Ordem dos Cavaleiros - Parte 2
34 Arco Arcádias - Desespero
Notas iniciais
Após a explosão, o medo pairou para os filhos dos nobres, enquanto um aliado finalmente adentra a batalha entre Nagato e Kairos
Restam 2 horas para a mudança de estação
— Hans! Acorda! Anda logo! — gritava uma voz em meio a uma grande cortina de fumaça, acordando o garoto de uma antiga lembrança.— Ma...yu? O que aconteceu? — O garoto encontrava-se deitado com alguns machucados nos braços e pernas.— Bom... É que-- interrompeu, lembrando-se do ocorrido, enquanto começava a tremer — Ele... Aquele cara matou todo mundo!— Sim...Foram todos mortos. — Mayu tentou disfarçar seu medo da situação, focando-se em ajudar seu amigo, mas mesmo com essa intenção, suas pernas também estavam tremendo.— Isso... Não é possível! Ele matou os meus pais! — A tremedeira nas pernas começou a aumentar.— Hans, acalme-se! – A irmã de Brion acalmou totalmente seu tom, tentando falar mais devagar.— Não era pra acontecer dessa forma, eles ainda poderiam ser pessoas boas! O tio Gregory tinha dito que ainda era possível! — A tremedeira estava passando a afetar seus braços e também seu corpo.O pequeno nobre estava começando a sofrer uma crise de ansiedade, devido as recentes informações que chegaram a seu cérebro, somados ao estresse do sequestro feito pelo cavaleiro de ouro e o sumiço de seu tio, ele começava a tremer cada vez com mais velocidade.— Por favor... Mantenha a calma! — Mayu tocou no rosto de seu amigo com calma e gentilmente o abraçou, respirando de forma tranquila, para evitar que seu amigo entrasse em colapso.— ELES MORRERAM!— Eu sei... Os meus também morreram, eles eram pessoas horríveis, capazes de abandonar seu filho mais velho. — A garota pensava em retribuir o grito, ela também tinha o mesmo sentimento, mas entendendo a situação, seguiu mantendo a calma — Mas eles nos criaram, vai ser difícil passar por isso, eu entendo! Só que se você morrer também... Nós precisamos de você— Por favor, acalme-se — as lagrimas finalmente sairam do rosto da irmã de Brion.O garoto estava respirando com muita ansiedade, porém, ouvindo o que sua amiga falava, reparando nas outras crianças que estavam chorando, algumas mal conseguindo caminhar devido aos machucados e em meio a tudo isso, Mayu, que também estava assustada, preferindo consolá-lo, ao invés de sucumbir ao desespero, ela acreditava nele e essa sensação, somada ao calmo abraço, fez com que Hans se acalmasse, mas não sem lágrimas.— Eu... Agradeço muito.— Não pensa nisso... Por favor, não pensa nisso até sairmos daqui— Onde está o Christopher?— Ele... Não se mexe.— O quê? — disse Hans, levantando-se junto de sua amiga para não piorar seus machucados.— Vem comigo!Mayu carregou seu amigo até ao local onde todas as crianças estavam antes da explosão, eles encontraram o pequeno Christopher em choque, não conseguindo falar qualquer coisa, ele apenas não conseguia aceitar o que aconteceu com seus pais. Hans chegou mais perto, tentando abraça-lo, o garoto estava traumatizado, olhando para o campo de batalha totalmente queimado, com uma paisagem devastada, observando também a movimentação de vários bandos de animais que começaram a correr desesperadamente.— Vem... Vamos andando, deve ter um lugar para ficarmos... A nossa antiga casa na arvore ficava aqui perto.— Meus pais...— Não vamos pensar nisso agora – disse Mayu, ajudando Hans a levantar seu amigo e juntos voltarem para as outras crianças.O pequeno grupo decidiu seguir rumo a casa da árvore de Hans e Christopher, o local parecia forte o bastante para abrigar todos. Nenhuma lesão grave ocorreu com nenhuma das crianças, mas referente ao psicológico, muitas não conseguiam digerir o ocorrido, mesmo com Hans e Mayu tentando consolá-los, aquela dor no peito era forte demais. "As crianças são o futuro", porém, o futuro delas estava coberto de medo da República e de seu ceifador, Nagato Kisuke.— Então... Era isso que pretendia? Desde o começo queria apenas aterrorizar criancinhas? – Uma voz surgiu em meio aos escombros, com um grande desgaste físico, hematomas e com certa dificuldade para enxergar do lado esquerdo, mas conseguia sentir, graças ao CEE, a presença do inimigo entre as chamas.— Sendo bem sincero... Pensei que talvez conseguisse te matar ao mesmo tempo, mas parece que hoje é meu dia de azar. – O cavaleiro usava sua arrogância para disfarçar, mas sua armadura também ficou danificada com a explosão e seu braço direito estava debilitado.
— Elas são o futuro... E o futuro delas é ter medo de você pra sempre. – O Lorde deu uma pequena risada. – Mas acredito que você se esqueceu de que o medo e o ódio estão muito próximos. Se eu entregar sua cabeça para eles, provavelmente terão que concentrar todo ódio deles na sua República.— De fato, parece que achou o furo no meu plano, talvez pensemos parecido no fim das contas.— Provavelmente, mas sendo sincero... Tem uma pequena diferença entre nós dois, que vai acabar definindo nosso impasse— Imagino que esteja falando da joia, você teria alguma chance sem ela comigo.— Na verdade... Estava falando dela. — disse o cavaleiro, apontando para a direita.— Dela? – O lorde virava seu rosto para a direção apontada, mas no mesmo segudo, recebeu um soco que surgia da cortina de chamas acertando-o na região do pulmão e devido a imensa força, ele foi arremessando contra a floresta, quebrando diversas árvores pelo caminho.— Belo soco A tenente Jin Castle adentrou a batalha pelo destino de Arcádias, faltando cerca de duas horas para a mudança de estação.— Você... precisava mesmo fazer isso? A pergunta feita ao cavaleiro foi respondida com um breve silêncio, enquanto o ex aprendiz do rei rasgava parte de suas roupas para cobrir seus ferimentos, em especial seu braço esquerdo, que estava com vários machucados da explosão e do embate anterior contra Kairos.— Entendi... Depois conversamos sobre isso, principalmente porque na sua situação eu vou ter que trabalhar em dobro. – A tenente começava a andar em direção ao Lorde de Arcádias, junto de Nagato, que amarrou sua gleive no braço direito, tentando lidar com estouro do tendão, que o impedia de segurar sua arma na sua mão dominante.— Isso não pode ser verdade. – O Lorde começou a soluçar várias gotas de sangue, incapaz ate mesmo de se levantar devido ao soco, mas conseguindo ouvir os passos de seus inimigos, começava a bolar um plano – Vocês... vão ter o que merecerem!Enquanto o embate ocorria, o cavaleiro das trevas e seu grupo chegavam há uma colina próxima do acampamento da República— Estamos quase chegando...Aguente mais um pouco! Não vou te deixar desmaiar de novo – disse o caçador de recompensas, ajudando o cavaleiro, que estava apoiado em seu corpo, carregando-o pelo braço.— Eu... Não estou conseguindo sentir energia alguma... Será que gastei tudo? – sussurrou o cavaleiro.— Tente não pensar muito nisso.O cavaleiro seguia muito pensativo sobre seu embate com o líder dos Jaegers, mas, em determinado momento, ele acabou olhando para a esquerda, num movimento repentino, para tentar pensar em algo diferente, porém, percebe uma manada de animais correndo desesperados devido a explosão rumo ao campo de batalha.
Notas finais
Ola meus caros
Novo capítulo
Até mais cedo do q o esperado
Dito isso, esse eu acho q ficou bem legal
me senti mó mal pelas crianças, mas queira ou n
N tem como glorificar a guerra
Dito isso
Obrigado novamente pra qm me acompanha a tds esses anos
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.
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