Ordem
1 Ordem
Prendi Zero contra a parede do quarto, já em minha forma humana. Tentava me confrontar, mas meu olhar o intimidava. Ele estava assustado, com medo de mim. Não era para menos. Zero sabia que eu não o perdoaria por uma audácia daquelas.
Ele me mandou deixá-lo dormir, após uma luta cansativa contra vários monstros numa floresta qualquer. Estava ferido da cabeça aos pés, e exalava cansaço. Quem ele pensa que é para me dar ordens? Deveria reconhecer o seu lugar. Se eu não o tivesse escolhido para me empunhar, teria sido descartado no mesmo dia em que foi criado. Zero deveria me agradecer por eu tê-lo salvado da morte. Acha que pode mandar em mim só porque me carrega em suas costas e me usa para lutar?
– Grandark, me solte! – ele gritou ao perceber que eu começava a despi-lo. – Eu quero descansar!
– Você não é ninguém para me dar ordens, Zero. – puxei-o pelos cabelos. – Você não vai dormir até pagar por tentar mandar em mim.
Apesar da força de Zero, era fácil para eu segurá-lo e forçá-lo contra a parede, com violência. Era a primeira vez que eu o via com medo, e me alegrava saber que eu era o primeiro a lhe proporcionar isso. Eu tirava suas vestes devagar, brincalhão, rindo sempre que Zero gemia.
– Grandark, pare... – ele tentou me afastar. – Eu não sei o que está fazendo, mas não estou gostando...
Ele não sabia o que eu estava fazendo? Um sorriso malicioso brotou em meu rosto, lembrando-me que Zero era virgem. Apressei-me e rasguei o resto dos tecidos que escondiam o peregrino, logo o jogando contra o chão. Ele gemeu de dor, xingando-me, mas não me importei. Sentei sobre seu colo e roubei-lhe os lábios, de forma apressada e violenta. Zero realmente não sabia o que eu estava fazendo, era inexperiente com a boca e não usava sua língua. Ele não deveria nem saber que aquilo se chamava "beijo".
– Como você é ruim, Zero. – debochei. – Não acha que está na hora de aprender um pouco sobre sexo?
– Do que diabos está falando, Grandark?!
– Vem cá, o Grandy-sama vai te ensinar.
Puxei-o e o joguei contra a cama do quarto, subindo em cima dele. Vi o membro semi-rijo dele, nu e levemente vermelho, lambendo os lábios. Quebrei seu visor com um apertão de minha mão, olhando para a expressão sem graça e assustada de Zero. Apertei seu membro logo em seguida e o vi contorcer-se e fechar os olhos.
– Aaah... – gemeu, com uma mistura de prazer e medo. – Já disse para parar...
– Quanto mais você me ordenar, mais será ignorado... Porque você não é nada comparado à mim, Zero. Eu te escolhi como meu empunhador, você é quem deve me obedecer.
– Não! Você é só uma espada, não pode me dizer o que fazer!
Grunhi e juntei as sobrancelhas, penetrando sua entrada sem avisos. Ele gritou, provavelmente sentiu dor por ter sido a seco.
– Não posso, é? – desafiei-o. – Depois que eu te foder, talvez você compreenda a sua posição.
– F-Foder? O que isso significa?
– Hehe... Eu não sei explicar com palavras, você terá que saber através das minhas ações. – movi o dedo em seu interior, com força.
– Aaaahh... Isso dói...
Delicioso, apenas. Era um interior carnudo e apertado. Não sabia que Zero poderia me seduzir a esse ponto, porque sua beleza já me matava de tesão. Girei meu dedo, enquanto ele contorcia-se no colchão e parecia tentar conter algumas lágrimas.
– Grandark, por favor... – sua voz soou manhosa. – Pare...
– Mas você foi um menino mau, Zero... Tentou dar ordens ao seu mestre. – mordi seu pescoço, lambendo-o de leve. – Eu não posso deixar isso passar em branco.
– Você não é meu mestre, é minha espada! Você deve me obedecer!
– Menino mau. – penetrei o segundo dedo, forçando-o em seu interior.
Zero gritou de dor. Seu rosto ficava tão fofo assim, todo corado e com algumas lágrimas caindo. Era divertido vê-lo nesse estado, tão entregue à mim. Ele nem tentava lutar mais, a dor que meus dedos lhe proporcionavam deveria ser o suficiente para mantê-lo quieto.
– Grandy-sama vai ser bonzinho e vai deixar você chupá-lo se você parar de tentar dar ordens a ele.
– C-Chupá-lo? Como assim? Onde?
– Aqui. – levei sua mão ao meu volume, ainda escondido pela calça.
– Está louco?! Eu não quero chupar você, muito menos aí!
– Oh... Então você quer que eu te foda a seco?
– Mas o que é foder, afinal, Grandark?!
Eu ri e forcei os dedos com mais velocidade em seu interior, fazendo movimentos de vai e vem. Era difícil por ser uma entrada virgem, mas eu amava a sensação. Zero podia apenas chorar e gritar mais, ainda me pedindo para parar.
– Isso é foder, Zero. Sexo, brincar com as suas intimidades, heh. Existem vários tipos de foda, sabe? Eu posso te ensinar todos eles.
– Aah... Eu não quero...
– Eu não ligo. Ninguém quer ser punido, não é? Mas no fim, sempre acaba tendo o que merece.
Retirei meus dedos e abaixei as calças, libertando meu membro rijo. Puxei Zero pelos cabelos e o sentei na cama, o obrigando a encarar o órgão. Ele corou ainda mais ao vê-lo.
– Vamos começar a nossa aula de sexo, Zero. – apontei para meu membro. – Como eu disse mais cedo, você vai chupar meu pau.
– Seu boca suja! – virou o rosto. – Não vou fazer isso!
– Ah, vai sim.
Agarrei o rosto dele e tentei forçar meu membro contra sua boca, mas ele a manteve fechada forçadamente. Reprovei-o com o olhar e me inclinei, batendo em sua nádega. Zero conteve um gemido.
– Abre a boca.
Ele negou com a cabeça. Irritado, eu o agarrei pelo pescoço e o levei até a cabeceira da cama. Zero gemeu com a boca aberta desta vez por causa do impacto, e eu aproveitei para me enfiar ali. Penetrei sua boca até o fundo, provavelmente engasgando-o. Sorri e acariciei seus cabelos.
– Esse é o primeiro tipo de foda que vou te ensinar, Zero. Se chama boquete.
Comecei a estocar, não me importando em colocar força logo no início. Zero grunhia abafado, deveria estar lutando contra o impulso de vomitar. Segurei seu cabelo e estoquei com mais velocidade. Ele não usava a língua, e isso me incomodou. Logo me veio na mente que se ele a usasse, eu poderia gozar ali mesmo, e queria deixar isso para a melhor parte.
Parei de estocá-lo, logo retirando meu membro da boca. Zero tossiu várias vezes, tentando falar comigo.
– M-Me... Deixa dormir, Grandark...
– Por que você ainda insiste? – tapeei sua nádega. – Continuar me dando ordens só vai tornar a situação pior para você.
– Você é a espada... Você deve ser ordenado!
Aquelas indagações já estavam me dando nos nervos. Posicionei-me para penetrá-lo, colocando os quadris entre suas nádegas. Meu membro rijo e molhado cutucava sua entrada que mais cedo fora violada por meus dedos. O rosto de Zero mudou de cansado para amedrontado. Ele tentou me chutar para longe, mas o cansaço de seu corpo não o permitiu. Sorri maldoso e segurei suas pernas.
– Como o Grandy-sama é bonzinho, ele vai te ensinar o tipo mais gostoso de foda e vai te deixar dormir depois disso, Zero. Mas há uma condição. – eu o vi gelar no lugar. – Você vai pedir para o Grandy-sama te foder bem gostoso.
– Isso é nojento e mal entendo sobre isso! Eu não vou pedir tal coisa!
– Ah, então, eu não vou deixá-lo descansar, hehe. Se você pedir, eu te fodo agora mesmo e depois que eu terminar, você pode descansar. Caso contrário, a noite vai ser muito longa, Zero.
Me deliciei com a visão de Zero finalmente mostrando uma expressão irritada, coisa que eu nunca fui capaz de ver. Ele olhou para o lado, parecendo lutar contra si mesmo para decidir. Quando o peregrino voltou seu olhar para mim, abrindo um pouco mais as pernas, eu pude ouvi-lo dizendo timidamente:
– Me foda, Grandark...
– Não, não, não. – apertei sua coxa. – Grandy-sama.
Mais lágrimas rolaram por suas bochechas. Eu não sabia dizer se era por causa do cansaço lhe causando dor de cabeça ou se era por causa da punição.
– Me foda, Grandy-sama...
Quase explodi de ansiedade ao ouvi-lo. Com o pouco juízo que nunca tive, penetrei-o devagar. Eu não era louco de enfiar meu membro inteiro numa entrada virgem, ainda mais na entrada de Zero. Eu não iria gostar que meu peregrino ficasse traumatizado. Eu pretendia repetir a dose mais vezes, então por ser a primeira vez dele, eu teria que ser gentil.
Zero gritou e agarrou-se em mim, me abraçando com sua força máxima, apesar de que naquele estado de cansaço, ele não estava tão forte. Enfiei-me até o fundo devagar, sentindo o interior do peregrino se contraindo em volta de mim. Era uma deliciosa sensação. Zero era apertado, quente e convidativo. Eu estava me controlando para não começar a me mover com velocidade logo no início. Com relutância, sentei-me sobre minhas pernas e esperei até que Zero se acostumasse com meu volume e parasse de gritar.
Quando seu choro escandaloso resumiu-se a um choramingo tímido, acreditei que era hora de começar. Abracei o peregrino deitado, ficando por cima dele, e passei a mover meus quadris devagar, para frente e para trás. Zero continuava agarrado em mim. Seus braços envolviam meu corpo como os braços de uma criança envolvem um bicho de pelúcia. Ele voltou a gritar por causa da dor e do incômodo de ter algo movendo-se em si. Eu podia apenas rir e gemer enquanto continuava a estocá-lo devagar.
Era difícil manter meu autocontrole quando eu estava dominando o meu delicioso peregrino por inteiro. Nem percebi quando comecei a estocar depressa e com certa urgência. A entrada virgem de Zero continuava tentando me expulsar, mas aquilo apenas aumentava minha vontade de me enfiar ali.
– Zero... Zero!
Eu gemia seu nome enquanto o ouvia gritar. Podia jurar que havia uma pontada de prazer em meio àqueles gritos estridentes, e que ele estava clamando por meu nome também. Não conseguia pensar em mais nada naquele momento, a luxúria havia me tomado. Eu deveria estar parecendo um animal selvagem, com a língua para fora e observando o nada enquanto o estocava. Como aquele maldito peregrino conseguia ser tão delicioso e viciante?
Em pouco tempo, senti meu líquido se espalhar pelo interior quente de Zero, lubrificando-o ainda mais. Tal ato me fez despertar da luxúria. Olhei para baixo e encontrei um Zero choroso e ofegante. Como estava lindo. Acariciei seus cabelos e beijei-lhe a testa.
– Pronto, agora você pode descansar, Zero. Viu como o Grandy-sama é bonzinho?
Ele tentou pronunciar meu nome, mas sua voz falhou. Retirei meu membro de seu interior, reparando na bagunça de sangue e esperma que o seguia. Coloquei a mão sobre a boca, surpreso. Não esperava pegar tão pesado com ele logo na primeira vez.
– Durma, Zero.
Cobri o peregrino com a coberta e me levantei da cama, enfim saindo do quarto. Eu sabia que ele não conseguiria dormir de imediato após aquele ato. Provavelmente as novas sensações o deixariam confuso o suficiente para ficar mais tempo acordado, mas o cansaço da missão e da transa logo o venceria.
Sozinho no corredor, me peguei pensando que não seria nada mal se Zero continuasse a me dar ordens. Seria uma boa desculpa para possuí-lo mais vezes.
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