Opostos

18 Carta fora do baralho


Notas iniciais
Olá queridas leitoras e amigas!
Hj quase não consigo postar, toda hora caia a energia aqui !!!!
mas consegui e aí vai + um capítulo fresquinho pra vcs!
Dedico esse as leitoras
Thatai e
Dieiphanny-mcp
ótima leitura!

Cecília não consegue se conter de tanta alegria e ao chegar da casa da tia, corre para o computador, quer ver se Fabiana está on line. Pra sua sorte está.

Ela conta para amiga que ganhou o jogo e que irá ao cinema com Murilo no dia seguinte.

Fabi diz:

“Que ótimo amiga! Amanhã promete então hein!!!”

Cissa diz:

“Será Fabi? Não rolou nada no show, acho que no cinema não vai ser muito diferente.”

Fabi diz:

“Não rolou porque você não quis! Melhor dizendo, depois do que você me contou, só não rolou porque ele estava te testando, vendo qual era a sua afinal. Como você não reclamou de nada do que ele fez, agora ele vai tomar alguma atitude.”

Cissa diz:

“E se não tomar?”

Fabi diz:

“Aí toma você!”

Cissa diz:

“Você é muito besta sabia?”

Fabi diz:

“Besta... Vamos ver se amanhã depois do cineminha de vocês a senhorita vai me chamar assim!”

Cissa diz:

“Ta, mas é sobre isso que quero falar com você. Com que roupa eu vou, como eu me arrumo?”

Fabi diz:

“Oras, do jeito de sempre! É o seu estilo, seu jeito.”

Cissa diz:

“Sei lá... Queria dar uma forcinha pra ele tomar uma atitude sabe?”

Fabi diz:

“Amiga, ele gosta desse jeitinho de você e se você quer mesmo dar uma força pra que ele tome uma atitude, apenas mostre que você também está a fim. Roupa é o de menos!”

Cissa diz:

“É verdade. É que me sinto tão.. Sei lá!”

Fabi diz:

“Apaixonada é a melhor palavra. Mas relaxa amiga, dorme bem e amanhã aproveita deixando rolar. E pelo amor de Deus, se ele pedir pra ficar com você, não pensa duas vezes!”

Cissa diz:

“Ta certo amiga. Vou dormir agora, se é que vou conseguir! Beijão!”

Cecília desliga o computador e vai dormir. Pretende levantar cedo no dia seguinte para ajudar sua mãe com os afazeres e logo depois se arrumar para o cinema.

Ela faz conforme o planejado. Levanta cedo, toma seu café e ajuda a mãe.

Na hora de se vestir, pela primeira vez em muito tempo fica em dúvida. Abre o guarda roupa e fica parada olhando para as opções que tinha.

Olha o relógio e nota que o tempo parece estar passando mais rápido que o habitual. Logo Murilo estará lá e ela nem sabe o que vestir.

Quando está quase entrando em desespero, lembra da conversa que teve na noite anterior com Fabiana. Se Murilo realmente estava afim dela, era pelo o que ela era. Lembrou que ele mesmo uma vez disse isso em uma das conversas que tiveram. Ele gostava dela porque ela era de verdade e não tentava ser quem não era.

Após lembrar dessas conversas, opta por uma calça jeans num tom azul claro, uma baby look branca com estampa de borboletas, um tênis branco e prende o cabelo em seu tradicional rabo de cavalo.

Passa uma maquiagem bem levinha, composta de brilho labial e rímel incolor. Olha-se no espelho e sorri ao ver seu reflexo.

— É Cecília, você é de verdade garota! – diz a sua imagem refletida no espelho do guarda roupa.

Como já está pronta, aguarda impacientemente por Murilo. Não para de olhar no relógio e teme que ele não vá.

Está quase começando a roer as unhas, coisa que nunca fez, quando sua mãe lhe pede um favor.

— Cissa, você vai sair agora?

— Daqui a pouco mãe, por quê?

— Acabei de ver que o fermento acabou. Você pode dar uma corrida pra mim lá na vendinha da esquina e comprar? Prometi que ia fazer um bolo pro seu pai, mas como sem fermento?

Cecília olha para o relógio. Murilo logo estaria lá, mas se ficasse em casa esperando, acabaria surtanto.

— Ta bom mãe, eu vou. Cadê o dinheiro?

A mãe de Cecília lhe entrega o dinheiro e ela sai. Apesar da venda ser na esquina de casa ela ainda tinha receio de se atrasar.

Enfim compra o que a mãe pediu e volta para casa. Quando está quase abrindo o portão, ouve alguém lhe chamar. Ao olhar quem era se espanta.

— Mateus? – pergunta surpresa.

— Oi, tudo bem? Queria falar com você, pode ser?

— Falar comigo? Não pode ser segunda-feira na escola?

— É rapidinho, prometo.

Cecília olha no relógio do celular.

— Rapidinho mesmo, porque vou sair e não posso me atrasar.

Mateus fica mais próximo a ela e começa a falar.

— Pra onde você vai que não pode se atrasar?

— Ao cinema.

— Cinema... Vai com o maloqueiro?

— Como Mateus?

— Perguntei se você vai com o maloqueiro.

— Não sei de quem você está falando.

— Claro que sabe! O encrenqueiro da nossa sala, aquele Murilo. É com ele que você vai sair?

— Ele não é maloqueiro. E é com ele mesmo que vou sair algum problema? – diz cruzando os braços.

— Não, só que acho um desperdício. – diz com ironia – Vocês estão ficando?

— Não, mas espera aí, você me parou pra falar o que afinal? De com quem eu saio ou deixo de sair? Por que se foi por isso, dá licença, to atrasada. – diz virando-se de costas para ele.

— Calma, não acabei ainda não – diz segurando o braço de Cecília e a virando de frente para ele.

— Me solta. – diz ela com cara de poucos amigos.

— Só se você não sair com ele hoje.

— Você pirou? Me solta, já falei!

— Poxa Cecília, você é tão gatinha pra sair com um cara daqueles. É no cinema que você quer ir? Deixa que eu te levo então. – diz ainda segurando o braço dela.

— Não quero ir a lugar nenhum com você. Leva a Patrícia, você não está ficando com ela? – diz tentando se soltar sem sucesso.

— Aff, a Patrícia já é passado, foi só um passatempo. Sai comigo hoje, dá um perdido no cara aí, você não vai se arrepender.

— Me solta Mateus, ta me machucando!

— Já disse que só te solto se você sair comigo. E aí?

Cecília tenta se soltar, mas Mateus era mais forte que ela.

— Vai Cecília, deixa de fazer doce! É só dizer que sai comigo e pronto!

— Me solta Mateus! To mandando você me soltar!

— E se eu não te soltar, o que vai fazer? Me bater? – diz com sarcasmo.

Enquanto Cecília continua em vão tentando se soltar, ouve uma voz vinda de trás dela.

— Se ela vai te bater eu não sei, mas se você não soltar ela agora pode ter certeza que eu vou!

— Murilo. – diz Cecília ao vê-lo.

— Vai soltar ela ou não? – diz ele se colocando na frente de Cecília, fazendo com que assim Mateus a soltasse.

— Que foi cara, só estava falando com ela, não pode?

— Ela não queria falar com você.

— Agora você responde por ela?

— Atrapalhei a conversa Cecília? – pergunta Murilo sem tirar os olhos de Mateus.

— Não. Já era pra ele ter ido embora há muito tempo.

— Você a ouviu né? Vaza!

Mateus olha para Cecília e sorri sarcasticamente.

— Ok, eu vou, mas a conversa não acabou ainda.

— Você é surdo cara? Eu disse vaza! – diz Murilo nervoso.

Mateus sai. Murilo espera até que ele tome certa distancia e se vira para Cecília, que está mexendo no braço.

— Ele machucou você? – diz pegando o braço dela.

— Não, só apertou um pouco, por isso está vermelho, mas já volta ao normal.

— O que deu nele?

— Não sei. Estava voltando da venda e ele apareceu dizendo que queria falar comigo e que não podia esperar até segunda-feira na escola. Veio com um papo de querer sair comigo.

— E você aceitou?

— Pelo o que você viu pareceu que eu gostei do convite?

— É verdade, desculpa. Mas esquece esse moleque, o importante é que você está bem.

— Graças à você, se não sei lá o que ele ia fazer. Parecia doido!

— Ele vai ser doido se tentar fazer alguma coisa com você de novo. Mas eu não vou deixar.

Cecília fica feliz com o comentário, mas se dá conta que ainda está com o fermento que a mãe pediu.

— Esqueci do fermento da minha mãe! Vou entregar pra ela, pegar minha bolsa e já saímos ta?

— Sim senhorita. – diz Murilo sorrindo.

Cecília entra e entrega o fermento para a mãe, dizendo que já está saindo. Ela dá uma olhada rápida no espelho e sai.

— Pronto! – diz a Murilo.

Ele que até então estava encostado no muro com as mãos no bolso olha para ela e lhe estende a mão.

— Vamos então?

Notas finais
Espero que gostem e deixem muuuuuuuitos reviews ok?
Recomendem tbm, façam a alegria da autora coruja aqui!
Bjão a todas e até o próximo =D