Notas iniciais
Espero que gostem!

Elsa conseguiu voltar ao seu quarto sem ser notada, pelo menos, era isso que ela pensava. Após se arrumar, a Rainha foi tomar seu café onde Ana, Kristoff e Asle já a aguardavam.

— Bom dia! — a Rainha cumprimentou a todos com um sorriso leve.

— Bom dia! Dormiu bem? — Anna questionou com um sorrisinho de canto de boca que passou despercebido por Elsa.

— Muito bem! Apesar de tudo, consegui dormir tranquilamente.

— Tranquilamente e muito bem aquecida, não é? — o sorriso de Anna era mais aberto e malicioso.

— O que você está querendo dizer? — Elsa questionou sentido a vergonha tomar o controle.

— Eu vi você hoje de manhã. — Anna respondeu fazendo a loira corar e Asle soltar uma curta risada.

— Do que vocês estão falando? — Kristoff se meteu perdido com aquela conversa.

— Isso deve ser coisa de mulheres, Kristoff. É bem melhor ficar sem entender. — Asle interviu.

— Ok. — Kristoff concordou sem insistir.

— Bem, o papo está bom, mas eu tenho que tomar café logo, porque eu ainda tenho um pronunciamento real a fazer. — Elsa falou rápido cortando as chances de Anna continuar com suas indiretas.

— Não só um pronunciamento, como centenas de outras coisas. Seu dia será cheio, Majestade. — Asle informou já ciente dos compromissos de Elsa.

— É verdade. E para máxima eficiência das minha tarefas, você esta encarregado de agendar a vistoria e aplicar as novas normas a Guarda do Leste, já que é a guarda mais próxima a caverna da urna, além disso você está encarregado de despachar o corpo de Hans para as Ilhas do Sul seguindo todo o protocolo real. — Elsa delegou com naturalidade.

— Não te incomoda receber ordens dela toda hora? — Anna perguntou após observa a conversa do casal.

— Não, na verdade eu até gosto. — Asle respondeu olhando para Elsa com admiração.

— Não é o que parece. — Elsa rebateu.

— Algumas vezes você extrapola e outras eu só quero implicar. — respondeu como uma criança implicante.

— Percebi. — respondeu sorrindo pelo jeito do namorado. — Agora vamos comer logo, temos muito o que fazer.

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Elsa após seu pronunciamento real, que trouxe paz e confiança de volta ao reino, voltou aos seus afazeres reais burocráticos sem a companhia de Asle, que estava ocupado demais com suas outras tarefas. Mesmo com todo o trabalho e responsabilidades, o tempo longe de Asle já trazia uma sensação de falta para a Rainha, mas também a capacitava pensar com clareza. A rápida conversa mais cedo com Asle em seu quarto, trouxe um desconforto para Elsa, ele parecia esconder algo dela, algo grande que sua desconfiança e seu alto senso de autopreservação a obrigavam querer saber o que era, por outro lado seu novo estado de mulher apaixonada a fazia querer esquecer isso. Contudo, era óbvio que o senso de autopreservação ganharia.

No final da tarde, Elsa já tinha resolvido grande parte de suas tarefas e Asle logo estaria de volta para que ela pudesse começar sua busca pela verdade.

— Voltei! — Asle se anunciou alegre como sempre, entrando no gabinete.

— Percebi. — Elsa respondeu sorrindo.

— Hoje foi um daqueles dias em que eu percebo como andamos grudados. — comentou se aproximando e se inclinado sobre ela ficando com o rosto próximo ao de Elsa. — E percebo também como amo ficar grudado em você. — sorriu de lado antes de beijar a Rainha que respondeu no começo, mas logo se afastou virando o rosto para o lado.

Asle se afastou da mesa e observou Elsa por um momento em busca de alguma resposta para sua atitude estranha.

— Algum problema? — perguntou após sua análise infrutífera.

— Eu estou com algumas dúvidas. — respondeu voltando seus olhos para o namorado.

— Dúvidas? — questionou se sentado de frente para a mesa, entendendo que podia ser uma conversa longa.

— Eu não tenho certeza sobre nós. Eu não sei se a gente vai dar certo de verdade. — confessou deixando transparecer todas as suas emoções.

— Não há o que duvidar. Você é minha e eu sou seu. O próprio bacaca do Hans havia falado sobre nossa atração irresistível. — respondeu rápido na tentativa de levar segurança a Elsa.

— Eu sei. É que eu sinto como se não te conhecesse completamente, pelo menos, não da forma que você me conhece. E eu sou assim, desconfiada, sempre construindo paredes de gelo. Eu acho que ficaria irreversivelmente decepcionada, se eu descobrisse que você me esconde algo super importante sobre a sua vida ou que você mentiu para mim. — confessou fazendo Asle engolir em seco.

— Elsa, eu… — Asle não pode terminar, pois foi interrompido por batidas urgentes na porta.

— Pode entrar. — Elsa autorizou a entrada.

— Vossa Majestade, me desculpe bater a sua porta assim, mas um mensageiro de um reino distante, exige entregar a mensagem em sua mãos e afirma que o navio de seu príncipe atracará no porto de Arendelle amanhã de manhã. — informou tentando não ofegar.

— De que reino é esse mensageiro e onde ele está? — questionou séria.

— Ele está na sala do trono e é do reino de Zandara. — respondeu fazendo a garganta de Asle fechar.

— É da onde você veio. — falou olhando para Asle, que denunciava em sua face que ele tinha algo a temer.

— Elsa, eu não queria te esconder nada. — falou sem saber ao certo o que mais podia falar.

— Eu estou indo, oficial. — a Rainha respondeu o guarda, que ainda esperava sua decisão e saiu da sala sem olhar para Asle.

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O mensageiro de Zandara não se demorou, apenas se apresentou, entregou uma carta a Rainha e fez uma reverência antes de deixar Elsa pensativa, acompanhada apenas de um guarda que estava distante junto a porta.

Elsa segurou a carta ainda fechada por alguns segundos depois da saída do mensageiro, ela se sentia temerosa em abrir e descobrir que aquilo se trava de Asle e que isso mudaria toda a visão que ela tinha sobre ele.

Com cuidado a Rainha quebrou o selo e começou a ler a carta com um cuidado redobrado, verificando cada palavra para ter certeza de que estava lendo certo e que nada daquilo era fruto da sua imaginação. Mas o que ela mais queria naquele momento era que aquela carta fosse fruto da sua imaginação, principalmente o último parágrafo.

— Guarda! Traga Asle até aqui. — Elsa ordenou com uma verdadeira Rainha do Gelo.

— Sim, Vossa Majestade! — o guarda concordou rapidamente abrindo a porta, mas ele não precisou ir muito longe, pois Asle estava a porta esperando poder entrar.

— Guarda pode ir, me deixe só com Asle. — falou fazendo o guarda sair, deixando Asle e Elsa sozinhos.

— Elsa eu posso explicar tudo. — tentou se defender antes mesmo que Elsa começasse.

— Me explicar exatamente o que? Vossa Alteza. — questionou se demorando na forma de tratamento.

— Posso começar pela parte do Alteza. — falou sentido que estava completamente ferrado.

— Vai me explicar o que? Que você é o príncipe herdeiro do trono de Zandara e que resolveu fugir de suas responsabilidades, viajando pelo mundo e acabou parando aqui em Arendelle, onde você pode me fazer de idiota tranquilamente, mas que para o seu azar foi onde seu pai te achou e mandou que seu irmão viesse te buscar. Além de enviar uma ameaça velada, dizendo que esta disposto a tomar todas as medidas necessárias para obter seu filho de volta. — sua voz era fria e invariável.

— Ele não fez isso. — falou para si mesmo levando as mãos ao rosto.

— Ah, ele fez sim. E eu não vou pensar duas em devolver o filhinho dele, a última coisa que Arendelle precisa é de um rei disposto a entrar em uma guerra pelo filho perdido, como ele mesmo chama “A chama inapagável do reino”. A carta deixa claro como seu pai é exibicionista. — pontadas de raiva começavam a salpicar a voz da Rainha.

— Elsa fica tranquila, ele não seria louco de atacar Arendelle. — falou tentando conserta um pouco a situação.

— É claro que ele não vai, ainda mais, porque eu não darei motivos. Você será entregue ao seu irmão assim que ele chegar. -respondeu deixando a magoa fluir por sua voz, fazendo com que Asle se sentisse a pior pessoa do mundo.

— Você esta certa. — falou tentando se aproximar, mas o olhar de Elsa o deteve.

— É claro que eu estou. E você deve voltar o quanto antes, já que como foi muito bem ressaltado no último parágrafo... sua noiva te espera ansiosa para o casamento. — a temperatura da sala baixou bruscamente e se não fosse por seus poderes Asle logo estaria congelado.

— Eu posso explicar isso. — falou rápido sendo tomado pelo desespero de perde-la.

— Claro que pode. — ironizou congelando o trono.

— É um casamento arranjado.

— Cinco anos de noivado e você não conseguiu mudar isso. — falou sem acreditar em mais nada que Asle dizia.

— Eu e ela nunca tivemos nada. Talvez uma vez. — respondeu se arrependendo logo depois.

— Saia daqui! — ordenou se segurando para não gritar.

— Ela nem gosta de mim, ela e meu irmão são apaixonados um pelo outro.

— E mesmo assim você teve algo com ela. Por isso seu irmão te odeia. — falou venenosa sabendo que isso doía em Asle.

— Ele me odeia porque eu sempre estrago tudo. E eu só a beijei uma vez e eu nem sabia ainda que ele gostava dela. — ele não sabia como sempre conseguia piorar a situação quando tentava conserta-la.

— Some daqui. — ordenou outra vez.

— Elsa.

— Agora!!! — gritou sem controlar a raiva e fazendo estacas de gelo surgirem em direção a Asle que sabia que era hora de sair dali.

— Eu vou, mas tenha certeza que eu te amo. — ele foi rápido em derreter a estaca lançada sobre si após sua última frase.

— Eu não quero ver sua cara até amanhã quando o seu irmão chegar. — ordenou deixando claro para Asle que não havia mais o que fazer.

Notas finais
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