Opostos Perfeitos

53 Capítulo 52


Notas iniciais
Oii pessoas queridas do meu coração, tudo bem por aí? Alguém ansioso(a)? Último capítulo da OP hoje, agora, aqui, D: Tenho que dizer que estou triste nesse momento, adoro os comentários de vocês, dou muita risada e me divirto, vocês não têm ideia de como fazem diferença no meu dia, queria então agradecer a todas vocês que pararam uns minutinhos pra deixar comentários no decorrer da estória e dizer que eles me motivaram a continuar sempre, então, MUITO OBRIGADA, de coração, a você que está lendo isso aqui agora. Obrigada por fazerem parte dessa estória, a sua maneira. Desculpem qualquer transtorno, haha, obrigada pela paciência com essa pessoa chata aqui e por todas as palavras de carinho de vocês! Então, sem mais delongas, BOA LEITURA E DIVIRTAM-SE!

Capítulo 52

Narrado por Rafa

Acordei na cama do hospital sem saber direito o porquê de todos aqueles fios estarem ligados ao meu corpo, virei a cabeça para os lados procurando por Enzo ou por alguma pessoa, não havia ninguém ali. Quanto tempo eu estava naquela cama? Que dia era hoje? E Camila? Camila estava bem? Eu precisava vê-la... Tentei me levantar mas não consegui, meu corpo estava dolorido e eu me sentia tão cansada que até erguer a mão parecia pesado demais.

Fiquei olhando para o teto e ouvindo o monitor apitar do lado da minha cama por algum tempo, até que um senhor de jaleco e cabelos brancos entrou no quarto e veio até mim. Devia ser o médico.

— Você acordou, Rafaella, que boa notícia. — sorriu. — como está se sentindo?

— Cansada — falei. — Onde está a minha filha? Posso vê-la? E Enzo?

— Calma, paciência. Você levou um tiro a queima roupa, precisa descansar, o cansaço que está sentindo vai passar em algumas horas, é efeito dos remédios ainda... Mas vai precisar continuar tomando alguns analgésicos para a dor... Sua filha está bem, está com o seu marido no quarto em que você estava antes... Vou avisá-los que acordou, mas nada de se exaltar, está bem? Vou deixar que ele venha aqui com a sua filha só por alguns minutos, depois você precisa descansar.

— Obrigada. — agradeci.

O médico saiu e voltou alguns minutos depois, abriu a porta do quarto e deixou que Enzo entrasse, Camila estava em seu colo.

— Amor... — ele sorriu vindo em minha direção.

— Pensei que tivesse me deixado aqui. — falei brincando.

— O médico não me deixou ficar... — Ele se desculpou.

— Brincadeira, bobo. Eu sei. — Enzo se inclinou e me deu um beijo.

— Obrigado por não me deixar. — Falou baixinho. — Não sei o que faria sem você. — Eu sorri e passei a mão em seu rosto.

— Como está a nossa menininha? — perguntei enquanto ele sentava na cama.

— Com vontade de ver a mamãe. — ele disse. — Foi a muito custo que conseguir fazer ela pegar no sono de madrugada. — Ele riu mostrando Camila que agora dormia toda encolhida, seu rostinho tão pequeno enrolado nos cobertorezinhos.

— Me ajude a segurá-la... — Pedi.

Enzo ergueu um pouco a cama com um controle e eu fiquei quase sentada, então com cuidado colocou minha filha em meus braços. Não pude controlar as lágrimas que caíram. Minha menininha, tão pequena, tão linda...

— Ela tem a sua cara. — Enzo disse sorrindo. — Fica com covinhas nas bochechas quando ri.

Eu sorri para ele.

— Iguaizinhas a essas! — ele falou me dando mais um selinho.

— Eu acho que ela parece um pouco com você também, o narizinho! — falei encantada com minha filha.

— Pode ser. — ele observou Camila. — Se ela puxar o pai vai ficar uma gata... vou ter que comprar aquela blusinha “papai só deixa namorar depois dos 30”.

— Convencido!

— Realista...

Virei os olhos para ele.

— Ela pode puxar a mãe também porque a mãe dela... nossa... a mãe dela é uma gata, sabia?

— Ah, é? — falei erguendo uma sobrancelha.

— Sim, linda, cheirosa, inteligente, tem um sorriso... — Ele falou me olhando nos olhos. — Eu não conseguiria viver sem ela.

— É, tudo bem, se ela puxar o pai também vai ser bonitinha... — brinquei com ele. — Quando vamos poder ir para casa, amor?

— —ocê vai precisar ficar aqui até amanhã eu acho...

— E amamentar a Camila? Eu posso?

— Acho que precisamos falar com a doutora antes... por causa dos analgésicos que você tem que tomar, amor.

Fiz uma cara triste, queria tanto amamentá-la, mas teria que esperar um pouco ainda pelo jeito.

— Enzo... o que... aconteceu com a Bianca? — Perguntei com um pouco de receio de tocar no assunto.

— Não precisamos mais nos preocuparmos com ela, definitivamente. Ela está na cadeia, vão transferi-la para um complexo da prisão destinado aos doentes mentais.

— Me desculpe por não ter te ligado, eu precisava salvar a Camila... Não pensei direito.

— Está tudo bem, Gui e eu conseguimos chegar a tempo e você está bem também. Se algo tivesse acontecido... eu...

— Estamos bem agora. — falei segurando a mão dele. Enzo me olhou nos olhos.

— Eu amo você.

— Eu também amo você, amor.

Enzo se aproximou e me deu um beijo demorado, com cuidado para não acordar Camila. Sua mão estava segurando meu rosto. Como eu estava com saudade do beijo dele. Do cheiro dele, do seu calor.

— Eu quero ir para a nossa casa logo. — Choraminguei quando ele se separou de mim.

— Eu também quero, amor. Dormir e acordar ao seu lado. Já não consigo mais ficar sem isso sabia. — ele falou passando a mão em meu rosto.

O doutor abriu a porta devagar.

— Enzo... Acho que precisamos deixar a Rafaella descansar agora. — ele sorriu,

— Doutor, será que eu não posso ir para casa hoje? Estou cansada desse hospital já. — Falei. — Não sei como o senhor aguenta passar o dia todo aqui.

— Ah, mas eu adoro passar o dia aqui, não tem nada melhor!

— Com certeza... Uma perna para costurar aqui, um braço ali, uma bala na outra sala, ataque cardíaco... é, para mim isso soa a férias de verão mesmo... — falei brincando.

— Bom, o seu humor parece que já está ok . — Ele riu. — E se quer saber, eu gosto mesmo, mas só quando o paciente se recupera bem como você. Aí sim eu encaro a coisa como umas férias de verão... — Ele riu. — é bom ver que está bem e disposta, mas precisa ficar essa noite ainda pelo menos, ok? Se você se comportar direitinho penso em te dar alta amanhã pela manhã, que tal?

— É... acho que é um bom negocio, mas você deveria incluir Enzo e Camila comigo aqui no quarto ainda pra ficar realmente bom...

— Você é bem esperta hein? — Ele riu.

— Eu concordo com ela, doutor. — Enzo ajudou piscando o olho para mim.

— Isso não vou poder fazer, mas talvez consiga arrumar mais uma visita hoje a tarde e outra a noite, o que parece?

— Se é o melhor que vou conseguir... — falei sorrindo. — obrigada, doutor.

Ele sorriu enquanto Enzo pegava Camila dos meus braços, dei um beijinho rápido na testinha dela e Enzo me deu um selinho.

Eles saíram e alguns minutos depois uma enfermeira veio ver como eu estava, me deu um remédio para a dor que me deixou sonolenta e fiquei o resto da manhã até a hora do almoço meio acordada meio dormindo.

A tarde, pelas cinco horas o doutor deixou Enzo e Camila ficarem comigo no quarto por uns dez minutos, depois os levou embora de novo para voltar só as nove da noite.

Camila chorou um pouco, peguei ela no colo e ela logo parou voltando ao seu sono tranquilo. Enzo ficou conversando comigo, trocamos carinhos e beijos e meia hora depois o doutor disse que eu precisava dormir se quisesse ganhar alta de manhã, Enzo me deu um beijo de boa noite e depois uma enfermeira me trouxe um comprido, logo eu mergulhava ansiosa em um sono profundo esperando que o dia raiasse logo.

Acordei as nove horas, Enzo estava sentado em uma cadeira perto da minha cama, estava cochilando, me mexi um pouco e ele abriu os olhos.

— Bom dia! — Sorri.

— Bom dia, amor. — Ele disse bocejando. — Está acordada há muito tempo?

— Não, acordei agora pouco. Onde está a Camila?

— Júlia está com ela, a doutora me mandou dormir um pouco... — ele sorriu. — Ai ela deixou que eu dormisse aqui...

— Por que você não me acordou? Podia ter deitado aqui comigo, dormiu nessa cadeira... — Falei fazendo cara feia, ele devia estar com dor no pescoço.

— Você precisava dormir, amor, e a cadeira é estofada...

— Nós já podemos ir para casa? Posso dormir o dia inteiro com você do meu lado. — Sorri.

— Essa é uma boa ideia. — ele sorriu. — Daqui a pouco o doutor virá dar alta...

Esperamos até o doutor vir, ele preencheu alguns papéis e depois me liberou, Júlia veio até nós carregando a Camila e passou ela para os meus braços. No saguão do hospital encontramos Fer, Gui e Leandro nos esperando, junto com eles Augusto e Beth.

Todos vieram ao nosso encontro, Augusto era o que caminhava mais rápido ansioso para conhecer a netinha. Ele pegou Camila com cuidado do meu colo e ficou todo bobo com um sorriso enorme e olhos umedecidos.

— Que linda essa menininha! — Beth falou para mim depois de ver Camila. — Parece muito com você, Rafaella!

— Obrigada por ter vindo, Beth, fiquei muito feliz! — Falei dando um abraço nela.

— Não é a netinha mais linda do vovô, não é? Quem é a menininha do vovô? Quem é? — Augusto estava brincando com a Camila e todos riram.

Depois de todos darem uma olhada na pequena Camila, ela finalmente voltou para os meus braços, combinamos de fazer uma janta no dia seguinte, e depois, Enzo, Camila e eu nos despedimos deles e saímos do hospital. Camila em meu colo e Enzo com um braço por cima da minha cintura, ele me deu um beijo na testa quando paramos no estacionamento, guardou a malinha da Camila no banco de trás e depois abriu a porta para que eu entrasse.

— Agora estamos quase completos. — Ele sorriu enquanto dirigia para a nossa casa.

— Quase? — Perguntei sem entender.

— Claro, falta mais dez para completar o time de futebol... — Deu de ombros.

— Enzo! — falei espantada.

— Ah, é! Eu quase esqueci que tem que ter o juiz e os bandeirinhas ainda, bem lembrado amor!

Ri da bobeira dele e depois conversamos até chegarmos em casa, ele estacionou o carro e deu a volta para abrir a porta para mim.

Saí do carro e fomos para a casa, Enzo abriu a porta e sorriu dando passagem para mim. Parei no hall de entrada com Camila em meu colo, esperando Enzo fechar a porta, ele então veio até mim e segurou meu rosto, me deu um selinho demorado.

— Em nosso cantinho, enfim.

— Em nosso cantinho. — Sorri enquanto ele novamente segurava meu rosto e me dava um beijo prolongado, cheio de saudade.

Notas finais
Então? Espero ver vocês nos comentáriso hein, haha, lembrando que quem gostou precisa favoritar, recomendar e marcar a estória como lida *-* Você fará de mim uma pessoinha muito feliz u.u Mais uma coisa, PARTICIPEM DO GRUPO NO FACEBOOK, MIC & OP, para saber sobre mais estórias, link: https://www.facebook.com/groups/271266463067203/ Podem me adicionar no face também e pedir o link do grupo por mensagem, ok :D Mais uma vez, muuuito obrigada pela companhia enquanto OP era postada aqui no Nyah, obrigada por cada comentário e cada palavra de carinho. Deem uma olhada na Segure Minha Mão, aqui no Nyah, e em breve Despedida de Solteiro, no Wattpad, avisos são dados no grupo do face que mencionei ali ;) Beeijos!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!