Opostos Perfeitos
9 Capítulo 9
Notas iniciais
Elsa poderia beijar Asle para sempre. Ah, como ela podia e queria! Sua boca quente, suas mãos grandes e firmes em sua cintura a faziam se sentir no céu. Elsa só não sabia como o céu podia ser quente.
— Você tem certeza do que está fazendo? — Asle perguntou ofegante com a testa colada a da Rainha.
— Não. — respondeu sorrindo antes fazer algo que ela queria muito experimentar.
Elsa tomou o lábio inferior de Asle entre os dentes e o mordeu, fazendo ele soltar um gemido rouco e ela não podia esperar uma reação melhor. Animada passou a língua pelo local da mordida pronta para repeti-la, mas Asle se afastou.
— Eu ainda não estou acreditando que você me perdoou.
— Vou desperdoa se não calar a boca. — respondeu impaciente com um brilho intenso no olhar.
— É mesmo? — falou com um sorriso divertido de provocação roçando a boca na dela sem beijá-la.
— Você adora me irritar. — afirmou sem parecer realmente chateada.
— Claro. Você não tem noção de como fica linda com raiva. — falou antes de voltar a beijá-la.
Os beijos se prolongaram. Elsa sentiu seu mundo derreter quando Asle arrastou seus lábios de fogo pelo seu pescoço frio, mas não precisou se preocupar com o equilíbrio, porque o rapaz a colocou sentada sobre a mesa para ter um acesso melhor a seu pescoço.
Elsa retribuiu os beijos de Asle em seu pescoço, mas com um novo impulso de curiosidade e domínio ela o mordeu. Sentido o prazer de suas reações, prosseguiu atingindo o ponto mais sensível. Asle se afastou reunindo o domínio próprio que ainda tinha.
— É melhor a gente se acalmar. — ele aconselhou respirando pesadamente.
— Pelo incrível que pareça você está certo. — concordo acariciando cuidadosamente o rosto de Asle.
— Uma pergunta. — falou um pouco hesitante.
— Vá em frente, aproveita que eu estou de bom humor.
—Nós estamos oficialmente juntos? — sua expressão de expectativa e esperança era tão fofa, que Elsa não pode conter o sorri e beijar seu rosto.
— Oficial é uma palavra muito forte. — Elsa logo se sentiu culpada pelo rosto de esperança se transforma em decepção.
— Você não quer ter algo comigo?
— Asle, eu como uma rainha não posso assumir um relacionamento sem que ele se torne um acontecimento, que comecem a planejar todo um casamento, foi assim com Anna. E eu quero te conhecer melhor, em paz, com calma e sem pressões. — explicou de forma carinhosa afagando seus cabelos.
— Então a gente tá namorando escondido? — sorriu novamente esperançoso.
— Se isso for te fazer feliz, sim.
— Isso me faz o homem mais feliz do mundo. — falou voltando a beijá-la, mas diferente das outras vezes foi um beijo calmo, carinhoso e terno.
— Elsa! — Anna falou alto entrando no gabinete sem bater, porém se deteve ao ver a irmã aos beijos com seu guarda pessoal. — Wow! Eu acho que estou atrapalhando.
— Anna, eu e o Asle... — Elsa tentou se explicar enquanto saia de cima da mesa, ajeitando o vestido.
— Estavam se beijando. — a ruiva concluiu com naturalidade.
— Exatamente. — concordou envergonhada.
— Eu só vim aqui, porque você está meia hora atrasada para o jantar e Kristoff quer falar com você e o seu... guarda.
— Nós vamos com você . E Anna, seja discreta sobre o que viu aqui. — pediu a loira.
— Fique tranquila, ninguém saberá da pegação de vocês, no máximo o Kris. — falou de uma forma que sabia que deixaria Elsa mais envergonhada.
— Vamos? — Asle incentivou tocando os ombros de Elsa, na tentativa de livrá-la dos comentários da irmã.
— Que bonitinho vocês dois juntos.
— Vamos. — Elsa respondeu antes que as brincadeiras continuassem.
xxx
O jantar foi servido com a chegada da Rainha, e Anna não demorou para começar a comer como uma morta de fome. Anna sempre havia sido gulosa e agora com a gravidez, ela tinha uma desculpa. Todos na mesa observavam assustados a forma glutona como Anna comia.
— Por que vocês estão me olhando assim? — questionou a ruiva ao terminar de engolir um pedaço de frango.
— Porque você está comendo feito uma desesperada. — Elsa respondeu preocupada.
— Eu não estou comendo feito uma desesperada.
— Esta sim. Já vi pedintes comendo com mais classe que você — falou Asle recebendo um olhar assassino da nova cunhada.
— Não é só porque você anda beijando a minha irmã, que tem o direito de zombar de mim.
— Ele anda o que? — Kristoff quase engasgou surpreso.
— Anna! O que eu tinha te pedido? — Elsa brigou corada.
— Desculpa, mas não tem ninguém aqui além da gente. E você tem razão, ele é muito irritante — respondeu apontando para Asle como uma criança, o que fez ele ri.
— Meu amor, você esta comendo um pouco exageradamente e rápido demais. — Kristoff falou docemente.
— Eu estava morrendo de fome. Elsa estava namorando e não chegava para liberar o jantar.
— Anna! — Elsa corou ainda mais.
Asle riu alto com aquilo, ele tinha observado Anna nessas três semanas e acreditava que ela fosse uma pessoa sincera e engraçada, ele estava certíssimo.
— Não alimenta. — Elsa brigou o chutando por baixo da mesa.
— Desculpa, mas ela é engraçada.
— Sou algum tipo de boba da corte?
— Não, mas você é muito divertida. Cunhadinha. — Asle respondeu sorrindo.
—Asle ! — a Rainha o repreendeu fazendo ele e Anna rirem.
— É melhor vocês pararem, antes que Elsa morra de vergonha. — Kristoff interviu a favor de Elsa.
— Obrigada Kristoff. E você não queria falar comigo e com Asle?
— Sim. Eu fui visitar minha família e o Vovô Pabbie quer falar com vocês, urgente.
— Como ele soube do Asle? — Elsa perguntou surpresa.
— Ele estranhamente sempre sabe de tudo e as notícias sobre o rapaz do fogo correram.
— Rapaz do fogo? Que nome sem graça, parece mais que eu vendo fósforo. — Asle reclamou.
— Concordo. Filho do fogo seria mais legal, como se você fosse uma lenda. — Anna completou.
— Isso! Asle o filho do fogo. — falou como se apresentasse algum tipo de atração artística.
— E o que ele quer com a gente? Semana que vem já é a festa de abertura dos portões e eu estarei muito ocupada. — Elsa prosseguiu ignorando o namorado e a irmã.
— Ele falou que é muito urgente. O ideal seria falar com vocês ainda hoje, mas ele disse que era muito perigoso sair a noite e pediu para que vocês fossem até lá assim que amanhecer. — Kristoff parecia esconder algo.
— Eu crio fogo, andar no escuro não é um problema. — Asle se meteu.
— Ele sabe, mas disse que não é tão simples assim.
— Kristoff, eu estou começando a ficar assustada. Sobre o que ele quer falar? — Elsa insistiu.
— Talvez Arendelle esteja em perigo e vocês são os únicos que podem ajudar. — Kristoff falou de uma vez.
— Perigo? Como? — Elsa estava visivelmente preocupada.
— Calma. Ele não me explicou, mas fique tranquila, sei que tudo vai ficar bem.
O clima havia ficado tenso, Elsa tinha se tornado uma pilha de nervos. Asle também estava preocupado, porém estava mais preocupado com o estado de Elsa do que com a notícia em si. E Anna estava novamente concentrada em comer.
— Por que não me falou logo? — Elsa perguntou ao cunhado.
— Para não ficar esse clima que ficou agora.
Elsa concordou com a cabeça que começou a latejar com a nova preocupação.
— Vai ficar tudo bem. Eu prometo. — Asle tentou conforta Elsa.
— Eu espero.
O jantar terminou com um clima de preocupação, Kristoff e Anna se retiraram após a sobremesa deixando Elsa e Asle a sós.
— Será que você vai conseguir dormi? — Asle falou segurando a mão de Elsa.
— Acho que não.
— Se você quiser eu posso passar a noite com você, sem nenhum um tipo de segundas intenções. — a Rainha sorriu com o seu comentário.
— Obrigada, mas não precisa.
— Tem certeza? Eu sou uma ótima companhia noturna.
— Eu acredito, mas preciso ficar sozinha. — respondeu se levantado.
Porém, antes de se retirar conferiu se não havia ninguém por perto e beijou Asle rapidamente.
— Boa noite.
— Boa noite. — Asle respondeu com um sorriso bobo observando Elsa se afastar.
Fale com o autor