Opostos
3 Não Pare
Notas iniciais
Paulo Guerra
– ALÍCIA VOLTA AQUI. – Gritei, mas, era tarde demais ela já tinha entrado no seu quarto e trancado a porta.
Quem essa idiota pensa que é? Eu deixei de transar com a maior gostosa por causa de uma “vingança” besta. Isso já tá passando dos limites, e tá ficando chato também.
Entro no banheiro e ligo o chuveiro, precisava daquilo pra esquecer a “ceninha” de mais cedo.
(...)
– Hey. – Digo chegando à cozinha e encontrando a Alícia preparando ovos e bacon, ela me ignorou.
– Alícia nem fazer charminho pra mim tá? Você foi errada. – Puxei seu braço a fazendo olhar pra, então a encarei.
– How, e você não foi quando aprontou comigo? – Falou sarcástica. — Não deve graça Paulo, você podia ter estragado meu cabelo.
– Bufei. – Certo o que eu fiz foi bastante infantil também, desculpa?
– Não espera eu ouvir bem? Paulo Guerra pedindo desculpas a alguém? Oh não é o apocalipse. – Falou irônica e arqueando sua sobrancelha direita.
– Alícia, vai me desculpar ou não? Caralho a gente tá agindo igual a duas crianças.
– A gente não, você. – Alicia sussurrou.
– Certeza? – Perguntei com cara de obvio.
– Bufou. – Certo, nós dois nos comportamos como criança, e eu te desculpo, e espero que você me desculpe também.
– Claro. – Rio fraco.
– Otimo. – Alícia falou em direção a porta. Paulo? – Me chamou.
– Oi?
– Ainda te odeio tá? – Abriu um sorriso.
– Também te odeio. – Retribuir o sorriso.
(...)
– Preciso que hoje você não saia do seu quarto. – Digo entrando no quarto da Alícia.
– Por quê? – Perguntou confusa.
– Porque eu hoje à noite eu vou dá uma festa, e não quero você circulando pela casa.
– Serio isso Paulo? Nossa como você é nojento. – Me olhou com desprezo.
– Reviro os olhos. – Certo, está avisada.
– Claro que não eu vou participar da festa.
– Não, você não vai Alícia.
(...)
A festa tinha acabado de começar, varias pessoas chegando aquele lugar tava ficando super cheio, vejo o Jaime meu amigo de longas datas, se aproximar de mim.
– Onde você conseguiu as bebidas?
– Tenho meus contados. – Rir malicioso e tomando um gole longo de vodka.
– Quem é aquela? – Disse apontando pra escada. – Ela é gostosa em? – Rio malicioso.
Droga Alícia. – Pensei.
– É mas, pode ir tirando os olhos dela. – Falei sério.
– É? Por quê? Sua namorada? – Jaime encarou sínico.
– Não, mas, a gente tá ficando. – Menti, conheço bem o Jaime e com certeza ele cairia matando na Alícia.
– Ah.
Entro no meio da multidão em busca da Alícia, o que essa louca tá pensando?
Á encontro ao lado do Jorge e da Valéria, meus amigos também, ela tava rindo bastante conhecendo esses dois com certeza já deviam ter oferecido bebida a ela e ela claro aceitou, idiota do jeito que é.
Aproximei-me deles e tentei puxar a Alícia pelos pulsos.
– Não. – Ela se soltou da minha mão.
– Qual é Paulo, deixa ela aqui. – Valéria falou, era a única sóbria dali.
– Não, Alicia vem. – Disse firme e serio.
– Não, eu não vou sair daqui e muito menos por que você quer.
– Otimo, então foda-se.
(...)
Love me Harder da Ariana ecoava pela minha casa, vi um tumulto, todo mundo em direção ao pequeno palco pra karaokê que eu tinha alugado e em seguida vi a música ser parada.
Ouvir a voz da Alícia pedindo para colocarem Gorilla do Bruno Mars, sério isso? Serio que ela ira cantar na minha festa? Nerd idiota.
Saio em direção a ela e vejo ela cantando as primeiras notas da música enquanto fazia movimentos conforme as batidas, vários olhares masculinos em cima dela e isso tava me incomodando pra caralho, afinal ela agora seria minha irmã não?
– ALÍCIA DESCE DAÍ AGORA. – Gritei, mas, ela preferiu me ignorar, chega acabou totalmente minha paciência.
Subir em cima do palco puxando o microfone da mão da Alícia.
– Acabou o show, voltem coma música.
– Não. – Alícia resmugou.
– Você vem por bem ou por mal?. – Alícia me ignorou e eu apeguei e coloquei sobre meus ombros.
– Para com isso seu filho da puta. – Ela gritava enquanto batia nas minhas costas, doía claro, mas já estava decidido a não deixar ela voltar mais para a festa, a levaria pro seu quarto e pronto.
– Me dá as chaves. – Disse assim que chegamos na porta do seu quarto e a coloquei no chão.
– Você não manda em mim. – Fez birra, caralho ela bêbada consegue ser mais chata que sóbria incrível isso.
– Nem vou insistir. – A coloquei de novo sobre meus ombros e fui direção ao meu quarto peguei minhas chaves e entrei junto com ela a joguei na minha cama.
– E o seguinte, fica aqui, e vê se não destrói nada.
– Fica comigo. – Ouvi Alícia sussurrar quando já estava prestes a girar a maçaneta e sair do quarto.
– Claro que não a festa é minha esqueceu?
– Por favor. – Disse se levantando e vindo até a mim meio que cambaleando.
Alícia tava tão próxima a mim, eu podia sentir seu corpo pressionando o meu contra a porta enquanto ela me encara com um olhar felino.
– Melhor você manter distancia Gusman. – Falei nervoso.
– Por quê? – Ela disse se aproximando mais de mim, já podia sentir sua respiração quente e pesada.
– Você tá bêbada, não quero me aproveitar de você e você é meio que minha “meia-irmã”
– Tem certeza que só é isso? – Ela falou mordendo os lábios.
– Se eu começar eu não paro. – Falei com a voz rouca e nervosa.
– E quem disse que eu quero que você pare? – Falou encostando seus lábios nos meus.
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