Ordem dos Cavaleiros - Parte 2
16 Arco Arcádias - Definição do lado direito
Notas iniciais
A batalha pela invasão de Arcádias seguia sendo uma das mais desafiadoras desde o início da guerra, os republicanos estavam em desvantagem devido ao tempo da mudança de estações, sobrando apenas uma hora e vinte sete minutos para todo o planeta alterar sua estação para um verão totalmente desértico.
O lado direito seguia focando sua estratégia em defender-se do batalhão liderado pela Jaeger Anne Krayt. Connor não estava conseguindo comandar seus soldados, principalmente pela ausência do fator crucial para que a invasão ocorresse conforme planejado, o fator que alterou todos os planos, pois ele não conseguia quebrar a defesa do lado esquerdo de Ember, Gabriel Constantini. A falta de um comandante condenou o ataque do lado direito, no entanto, esse fator não diminui o mérito da quantidade de planos elaborados por Anne, que demonstrou uma imensa consciência tática de todos os seus recursos, prevendo tudo que ocorreria no campo de batalha. Os soldados de Anne seguiam lutando bravamente, impedindo a investida da República, focando-se totalmente naqueles liderados por Connor, Wanda e Catapk, e esse foi seu maior descuido, pois sua imensa confiante na defesa, fez com que ela estivesse vulnerável ao ataque surpresa que vinha crescente pela retaguarda do QG.
— SENHORITA ANNE! Nossa retaguarda foi atacada! – reportou uma comandante.
— Um ataque pela retaguarda? Então as explosões que ouvi de fato eram do muro... Se tivéssemos como usar nossos comunicadores, seria possível solicitar apoio ao lorde Kairos – retrucou a jaeger, enquanto sentava-se na cadeira de comando.
— Lorde Kairos? Ele continua na capital? – perguntou a oficial
— Sim, ele havia retornado há algumas horas, está se recuperando do último embate, mas Kirin está planejando nosso contra ataque, não teremos que aguentar aqueles soldados da República por muito mais tempo – disse a Jaeger.
— Entendo... Então os comunicadores continuam desativados, Kairos segue em recuperação e ainda não temos uma estratégia definitiva... Explica porque foi tão fácil – disse a oficial.
— Fácil? Está se referindo aos inimigos, certo? Por que a defesa deles está impossível de quebrar — retrucou a jaeger.
— Não acho que seja o caso, porque a defesa dos meus inimigos é muito fraca, os soldados e os oficiais também... Tirando alguém em especial que está nessa sala – disse a oficial enquanto aproximava-se de sua comandante.
— Oficial, o que pensa que esta fazendo? – questionou a jaeger, reparando a espada de sua aliada sendo colocada em seu pescoço.
— Apenas buscando o caminho mais rápido para uma promoção e isso envolve arrancar uma cabeça – disse a oficial, tentando perfurar sua comandante, mas repelida pela adaga da jaeger.
— Desgraçada! IDENTIFIQUE-SE! QUAL O SEU CODIGO DE KAIROS? – questionou Anne.
— Me chamam de White.... Seu pior pesadelo parece uma boa identificação – respondeu a oficial, demonstrando ser Mary Rockbell e arremessando seu capacete para fora da barraca.
— White? Que nome ridículo — retrucou a jaeger.
— Não se preocupe, não vai precisar lembrar! – disse White, arremessando seu isqueiro na bandeira inimiga.
— Nossa bandeira..... VOCÊ ACABOU DE DECLARAR GUERRA AO LORDE KAIROS! NÃO ESPERE SAIR VIVA DESSA SALA – gritou a jaeger, perdendo sua compostura.
— Acabei declarar guerra? Estranho, pensei que já estávamos em uma- provocou a tenente.
Os soldados do batalhão de Nagato seguiram o sinal de White, atacando os soldados inimigos pelas costas, derrubando todo o QG e seguindo para o campo de batalha. Naquele momento, dentro da base de comando republicana, Connor e Catapk perceberam aquela oportunidade como uma pequena saída, e ordenaram a todos os seus soldados que fizessem um ataque frontal, fazendo a estratégia de “Pinça", atacando o inimigo de ambos os lados.
— ADIANTE! ESSA É NOSSA ULTIMA CHANCE! – gritou Connor, atirando em todos os inimigos que encontrava na batalha.
— VAMOS PASSAR POR ELES OU MORRER TENTANDO! – disse Catapk, sendo um dos líderes da vanguarda.
O fator que causou a destruição original do plano de invasão, foi o mesmo fator que impedia qualquer reação do exercito de Arcádias, eles não conseguiam se comunicar para organizar alguma estratégia, sua comandante não demonstrava nenhum sinal de vida dentro da base e sua bandeira foi queimada como se fosse apenas um pedaço de papel, abaixando a moral do exercito.
— Quando eu acabar com você, minhas tropas vão destroçar seus soldados....Republicana imunda – disse Anne, enquanto atacava sua oponente pelas costas.
— Pode ser... Mas só conseguirá fazer algo contra mim depois dez mil anos – disse White, defendendo-se da espada inimiga com suas mãos.
— O quê? – questionou a jaeger, tentando puxar sua arma.
— Está acabado! – disse a tenente, criando uma faca de sangue e mirando no pescoço de Anne.
— Terá que fazer melhor! – disse a jaeger, bloqueando a facada com um escudo de ar, gerando uma imensa quantidade de vento, causando feridas nas mãos da tenente, que foi arremessada para fora da barraca.
— Acho que você não merece tanto esforço – retrucou a tenente, erguendo suas mãos.
— O que quer dizer? – questionou a jaeger, preparando-se para uma nova investida.
— Pensei que fosse um inimigo de verdade – debochou White.
— O que... foi que você fez com minhas pernas? – A jaeger percebeu que suas pernas estavam paralisadas. Devido a adrenalina da batalha, não percebeu que elas foram perfuradas por estacas de sangue criadas pelas marcas deixadas pela tenente na cabana.
— Você é comandante, certo? Deduzo que seja inteligente o suficiente para entender o que houve – disse a tenente, pegando a oficial pelo pescoço e arremessando-a ao chão.
— O que você quer? – questionou a jaeger, com sua respiração ofegante.
— Eu já disse... Arrancar umas cabeças – disse White, usando seu sangue para formular uma espada e arrancar a perna da jaeger.
O campo de batalha estava lotado de diversos tipos de ruídos, marcados por sangue, armas, equipamentos sendo destruídos, e todos esses sons fizeram com que nenhum soldado de Ember conseguisse ouvir os gritos de sua comandante.
— MÍSERAVEL! – gritou Anne.
— Pare de reclamar! Não quero ouvir seus lamentos – disse White, enquanto colocava sua espada no pescoço da jaeger.
— Sua vadia! COVARDE! VOCÊ ME ATACOU PELAS COSTAS! SE LUTASSE DE FORMA JUSTA TERIA MORRIDO!– gritou Anne, sentindo-se inconformada com a situação.
— E? Bom, vamos reduzir essas linhas de dialogo, você conseguiu lidar com todos os experientes comandantes do outro lado e isso é impressionante, por isso, gostaria de lhe oferecer uma vaga no exercito que estou montando, gostaria de se juntar a mim? – perguntou a tenente, enquanto aproximava-se novamente com sua espada.
— Me juntar a você? VOCÊ CORTOU A MINHA PERNA! Com essa hemorragia vou morrer em minutos! QUE TIPO DE IDIOTA FAZ UMA PROPOSTA DESSAS? – respondeu a jaeger.
— Do tipo de idiota capaz de resolver esse problema... Ou acha que alguém capaz de criar espadas de sangue não consegue recuperar uma perna? – questionou a tenente.
— Está tentando me manipular! – disse a jaeger.
— Sim, você adivinhou – debochou White.
— Sua... Não vai me fazer falar, nunca vai conseguir quebrar meu juramento ao lorde Kairos – disse a jaeger.
— Bom... Ainda não vi o rosto do seu mestre, mas acha mesmo que ele vai te perdoar por perder o lado esquerdo? – perguntou Mary.
— Acha que essa batalha vai terminar assim? Enquanto eu tiver minhas mãos, braços e essa perna, vou lutar pela liberdade do meu planeta! – disse a jaeger.
— Liberdade tem uma definição diferente nesse lugar? – brincou a tenente.
— Uma republicana nunca entenderia... Kairos é o único que lida com os membros de Sharaf Leh, protege o planeta dos asteroides e treina seus Jaegers pessoalmente, provavelmente você notou que sou mais poderosa que você, certo? – disse a jaeger, demonstrando sua lealdade a seu governo.
— Não sei... Apenas vejo quem esta no chão evitando qualquer movimento brusco para não ser morta – disse a tenente, enquanto arrancava as roupas da jaeger.
— O QUE ESTA FAZENDO? – questionou Anne seminua.
— Para de reclamar, pegue esse manto – disse a tenente, enquanto cobria sua inimiga.
— Por que fez isso? – perguntou a jaeger.
— Porque conheço alguém com mesmo número – explicou a tenente.
— Sinto muito, mas não planejo deixar você fazer o que quiser- disse a Jaeger, enquanto movia sua mão em direção ao inimigo.
— Já lidei com isso também – disse a tenente.
— Meu poder... Quando você? O QUE VOCÊ FEZ? – questionou a Jaeger, totalmente desesperada ao perceber que não conseguia usar seu elemento.
— Shiu- disse a tenente, acertando sua inimiga com o lado sem fio da lamina, deixando a jaeger inconsciente.
As tropas republicanas do lado direito estavam avançando contra às tropas de Ember, que estavam sendo atacadas por ambos os lados, com a moral quase destruída. A gota que faltava para destruir às tropas de Arcádias, já havia sido lançada, com o corpo exposto no lugar de sua bandeira, um cadáver que usava as mesmas roupas de sua comandante.
A pessoa que eles deveriam proteger a todo custo, foi morta e exposta como se fosse uma peça de um museu para lunáticos, essa visão fez com que todos os inimigo do lado direito perdessem sua total auto-estima. Mesmo com alguns soldados tentando suprir a ausência da jaeger, os soldados republicanos como Catapk e Wanda acabaram sufocando qualquer oportunidade do inimigo de bater em retirada ou avançar no campo de batalha, e com a investida conjunta republicana, os soldados de Ember foram esmagados tanto taticamente, quanto moralmente. Enquanto alguns republicanos comemoravam em silêncio, partindo para a próxima batalha para auxiliar o exército central, alguns comandantes, como Connor, perceberam, quase que instantaneamente o motivo da queda de Ember, o corpo de sua líder perdurado no local da bandeira.
— Oficiais, estão conseguindo me ouvir? — questionou uma voz no comunicador.
— Essa voz não está nos registros... Identifique-se – questionou um oficial.
— Mary Rockbell, mais conhecida como White, sou a nova tenente do batalhão do Fisk e estou tomando o controle desse exercito – explicou Mary.
— Do batalhão inteiro? E quanto ao tenente Constantini? Estávamos sob o comando dele antes dele desaparecer no meio da batalha – questionou Wanda.
— Esqueçam, já temos uma garota super acrobata atrás dele, mas deixemos isso de lado por enquanto, apenas repassem minhas palavras para todos os soldados – ordenou White.
— Connor... O que faremos? – questionou Catapk.
— Façamos como ela diz, ela veio junto do batalhão da Jin Castle, provavelmente ela deve ter alguma confiança nessa novata – disse Connor.
— Compreendo... Está bem, retransmitindo – disse Catapk, ativando o seu replicados para repassar a mensagem para os capacetes dos aliados.
— Soldados, espero que estejam dispostos a correr como maratonistas, porque vão realizar o maior ataque de pinça da história nos próximos minutos! PREPAREM-SE PARA MATAR NOSSOS INIMIGOS! O PLANO CONTINUA DE PÉ! ACREDITEM EM MINHAS PALAVRAS, VAMOS INVADIR AQUELE AQUARIO E DESTRUIR O EXERCITO DE KAIROS! PELA REPÚBLICA!. – disse White a todos os oficiais republicanos.
O comandante Connor sempre desaprovou métodos brutais, mas devido ao curto tempo para a tomada do muro, ele percebeu que o tempo era escasso, por isso decidiu ignorar aquele corpo temporariamente e seguiu sob o comando de White para o campo de batalha.
— VAMOS PARA O CENTRO! CUMPRIMOS NOSSO TEMPO! AVANTE, SOLDADOS – gritou Wanda.
— PELA REPÚBLICA- gritou Catapk, aumentando a moral de seus companheiros para a luta decisiva.
A batalha final para a tomada do primeiro muro estava próxima do final, o exército do lado esquerdo conseguiu impedir o avanço do exercito de Arcadias, o lado direito conseguiu quebrar a defesa inimiga e seguiu para auxiliar o batalhão do general Fisk, que estava em um embate definitivo no centro para, finalmente, acabar com o primeiro muro da capital, restando apenas uma hora para a mudança de estação para o verão desértico.
Fale com o autor