Opostos Perfeitos
46 Capítulo 45
Notas iniciais
Capítulo 45
Narrado por Rafaella:
Algumas semanas depois da volta da Itália, eu estava em casa conversando com a Jú, falando sobre nossas vidas, quando ela começou a falar em casamento.
— E o casamento de vocês é pra quando?
— Casamento?
— É, ué, vocês não marcaram ainda? Logo a barriga vai aparecer...
— Nós... hum... não falamos sobre casamento ainda... — dei de ombros.
— Ah... bom... hum... — Jú pareceu sem jeito.
— Ah, eu não vou falar sobre isso com ele e também quem tem que tomar a iniciativa é ele não eu...
— Aff, sem essas tradicionalidades, por favor? — Jú virou os olhos e nós rimos.
— Ah é, então você vai tomar a iniciativa e pedir o Lê em casamento é?
— Eu não estou pensando em casar. — ela deu em ombros.
Conversamos mais um pouco e depois fomos dormir, era quinta feira. Enzo ligou para dizer boa noite e conversamos um pouco, depois deitei e adormeci.
Sexta-feira. Acordei, me arrumei e fui para o trabalho, Enzo e eu chegamos quase juntos, ele parecia meio estranho, nervoso.
— Bom dia, amor. — sorri e dei um selinho.
— Bom dia minha linda. — ele correspondeu.
— Você está bem? Parece estranho?
— Hã? Eu? Hã? Por quê? Não, to bem, eu... hum... To bem. — sorriu.
— Tá legal. — dei de ombros e entramos no elevador.
— Han... eu... preciso falar com você mais tarde, tudo bem?
— Alguma coisa importante? Não quer falar agora? — perguntei preocupada pela cara dele.
— Não, não... tudo bem, depois do trabalho... — ele sorriu e passou a mão no cabelo.
— Enzo, você está nervoso, tem algum motivo pra isso? Eu tenho que ficar preocupada com isso? Você tem certeza que está bem?
— Sim, estou ótimo. — ele sorriu e me deu um beijo enquanto as portas do elevador se abriam.
O dia foi passando na empresa, de certa forma lento, apesar de estarmos muito ocupados, Enzo me deixou um pouco apreensiva, ele parecia o dia todo nervoso, mas não era nervoso preocupado, era nervoso excitado, ou algo assim, nervoso alegre.
— Que horas são? — era a vigésima vez que ele perguntava aquilo desde que tínhamos chegado na nossa sala de manhã.
— Quatro e meia, Enzo. — respondi.
Então ele voltava ao trabalho e se concentrava no que estava fazendo. Quando finalmente chegou o fim do expediente, ele pareceu relaxar um pouco.
— Bom, prontinho, podemos conversar agora. — falei me apoiando na mesa e cruzando os braços.
— Hã?
— Você disse que precisávamos conversar depois do trabalho... — expliquei.
— Ah, não... quer dizer, não aqui...
— Enzo, você pode me dizer o que está acontecendo?— Perguntei impaciente.
— Sim. — ele falou e continuou mexendo na sua pasta.
— Enzo??? — chamei de novo porque ele tinha parado de falar.
— Hã? — ele me olhou e viu que eu não estava com uma cara boa. — Ah, tá, um minuto. — Mexeu em mais alguma coisa. — Pronto, vamos.
— Vamos aonde?
— Confia em mim. — ele sorriu e me puxou pela mão.
Fomos para o elevador e só havíamos mais nós dois naquele andar, todos já pareciam ter ido embora, em vez de descermos, Enzo apertou o botão de subir e fomos para a cobertura.
— Vamos conversar no jardim?
— Hein? Ah, é, sim, vamos. — ele estava nervoso e estava me deixando nervosa também.
— Você é algum tipo de maníaco e eu não percebi antes? — perguntei brincando.
— Como é? — ele me encarou confuso.
— Enzo! — parei de frente pra ele dentro do elevador. — pode me dizer o que está acontecendo?
As portas do elevador se abriram e estávamos na sala escura antes do jardim. Enzo me pegou pela mão e sorriu me levando até a porta.
— Um jantar, para nós. — sorriu.
— Você poderia ter dito isso antes. — falei relaxando — que fofo! — sorri.
Enzo abriu a porta e nós entramos no jardim, uma mesa para dois havia sido posta no centro, na casinha de vidro, velas, champagne e um garçom no local.
Fomos até a mesa e conversamos um pouco, o garçom serviu nosso jantar e jantamos, então, depois de tudo ter sido retirado e ficarmos só nós dois ali, a luz de velas, Enzo segurou minha mão.
— Rafa...
Olhei para ele começando a entender o que aquilo significava.
— Você aceita se casar comigo?
Meu coração acelerou, o barulho do resto do mundo se extinguiu naqueles instantes, tudo que eu via eram seus olhos nos meus, seu sorriso, seu toque na minha mão e suas palavras ecoando na minha mente, aos poucos senti meus lábios se erguendo em um sorriso e as lágrimas quentes nos meus olhos.
— Sim.
Enzo levantou-se e me puxou de leve para ele, me abraçando e nos beijamos em seguida, como se todo o mundo a nossa volta tivesse deixado de existir.
— Então agora só temos que marcar a data e sermos felizes para sempre. — ele disse sorrindo para mim.
— Você é muito fofo, sabia disso? — sorri.
— sabia sim. — ele deu de ombros e eu ri.
Conversamos por bastante tempo ainda e depois Enzo me levou para casa e dormiu comigo abraçadinho.
A semana passou e já havíamos contado para todos que íamos nos casar, marcamos a data para dali a um mês, minha barriga ainda não ficaria muito marcada no vestido, eu não estava preocupada com isso, mas como Enzo era rico, então coisas assim sempre geram fofocas, preferimos casar logo para que o falatório fosse menor. Apesar disso, claro que o anúncio do casamento saiu em várias revistas de fofocas.
O tempo estava passando rápido, uma, duas, três semanas se passaram, consegui com a ajuda da Fer e da Jú organizar todos os preparativos para o casamento, só faltava as duas últimas provas do vestido. Em uma semana eu entraria na Igreja e me casaria com o homem que eu amo.
Depois da penúltima prova do vestido saí da loja e caminhei pelo shopping olhando algumas vitrines, parei em frente a uma com roupas de bebê, sorri vendo os macacões e vestidinhos. Segui andando e fui para o estacionamento, parei e me escondi atrás de uma pilastra, Bianca estava raspando a tinta do carro com um pedaço de ferro. Ela estava estranha, os cabelos pareciam sujos e revirados, se não soubesse que era ela poderia ter achado que fosse uma moradora de rua. Então ela foi embora.
Respirei fundo e fui até lá, claro que eu poderia ter pego ela em flagrante, denunciado, qualquer coisa, poderia ter ido lá discutir com ela, mas ela tinha uma barra de ferro e estava depredando meu carro, eu não poderia arriscar ir até lá discutir com uma louca com ela sabendo que eu estava grávida!
Fui até meu carro quando não a vi mais por ali e peguei o bilhete, destranquei a porta e entrei. Abri o bilhete:
“Isso é um aviso, se você não sumir da vida do Enzo, não vou só acabar com o seu carro, eu vou acabar com você, o Enzo é meu, você não vai roubar ele de mim, você não é nada, uma empregadinha vagabunda que dá para o patrão, é isso que você é, nada mais que isso, eu vou acabar com você e com essa alegriazinha, eu vou acabar com você e com esse seu bebê se você não se afastar dele, eu juro”.
Senti um arrepio e a imagem da Bianca voltou a minha mente, ali no estacionamento olhando para os lados, toda suja e descabelada, ela parecia mesmo uma louca.
Fui para casa e esperei pelo Enzo, ele viria mais tarde. Quando Enzo chegou veio logo perguntar o que tinha acontecido, porque meu carro estava todo arranhado.
— A Bianca, no estacionamento do shopping. — falei.
— A Bianca fez isso com seu carro?
— E deixou um recado. — mostrei o bilhete para ele.
— Mas que merda é essa?! — Enzo falou depois de ler. — ela só pode ter enlouquecido, que porcaria é essa! — ele falou irritado com o bilhete. — Vou ligar para o Edgar agora!
Enzo pegou o celular e ligou para o pai da Bianca, eles conversaram por alguns minutos e Enzo desligou com um olhar preocupado.
— O Edgar disse que ela saiu de casa tem umas três semanas e que ela tinha recortado um monte de anúncios de revistas, sobre o nosso casamento. Ela destruiu o quarto, ele está procurando ela em todo lugar, disse que está fora de si. Que pode ser perigosa. — Enzo falou e me encarou preocupado na última frase.
— E agora, Enzo, se ela... se ela tentar alguma coisa com a gente e não só arranhar meu carro? E se ela... eu não quero nem pensar! — falei nervosa.
— Fica calma, Rafa, nada vai acontecer, eu não vou deixar.
— Enzo você não vai poder me proteger vinte e quatro horas por dia. E a Bianca está andando pelas ruas com uma ideia na cabeça, acabar com a nossa felicidade. Ela não podia saber que eu estou grávida... nosso filho... eu... — falei sentando e colocando as mãos no rosto, estava com medo, desesperada que ela pudesse tentar qualquer coisa que fosse para machucar meu bebê.
— Ei, Rafa, olha pra mim. — ele segurou meu rosto. — não vou deixar que ela faça mal ao nosso filho, não vou, eu prometo. Nós vamos fazer uma denúncia na delegacia e colocar alguém para procurar pela Bianca, agora fica calma, tá? Eu não vou deixar que ela te faça mal.
Enzo me abraçou e ficamos assim por algum tempo, ele fez carinho nos meus cabelos e quando me dei conta estava sendo carregada para a cama.
— Pode voltar a dormir, vou colocar meus dois bebês na cama. — ele sorriu. Eu me aconcheguei mais em seu pescoço e ele me deitou na cama deitando em seguida.
— Vai ficar tudo bem né? — perguntei para ele e sorri um pouquinho.
— Vai sim, meu anjo. — ele sorriu e me beijou.
Dormimos juntinhos e na manhã seguinte levantei e preparei café para nós dois, Enzo veio até a cozinha vestindo somente sua calça jeans, a barriga de tanquinho esculpida me deixou meio tonta por um instante, ele vinha bocejando até mim, passou as mãos nos cabelos e me deu um beijo na bochecha.
— Bom dia, amor. — sentou na cadeira.
— Bom dia. — sorri. — você não tem uma camiseta não? A Jú já vai levantar. — falei.
— Com ciúmes da sua melhor amiga? — ele perguntou rindo.
— Ciúmes nada, você que poderia usar uma camiseta, sabe, para não pegar resfriado. — desconversei.
— Ah, claro, por causa do resfriado... — ele falou rindo e me puxou para seu colo.
— Hei!
— A Júlia tem o Leandro já, ela não vai ficar reparando em mim, mas coloco uma camiseta se você não gosta da vista. — Ele falou mordendo minha bochecha.
— Idiota. — resmunguei. — se acha só porque é gostoso.
— Uhuuum, eu sou gostoso então?
— Não, você é levemente razoável, pode parar de se achar tá, Machiello. — falei e segurei o riso.
— Sim senhora, senhorita Belmontt. — ele me levantou e deu um tapa na minha bunda. — mas que você admitiu que eu sou gostoso, isso admitiu. — Ele deu de ombros e mordeu a torrada me encarando.
— Nossa, você se acha demais! — falei rindo e batendo nele com o pano da cozinha.
— Eu posso. — deu de ombros.
— Enzo, vai a merda, vai. — falei e virei os olhos.
Ficamos brincando um com o outro e tomamos café, depois Enzo foi para casa tomar um banho e trocar de roupa, de tarde íamos dar uma volta pelo parque da cidade.
Almocei com a Jú e de tarde Enzo veio me buscar para sairmos, fomos até no parque e ficamos vendo algumas crianças brincarem por ali, o parque sempre estava cheio de gente, famílias aproveitando o final de semana, amigos curtindo a adolescência, crianças e cachorros, era muito divertido e um lugar tranquilo para lazer.
— Você também consegue imaginar a gente trazendo nossos filhos para brincar aqui nos finais de semana? — Enzo perguntou para mim, eu estava sentada entre as pernas dele.
— É, eu consigo. — falei sorrindo.
Depois de um tempo Enzo saiu para comprar algumas coisas para comermos em uma barraquinha, fiquei ali admirando a vista.
— Já volto tá. — ele sorriu e me deu um selinho.
— Não demora. — sorri de volta enquanto ele se afastava.
O céu estava azul e o vento era uma brisa calma, nem quente nem fria, estava olhando tudo ao redor quando alguém parou ao meu lado.
— Oi, Rafa. — Caio disse com um sorriso no rosto. — Como você está?
— Vai embora. — respondi sem olhá-lo.
— Ei, nossa, o que eu fiz?
— Ah, coitadinho, você é um inocente. — respondi com ironia.
— Você sabe que nunca vai dar certo entre vocês dois, Rafa, ele é de outro mundo, Enzo é rico, é herdeiro de uma das maiores empresas do país, tudo que você vai conseguir é que todos te olhem como a mulher que deu o golpe do baú, você é melhor que isso.
— Vai. Embora. — falei irritada.
— Você sabe que eu realmente gosto de você, eu pedi férias adiantadas para poder te acompanhar numa viagem para conhecer um pai que nunca se importou com você... ele... ele simplesmente aceitou se casar com a Bianca e esquecer você, vamos Rafa, você sabe que eu te amo e você me ama também.
— Vai embora daqui, agora Caio! — falei com raiva dele. — Eu odeio você, odeio o que tentou fazer, me forçar a gostar de você, odeio cada palavra que sai da sua boca e estou te odiando nesse momento também! Eu vou me casar com o Enzo, vou ter um filho dele e nós dois seremos muito felizes, então me deixa em paz! — gritei no final.
Caio me olhou com um olhar magoado e ao mesmo tempo estranho parecia de raiva.
— Você vai se arrepender. Eu tentei salvar você mais de uma vez e você não deu valor, tentei abrir seus olhos, várias vezes, ele não ama você, vai te usar e quando cansar vai te trair, como fez com a Bianca, ele também dizia que a amava e aí você apareceu e num piscar de olhos tudo que ele sentia sumiu, vai ser assim com você, ele vai cansar e te trocar pela primeira que aparecer.
— Vá embora! — falei encarando ele. Tentei não demonstrar o quanto as palavras dele me atingiam.
— Você vai se arrepender por me desprezar assim. — ele falou então virou as costas e saiu dali.
Enzo voltou logo em seguida, eu já havia me acalmado um pouco e percebi que o Caio só estava fazendo aquilo por ciúmes, eu não precisava me preocupar com ele, ele não me faria nada além de ameaças.
— O quê o Caio queria com você? — ele perguntou, ainda podia ver o Caio se afastando.
— Dizer que vou me arrepender de não ter ficado com ele, que você não presta e que você ama a Bianca, isso mais ou menos. — falei sem dar importância.
— E o que você disse?
— Mandei ele ir embora.
— Ele é um idiota.
— Esquece ele, não vou dar bola para o Caio, ele só está com ciúmes.
— Dá próxima vez que ele chegar perto de você mando ele para o hospital. — Enzo disse sério.
— Que bonitinho, meu herói. — falei brincando com ele e o abraçando.
— Isso mesmo. — ele sorriu.
Passamos a tarde ali e antes de irmos embora Enzo me convidou para jantar na casa dele.
— Meu pai quer conhecer a futura nora sabia? — ele sorriu.
— Hã? Mas ele me conhece já. — dei de ombros.
— Sim, mas ele disse que a gente precisa oficializar em casa e ai você tem que ir jantar lá hoje a noite. Ah, e dormir lá também. — ele piscou na última frase.
— Aham, sei, e isso é ideia do seu pai também?
— Claro, ele mandou dizer que é o que manda a tradição.
— Tradição? Pelo que eu saiba pela tradição os noivos só dormem juntos depois do casamento...
— É uma tradição mais moderna...
— Você é um idiota — falei rindo. — se quer que eu durma é lá é só pedir com jeitinho, tipo, Rafa meu amor, minha linda, minha deusa, dorme lá em casa... sabe, tipo assim, bem simples... — falei e ai vi que estava me achando. — é, eu ando passando tempo de mais com você.
— É bom ir se acostumando já que você vai passar toda a sua vida comigo. — ele disse me abraçando de lado.
— Convencido você.
— Eu me garanto. — ele piscou.
Enzo me levou até meu apartamento, tomei banho e me arrumei, depois arrumei uma roupa para o trabalho no dia seguinte e fomos para a casa dele.
— Seu pai sabe mesmo que eu estou vindo jantar né? — perguntei, apesar de conhecer o Augusto já eu estava um pouco nervosa, afinal ele era meu chefe também.
— Sabe sim, pode relaxar. — Enzo riu do meu nervosismo.
Logo que entramos a Fer veio ao nosso encontro.
— Cunhada! — ela sorriu e me abraçou.
— Oi Fer. — sorri.
— Seja bem-vinda e sinta-se em casa. — ela piscou. — Maninho, queridinho, lindinho...
— Lá vem...
— Você podia convidar seu amigo para vir jantar aqui hoje também né?
— Por que você não convida?
— Porque... hum... sei lá, o papai, já estou brigando o tempo todo com ele por causa da loja que quero abrir na praia mas ele acha que tenho que abrir uma de alta-costura e todo aquele blá blá blá, então não estou afim de criar um motivo pra ele implicar comigo.
Enzo balançou a cabeça e pegou o celular, discou o número do Gui e ligou, Fer me puxou com ela para mostrar a casa, Augusto estava na sala ao telefone, logo desligou e veio me receber também.
— Boa noite, Rafaella. — ele sorriu e me cumprimentou.
— Boa noite. — sorri.
Fer me levou para um tour pela casa e depois voltamos pra sala, quando chegamos o Gui já estava lá em baixo rindo ao lado do Enzo, ele olhou para a Fer e sorriu de um jeito todo bobo, olhei para ela e ela tinha a mesma cara, descemos as escadas até eles e Enzo me abraçou.
— Oi Rafa, oi Fer. — Gui me cumprimentou e depois se demorou cumprimentando a Fer.
— Fer, acho que você devia aproveitar que eu estou oficialmente apresentando a minha noiva e apresentar seu namorado ao papai.
— Enzo. — Fer fez cara feia.
— Ué. — ele deu de ombros.
Augusto veio se juntar a nós.
— O jantar vai ser servido, pessoal. Vamos para a mesa.
Jantamos e conversamos, apesar do tempo que estava com o Enzo aquela era a primeira vez que eu estava na casa dele, sempre preferimos ficar no meu apartamento porque na maioria das vezes ficávamos sozinhos, Jú ia dormir na casa do Leê, então era como se já estivéssemos só nós dois em nosso cantinho. Depois do jantar o Augusto se retirou para o seu escritório, ficamos nós quatro na sala assistindo TV, Enzo sentou ao meu lado e no outro sofá a Fer ficou bem pertinho do Gui. Conversamos um pouco e depois Gui foi embora, Fer levou-o até a porta e rolou um beijo de tirar o fôlego lá. Enzo e eu subimos para o quarto dele.
Ele abriu a porta e fez sinal para que eu entrasse em sua frente.
— Nosso quarto. — ele me abraçou pelas costas e disse no meu ouvido.
— Uau. — falei olhando em volta. — isso aqui dá o meu apartamento quase. Mas eu confesso que achei que estaria tudo virado e cheio de roupas jogadas por todo o canto... — falei surpresa.
— Eu pedi pra empregada dar um jeito. — ele confessou.
— Eu sabia! — falei e ri. — você é um preguiçoso mesmo.
— Ei. — ele se fez de ofendido.
— E não é?
— Só um pouquinho. — ele me deu um selinho.
Enzo fechou a porta e me mostrou o banheiro e onde eu acharia tudo o que precisasse, fui escovar os dentes e depois que saí do banheiro ele foi, não tinha levado pijama então fiquei de sutiã e calcinha e deitei em baixo das cobertas, Enzo voltou e tirou sua roupa ficando de cueca e entrando nas cobertas também.
— Hmmmmm. — ele murmurou no meu ouvido quando seu corpo tocou no meu, logo em seguida senti suas mãos me puxando para ele e seus lábios tocando os meus. Estava em casa.
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