Opostos Perfeitos

18 Capítulo 17


Notas iniciais
Oii gente bonita do meu coração, como vocês estão? Espero que estejam bem e preparadas, porque estou deixando aqui um capítulo para vocês se deliciarem... AUEHAUEAH Como prometido, estou postando uma vez por semana, se não posto nas segundas é porque não tive tempo... Mas venho assim que posso ;) PS: Eu comecei a postar uma nova estória aqui no Nyah, o nome é Segure minha mão, confiram *-* Já tem os primeiros capítulos, devorem eles também >< HAHA, Então, agora o que vocês estavam esperando, boa leitura e divirta-se!

Capítulo 17

Narrado por Rafa:

Domingo. Acordei com o Enzo abraçado em mim, aquela sensação era muito gostosa. Sentir o cheiro dele e vê-lo dormindo do meu lado, parecia um menininho até. Passei a mão no rosto dele e dei um beijo na bochecha.

Ia levantar da cama quando olhei para a porta do quarto e vi o Caio parado nela.

— Ai! Caio! Que susto! Quer me matar do coração? O que... o que você está fazendo aqui? — Quase tive um ataque vendo o Caio olhando Enzo e eu dormindo juntos.

Enzo se mexeu na cama acordando com minha voz alta.

— O que foi? — ele perguntou confuso me olhando.

— Bonito... — Caio disse sarcástico da porta. — A sua namorada sabe que você anda dormindo fora de casa e com outras mulheres? — Ele se dirigiu ao Enzo.

— Se fode velho, isso não é da sua conta. — Enzo encarou ele.

— É da minha conta sim. Achei que a gente tinha alguma coisa, Rafa. — Ele falou para mim.

— Eu sempre deixei claro que a gente não tem nada, Caio. — respondi. Nunca tinha visto o Caio com aquele olhar.

— É, mas ele tem namorada. — Caio provocou. — O que a Bianca diria se soubesse que o namoradinho anda traindo ela? — ele provocou mais.

Enzo pulou da cama com raiva, ele ia avançar no Caio, segurei seu braço.

— Enzo, não. — Olhei para ele. — Só vai piorar as coisas. Caio, sai do meu quarto agora.

— Eu que tenho que sair do seu quarto? — Ele me olhou. — Então você prefere ficar com um cara que trai a namorada a ficar com alguém que goste de você de verdade? E quem te garante que quando ele estiver com você não vai ter alguém no lugar que você ocupa agora?

— Não aconteceu nada entre nós dois ontem a noite, Caio. Sai do meu quarto agora, por favor. — Pedi com calma.

— Não aconteceu nada? Isso não é nada? — Ele parecia revoltado.

— Sai do meu quarto. Agora! — Levantei da cama e fui até ele empurrando-o para fora e fechando a porta.

— Você vai se arrepender de preferir ele. — Caio falou e deu um soco na porta.

Depois escutei os passos dele e a porta da sala batendo forte.

— E agora? — perguntei para o Enzo um pouco desesperada.

— Calma. — ele chegou perto de mim e me abraçou.

— Calma, Enzo? Calma? Ele vai contar tudo para a Bianca, e o pior de tudo é que seu pai adora ela, justo agora que eu estava indo tão bem na empresa! Droga. — falei triste.

— Se acalma tá? — ele segurou meu rosto. — Ninguém vai tirar você da empresa... E eu dou um jeito na Bianca...

— Mas...

— Tudo bem, fica calma tá? — ele sorriu me tranquilizando. — Não precisa se preocupar com isso, eu dou um jeito.

Enzo me abraçou e ficou fazendo carinho em mim. Era estranho entender como estávamos tão próximos. Essas duas semanas que haviam passado nos aproximaram mais na empresa, ele fez algumas brincadeiras, nos beijamos escondido algumas vezes e eu me sentia a cada dia mais atraída por ele, era como um ímã negativo atraindo o positivo para se unir. E eu estava me apaixonando por ele. Cada segundo mais.

Saímos do quarto e fomos para a sala, Jú já estava acordada, a Fer e o Gui tinham ficado no quarto dela e ela e o Lê na sala, o Caio também.

Fui para a cozinha e o Enzo sentou no sofá, Jú veio atrás de mim.

— O que deu no Caio? Acordei com ele passando feito um raio pela sala...

— Ele viu o Enzo dormindo comigo. — falei e a Jú me olhou de olho arregalado.

— Você e o Enzo... — o sorriso dela estava ficando safado.

— Calada! Claro que não. — falei segurando o riso. — Não aconteceu nada, ele só dormiu comigo na minha cama...

— Aham, e eu vou casar com São Jorge e vamos passar a noite de nupcias comendo queijo na lua. — ela sorriu irônica.

— Uau, o Lê vai ficar decepcionado... — zoei.

— Vadia! — ela riu da brincadeira. — Tá, conta logo, o que rolou ontem?

— Não rolou nada Jú, só dormimos mesmo, e hoje de manhã o Caio apareceu lá no quarto e viu o Enzo comigo, pensou merda e saiu daqui bufando...

— Aff, o Caio não dá sossego também, como se isso fosse da conta dele. — Jú falou.

— Eu sei, mas ele ameaçou contar para a Bianca...

— E aí?

— O Enzo disse que enrola ela...

— Opa, é dos meus. — Ela riu.

— É, vai nessa. — fiz cara de triste.

— O que foi?

— Assim... hipoteticamente, HIPOTÉTICAMENTE JÚLIA, se eu estivesse assim... gostando dele... e se hipoteticamente ele ficasse comigo, hipoteticamente é claro... quem me garante que ele não faria comigo o que faz com ela?

— Hipoteticamente... — ela disse me zoando. — O que te garante é o fato de que ele gosta de você.

— Mas...

— Mas nada. Se você viver com medo de sofrer, nunca vai aproveitar a vida amiga. E dai se ele te magoar? Que se dane, você vai lavar o rosto, repor o rímel e o batom e vai seguir em frente. E vai sofrer de novo e chorar mais quantas vezes forem preciso. Se ele não for o cara certo, você vai a luta de novo, e volta rasgada de novo se precisar. Mas, pelo menos, você vive! Ficar sentada em casa chorando por algo que deu errado não resolve nada. O que importa não é quantas vezes você chorou, mas se todas as vezes que chorou valerão a pena no final. — Jú falou me incentivando, por mais louca que ela fosse, ela sempre tinha as palavras certas. — Agora, levanta essa cabeça e esquece o Caio, o Enzo está na sala esperando e convenhamos... Eu se fosse você já estava pegando. A Bianca está merecendo mais uns pares de chifres para a coleção. — Jú piscou para mim e saiu da cozinha.

Eu fiquei rindo sozinha daquela maluca, peguei o pão no forninho balançando a cabeça, coloquei na mesa e peguei as outras coisas para fazer o café. Quando fui pegar colherinha na gaveta senti duas mãos na minha cintura e os lábios do Enzo no meu pescoço, me arrepiei na hora.

— Vim dizer tchau. — ele falou no meu ouvido.

— Já vai? — virei perguntando.

— Uau... querendo que eu fique? — ele perguntou se achando.

— Rá-rá... eu não. — disfarcei.

— Já vou sim. — ele sorriu e mexeu no cabelo. — Fica mais fácil se eu estiver em casa quando a Bianca ligar para encher... — ele deu de ombros.

— Ah... hum... tá... — sorri de leve.

— Rafa... — ele segurou meu rosto. — Até amanha. — Sorriu, parecia que ele queria ter dito outra coisa, mas disfarçou. Eu sorri também.

— Até.

Enzo ia sair da cozinha, mas ele voltou e me segurou pela cintura me dando um beijo na hora. Eu não recusei, de uns dias para cá eu não conseguia mais resistir.

O dia passou chato, era mais um daqueles domingos em que você precisa ficar de pernas para o ar, até o céu parece que sabe quando é domingo, na maioria das vezes não tem nuvens e a cidade parece até em paz. É estranho, sentada na sacada do prédio me peguei pensando nisso. Só faltava o Enzo ali para me amolar um pouquinho e dar graça ao dia. Sorri feito boba com os pensamentos.

Segunda. Acordei e me arrumei logo, fui para a empresa e comecei a arrumar minhas coisas por lá, Beth e Augusto chegaram logo também. As nove e meia o Enzo entrou na porta.

— Nossa, alguém caiu da cama, hein? — ela sorriu. — Bom dia, Enzo.

— Bom dia, Beth. — ele sorriu e veio até mim. — Bom dia, Rafinha.

Eu mostrei a língua disfarçadamente e sorri.

— Bom dia, Enzo.

— Tem muita coisa para eu fazer hoje? — ele perguntou olhando as pastas na minha mesa, normalmente era eu quem separava as coisas dele.

— Tem bastante sim... — mostrei as pastas. — precisa das pastas organizadas até o final do dia, ordens do seu pai. — sorri.

— Todas essas pastas? — ele arregalou os olhos.

— Aham. — balancei a cabeça, ele normalmente arrumava uma ou duas por dia, hoje tinha sete.

— Putz. Vou lá então. — Enzo pegou as coisas.

— Não vai nem reclamar? — Agora foi a Beth quem arregalou os olhos. — Você está bem, filho? — ela estranhou.

Enzo riu e pegou as coisas indo para a sala dele.

Eu não tinha tanto trabalho hoje, a hora demorou um pouco a passar, na hora do almoço fiquei na empresa mesmo, depois voltei para minha sala e organizei mais algumas papeladas. As duas o Enzo voltou, ele foi para a sala dele rapidinho, tinha bastante trabalho...

— Rafa, pode vir aqui um pouco? — meia hora depois de ter chegado Enzo me chamou na sala dele.

Levantei e fui até lá.

— Tem muito trabalho lá para você?

— Não, está tranquilo hoje...

— Me dá uma ajudinha com a pasta quatro? Não sei o que tenho que fazer com aquilo... — ele pediu mexendo no cabelo, parecia confuso mesmo.

— Tá, tudo bem. — dei de ombros e entrei na sala com ele.

Peguei uma cadeira e coloquei do lado da do Enzo, comecei a ajudá—lo com as notificações e os recibos. A porta da sala dele tinha ficado entreaberta.

Duas horas se passaram e a nós estávamos quase acabando todas as pastas. Augusto passou em frente a sala e parou, ficou nos olhando.

— Sabe que até da vontade de trabalhar com você? — ele me cutucou, não tínhamos notado o Augusto ali.

— É? Eu sei, sou muito boa. — falei me achando, brincando é claro.

— Hum... nossa, quanta eficiência! — ele zoou.

— Rá-rá para você tá. — cutuquei ele. — Pega aquelas duas folhas ali ainda, falta o carimbo e a ordem.

— Prontinho, Senhorita Belmontt. — ele carimbou as duas. — Agora esta vai para cá, e essa aqui na pasta... dois. é.

— Palmas! — bati palma para ele. — Muito bem Sr. Enzo, parece que alguém está se empenhando de verdade agora! — Sorri para ele. Ele realmente estava começando a levar a sério o trabalho.

— Você me incentiva. — ele sorriu terminando de fechar as pastas.

Nessa hora eu fui levantar e percebi o Augusto nos olhando da porta.

— É... hum... As pastas estão prontas? — ele perguntou disfarçando a indelicadeza de estar nos observando.

— Sim, tudo certo.

— Bom... muito bom. — ele sorriu orgulhoso do Enzo e pegou as pastas saindo da sala. — Rafaela, pode vir na minha sala um minuto? — dirigiu-se a mim.

— Claro. — Olhei para o Enzo um pouco preocupada, estava com medo de que a Bianca tivesse feito alguma fofoca para o Augusto.

Segui ele até sua sala, entrei e esperei que ele começasse a ordem de demissão.

— Gostei de ver você e o Enzo trabalhando juntos. Realmente parece que ele se empenha mais, nunca o vi trabalhar como hoje, na verdade, os dois me deixaram orgulhoso. — ele começou. — Por isso, acho que vou ter que lhe dar outro cargo na empresa.

— Outro... cargo?

— É. De agora em diante você passa a ser secretária do Enzo, e não mais estagiaria, tudo bem? Tudo bem se dividirem a sala dele ainda? Como ele trabalha melhor com sua supervisão, acho que seria mais viável...

— Secretária... do Enzo, na mesma sala? — Isso não daria certo, não iria mesmo. — Tudo bem... — Concordei, mas que não prestaria, ah não iria...

— Vou falar com ele agora e por hoje você já pode encerrar o trabalho, amanhã você começa na sala dele, ok?

— Ok. Obrigada.

Saí da sala e passei pelo Enzo.

— E aí? O que aconteceu? — ele perguntou.

— Enzo, preciso falar com você, venha aqui. — Augusto interrompeu. Eu fiz um ''sim'' com a cabeça e sorri de leve. Peguei minha bolsa na minha mesa e fui para o elevador.

— Pai?! O Senhor não... — o elevador fechou, Enzo estava achando que eu tinha sido demitida. Maluco. Ele ia é pular de alegria quando o pai dele falasse que eu seria a ''sua'' secretária, e eu ia começar a pagar meus pecados amanha, disso tinha certeza.

Quando contei para a Jú ela me zoou a noite toda praticamente, quase finquei a janta na cabeça dela.

Terça. Me arrumei e fui para a empresa. Fui a primeira a chegar, passei pela mesa da Beth, a minha não estava mais lá e fui para a minha nova sala.

Abri a porta e quase dei um grito.

— ENZO?! Seu maluco, desajustado, idiota, filho da mãe! Quer me matar do coração caramba?! — Fechei a porta e me escorrei nela com a mão no peito, meu coração estava a mil. Enzo estava encostado na mesa dele com os braços cruzados e um sorriso torto perfeito no rosto.

— Nossa, calma. — ele riu e veio até mim. — Tá bem? Precisa de água?

— Preciso que você explique o que aconteceu com sua cama, quebrou? Te jogaram água na cara de manhã? Dormiu aqui no escritório? Você sofre de insônia?!

— Calma Rafa, respira! — ele começou a rir.

— Respira... respira nada seu... seu... seu macumbeiro desgraçado. Meu coração não parou até agora tá! — ainda estava assustada.

— Deve ser porque se ele parar você morre né... — ele disse com uma pocker face.

— Ah, jura? — olhei irônica pra ele.

Enzo riu.

— Deixa eu ver. — ele mordeu o lábio de leve enquanto colocava a mão no meu peito. — Está acelerado mesmo, e parece que está ficando cada vez mais rápido. — Enzo foi chegando mais perto e sim, meu coração ia acelerando cada vez mais. Senti a respiração dele na minha boca.

— Você... você... por quê veio tão cedo hoje...?

— Porque vou passar o dia aqui dentro do teu lado, então quando mais tempo eu ficar aqui melhor. — ele disse no meu ouvido.

— É... é... e tem muita coisa para a gente fazer... — gaguejei.

— Aham, vamos começar logo então. — ele disse ainda perto de mim.

— Ok, vamos começar... — falei e fui passar por ele.

Enzo segurou meu braço e me pôs contra a parede iniciando um beijo roubado. E eu não recuei, nem um centímetro. Puxei seu cabelo e deixei que ele me enlouquecesse naqueles segundos.

— Agora que a gente começou... que tal se...

— AH! Seu tarado pervertido maníaco! Tá achando que eu vou ser a sua odalisca de escritório? Que só porque eu sou estagiária na empresa você vai usar e abusar de mim como quiser? Você... você... — ele me olhava confuso e eu percebi que estava viajando um pouquinho, Enzo me interrompeu.

— Não.. não... você está enganada...

— Acho muito bom mesmo!

— É que você não é mais estagiária... é minha secretária particular agora... — ele falou com tom brincalhão tirando com minha cara.

— Seu... seu... — dei uns tapas no ombro dele fazendo ele se encolher e rir.

— Seu o que? — ele segurou minhas mãos e deixou meu corpo contra a parede outra vez.

— Seu grande idiota.

— Linda.

— Idiota. Idiota. E idiota!

— Linda, linda e linda. — fez bico.

— Acha que só porque tem esse cabelo bagunçadinho, esse sorriso torto e esse cheiro maravilhoso que é dono do mundo?

— Não, só dono do que você sente. — ele disse no meu ouvido.

— Tosco. Cretino. Desgraçado. Idiota. Mil vezes idiota. — e eu estava me derretendo toda.

— Boba, mil vezes boba. Boba e linda. — ele dizia cheirando meu pescoço, me arrepiei.

— Eu te odeio. — retruquei fazendo birra.

— E eu te adoro. — ele sorriu olhando nos meus olhos.

Fiquei fazendo bico com cara de emburrada, ele ficou me olhando com um sorriso bobo até eu não aguentar e sorrir também.

Enzo me deu um selinho e estendeu a mão em direção a mesa para começarmos a trabalhar.

Passamos a manhã inteira trabalhando e cutucando um ao outro.

A semana passou desse jeito, e a cada dia eu gostava um pouco mais dele, mesmo sabendo do compromisso idiota com a Bianca, eu não queria deixar de viver aquilo, e sabia que ele não gostava dela, mas também não tinha certeza de que Enzo gostava de mim, não tanto quanto eu gostava dele. As vezes sentia medo de que para ele fosse só aventura, afinal de contas, ele casaria com a Bianca. Ele não desistiria de casar com ela para ficar comigo. E apesar dessa ficha já ter caído, eu queria continuar vivendo aquilo com ele. Mas jamais aceitaria ser amante se ele casasse com a Bianca. No fim das contas, decidi que iria somente viver. Um dia de cadavez.

Sexta chegou, eu parei de fazer academia porque meu trabalho na empresa havia aumentado nas últimas semanas. Eram quatro horas da madrugada e a campainha do apê tocou, a Jú dorme como pedra, então nem em sonho teria escutado, levantei da cama meio sonolenta, coloquei a pantufa e peguei um casaquinho leve só para jogar por cima da blusa do pijama. Fui para a sala esfregando o olho e pulei de susto quando abri a porta e vi o Enzo parado com um pequeno buquê de rosas vermelhas, ele sorriu.

— Enzo? — perguntei meio dormindo – O que está fazendo aqui? E essa hora?

— Não gostou da visita? — ele perguntou.

— Obvio que não, eu estava dormindo. — retruquei e dei passagem para ele.

— Nossa valeu hein. — ele riu baixinho. — Para você. — me estendeu o buquê.

— Hein? — perguntei confusa, ele estava me dando flores? As quatro da manhã?!

— Vem num lugar comigo? Quero te mostrar uma coisa.

— Enzo, são quatro horas. — falei de olhos fechados encostada na parede quase pegando no sono.

— E é por isso que você precisa se apressar um pouquinho. E já se arruma porque a gente vai direto para a empresa depois.

— Você está de brincadeira comigo né? — abri os olhos tentando encarar ele.

— Não. — ele sorriu leve.

— Onde a gente vai?

— Sem perguntas. Vai se trocar. — Enzo me deu um selinho e sentou no sofá.

— E se eu não quiser?

— Te levo de pijama. — ele deu de ombros.

— Idiota.

Enzo riu.

— Linda.

Mostrei a língua e fui para o quarto. Tomei um banho rápido para acordar, me arrumei e já disposta, fui para a sala.

— Pronto senhor filho da mãe.

— Senhor filho da mãe?

— É, você também adoraria que eu tocasse a sua campainha as quatro da madrugada.

— Você vai me agradecer depois. — ele deu de ombros. — Agora vem cá.

Enzo me puxou, segurou meu rosto e me beijou.

Saímos e ele dirigiu até a empresa.

— Enzo... assim... seu pai reclamava que você chegava tarde... mas não é por isso que você precisa ver o sol nasc... — então a ficha caiu. Nós íamos ver o sol nascer no terraço. Enzo deu a volta ao redor do carro e abriu a porta para mim.

— Será que agora você pode vir sem reclamar? — Perguntou me estendo a mão.

Eu a peguei e sorri sem saber o que dizer. Se ver o sol se pôr era incrível, imagina o que seria vê-lo nascer de lá.

Fomos até a empresa, Enzo desligou os alarmes e abriu a porta da frente, eu balancei a cabeça mordendo meu lábio, estava um pouco nervosa, ele só podia ser maluco mesmo.

Subimos até o terraço, o pequeno corredor que dava para a parte de fora parecia ainda mais sinistro devido a hora, Enzo abriu a porta e tudo lá em cima estava as escuras, senti logo a brisa fria e suave da madrugada tocar minha pele fazendo um arrepio percorrer meu corpo, ele sorriu e segurou minha mão outra vez, o céu ainda estava incrivelmente estrelado, maravilhoso. Enzo ligou um interruptor e várias luzes se acenderam por entre os canteiros de flores deixando o lugar visível. Aquilo sim era lindo. Muito mais lindo e incrível que qualquer outra vez, senti vontade de chorar naquele momento, uma alegria enorme tomava conta de mim, sorri para o Enzo comovida, ele sorriu de volta e passou a mão no meu rosto parando em minha frente. Meu coração acelerou.

Senti os lábios dele tocarem os meus de leve e logo com um pouco mais de intensidade, ele ergueu um pouco meu corpo, segurando firme e me abraçando apertado. Meus olhos estavam brilhando e eu sentia uma corrente de felicidade dentro de mim.

Fomos caminhando abraçados até a casinha de vidro e sentamos no divã. Ele deitou e ficou olhando para o céu, fiz o mesmo encantada.

Durante meia hora ficamos fazendo ligações entre as estrelas e montando imagens bobas na cabeça, Enzo criava as mais inimagináveis, pôneis tomando sorvete com os pinguins de madagascar, era a ideia mais aceitável entre as que ele descreveu.

— Pôneis o quê, Enzo? — olhei espantada quando ele saiu com aquela.

— É, olha, não tá vendo? Vai dizer que não parece um pônei?

— Você está precisando de óculos hein. — ri balançando a cabeça.

— É... na verdade se você fechar os olhos melhora... é que o brilho ofusca minha visão...

— Ai! Que bobo! — falei ficando toda bobinha com a brincadeira.

— É verdade. — sorriu. — Fecha os olhos.

Fechei os olhos e me arrepiei quando ele beijou meu pescoço de leve. Passei os dedos pelo cabelo dele fazendo um carinho enquanto o puxava para mais perto. Ele foi girando o corpo devagar e ficando por cima de mim. Seus lábios desceram pela linha do pescoço até chegar ao colo, depois voltou a subir dando mordidinhas leves até chegar no meu queixo e depois a minha boca.

Suas mãos seguraram firme meu corpo e o beijo se tornou quente. Comecei a erguer sua camiseta e arranhar de leve o peitoral, logo a peça de roupa estava no chão. A brisa fazia com que eu quisesse seu corpo mais unido ao meu. Sentei sobre minhas pernas e ele levantou minha blusa enquanto beijava meu pescoço. Eu já tinha tido outras experiências, mas estava tão profundamente ligada a ele naquele momento que o resto do mundo pareceu sumir, era como se fossemos só nos dois, sem cidade, sem carros, sem qualquer barulho, só o seu coração e o meu.

Enzo beijava meu pescoço enquanto mais peças de roupa iam para o chão, ele voltou a deitar por cima de mim e olhou nos meus olhos por um instante, foram os segundos em que tive a certeza de que nunca me arrependeria daquilo. Não importava o que acontecesse dali para frente.

Seu corpo se uniu ao meu e naquele momento eu só sabia de uma coisa: Eu jamais sentiria algo igual.

Nos amamos sob a luz das estrelas e da lua que brilhava como um sorriso no céu. A cada toque dele eu me sentia mais completa, mais viva. Suas mãos percorrendo meu corpo com tamanha vontade, minhas unhas deixando marcas vermelhas em sua pele, sua respiração nos meus cabelos e o suor pelo corpo.

Arqueei as costas e ele uniu nossos corpos mais uma vez, um prazer estremecedor nos percorreu e ele me beijou, no meio do beijo, com as respirações afobadas, sorrimos juntos.

Enzo deitou ao meu lado e puxou uma manta do sofá por cima de nós dois, me abraçou e ficamos daquele jeito, fechei os olhos e um sorriso ficou nos meus lábios. Tínhamos feito amor.

Estávamos os dois em silêncio, virei meu corpo e fiquei olhando as estrelas, Enzo olhava para mim.

— Olha! — apontei para o céu. — Uma estrela cadente, vai, faz um pedido!

Enzo estava quieto, olhei para ele.

— Não vai fazer um pedido? — sorri.

Ele pensou e balançou a cabeça negativamente.

— Não preciso. Você já é real.

Notas finais
Então? o que me dizem? HAHA Espero comentários e quem estiver gostando, aceito favoritamentos e recomendações, eles me fazem muiiito feliz u.u Não deixem de dar uma olhadinha em Segure minha mão, também posto MIC (já terminada), MIC II e Tequila com Limão... Beeeeeijos ;*