Opostos

50 Passo sério


Notas iniciais
Olá queridos leitores!
Corri com esse capítulo pra não deixar vcs esperando muito, espero que valha a pena =)
Dedico as novas leitoras
S2sLovely
GahbibolSt e
SamanthaBakerHaner
Ótima leitura a todos =)

No dia seguinte Mateus ao sair do trabalho vai mais uma vez a casa de Patrícia, porém ao chegar, é recebido pela mãe dela.

— Boa noite dona Carmem, posso ver a Paty?

— Boa noite Mateus, entra e espera um pouquinho, ela está no banho.

— Patrícia no banho? Então vai demorar...

— Levando em consideração que ela acabou de ligar o chuveiro, vai sim. – diz com um sorriso. – Fique a vontade. – diz ao se virar para sair da sala.

— Dona Carmem, aproveitando que ela está no banho, gostaria de falar com a senhora.

— Comigo? Sobre? – pergunta desconfiada.

— Sobre a Paty e o meu futuro com ela.

A mãe de Patrícia cruza os braços e fica com o semblante sério. Dirige-se até Mateus e se senta no sofá logo a frente dele. Faz um gesto pra que ele se sente.

— Começa. – diz séria e sem tirar os olhos do rapaz.

Mateus está nervoso e sente arrepios na espinha ao notar o olhar de dona Carmem sobre ele, mas não pode esconder o que planeja da mãe da Patrícia.

— Sei que fui um moleque com a Patrícia, um irresponsável.

— Disso eu também sei, mas a culpa não foi só sua, os dois erraram.

— Não dona Carmem, eu assumo toda a culpa. Menti pra sua filha.

— Mentiu? Como assim mentiu?

— A Patrícia até hoje não sabe explicar como engravidou, porque pra ela usamos camisinha, mas não usamos. Disse pra ela que usei, mas era mentira.

Dona Carmem apenas o olha por alguns instantes. Mateus não sabe onde enfiar a cara.

— Você é muito mais irresponsável do que eu pensei rapaz.

— Sei que errei e feio dona Carmem, mas pode acreditar quando eu digo que mudei.

— A Patrícia sabe disso? Da sua mentira que resultou na gravidez fora de hora dela?

— Não. Fiquei com medo de dizer a ela.

Dona Carmem o olha. Mateus parece um gatinho assustado diante dela, mas a encara nos olhos apesar do medo aparente.

— Certo Mateus, mas afinal, aonde você quer chegar? Se me lembro bem você disse que queria falar sobre seu futuro juntamente com o da minha filha.

— Isso mesmo. Eu quero dar toda a assistência tanto pra Paty como pro neném.

— Acho bom, afinal você tem uma grande responsabilidade nisso tudo.

— Eu sei e não quero fugir dela.

— Ótimo, mas que tipo de assistência é essa que você diz? Porque digo logo que se isso significar que todo fim de mês você vai aparecer aqui com um litro de leite e um pacote de fraldas...

— Não dona Carmem, a assistência que digo vai muito além disso. Eu quero casar com a Patrícia.

— Como?

— Isso mesmo que a senhora ouviu. Quero casar com ela.

A mãe de Patrícia dá um riso debochado.

— Já ouvi essa conversa antes Mateus. Quando engravidei da Patrícia o pai dela casou comigo, alegando que queria fazer as coisas certas. Assim que ela nasceu, na primeira dificuldade que surgiu ele mudou e na primeira oportunidade foi embora, me deixando sozinha com a Patrícia ainda bêbê.

— A Patrícia me contou mais ou menos sobre isso.

— Por isso mesmo se você está pensando em casar só pra iludir a minha filha, acho melhor...

— Não dona Carmem, é sério. Não quero casar por obrigação ou pra tentar amenizar as coisas, nada disso. Eu amo a Paty de verdade.

— Ama... Vamos ver se seu amor dura até a primeira dificuldade ou até as contas aumentarem de um jeito que você não vai saber o que fazer pra se virar.

— Sei que pra senhora sou apenas um moleque inconseqüente e irresponsável e não fico ofendido por isso. Como minha mãe sempre me diz quem faz a fama que deite na cama. É isso ou mais ou menos isso, mas que seja. Fiz por merecer esse conceito que a senhora tem de mim, mas eu amo a Patrícia e quero casar com ela ciente de todas as coisas que vamos passar, tanto as boas como as ruins.

A mãe de Patrícia apenas o olha, sem dizer uma única palavra.

— Tive essa mesma conversa com a minha mãe e do mesmo jeito que pedi pra ela, quero pedir pra senhora. Pedir que nos dê a sua benção.

A mãe de Patrícia continua calada. O som do chuveiro continua o que mostra que Patrícia ainda está no banho.

— Onde vão viver?

— Até o neném nascer vamos ficar na minha casa, mas só por um tempo.

— Um tempo que você não sabe precisar não é?

— Não, não sei. Mas sua filha estará muito bem cuidada, posso lhe garantir isso.

— A Patrícia é a única pessoa que eu tenho na vida rapaz. Ela já sofreu muito por você.

— Eu sei e não me orgulho nem um pouco disso. – diz com a cabeça baixa.

— Mas se eu disser que ela não te ama, será mentira. Ela está muito feliz desde que vocês voltaram e é assim que quero continuar vendo minha filha. Feliz.

Mateus levanta a cabeça e olha dona Carmem, que parece olhar para um ponto qualquer na sala.

— Se você fizer a minha filha sofrer de novo, eu te mato garoto!

— Então devo entender isso como um sim? A senhora abençoa o casamento da gente?

— Quero ver a minha filha feliz. Se você diz que ela será, então que assim seja. Abençôo vocês sim.

Mateus se levanta do sofá e vai até ela, lhe abraçando. Inicialmente ele fica receosa, mas sente que o rapaz não está apenas fingindo.

— Mas quanto a te matar se ela sofrer é verdade!

— Eu sei. Mas não vai ser necessário, pode confiar em mim.

Enquanto conversavam, o barulho do chuveiro para. Patrícia logo sairia do banheiro.

— Eu queria conversar umas coisas sobre o casamento com a senhora, mas com ela aqui não vai dar, não quero que ela ouça.

— Porque não?

— Quero fazer uma surpresa pra ela. Tive uma idéia, mas preciso saber se a senhora aceita.

— O que é?

— A minha mãe já sabe o que vou fazer, já contei tudo pra ela. A senhora poderia falar com a minha mãe. Posso pedir pra ela vir aqui?

— Pode, mas a Patrícia vai estar aqui do mesmo jeito.

— Não vai não, eu saio com ela. Quando minha mãe e a senhora já tiverem conversado, a senhora liga pra Patrícia e diz que a quer em casa e aí eu a trago de volta.

— Você até que é espertinho.

Mateus ri.

— Posso ligar pra minha mãe então? Dizer pra ela vir aqui?

— Pode.

Enquanto Mateus liga para a mãe e explica rapidamente o que planejou, Patrícia sai do banheiro.

— Que menina mais cheirosa! – diz ele indo ao encontro dela e lhe dando um selinho.

— Nossa, nem sabia que você estava aqui. Chegou faz tempo?

— Nem cinco minutos.

A mãe de Patrícia sorri e sai da sala, os deixando a sós.

— Ta um tempo legal lá fora, quer sair um pouco? – pergunta Mateus.

— Até que a idéia é boa. Mas posso comer algo antes? To morrendo de fome.

— Comemos em algum lugar na rua.

— Tudo bem então, só vou trocar de roupa.

— Por quê? Qual o problema com essa?

— Não está estranha?

Patrícia estava com um vestido rodado que marcava bem sua barriga.

— Não, está linda. Vamos?

— Se você diz, então vamos.

Patrícia avisa a mãe e sai com Mateus. Durante o caminho conversam sobre vários assuntos, entre eles a formatura.

— E o seu discurso? Já terminou?

— Não e sinceramente acho que não vou conseguir terminar. É muito mais complicado do que pensei.

— Ainda tem alguns dias, relaxa.

— Não dá. Acho que vou falar pra professora colocar outra pessoa no meu lugar enquanto dá tempo.

— Nem pense nisso! Você tem que ser a oradora. – diz um pouco exaltado.

— Eita! Parece que você está mais empolgado que eu.

— Não é isso, é que está muito em cima da hora e não vai dar tempo de ver outra pessoa pro seu lugar. Aí nossa turma vai ser a única sem orador.

— Verdade, você tem razão. Deixa, vou pensar mais um pouco. Algo tenho que conseguir.

— Você vai, pode ter certeza.

Eles param um uma lanchonete para que Patrícia coma alguma coisa. Eles ficam um bom tempo por lá, até que a mãe de Patrícia liga, dizendo que é melhor ela voltar pois está ficando tarde.

Mateus entende o recado e leva Patrícia de volta pra casa. Ao chegar ao portão da casa da namorada, ele lhe segura a mão e não a deixa entrar.

— O que foi? – pergunta ela.

— Fica mais um pouquinho aqui comigo vai...

— Já vi tudo! Continua emo. – brinca ela ao lhe abraçar pelo pescoço.

— Mulher não sabe o que quer também né? Se não damos atenção vocês reclamam, se queremos atenção estamos emos...

Patrícia ri e eles se beijam.

Mateus toma cuidado na forma como abraça Patrícia, afinal agora existia uma enorme barriga entre eles.

— Não queria que você fosse... – diz Patrícia ainda abraçada ao pescoço dele.

— Ué, não to emo demais pra você? – pergunta debochado.

— Até que eu gosto de você assim sabia? – diz sorrindo.

— Me agüentaria assim pra sempre?

— Emo você diz?

— No geral Paty. Acha que me agüentaria pra sempre?

— Não sei, mas acho que sim.

— Acha? Só?

Patrícia ri.

— E você? Me agüentaria pra sempre?

— Quem sabe? Talvez...

— Besta! – diz Patrícia dando um tapa no braço de Mateus que ri.

— Boa noite bolinha. – diz dando um selinho em Patrícia.

— Bolinha?

— É. Você está parecendo uma bolinha.

Patrícia cruza os braços e faz um bico.

— Se estou assim à culpa é sua viu!

Mateus ri e a abraça novamente, agora pela cintura e mais uma vez com todo o cuidado possível.

— Mas é a minha bolinha. – diz lhe dando um beijo carinhoso. – Agora tenho que ir.

Eles se despedem e Mateus vai embora. Ao chegar em casa conversa com a mãe.

— Tudo bem com a dona Carmem mãe?

— Tudo sim. Você vai ter uma sogra carne de pescoço...

— Eu sei. – diz sorrindo – Mas pela Paty vale a pena.

— Você está mesmo mudado. Fico orgulhosa por isso, mas ao mesmo tempo tenho medo por você.

— O que quer dizer mãe?

— Filho, casamento não é brincadeira de casinha. Acho muito legal essa sua atitude, mas por mais que você não concorde comigo, você e essa moça são muito imaturos pra encarar um compromisso desses. Vocês são muito novos ainda.

— Mãe, entendo o que quer me dizer. Tive uma conversa parecida com a mãe da Paty também. Mas por favor, me dêem um voto de confiança. Sei que não vai ser fácil, mas eu quero tentar.

— Ok filho, mas e se você ver que sua tentativa não deu certo?

— Prometi pra senhora que não machucaria os sentimentos de ninguém e que não seria como meu pai não é? Pois bem, estou cumprindo a promessa que fiz e é assim que vai continuar a ser.

— Filho...

— Dona Dora, sei o terreno que estou pisando. Confia em mim. – diz ao dar um beijo no rosto da mãe e sair.

Notas finais
E aí, gostaram? Mereço reviews??????
Espero que sim =)
Ah, quero agradecer a todos os leitores que tem colaborado com o andamento dessa fic.
Ela é a primeira fic que escrevo que passa doa 1000 reviews e isso não seria possível sem vcs. Muito obrigada =)
Um bju especial a leitora Samyni que foi a leitora que deixou o review número 1000!
Grande bju a todos e até o próximo =)
P.S: Estou postando a segunda temporada de Chance!!!!Quero ver todos vcs por lá tbm ok?
Bjus!