Opostos
1 Prólogo
Notas iniciais

– Até quando você vai continuar com isso Clary? Não acha que já está na hora de contar a sua mãe? — Izzy me indagou pelo telefone, enquanto eu optava por usar um vestido cor-de-rosa. Não que isso importasse, é claro.
Todos os meus vestidos — escolhidos pela minha mãe, é claro — eram rosas. Rosa claro, rosa escuro, rosa pink, rosa salmão, rosa creme, e mais mil tipos de cor de Rosa desconhecidos por mim. Mas muito conhecido pela minha mãe.
– A claro, — zombei (uma voz que só usava com ela e Maia) — O que você acha disso? — fiz uma voz irônica — Mamãe, e se eu te contasse que depois da escola, sempre minto pra você dizendo que vou a algum lugar, quando, na verdade, eu estou em um galpão abandonado ensaiando com a minha banda que você nem sabia da existência, porque, você despreza qualquer música que não é ópera clássica, você faria o que? Acorda Izzy, na melhor das hipóteses ela vai me mandar pra um internato da Suíça!
– Clary, — ouso Izzy suspirar do outro lado da linha — você não acha que está exagerando um pouco não?
– Eu exagerando Izzy? Ela nem me trata como mãe! Alguma vez você já ouviu ela me chamando de filha? Ou eu a chamando de mãe? — dou um suspiro cansado. — Tenho que desligar Izzy. Jocelyn está me chamando. — minto — Tchau. — desligo sem deixar ela responder.
Coloco meus sapatos também cor-de-rosa e me preparo para descer para um jantar comunitário. De novo. Mais fazer o que, ser uma patricinha definitivamente não estava nos meus planos. Só nos de Jocelyn.
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