Notas iniciais
Espero que gostem!

Elsa poderia beijar Asle para sempre. Ah, como ela podia e queria! Sua boca quente, suas mãos grandes e firmes em sua cintura a faziam se sentir no céu. Elsa só não sabia como o céu podia ser quente.

— Você tem certeza do que está fazendo? — Asle perguntou ofegante com a testa colada a da Rainha.

— Não. — respondeu sorrindo antes fazer algo que ela queria muito experimentar.

Elsa tomou o lábio inferior de Asle entre os dentes e o mordeu, fazendo ele soltar um gemido rouco e ela não podia esperar uma reação melhor. Animada passou a língua pelo local da mordida pronta para repeti-la, mas Asle se afastou.

— Eu ainda não estou acreditando que você me perdoou.

— Vou desperdoa se não calar a boca. — respondeu impaciente com um brilho intenso no olhar.

— É mesmo? — falou com um sorriso divertido de provocação roçando a boca na dela sem beijá-la.

— Você adora me irritar. — afirmou sem parecer realmente chateada.

— Claro. Você não tem noção de como fica linda com raiva. — falou antes de voltar a beijá-la.
Os beijos se prolongaram. Elsa sentiu seu mundo derreter quando Asle arrastou seus lábios de fogo pelo seu pescoço frio, mas não precisou se preocupar com o equilíbrio, porque o rapaz a colocou sentada sobre a mesa para ter um acesso melhor a seu pescoço.

Elsa retribuiu os beijos de Asle em seu pescoço, mas com um novo impulso de curiosidade e domínio ela o mordeu. Sentido o prazer de suas reações, prosseguiu atingindo o ponto mais sensível. Asle se afastou reunindo o domínio próprio que ainda tinha.

— É melhor a gente se acalmar. — ele aconselhou respirando pesadamente.

— Pelo incrível que pareça você está certo. — concordo acariciando cuidadosamente o rosto de Asle.

— Uma pergunta. — falou um pouco hesitante.

— Vá em frente, aproveita que eu estou de bom humor.

—Nós estamos oficialmente juntos? — sua expressão de expectativa e esperança era tão fofa, que Elsa não pode conter o sorri e beijar seu rosto.

— Oficial é uma palavra muito forte. — Elsa logo se sentiu culpada pelo rosto de esperança se transforma em decepção.

— Você não quer ter algo comigo?

— Asle, eu como uma rainha não posso assumir um relacionamento sem que ele se torne um acontecimento, que comecem a planejar todo um casamento, foi assim com Anna. E eu quero te conhecer melhor, em paz, com calma e sem pressões. — explicou de forma carinhosa afagando seus cabelos.

— Então a gente tá namorando escondido? — sorriu novamente esperançoso.

— Se isso for te fazer feliz, sim.

— Isso me faz o homem mais feliz do mundo. — falou voltando a beijá-la, mas diferente das outras vezes foi um beijo calmo, carinhoso e terno.

— Elsa! — Anna falou alto entrando no gabinete sem bater, porém se deteve ao ver a irmã aos beijos com seu guarda pessoal. — Wow! Eu acho que estou atrapalhando.

— Anna, eu e o Asle... — Elsa tentou se explicar enquanto saia de cima da mesa, ajeitando o vestido.

— Estavam se beijando. — a ruiva concluiu com naturalidade.

— Exatamente. — concordou envergonhada.

— Eu só vim aqui, porque você está meia hora atrasada para o jantar e Kristoff quer falar com você e o seu... guarda.

— Nós vamos com você . E Anna, seja discreta sobre o que viu aqui. — pediu a loira.

— Fique tranquila, ninguém saberá da pegação de vocês, no máximo o Kris. — falou de uma forma que sabia que deixaria Elsa mais envergonhada.

— Vamos? — Asle incentivou tocando os ombros de Elsa, na tentativa de livrá-la dos comentários da irmã.

— Que bonitinho vocês dois juntos.

— Vamos. — Elsa respondeu antes que as brincadeiras continuassem.

xxx

O jantar foi servido com a chegada da Rainha, e Anna não demorou para começar a comer como uma morta de fome. Anna sempre havia sido gulosa e agora com a gravidez, ela tinha uma desculpa. Todos na mesa observavam assustados a forma glutona como Anna comia.

— Por que vocês estão me olhando assim? — questionou a ruiva ao terminar de engolir um pedaço de frango.

— Porque você está comendo feito uma desesperada. — Elsa respondeu preocupada.

— Eu não estou comendo feito uma desesperada.

— Esta sim. Já vi pedintes comendo com mais classe que você — falou Asle recebendo um olhar assassino da nova cunhada.

— Não é só porque você anda beijando a minha irmã, que tem o direito de zombar de mim.

— Ele anda o que? — Kristoff quase engasgou surpreso.

— Anna! O que eu tinha te pedido? — Elsa brigou corada.

— Desculpa, mas não tem ninguém aqui além da gente. E você tem razão, ele é muito irritante — respondeu apontando para Asle como uma criança, o que fez ele ri.

— Meu amor, você esta comendo um pouco exageradamente e rápido demais. — Kristoff falou docemente.

— Eu estava morrendo de fome. Elsa estava namorando e não chegava para liberar o jantar.

— Anna! — Elsa corou ainda mais.

Asle riu alto com aquilo, ele tinha observado Anna nessas três semanas e acreditava que ela fosse uma pessoa sincera e engraçada, ele estava certíssimo.

— Não alimenta. — Elsa brigou o chutando por baixo da mesa.

— Desculpa, mas ela é engraçada.

— Sou algum tipo de boba da corte?

— Não, mas você é muito divertida. Cunhadinha. — Asle respondeu sorrindo.

—Asle ! — a Rainha o repreendeu fazendo ele e Anna rirem.

— É melhor vocês pararem, antes que Elsa morra de vergonha. — Kristoff interviu a favor de Elsa.

— Obrigada Kristoff. E você não queria falar comigo e com Asle?

— Sim. Eu fui visitar minha família e o Vovô Pabbie quer falar com vocês, urgente.

— Como ele soube do Asle? — Elsa perguntou surpresa.

— Ele estranhamente sempre sabe de tudo e as notícias sobre o rapaz do fogo correram.

— Rapaz do fogo? Que nome sem graça, parece mais que eu vendo fósforo. — Asle reclamou.

— Concordo. Filho do fogo seria mais legal, como se você fosse uma lenda. — Anna completou.

— Isso! Asle o filho do fogo. — falou como se apresentasse algum tipo de atração artística.

— E o que ele quer com a gente? Semana que vem já é a festa de abertura dos portões e eu estarei muito ocupada. — Elsa prosseguiu ignorando o namorado e a irmã.

— Ele falou que é muito urgente. O ideal seria falar com vocês ainda hoje, mas ele disse que era muito perigoso sair a noite e pediu para que vocês fossem até lá assim que amanhecer. — Kristoff parecia esconder algo.

— Eu crio fogo, andar no escuro não é um problema. — Asle se meteu.

— Ele sabe, mas disse que não é tão simples assim.

— Kristoff, eu estou começando a ficar assustada. Sobre o que ele quer falar? — Elsa insistiu.

— Talvez Arendelle esteja em perigo e vocês são os únicos que podem ajudar. — Kristoff falou de uma vez.

— Perigo? Como? — Elsa estava visivelmente preocupada.

— Calma. Ele não me explicou, mas fique tranquila, sei que tudo vai ficar bem.

O clima havia ficado tenso, Elsa tinha se tornado uma pilha de nervos. Asle também estava preocupado, porém estava mais preocupado com o estado de Elsa do que com a notícia em si. E Anna estava novamente concentrada em comer.

— Por que não me falou logo? — Elsa perguntou ao cunhado.

— Para não ficar esse clima que ficou agora.

Elsa concordou com a cabeça que começou a latejar com a nova preocupação.

— Vai ficar tudo bem. Eu prometo. — Asle tentou conforta Elsa.

— Eu espero.

O jantar terminou com um clima de preocupação, Kristoff e Anna se retiraram após a sobremesa deixando Elsa e Asle a sós.

— Será que você vai conseguir dormi? — Asle falou segurando a mão de Elsa.

— Acho que não.

— Se você quiser eu posso passar a noite com você, sem nenhum um tipo de segundas intenções. — a Rainha sorriu com o seu comentário.

— Obrigada, mas não precisa.

— Tem certeza? Eu sou uma ótima companhia noturna.

— Eu acredito, mas preciso ficar sozinha. — respondeu se levantado.

Porém, antes de se retirar conferiu se não havia ninguém por perto e beijou Asle rapidamente.

— Boa noite.

— Boa noite. — Asle respondeu com um sorriso bobo observando Elsa se afastar.