Opostos
6 Capítulo 6
Me troquei e fui para escola. Já tinha uma coisa em mente, se Mel não me ligasse ou não desse nenhum sinal de vida eu iria engolir meu orgulho e ir falar com ela. Quanto mais rapido resolvermos isso melhor, ficar esperando muito nunca é bom.
Quando não vi Lia no patio subi direto para a sala, nerd do jeito que é já deveria ter entrado. Fiquei surpresa quando vi a sala totalmente vazia, a não ser por Miguel que estava sentado sozinho lá no fundo.
– Oi. — sussurrei enquanto colocava minha bolsa em cima da mesa. Miguel abanou a mão. Agora conhecendo ele um pouco melhor, vi que eu havia exagerado muito no começo, Miguel não é tão irritante quanto pensei que fosse. Ele até que é bem legal e todo aquele lence de ficar preocupado comigo até que foi meio fofo. É, quem sabe com alguns dias eu até possa mudar a minha opinião sobre ele.
Miguel se levantou e veio até mim.
– E o roteiro? — perguntou. Mordi os labios me lembrando de Mel. – Tenho que fazer alguns ajustes, mas minha amiga já vai me entregar. Ele ia dizer alguma coisa, mas fomos interrompidos pela voz de Fatinha e de outras três meninas, elas nos encararam com um sorriso nos labios, mas não falaram nada.
– É incrível como você deixa elas todas bobas. — sussurrei Miguel ficou vermelho e escondeu um sorriso.
– Então, não preciso ir na biblioteca hoje né? — perguntou mudando de assunto Neguei com a cabeça
– Não, hoje é sexta feira, aproveita seu final de semana porque na segunda vamos começar a ensaiar e vai ser muito trabalhoso. Ele assentiu e se virou, mas antes de voltar para o seu lugar se aproximou novamente e perguntou.
– Ta melhor? — fiz uma cara de duvida, mesmo sabendo exatamente o que ele queria dizer — sobre ontem, tá melhor?
– Ah. Espero resolver isso hoje. Sem falar mais nada ele voltou para o seu lugar.
Enterrei minha cabeça nos livros, precisava dormir um pouco. Havia ficado a noite inteira acordada depois da discução com Mel, fiquei esperando uma unica mensagem dela para poder dormir bem, mas nada chegou no meu celular.
POV MIGUEL
Ainda não tenho um pensamento concreto sobre essa escola. Eu gosto daqui mas ao mesmo tempo tenho um pouco de vontade de sair correndo para bem longe. Aqui todos ficam de panelinha, dificilmente alguém legal vem falar comigo e as garotas só me olham como se quisessem me comer vivo, é serio. É claro que a parte em que as meninas me olham com desejo é boa, me assusta um pouco, mas é bom.
Até ja sai com algumas meninas daqui e foi bem legal. Mas ai no outro dia elas nem olham para a minha cara, me sinto como um objeto. Meio gay isso né? É, eu sei.
Mas eu não sou assim, não quero ser tratado como o pegador, quero alguma coisa seria com alguém. Gosto disso. Bom, mas enquanto essa garota não entra na minha vida, o jeito é me divertir com as outras não é?
Juliana estava caminhando sozinha pela escola tinha em suas mãos um monte de livros, quando me viu veio até mim. Estava sentado em um banco perto do refeitório como sempre sozinho. Quando se aproximou me entregou um dos livros.
– Eu peguei esses livros na biblioteca para ler é tudo sobre a 2° guerra mundial, toma leia esse.
– O diario de Anne Frank? — perguntei — Para que? Ela revirou os olhos. – Para ler né. A bibliotecária falou que é o diario de uma menina que relata no livro todos os acontecimentos na segunda guerra e... Ela estava toda confiante falando cuidadosamente palavra por palavra, tentando resumir o livro, mas eu precisava interrompe-la. Não consegui me segurar.
– Eu sei, eu já li. — botei o meu melhor sorriso na cara Ela ficou surpresa.
– Você já leu? – Já sim e você? — ela negou com a cabeça ainda com os olhos cheios de surpresa — O livro é muito bom, acho melhor você ler ele, já que é você quem fara os papeis dos judeus. Anne Frank era uma judia, vai te ajudar com os personagens, você vai poder entender como eles viviam, o medo que sentiam... Antes que eu pudesse terminar de me exibir Juliana me interrompeu.
– Eu vou ler. — pegou o livro da minha mão.
– Você vai gostar. — continuei falando. Era muito bom ver ela com aquela cara, um misto de surpresa e vergonha. Ela deu um sorrisinho e eu juro que vi um pedido de desculpas ali. Ficamos um tempo nos encarando em silêncio até que ela resolveu falar.
– Eu sei que te falei que não iriamos fazer nada até segunda feira, mas eu estava pensando em adiantar o trabalho, vou pegar o roteiro hoje ai estava pensando se você não for fazer nada podia ir la em casa amanhã para a gente dar uma revisada.
– Na sua casa? — perguntei um pouco desconfiado — Juliana você está mesmo me chamando para ir na sua casa? Ela riu e me deu um tapa no ombro.
– Não desse jeito, estou te chamando para ir fazer o trabalho. A biblioteca tá fechada. Assenti com a cabeça enquanto parava com a risada. – Tudo bem, me passa depois o endereço.
Sem falar nada ela saiu e foi de encontro com uma outra menina da sala. Fiquei a observando enquanto se movia para longe, na verdade seus movimentos pareciam mais com flutuar. Tem alguma coisa nela que me faz ficar alegre, é só ela chegar e pronto, tudo se ilumina em sua volta, tudo fica mais colorido. Ela é diferente de todas as outras garotas daqui e não digo isso só porque ela não está nem um pouco interessada em mim, é que ela é diferente mesmo.
Uma garota da minha sala veio em minha direção, tentei rapidamente me lembrar o nome dela, mas nada veio a cabeça. Ela meio alta e loira, pensei, pensei e pensei mas não consegui lembrar nada.
Ela me cumprimentou com um longo e delicioso beijo no rosto e se sentou ao meu lado.
– Miguel não é? — concordei ainda me recuperando do beijo - o que vai fazer amanhã? Dei de ombros.
– Nada. — menti Ela sorriu e me entregou um pedaço de papel amassado. – Esse é o meu endereço, me liga. Quero muito sair com você. A proposito, meu nome é Fatinha.
Saiu sem falar nada me deixando com um sorriso bobo no rosto. Por mais que eu não goste de meninas atiradas aquele beijo tinha me deixado curioso e eu precisava mesmo provar do resto. É, parece que Juliana vai ter que começar o trabalho sozinha.
POV JULIANA
fui até a casa de Mel afinal precisava perguntar pra ela se ela era Gay... e urgente ! Ao chegar a porta respirei fundo para tocar a campainha... Quando estava quase para ir embora Mel abre a porta. Ela estava usando uma camisa branca e um shortinho preto, isso quer dizer que ela estava dormindo.
– Oi. – disse com um pouco de medo – O que veio fazer aqui ? – ela disse em um tom um pouco surpreso – Preciso te perguntar uma coisa, não sei bem se vai te magoar o que eu vou perguntar mas eu preciso saber ! Você é gay ?
– Sou... – ela disse de uma forma rapida e como se o que ela acabará de dizer fosse a coisa mais normal do mundo – achei que você ja sabia ? Fiquei meio chocada mas depois fui lembrando que ela sempre me dava suspeitas disso, mas em minha cabeça, isso jamas poderia ocorrer...
– Você não vai sair correndo ? – ela disse em meio a risos
– Não boba. Espero que a gente esteja bem
– A gente sempre esteve ! É que eu só tenho um pouco de ciúmes de você com a Lia... Mas não precisa se preocupar, é um ciúme de amigas viu ? Ela disse dando um leve sorriso
– Ah sua boba ! vem cá... Demos um abraço e quando eu ja estava saindo ela disse: – Juliana. — me virei — O roteiro está em cima da mesa.
Me troquei e fui para escola. Já tinha uma coisa em mente, se Mel não me ligasse ou não desse nenhum sinal de vida eu iria engolir meu orgulho e ir falar com ela. Quanto mais rapido resolvermos isso melhor, ficar esperando muito nunca é bom.
Quando não vi Lia no patio subi direto para a sala, nerd do jeito que é já deveria ter entrado. Fiquei surpresa quando vi a sala totalmente vazia, a não ser por Miguel que estava sentado sozinho lá no fundo.
– Oi. — sussurrei enquanto colocava minha bolsa em cima da mesa.
Miguel abanou a mão. Agora conhecendo ele um pouco melhor, vi que eu havia exagerado muito no começo, Miguel não é tão irritante quanto pensei que fosse. Ele até que é bem legal e todo aquele lence de ficar preocupado comigo até que foi meio fofo. É, quem sabe com alguns dias eu até possa mudar a minha opinião sobre ele.
Miguel se levantou e veio até mim.
– E o roteiro? — perguntou.
Mordi os labios me lembrando de Mel.
– Tenho que fazer alguns ajustes, mas minha amiga já vai me entregar.
Ele ia dizer alguma coisa, mas fomos interrompidos pela voz de Fatinha e de outras três meninas, elas nos encararam com um sorriso nos labios, mas não falaram nada.
– É incrível como você deixa elas todas bobas. — sussurrei
Miguel ficou vermelho e escondeu um sorriso.
– Então, não preciso ir na biblioteca hoje né? — perguntou mudando de assunto
Neguei com a cabeça
– Não, hoje é sexta feira, aproveita seu final de semana porque na segunda vamos começar a ensaiar e vai ser muito trabalhoso.
Ele assentiu e se virou, mas antes de voltar para o seu lugar se aproximou novamente e perguntou.
– Ta melhor? — fiz uma cara de duvida, mesmo sabendo exatamente o que ele queria dizer — sobre ontem, tá melhor?
– Ah. Espero resolver isso hoje.
Sem falar mais nada ele voltou para o seu lugar.
Enterrei minha cabeça nos livros, precisava dormir um pouco. Havia ficado a noite inteira acordada depois da discução com Mel, fiquei esperando uma unica mensagem dela para poder dormir bem, mas nada chegou no meu celular.
POV MIGUEL
Ainda não tenho um pensamento concreto sobre essa escola. Eu gosto daqui mas ao mesmo tempo tenho um pouco de vontade de sair correndo para bem longe. Aqui todos ficam de panelinha, dificilmente alguém legal vem falar comigo e as garotas só me olham como se quisessem me comer vivo, é serio. É claro que a parte em que as meninas me olham com desejo é boa, me assusta um pouco, mas é bom. Até ja sai com algumas meninas daqui e foi bem legal. Mas ai no outro dia elas nem olham para a minha cara, me sinto como um objeto. Meio gay isso né? É, eu sei.
Mas eu não sou assim, não quero ser tratado como o pegador, quero alguma coisa seria com alguém. Gosto disso. Bom, mas enquanto essa garota não entra na minha vida, o jeito é me divertir com as outras não é?
Juliana estava caminhando sozinha pela escola tinha em suas mãos um monte de livros, quando me viu veio até mim. Estava sentado em um banco perto do refeitório como sempre sozinho. Quando se aproximou me entregou um dos livros.
– Eu peguei esses livros na biblioteca para ler é tudo sobre a 2° guerra mundial, toma leia esse.
– O diario de Anne Frank? — perguntei — Para que?
Ela revirou os olhos.
– Para ler né. A bibliotecária falou que é o diario de uma menina que relata no livro todos os acontecimentos na segunda guerra e...
Ela estava toda confiante falando cuidadosamente palavra por palavra, tentando resumir o livro, mas eu precisava interrompe-la. Não consegui me segurar.
– Eu sei, eu já li. — botei o meu melhor sorriso na cara
Ela ficou surpresa.
– Você já leu?
– Já sim e você? — ela negou com a cabeça ainda com os olhos cheios de surpresa — O livro é muito bom, acho melhor você ler ele, já que é você quem fara os papeis dos judeus. Anne Frank era uma judia, vai te ajudar com os personagens, você vai poder entender como eles viviam, o medo que sentiam...
Antes que eu pudesse terminar de me exibir Juliana me interrompeu.
– Eu vou ler. — pegou o livro da minha mão.
– Você vai gostar. — continuei falando.
Era muito bom ver ela com aquela cara, um misto de surpresa e vergonha. Ela deu um sorrisinho e eu juro que vi um pedido de desculpas ali. Ficamos um tempo nos encarando em silêncio até que ela resolveu falar.
– Eu sei que te falei que não iriamos fazer nada até segunda feira, mas eu estava pensando em adiantar o trabalho, vou pegar o roteiro hoje ai estava pensando se você não for fazer nada podia ir la em casa amanhã para a gente dar uma revisada.
– Na sua casa? — perguntei um pouco desconfiado — Juliana você está mesmo me chamando para ir na sua casa?
Ela riu e me deu um tapa no ombro.
– Não desse jeito, estou te chamando para ir fazer o trabalho. A biblioteca tá fechada.
Assenti com a cabeça enquanto parava com a risada.
– Tudo bem, me passa depois o endereço.
Sem falar nada ela saiu e foi de encontro com uma outra menina da sala. Fiquei a observando enquanto se movia para longe, na verdade seus movimentos pareciam mais com flutuar.
Tem alguma coisa nela que me faz ficar alegre, é só ela chegar e pronto, tudo se ilumina em sua volta, tudo fica mais colorido. Ela é diferente de todas as outras garotas daqui e não digo isso só porque ela não está nem um pouco interessada em mim, é que ela é diferente mesmo.
Uma garota da minha sala veio em minha direção, tentei rapidamente me lembrar o nome dela, mas nada veio a cabeça. Ela meio alta e loira, pensei, pensei e pensei mas não consegui lembrar nada.
Ela me cumprimentou com um longo e delicioso beijo no rosto e se sentou ao meu lado.
– Miguel não é? — concordei ainda me recuperando do beijo — o que vai fazer amanhã?
Dei de ombros.
– Nada. — menti
Ela sorriu e me entregou um pedaço de papel amassado.
– Esse é o meu endereço, me liga. Quero muito sair com você. A proposito, meu nome é Fatinha.
Saiu sem falar nada me deixando com um sorriso bobo no rosto. Por mais que eu não goste de meninas atiradas aquele beijo tinha me deixado curioso e eu precisava mesmo provar do resto. É, parece que Juliana vai ter que começar o trabalho sozinha.
POV JULIANA
fui até a casa de Mel afinal precisava perguntar pra ela se ela era Gay... e urgente !
Ao chegar a porta respirei fundo para tocar a campainha... Quando estava quase para ir embora Mel abre a porta. Ela estava usando uma camisa branca e um shortinho preto, isso quer dizer que ela estava dormindo.
– Oi. – disse com um pouco de medo
– O que veio fazer aqui ? – ela disse em um tom um pouco surpreso
– Preciso te perguntar uma coisa, não sei bem se vai te magoar o que eu vou perguntar mas eu preciso saber ! Você é gay ?
– Sou... – ela disse de uma forma rapida e como se o que ela acabará de dizer fosse a coisa mais normal do mundo – achei que você ja sabia ?
Fiquei meio chocada mas depois fui lembrando que ela sempre me dava suspeitas disso, mas em minha cabeça, isso jamais poderia ocorrer...
– Você não vai sair correndo ? – ela disse em meio a risos
– Não boba. Espero que a gente esteja bem
– A gente sempre esteve ! É que eu só tenho um pouco de ciúmes de você com a Lia... Mas não precisa se preocupar, é um ciúme de amigas viu ? Ela disse dando um leve sorriso
– Ah sua boba ! vem cá...
Demos um abraço e quando eu ja estava saindo ela disse:
– Juliana. — me virei — O roteiro está em cima da mesa.
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