Opostos Perfeitos
23 Capítulo 22
Notas iniciais
Capítulo 22
Narrado por Enzo:
Fiz amor com a Rafa no banheiro e foi incrível, era como se nunca tivesse feito algo parecido antes. Depois de sentir um imenso prazer, terminamos o banho juntos, esfreguei as costas dela devagar deslizando minhas mãos pelo restante do corpo também, o desejo, por mais que estivesse satisfeito, voltava cada vez que eu olhava aquele corpo perfeito e via ela morder os lábios sentindo o mesmo prazer.
Saímos do banho e nos vestimos rápido, apesar do aquecedor e da lareira da suíte em que estávamos, aquele lugar ainda era gelado. Coloquei uma camiseta de manga comprida e uma calça de moletom e deitei em baixo dos edredons daquela cama enorme e aconchegante, Rafa colocou um pijama de flanela quentinho e veio deitar comigo, estávamos cansados e aquele frio dava mais vontade ainda de passar o resto do dia na cama.
Enquanto Rafa deitava ao meu lado meu celular tocou, atendi.
— Alô? Oi, pai.
…
— Sim, estamos no hotel já. Sim, tudo certo.
…
— Uhum. Ok. Pede pra Beth mandar para o meu e-mail certinho.
…
— Tchau.
— Algum problema?
— Não, eles só mudaram o horário da reunião de hoje de manhã para as três da tarde... Bom para a gente. — sorri piscando e mordendo o lábio.
— Safado! — ela me deu um tapa de leve. — mas que bom mesmo, porque por mim eu dormiria o resto do dia.
— Ah, só dormir?
— Rá-rá. Idiota. — ela virou os olhos.
— Nossa, que brabinha. — apertei o nariz dela brincando.
Rafa mostrou a língua e deitou ao meu lado, abracei ela por trás e adormecemos assim pelo resto da manhã.
Perto da uma hora da tarde Rafa e eu descemos para o restaurante do hotel, almoçamos e ficamos andando pela área de lazer um pouco. Depois voltamos para o quarto, nos arrumamos e fomos para a reunião na multinacional.
— Preparado para sua primeira reunião de verdade? — Rafa brincou vendo que eu estava meio nervoso.
— É, digamos que não. — afirmei.
— Que isso, Machiello, está com medo? Também pudera... se eu me lembro bem você perde para uma mulher até no boxe, se fosse você também estaria com medo de sentar em uma mesa com sete membros femininas de uma empresa... — ela falou séria e eu a encarei com mais receio que antes. — Como assim?
— Você não leu o e-mail que a Bete mandou né? — ela balançou a cabeça. — sua sorte é que eu estou aqui para isso. — falou se achando.
— Nossa, e me chama de exibido ainda... — tossi brincando.
— Bobo. — ela mostrou a língua. — é que sete dos dez acionistas da empresa são mulheres... vai ser divertido, já pensou se tipo, umas... quatro estão de TPM?
Ela estava me assustando, não, estava me deixando em pânico.
— Ai, Enzo, relaxa. — Rafa riu. — vamos lá.
— Rafa... — puxei ela.
— Oi?
— Sabe, eu... não sei bem se quero fazer isso. — confessei.
— Eu estava brincando, Enzo... São mulheres como eu, como quaisquer outras... são empresárias e profissionais, não tem nada de mais... — ela estranhou meu jeito.
— Eu nunca falei isso, mas... tenho medo de decepcionar meu pai, não sou como ele e não levo jeito para isso. — confessei.
Rafa percebeu meu receio e sorriu me confortando.
— Você não tem que fazer isso pelo seu pai, Enzo, tem que fazer por você. Olha tudo que você já fez na empresa em tão pouco tempo, coisas que antes você achava que nunca seria capaz. Você não tem que ter medo de decepcionar seu pai porque você não vai fazer isso, eu sei que é capaz de sentar naquela mesa e decidir o que é melhor para a empresa, eu acredito em você. E estarei do seu lado, você se saindo bem ou não.
Rafa me deu um selinho e foi andando na minha frente e eu sabia que ela tinha razão. Ela estaria comigo e eu sempre estaria com ela.
A reunião foi boa, apesar do nervosismo inicial, a noite voltamos ao hotel, fui tomar um banho quando saí Rafa pediu para eu pegar uma coisa que ela havia pedido na recepção, estranhei, mas fui.
Quando voltei o quarto estava iluminado somente com a luz da lareira, Rafa havia pedido um vinho, coloquei o vinho e as taças na mesinha de centro perto da lareira e ela apareceu na porta do banheiro de langerie preta, eu a olhei com o queixo quase caindo e mordi o lábio, aquela mulher queria me levar a loucura. E estava dando certo.
— Se incomoda se eu ficar assim? — ela perguntou provocando e vindo em minha direção.
— Nenhum pouco. — ela chegou na minha frente e me fez sentar no sofá sentando no meu colo.
Rafa ficou em pé na minha frente, meu rosto na altura de suas partes íntimas e dançou devagar e sensualmente segurando meu cabelo e impedindo que meus lábios encostassem nela.
A tortura não durou meio minuto porque eu não aguentaria, peguei aquela mulher no colo e levei-a para a cama, ficando nu logo em seguida e comecei a provocá-la como ela havia feito comigo.
Quando ambos não aguentavam mais tanta tortura unimos nossos corpos e a sensação de prazer tomou conta, Rafa segurava meus cabelos com força e gemia no meu ouvido sussurros ofegantes e contidos, eu sentia todo meu corpo queimando e queria que ela sentisse o mesmo.
— Enzo! — ela não aguentou e gritou meu nome, beijei-a rápido para abafar o grito e segundos depois nossos corpos estremeceram juntos.
Caí ao lado dela respirando ofegante, Rafa de olhos fechados com um sorriso lindo no rosto era indescritível.
Ficamos assim durante alguns minutos enquanto recuperávamos o folego, depois peguei o vinho e as taças e levei na cama, assistimos a um filme juntinhos e o frio cortante lá fora nem parecia mais existir tamanho era o calor daquele quarto.
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