Opostos
5 Despedaçada
Notas iniciais
Mais uma vez quero ressaltar a felicidade que fico quando vejo os reviews de vcs.
Como vcs amam, odeiam, enfim, como vcs se permitem fazer parte das minhas fics.
Muito obrigada mesmo =)
Aí vai mais um capítulo, espero que gostem tanto quanto gostaram dos outros.
Bjus e ótima leitura ;)
Durante o intervalo Fabiana diz tudo o que conversou com Luis para Cecília.
- Ele é um fofo amiga! – diz com os olhos brilhando.
— E o que mais conversaram? Ele disse algo sobre vocês ficarem? – pergunta Cecília.
— Não. Ainda não, mas acho que não vai demorar muito não. Tomara viu, não vejo a hora! – diz rindo.
— Quando acontecer me conta ta?
— Lógico né! Mas e você, como está? Melhorou sobre o assunto Mateus?
— Na verdade melhorar não melhorei, mas estou tentando me distrair com alguma coisa, pra não ficar pensando sabe?
— Sei. Na saída você vai querer mudar de caminho?
— Não, por quê?
— Eles vão ficar na saída Cissa e com certeza vai ser lá na praça que passamos todos os dias. Corremos o risco de ver os dois juntos.
— Droga, não tinha pensado nisso.
— Podemos demorar um pouco pra ir embora.
— Não, acho que os dois já vão fazer isso. Melhor assim que bater o sinal irmos antes deles, aí não corro risco nenhum.
— Verdade, melhor mesmo.
Elas continuam conversando quando Murilo passa por elas, mas pelo outro lado do pátio. Está com o semblante sério. Senta-se na escada e fica ouvindo música no celular.
— Esse cara é muito estranho, não fala com ninguém e vive de cara amarrada. – diz Fabiana baixo para a amiga.
— Não foi você que disse que estava gostando dele depois das respostas que deu na aula de física? – diz Cecília rindo sarcasticamente.
— Sim, mas que ele é estranho é. Nunca vi ele falando com ninguém desde o dia que chegou.
— Você que não deve ter visto. Hoje mesmo na educação física ele falou comigo e me ensinou a jogar xadrez.
— Sério? – diz surpresa.
— É E ele parece ser legal. Tem os olhos lindos.
— Nunca parei pra reparar.
— Claro agora você só repara no Luis – diz Cecília rindo e deixando a amiga sem graça.
— Sua boba!
— E não é verdade?
— Só um pouco... – responde rindo também.
Após algum tempo bate o sinal e elas vão para a sala.
— Duas aulas seguidas de matemática – resmunga Fabiana – Não vou resistir a essa tortura!
Cecília ri e segue para a classe com a amiga. Não demora muito até que a professora chegue.
— Bom dia – diz ela – Semana passada passei alguns exercícios e vi que muitos estão com certas dificuldades, então vou fazer uma revisão, Formem grupos de quatro integrantes, por favor.
Fabiana na mesma hora vira a cadeira, ficando ao lado de Cecília. Mateus forma seu grupo com dois de seus amigos e Patrícia. Cecília está morrendo de raiva, mas faz o possível pra não dar na cara.
— Todos os grupos estão formados? – pergunta a professora.
— Aqui está faltando duas pessoas professora. – diz Cecília.
Pra ela todos os grupos já haviam sido formados, então faria uma dupla com Fabiana.
— Não, ali tem uma dupla sozinha também – diz a professora – Vocês dois, se juntem com elas aqui, por favor.
Ao olharem para ver com quem a professora falava, Cecília e Fabiana notam que Luis e Murilo eram a dupla com a qual fariam o trabalho.
— Aí meu Deus, adoro matemática! – diz Fabiana.
— Agora né sua espertinha! – brinca Cecília.
Os rapazes sentam. Luis puxa assunto.
— Tudo bem se ficarmos aqui?
— Claro quatro cabeças pensam melhor que uma não é? – diz Fabiana sem dar a chance de Cecília abrir a boca.
A professora distribui algumas folhas nas mesas de cada grupo e dá algumas explicações. Avisa que o exercício deve ser entregue antes que vão embora.
Os três lêem, mas parecem não entender muito bem. Fabiana então passa a folha para a amiga.
— Isso é um trabalho para a minha CDF preferida!
— Engraçadinha – resmunga Cecília lendo o exercício.
— Isso é fácil!
— Só se for pra você, porque não estou entendendo nada! – diz Luis.
— Parece confuso, mas não é. Prestem atenção.
Cecília começa a explicar. Os três prestam a atenção em tudo o que ela diz.
— Realmente, com você falando assim parece ser fácil mesmo. – diz Luis.
— A Cissa é fera em todas as matérias. Por isso sempre estudo com ela. – diz Fabiana.
— Só por isso é? Bom saber! – diz Cecília.
— Brincadeira amiga! Você sabe que te adoro né?
— Sei... – responde rindo – Agora vamos cada um fazer um, assim terminamos mais rápido diz ela.
Cada um então pega um exercício e faz. O tempo passa logo e quando menos esperam o sinal bate.
— Todos terminaram? – pergunta Luis.
Cecília e Fabiana sim, mas Murilo não.
— Putz, temos que entregar antes de ir embora. – diz Fabiana.
— Podem ir, eu termino já. – diz Murilo.
— Vamos? – diz Luis a Fabiana.
Ela olha para Cecília com um olhar que parece implorar e a amiga entende.
— Pode ir Fabi, eu vou depois.
— Tudo bem. Beijos, depois te ligo.
Cecília senta ao lado de Murilo.
— Onde está com dificuldade?
— Não esquenta comigo, pode ir, sua amiga ta te esperando.
— Não senhor. Você me ensinou xadrez, eu te ensino matemática. – diz sorrindo
— Troca de favores é? – diz sorrindo fazendo Cecília rir também.
— Pode ser, mas fala, onde está complicado aí?
— Aqui – diz mostrando o exercício – o resultado não está batendo.
Cecília olha o exercício.
— Ah ta, você trocou os sinais. Isso muda a conta toda.
— Turma, entreguem os exercícios. – diz a professora.
Todos entregam os exercícios e saem inclusive o grupo de Mateus. Apenas Cecília e Murilo ficam na classe.
— Pessoal preciso ir embora. – diz a professora para Cecília.
— Só um minuto professora estamos acabando.
— Já vou indo para a sala dos professores. Assim que terminarem me levem.
— Ok. – dizem os dois.
Cecília continua a explicação e Murilo segue fazendo o exercício. Não demora muito e termina, entregando para Cecília.
— Agora sim, está certinho. Só entregar e irmos embora.
— Quer que eu leve? Você deve estar querendo ir embora já.
— Pode me fazer esse favor? Tenho que ir embora correndo hoje.
— Sem problema, pode ir.
— Valeu mesmo. Até amanhã. – diz saindo da classe.
A escola está quase vazia. Cecília praticamente corre, está com medo de ver o que temia. O portão já estava fechado, o que fez com que ela saísse pela diretoria. Pra ela até foi bom, pois poderia fazer outro caminho, sem ter que passar pela praça que Fabiana e ela haviam comentado.
Ao sair Cecília vê o que mais temia. Em uma arvore do outro lado da rua estão encostados Mateus e Patrícia, se beijando.
Cecília fica imóvel. Quer sair correndo dali, mas suas pernas não a obedecem, é como se seus pés estivessem grudados no chão.
Não consegue desviar o olhar deles. Imagina-se no lugar de Patrícia, recebendo o beijo e os carinhos que sempre quis receber de Mateus, mas nunca teve. Seus olhos se enchem d’água com esses pensamentos. Ela vira-se para ir embora , saindo correndo quando esbarra em algo. Era Murilo.
— Ainda aqui? – diz olhando pra ela – Porque está chorando? O que foi?
— Nada que valha a pena. – responde em meio ao choro.
— Cecília, me conta o que foi, posso te ajudar.
— Você vai me fazer nascer de novo, de outro jeito, ser diferente? Não! Então não pode me ajudar. – diz correndo e indo embora.
Murilo não entende nada. Olha na direção de onde Cecília veio correndo e vê Mateus e Patrícia juntos, aos beijos.
— Acho que entendi o que aconteceu – diz pra si mesmo.
Notas finais
Logo postarei o seguinte =)
Mega bjus pra vcs e não se esqueçam de deixar seus reviews =)
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