital devido ao ataque.

— Vocês... Ainda estão na cidade?

— O que queria que fizessemos!? Não podemos sair daqui em meio a todo esse caos, as crianças não aguentariam — respondeu uma ex escrava, segurando seu filho.

— Então... É, parece que nem mesmo libertar vocês de verdade eu consegui

Todos no bar se mantiveram calados durante um minuto, mas a mulher que o havia respondido deixou seu bebê com seu marido e o ajudou a levantar.

— Não seja tão duro consigo mesmo... Você nos deu um empurrão — disse a esposa, levantando o cavaleiro, sem muito esforço — Peguem água, chamem o doutor Ihim.

As pessoas começaram a ajudar o cavaleiro, elas não possuíam muito conhecimento sobre batalhas ou tecnologia, mas devido ao sofrimento da escravidão, esse povo ao menos conseguiu aprender a lidar com ferimentos graves, conseguindo caunterizar certos ferimentos e a lavar seu aliado.

— Bom... Muito ob.. — o cavaleiro foi interrompido pela mulher, calando sua boca com água.

— Não se preocupe, ainda não estamos nas mesmas condições... Quando eu estiver livre, quero que me agradeça.

— Vocês... São realmente muito fortes

— Força?

— Sim... Não me adimira Darius ser tão poderoso.

— Você... Conheceu o Kellum?

— Hã?

Antes de qualquer resposta, uma dupla inesperada apareceu em meio ao bar, eles não eram inimigos, mas foram trazidos até lá seguindo o olfato de um caçador.

— Entendi... Então é isso? — A dupla se revela Riruzen e Hilda.

— Riruzen? Ainda bem... E essa seria?

— A líder da rebelião... E agora precisamos sair daqui — disse o caçador de recompensas.

Notas finais
Ola meus caros, saindo agora um novo capítulo Não sei quantas pessaos ainda acompanham, até pela falta de apoio para saber c tem gente gostando/não gostando e tal Porem segue mais um degrau dessa escada imensa q tá esse arco, que acabou ficando maior