Opm - para Salvar e Resgatar!
6 Problemas na Itália.
Notas iniciais
Aproveitem a fic.
OPM – Para salvar e resgatar!
E quem disse que no outro dia estava pronta para ir a aula? Suas pernas estavam doendo mais que antes como efeito colateral do grande exercício que tinha feito. Cambaleou até o banheiro e entrou deixando a água quente cair em sua cabeça, quase dando um salto para fora quando sentiu o quão quente que estava. Ajeitou o chuveiro e se deixou relaxar levemente cochilando sem querer debaixo do chuveiro.
Saiu rapidamente do mesmo e se vestiu rapidamente esperando o horário para que fosse para o ponto onde pegava a vã que a levava para a escola que ficava em outra cidade. Colocou seu celular com fones de ouvido deixando um fone fora de sua orelha para saber o que acontecia a sua volta apesar de não ser bem essa sua vontade. Sua mãe se aproximou um pouco arrumando seu cabelo já que mal, mal conseguia levantar um braço quanto mais movê-lo de cima para baixo arrumando-o.
— Que sono filha. – disse a mulher de quarenta e poucos anos com cabelos tingidos de loiro e bem curto, os olhos castanhos, a pele meio morena e de estatura baixa, um pouco menor que a filha. – Não dormiu bem essa noite?
— Pode se dizer que não. – respondeu a garota enquanto era embalada pela doce musica que tinha tocando no momento em seu celular e com o leve pentear que sua mãe fazia em seu longo cabelo.
— Pois devia descansar mais, já que não faz bem ficar acordada até tarde. – falou sua mãe pegando a parte da frente de seu cabelo e a colocando para trás, prendendo-a em um pequeno rabo de cavalo enquanto o resto do cabelo ficava solto. Mas sempre tinha seus fios rebeldes que no caso eram os da franja, que escapuliam do rabo e caiam em seu rosto. – Ah! Tenho uma coisa para te falar. Nossa casa esta quase pronta, daqui a pouco vamos nos mudar para lá.
A garota assentiu um pouco grogue e se levantou indo até a porta e saindo de casa para ir até o local onde pegaria a vã. Ficou esperando um pouco e quando a mesma chegou se sentou em seu lugar marcado perto de uma das janelas e deitou sua cabeça na mesma, fechando os olhos e descansando um pouco até chegar ao local de seu colégio. Quando abriu os olhos já estavam parados na frente do prédio onde estudava e já era sua hora de sair.
Andou lentamente para fora e se colocou em sua sala deitando na carteira para relaxar um pouco antes das aulas começarem. Tinha que arrumar uma maneira de se manter acordada, mas era complicado já que não dormira nada noite passada sem falar que seus músculos quase a matavam de tanto doer. Quando já tinha conseguido uma posição boa para dormir o professor entrou na sala com o que parecia ser um humor de cachorro. Hoje seria um dia daqueles...
As aulas passaram mais lentamente do que previa e na maior parte dele ficara tentando não dormir no meio da aula e tentava o máximo que conseguia prestar atenção nas atividades ou nas explicações. Era difícil e em muitas das ocasiões pensou que realmente dormiria, mas o professor chamava sua atenção e a adrenalina cobria seu corpo a fazendo ficar acordada por mais alguns minutos. Talvez por estar esse tempo todo sem dormir a tivesse incapacitado tanto, já que normalmente esse sono sempre desaparecia depois de alguns instantes acordada.
Por alguma razão na hora de ir embora olhou para o calendário que tinha em seu celular percebendo que já era o dia vinte e quatro de maio. Se amaldiçoou mentalmente, havia esquecido do aniversario de Anne e agora o mesmo já tinha passado. Tinha que fazer algo para compensar, saiu de casa e foi até o centro comercial de sua cidade, nada mais nada menos que apenas uma longa rua onde tinham varias lojas de roupas, dois supermercados, dois pequenos (bem pequenos mesmo) shoppings e mais algumas outras lojas.
Andou desanimadamente por aquela rua procurando algum presente que poderia dar para compensar a data que sua cabeça de vento tinha esquecido. Nada parecia lhe agradar, até que passou por uma joalheria onde encontrou uma pequena pulseira, não uma, mas se não duas muito parecidas uma com a outra, eram grandes e pareciam correntes douradas que reluziam com a luz do sol que brilhava pela tarde.
Percebeu que aquelas grossas pulseiras seriam capazes de segurar os pequenos pingentes que ela e Anne tinham ganhado dos criptos. Sorriu satisfeita e entrou na loja, tinha ganhando um pequeno dinheiro de seu avô e como nunca encontrara um uso adequado para ele decidira gastar com aquilo, seria um bom uso tinha que admitir. Comprou a pulsei e colocou a que agora seria sua colocando o pingente nela.
Apreciou a pulseira por alguns instantes e logo depois sorriu vendo como a mesma tinha ficado. Só esperava que Anne gostasse do presente. No mesmo instante que pensou isso seu celular vibrou em seu bolso a fazendo dar um salto, essa coisa tinha mania de vibrar sempre nas horas menos esperadas. O pegou e viu aquela mensagem especial que indicava a petição para uma nova missão, sorriu ao ver que tinha vindo preparada. Trouxera sua mochila onde carregou o dinheiro e estava usando as botas especiais que tinha que se lembrar de falar para Roger que estavam estragadas.
Olhou para os lados e rapidamente entrou em uma loja, passando despercebidas pelas atendentes e entrando em um vestuário. De vez em quando adorava essa sua capacidade de ficar “invisível” para todos. Podia passar despercebida e tranquilamente pelos lugares e ninguém notava sua presença nunca! Rapidamente clicou um aceitar no celular e em poucos segundos havia desaparecido reaparecendo naquela área que normalmente aparecia quando se transportava para a sede da OPM.
Andou pelos corredores distraída até chegar a sala do enorme computador. Lá se encontrara com o resto de seu grupo, Anne parecia estar também bem cansada, mas disfarçava com um sorriso, Nick do lado dela continuava com a cara seria de sempre e Deimos já tinha o sorriso brincalhão que mostrava que iria chamá-la mais uma vez de baixinha.
— Onde é a próxima missão? – perguntou ignorando por completo a Deimos que fechou a cara na hora, mas ao mesmo tempo começava a gostar mais da garota. Ela fazia o que ninguém tinha coragem de fazer, tratá-lo como se fosse alguém como qualquer outra pessoa ou cripto. O tratava como um igual.
— Dessa vez vocês vão para o monte Vesúvio, na Itália. – respondeu Roger mexendo no teclado de seu computador – É onde fica o ninho do próximo cripto com problemas. Não sabemos o que esta acontecendo exatamente, mas já era para ela ter migrado para a Alemanha a muito tempo, mas continua no mesmo lugar.
— E qual é o cripto? – perguntou Anne se aproximando também, não percebendo a mirada intensa de Nick encima de se. Ele já acreditava que ela tinha algo mais que um sangue bom, agora ele podia até jurar que a alma dela era atraente.
— Uma fênix! – exclamou Roger fazendo as duas soltarem gritinhos de alegria. – Devo felicitar a vocês duas, estão avançando muito rápido e daqui a pouco serão membros importantes da OPM. Não é qualquer um que recebe a missão de ir atrás de uma fênix.
As duas garotas sorriram e logo caminharam animadamente para fora do lugar indo na direção da mesma sala que apareciam toda vez. As duas conversavam animadamente discutindo como seria essa missão e com Anne contando como foi seu primeiro encontro com uma Fênix.Quando colocaram o pé dentro daquela enorme sala branca Luly sentiu um forte calafrio percorrendo seu corpo. Nunca sentira algo como aquilo antes e sabia por alguma razão que algo ruim ia acontecer.
— Algum problema Luly? – perguntou Anne mirando sua amiga que apenas assentiu entrou ficando do lado de sua amiga esperando apenas receber a imagem do local que iria em seu celular e logo depois apertar para acionar o tele-transporte.
— Prontos? – perguntou Roger enviando as imagens para o celular da garota que logo assentiram junto com os meninos e apertaram na tela encima da imagem. De repente Kioro apareceu correndo e pulou em Luly que não duvidou em segurá-lo. – Boa sorte!
E logo eles desapareceram indo até a próxima missão.
*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?
Acabaram caindo dentro da boca de um vulcão bem grande. Era tudo como sempre imaginaram ou viram nos filmes, apenas um enorme buraco cheio de rochas e mais rochas. Claro que não queriam que ele se ativasse nesse exato momento, isso seria mais que um desastre. Olharam mais em volta e logo encontraram um pequeno amontoado de palha, gravetos, grama entre outras coisa que, para estarem ali daquela forma só poderia ser um ninho.
Aproximaram-se lentamente vendo como um enorme vulto se movimentava inquieto no ninho e em meio aquele vulto se distinguiu outro bem menor e de aparência mais frágil. Quando já estavam próximos o bastante puderam ver uma enorme ave com as penas vermelhas e amarelas parecendo chamas, o bico amarelado e longo, os olhos de um azul potente e penetrante que dava até calafrios e parecia ser cheio de sabedoria. Devia ter pelo menos uns oito metros de uma ponta de asa a outra e de altura devia ter os seus dois. Do lado dela e bem menor do que ela, estava mais um pássaro com as mesmas cores de penas e da mesma aparência flamejante, os olhos também azuis só que um pouco mais amistosos e inocentes.
— Quem são vocês? – perguntou a maior das aves em um tom ameaçador chacoalhando suas asas com força fazendo um forte e quente vento acertar o grupo.
— Somos da OPM e viemos ver o que esta acontecendo para você não ter migrado para a Alemanha. – disse Nick com seu tom serio de sempre fazendo uma pequena reverencia para demonstrar respeito.
— Não sabia que a OPM aceitava demônios e vampiros. – comentou a ave mirando os dois um pouco desconfiada. Os dois ficaram um pouco constrangido, mas logo Deimos se intrometeu.
— Digamos que somos as exceções. – disse com seu sorriso zombeteiro de sempre e colocando uma mão no ombro do amigo que continuava de cabeça baixa e o olhar tampado por alguns fios de cabelo.
Anne mirava a pequena ave diretamente nos olhos que também a mirava atentamente. Não entendia o que acontecia, só sabia que não podia tirar os olhos daquela imensidão azulada. De repente sentiu como sua cabeça começasse a se mover, como se seu cérebro mandava sua mente para outro lugar enquanto seu corpo continuava paralisado. Quando deu por se era como se estivesse em um lugar todo branco onde estava frente a frente com aquela pequena ave.
Você é uma humana interessante. Disse em uma voz feminina doce e um pouco infantil. Apesar de ouvi-la em sua cabeça sabia que era o pássaro que falava, por algum estranho motivo.
Interessante? Perguntou sem mexer os lábios. Era estranho falar por pensamentos, mas ao mesmo tempo muito legal. Era a mesma coisa de conversar normalmente só que você não precisava abrir e fechar a boca para falar.
Tem um dom muito estranho... Me pergunto o que mais é capaz de fazer. Falou pensativa o pássaro esboçando o que deveria ser um sorriso. Ia perguntar mais alguma coisa quando de repente sentiu como alguém lhe cutucava o braço e a fazia voltar ao normal. Voltar a realidade.
— Anne, a fênix ali disse que só você pode se aproximar. – sussurrou Luly para ela estranho o estado de animação suspensa da amiga. A mesma a mirou um pouco aturdida, mas logo voltou a se e andou na direção do ninho. Em uma parte do caminho Nick segurou seu braço e a entregou uma espécie de cólera.
— Isso daqui verá o que o pequeno tem e injetará logo o remédio nele. Depois que fizer isso se afaste e deixe que os dois comecem sua migração. – falou em um tom suave apesar de ainda ter o rosto indiferente. A garota sorriu e assentiu levemente para logo voltar a caminhar na direção do pássaro.
Subiu cuidadosamente naquele amontoado de palha e entrou no ninho, que tinha mais espaço já que a fênix tinha dado espaço para ela entrar. Anne caminhou lentamente até perto do pequeno pássaro e se ajoelhou perto dele mirando diretamente em seus olhos azuis que também a encaravam, só que com um pouco de diversão. Colocou delicadamente a cólera no alongado pescoço do pequeno e deixou que a tecnologia fizesse o resto.
A pequena ave se moveu um pouco incomoda ao sentir como se milhares de agulhas fossem injetadas em seu pescoço e logo depois se deitou comodamente no ninho. Anne acariciou levemente a cabeça da pequena e se levantou para se afastar e deixar a mãe se aproximar, mas quando fez isso um forte vendo se chocou onde estavam e logo acima de suas cabeças estava um helicóptero preto com um enorme símbolo de um E virando ao contrario da cor vermelha.
Anne mal conseguia ver por causa do forte vendo que o mesmo emanava de suas hélices, principalmente estando tão perto. Dele caiu uma enorme jaula que rodou o pequeno pássaro e o prendeu no mesmo, apesar de seus lamentos e guinchados de socorro. Mas antes que a jaula pudesse ser puxada de volta para ser retirada de lá Anne se pendurou na mesma e se segurou firmemente nas barras sendo levada junto quando o helicóptero se levantou mais e tirou a gaiola do chão, ficando com ela suspensa no ar a metros do chão.
Luly não demorou muito para agir e pegou a mochila de Nick que estava mais próximo no momento. Deixou a sua no chão e colocou a dele nas costas apertando um botão que estava na alça para assim aparecer duas asas com propulsores que a ergueram do chão rapidamente e a levando direto na direção que o helicóptero havia ido, claro que com um pouco de dificuldade já que ainda não sabia manejar aquilo direito.
Anne se perdurava fortemente na jaula e lentamente conseguiu se colocar em pé bem na beirada da mesma, segurando nas barras de metal com força e deixando o corpo colado na mesma. Com um pouco de dificuldade por causa do vento subiu mais ficando na parte de cima da jaula, segurando na corda que prendia a gaiola no helicóptero. Quando começaram a puxar a jaula para cima esperou até conseguir alcançar os “pés” do helicóptero e se segurou fortemente no mesmo usando ele para subir a bordo dele, mas para seu azar tinha pelo menos uns cinco caras lá dentro, um pilotando, um no banco do co-piloto e os outros três prontos para mandá-la para fora.
Rapidamente transformou a pulseira que usava em uma arma de raios gama e a apontou para os homens com o olhar serio e penetrante, mas que não os intimidavam. Eram o dobro de seu tamanho praticamente e muito bem preparados, com fortes músculos e facões e armas presos no cinturão da calça de malha para qualquer problema que tivessem.
— Soltem logo esse pássaro se não eu atiro. – disse seriamente apontando a ponta do pequeno canhão para todos os homens que ali estavam. Os mesmos riram e aqueles que não estavam ocupados se levantaram e foram a seu encontro. Fechou os olhos com força e atirou, mas a bola de energia que era lançada pelo canhão apenas passou rente a um espaço que tinha entre dois homens e acertou em cheio o piloto que desmaiou na hora.
O helicóptero então começou a balançar de um lado para o outro, como se ameaçasse cair no que agora era o oceano debaixo deles. Por sorte Anne conseguira se segurar na beirada na porta que permanecia aberta e se manter de pé, mas um dos homens se aproximava mesmo o transporte balançando daquela maneira e ela mal conseguia sair do lugar. Antes que ele pudesse alcançá-la se ouviu o barulho de alguma coisa se aproximando e logo Luly entrou pela outra porta que estava do outro lado, fazendo as asas da mochila desaparecerem e empurrando o homem para fora do helicóptero.
— Que máximo! Sempre quis fazer isso!! – exclamou sorrindo extensamente, mas logo depois o helicóptero perdeu o controle mais um vez e se chacoalhou mais forte, mandando Luly para o chão e a fazendo deslizar até onde estava o pára-quedas derrubando a todos encima de se. – Por essa eu não esperava.
— Luly, tudo bem? – perguntou Anne ainda se segurando na porta e mirando sua amiga com preocupação que apenas assentiu levemente. Mas de repente mais dos homens apareceram indo na direção de Luly, já um pouco mais equilibrados. – Cuidado!
Luly aproveitou que tinha mais estabilidade sentada e deu uma rasteira nos dois que estavam mais próximos, fazendo-os caírem no chão e escorregarem para fora também. A garota com dificuldade se levantou e foi cambaleando até a amiga que ainda se segurava firmemente.
— Sabe controlar um helicóptero? – perguntou Luly se segurando na outra beirada da janela mirando a Anne com um pouco de preocupação. A mesma negou. – Pois acho melhor aprendermos se quisermos chegar a terra firme sã e salvas com esse passarinho.
Anne logo assentiu e se moveu ainda segurando na parede para ir até o banco do piloto. Luly tentou segui-la, mas quando estava passando para o outro lado da porta, passando um pouco longe da mesma, um dos dois homens que tinham sobrado foi até ela com velocidade e empurrou os dois para fora do helicóptero. Anne rapidamente se voltou para porta ao ver a amiga sendo empurrada para fora e olhou para lá, torcendo para que ela tivesse se segurado em alguma coisa.
Mas quando olhou para baixo viu como Luly mais aquele homem desapareciam oceano a dentro e não os via mais. O desespero começou a apoderar de seu peito e a frustração tomar conta de seu ser. As lagrimas se acumulavam em seus olhos enquanto procuravam com desespero um pontinho marrom no meio do oceano azul escuro, mas nada viu, nem mesmo um pequeno movimento que mostrasse que sua amiga estava bem.
— Anne! – olhou para o lado e viu Deimos se aproximando, voando em sua mochila enquanto carregava a Nick que trazia consigo a mochila de Luly. Não conseguia pensar no que falar, um nó tinha formado em sua garganta e as palavras pareciam ficar travadas nele. Os dois pousaram dentro do helicóptero e rapidamente Deimos o estabilizou como se já tivesse anos de experiência. – Onde está Luly?
Anne mirou a Nick com os olhos molhados e sem poder falar se quer uma palavra. Seus olhos estavam opacos e seu corpo não mexia, como se o medo e o desespero o tivesse paralisado por completo. Deimos virou o rosto para trás um pouco impaciente para saber a resposta.
— Onde a Luana está Anne?! – gritou fazendo a mesma se virar para ele ainda sem nenhuma chance de responder a pergunta. Nick segurou seus ombros com força e a obrigou a encará-lo de uma maneira ainda opaca. Ele já tinha uma mirada cheia de carinho e acolhedora para demonstrar que estava tudo bem.
— Onde ela esta? – perguntou mais uma vez, depois dessa Anne não pode mais segurar as lagrimas que agora escapavam por seus olhos e escorriam por seu rosto. Odiava chorar, odiava com todas as suas forças demonstrar essa fraqueza, principalmente na frente das pessoas, mas no momento não conseguia segurar.
— Ela caiu no mar! – gritou se abraçando a Nick e deixando as lagrimas escorrerem por seus olhos. – Ela ia para perto da área do piloto quando um desses homens – ela apontou para o piloto desmaiado no chão. – Foi até ela e empurrou os dois do helicóptero.
Nick passou os braços em torno da garota e logo voltou seu olhar para Deimos que estava tenso na frente dos controles com as mãos tremendo ligeiramente e os olhos perdidos em algum ponto do lado de fora onde a paisagem do mar passava rapidamente. Sabia o que ele tinha em mente e não podia deixar que o fizesse.
— Deimos, continue sentado nessa cadeira e leve esse helicóptero para terra firme. – disse em um tom autoritário fazendo o garoto o mirar com um pouco de raiva e surpresa e logo depois se virar, para ficar sentado corretamente no banco.
— Mas e a Luly? – perguntou Anne levantando a cabeça para mirar diretamente nos olhos de Nick que estavam um pouco mais frios do que costumavam ser. Ele se separou um pouco dela e a levou para os bancos que tinham por ali. A sentou nos mesmos e colocou um pequeno sinto de segurança que tinha preso neles e depois a mirou diretamente nos olhos. – Não podemos deixar ela no meio do oceano!
— Também não podemos procurá-la por todo o oceano. – respondeu com delicadeza tentando fazer ela entender que as ações deles eram limitadas. As chances deles a encontrar eram mínimas e não poderiam gastar todo o tempo que tinham apenas a procurando. – Olha eu sei que quer voltar e ver se ela está bem, mas por enquanto temos que levar o filhote para sua mãe e depois voltaremos para procurá-la.
— Mas ela pode precisar de ajuda nesse tempo! – exclamou a garota tentando fazer alguma coisa para ir ajudar sua amiga. Não sabia por que Nick estava sendo tão insensível, a única coisa que tinham que fazer era dar a volta e procurá-la.
— Ela já demonstrou que pode se virar sozinha, e sei que esta preocupada, eu também estou. – levou uma mão até o rosto dela sem desviar nenhuma vez o olhar do dela. – Sei que ela gostaria que terminássemos a missão, mas eu te prometo que quando entregarmos o filhote para a mãe voltaremos e a procuraremos por todos os oceanos se quiser. Mas preciso que espere um pouco.
Anne assentiu ainda uma pouco hesitante. Nick se levantou e olhou para a mochila de Luly onde logo saiu Kioro que carregava uma pequena mascara especial de mergulho e correu até a beirada do helicóptero, pulando do mesmo e desaparecendo rapidamente.
— Kioro cuidara de procurá-la enquanto terminamos a missão. – falou colocando uma mão na cabeça de Anne que mirava distraidamente o oceano do lado de fora. – Não se preocupe, ok?
Assentiu levemente, mas seus olhos não saiam daquele manto azul escuro que reluzia com a luz do sol. E pensar que aquela tão bela paisagem tinha sido aquela que levara sua amiga...
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Tá, não devia entrar em pânico. Só estava no meio do oceano, sem nenhum sinal de terra e com nenhum equipamento para ajudá-la. Ah! E sem falar do fato de que tinham vários animais ali que poderiam muito bem devorá-la quando bem quisessem. Não tinha motivos para entrar em pânico! Pelo menos tinha caído longe daquele homem que a havia empurrado... Pena que não pode subir a superfície a tempo de ver para onde o helicóptero tinha ido em seu descontrolado movimento.
Bom... Enquanto tivesse forças para se manter na parte de cima da água onde tinha ar, tudo estava bem. Só torcia para que nenhum tubarão aparecesse. Bem que já tinha uma ótima maneira de se livrar de um e era com um forte murro bem no fossinho, apesar de isso não lhe agradasse muito já que odiava machucar um animal, principalmente seu favorito. Sim, amava os tubarões, tanto por seu mistérios quanto por sua força e esperteza como caçador.
Respirou fundo tragando aquele ótimo cheiro de maresia. Não sabia o que fazia nessa hora, se começava a nadar na direção de um dos lados para tentar achar terra ou se ficava ali parada economizando energia para quando alguma coisa passasse e lhe ajudasse. Olhou para os lados vendo apenas azul e mais azul. Gostava da cor, mas no momento queria ver algo diferente como uma pequena mancha no horizonte ou algo parecido.
Suspirou e se deixou boiar na água olhando para o céu. O que faria agora? Nadar? Era boa, mas duvidava que tinha força o bastante para enfrentar a maresia e ir até a terra. Podia seguir as correntes marítimas! Mas e se isso a levasse para mais para o centro do oceano? Mas como faria caso precisasse de comida? Não poderia beber a água do mar já que isso causaria mal a seus rins ou até a deixaria com ilusões ou algo pior! Nunca imaginara ficar em uma situação como essa e não fazia a mínima idéia do que fazer.
Por alguma estranha razão virou o rosto para o lado vendo uma barbatana indo em sua direção. Seu sangue gelou e o medo invadiu seu peito. Essa não, conhecia uma barbatana daquele tipo só não queria imaginar o que aconteceria se estivesse indo em sua direção. Respirou fundo tentando acalmar os loucos batimentos de seu coração, tentando sumir com essa adrenalina que lhe percorria. Sabia que era isso que os atraia e se estivesse calma talvez ele vá embora.
Respirou fundo e fechou os olhos sentindo os leves ritmos das ondas que passavam por debaixo de se. Em pouco tempo sua mente já tinha esquecido do tubarão e seu corpo estava mais que relaxado, sem nenhuma adrenalina. Novamente o sono dominou seu corpo, mas quando jurara que ia cair completamente rendida ao mesmo sentiu um roce em seu braço de alguma coisa molhada e lisa, mas mechando para outro lado era áspera. Abriu os olhos e viu do seu lado um legitimo tubarão branco.
-Luly, tudo bem? – agora se assustara. Um tubarão falante e que ainda sabia seu nome? Ou estava tendo uma alucinação por beber muita água salgada quando caíra ou esse era...
— Kioro? – perguntou surpresa ficando reta dentro da água. O tubarão assentiu e ela suspirou mais relaxada. – Nunca mais me dê um susto desses.
— Pois estava preocupado e um dos animais aquáticos mais rápidos é o tubarão. – respondeu o transmorfo enquanto colocava na mão da garota o que parecia ser uma mascara de metal bem pequena, com a parte do meio redonda para pegar a boca e o nariz e duas partes de metal em cada lado do circulo, todas as duas com ventosas super fortes para prender em seu rosto. – Isso é para poder respirar de baixo da água. Vou te levar para um lugar que possamos esperar os outros terminarem com a missão e vir nos buscar. E o mais aconselhava que seja fora da água, já esta tremendo de frio.
Olhou para baixo e viu como seu corpo tremia descontroladamente, podia sentir seu queixo batendo ferozmente, fazendo seus dentes criar um som muito irritante. Já não conseguia sentir a ponta de seus dedos e podia jurar que seus lábios estavam roxos como nunca. Não imaginara que tinha ficado tanto tempo nessa água gelada para que seu corpo estivesse nesse estado. Sorriu um pouco constrangida para Kioro e logo colocou a mascara no rosto, fazendo as ventosas grudarem no mesmo.
Kioro se virou de costas para ela e pediu para que segurassem em sua barbatana, Luly assim o fez e quando deu por se Kioro já tinha submergido e começado a nadar rapidamente, deslizando pela água como se a cortasse com seu corpo hidrodinamico. Primeiro fechou os olhos com força, mas logo sentiu como algo era colocado na frente do mesmo e quando os voltou a abrir viu um pequeno vidro especial para nado bem na frente, permitindo ver o que ocorria na imensidão do oceano. O vidro saía da pequena mascara e dava a volta por sua cabeça como se fosse um verdadeiro óculos.
Se continuassem nessa velocidade chegariam a terra rapidamente, com certeza. Mas algo se enroscou em seu pé e a puxou, fazendo com que soltasse a Kioro e fosse arrastada para mais fundo. Quando finalmente a soltaram já não conseguia ver a luz do sol na parte de cima, estava tudo escuro e se não fosse pelo infravermelho que tinha no óculos nunca conseguiria ver a criatura a sua frente.
Parecia um enorme dinossauro, o pescoço alongado com a cabeça um pouco pequena e de formato pontudo, com o focinho largo e cheio de dentes pontiagudos na parte da boca logo abaixo, o corpo grande e robusto com o que pareciam longas nadadeiras no lugar que seriam as pernas, eram quatro e a mantinham flutuando na água, e por fim uma longa cauda que se movia pela água e que devia ser a culpada de trazê-la até aquela parte. As escamas da criatura eram de um verde escuro bem duro e seus olhos estranhamente pareciam humanos, da cor azul intenso com deixes de sabedoria e humildade.
— É bom encontrar uma agente da OPM. – disse a criatura com uma voz profundo que devia se caracterizar de uma mulher jovem no auge da idade. A criatura apenas abrira a boca para falar, era como se aquelas palavras retumbassem em sua cabeça. – Precisamos de ajuda.
Luly não sabia se podia falar com aquela coisa na boca, mas assentiu com a cabeça mostrando que estava escutando. Queria tanto que Anne estivesse do lado dela assim quem sabe teria mais coragem para enfrentar aquilo tudo. O frio que a água dava em seu corpo que só era coberto por um short jeans bem curto e justo, uma blusa negra sem mangas e as botas especiais da OPM que ainda não funcionavam e duvidava que depois dessa passassem a funcionar. Era a roupa que tinha saído em sua cidade e não a trocara já que a idéia nem lhe ocorreu, sem falar de nunca se imaginar como estava naquele instante.
— Tem uma base da Evil aqui por perto. Eles seqüestraram varias sereias para ajudar a buscar outros criptos aquáticos. – informou a criatura não percebendo o frio que a garota sentia. – Tem que fazer alguma coisa antes que acabem capturando a todos nós!
Luly assentiu e fez alguns gestos com a mão como se perguntasse onde era a base. A criatura nadou até perto de onde estava e logo Luly segurou seu pescoço, bem onde ficava perto do corpo. O cripto então começou a nadar rapidamente um pouco mais para o fundo indo também para frente enquanto Luly se segurava com força em seu pescoço. Só esperava poder se encontrar com seus amigos de novo.
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Tinham aterrissado no monte Vesúvio onde a mãe Fênix esperava pacientemente seu pequeno filhote, como Nick e Deimos haviam pedido. Deixaram a jaula delicadamente no chão e logo pousaram o helicóptero saindo todos do mesmo. Com só apertar o botão de um controle Deimos tinha liberado o pequeno fênix que fora direto para sua mãe que o recebeu com carinho.
Apesar dessa cena comovente Anne não conseguia parar de se sentir culpada. Devia estar procurando sua amiga, devia estar procurando em cada canto daquele imenso oceano para encontrá-la. E lá estava ela observando como a família de pássaros de fogo se reunia em uma comovente cena. Se sentia muito culpada, queria sair logo dali, mas Nick segurava fortemente seu pulso a impedindo de sair de lá e ao mesmo tempo tentando passar confiança para ela.
- Muito obrigada pela ajuda. – disse a mãe fênix esboçando o que parecia um sorriso, mas como Anne não conseguia entendê-la tudo o que ouvira foi alguns piados altos e potentes. Serrou os punhos com força e mordeu ligeiramente o lábio tentando não gritar para os garotos para saírem logo de lá.
O pequeno pássaro se afastou da mãe e andou lentamente até ela, quando ficaram frente a frente pode ver como a pequena fênix tirava de suas plumas um pequeno pingente que tinha o formato de um pássaro com o bico ligeiramente aberto, as asas estendidas e que pareciam chamas. Anne agradeceu um pouco envergonhada e logo depois o pássaro juntou suas testas. Apesar de ser pequeno comparado a sua mãe ele era bem maior que Anne, sendo até mesmo maior que os meninos, tendo que dobrar o pescoço para juntar sua testa com a da garota.
Me chame quando precisar. Disse o pássaro em sua cabeça fazendo a garota ficar um pouco confusa.Serei sua parceira a partir desse instante. Estarei preparada para te ajudar a qualquer momento.
Obrigada. Respondeu Anne em pensamentos sorrindo ligeiramente e passando uma mão pelas plumas do pescoço do pássaro, como leves caricias que não desagradaram nem um pouco o cripto. A mesma soltou e piado alto e se afastou de Anne indo novamente na direção de sua mãe. Os dois animais estenderam as asas e logo alçaram vôo, lançando uma forte rajada vento nos três que estavam ali.
— Agora podemos ir procurar a Luly? – perguntou Anne mirando suplicante a Nick que suspirou e assentiu com a cabeça soltando a garota para que ela fosse buscar as mochilas ajato. Ao parecer quando Luly caíra ela deixara cair a mochila de Nick que ficara no helicóptero. Quando voltou e os garotos colocaram as mochilas Nick a carregara cuidadosamente e com facilidade e logo eles se dirigiam para o mar.
Anne estava ansiosa, tinha a esperança de já encontrar sua amiga com Kioro indo para a praia. Mas quando estavam chegando perto do local onde tudo tinha acontecido a única coisa que viram foi um tubarão nadando de um lado para o outro quase com desespero, de vez em quando desaparecia, outras vezes voltava para a superfície e mirava a todos os lados com desespero.
— Kioro? – perguntou Deimos enquanto os três paravam perto da água onde estava o tubarão. O mesmo o mirou e assentiu levemente. – Onde está Luana? Conseguiu encontrá-la?
— Sim eu a encontrei e a estava levando para a praia quando de repente alguma coisa a puxou para mais abaixo da água. – falou em um tom preocupado e continuando a nadar de um lado para o outro procurando a garota. – Não cheguei a ver o que era, mas a puxou tão rápido para o fundo que não deu tempo de fazer nada.
— Quer dizer que ela pode esta... – Anne começou, mas não conseguiu terminar. Kioro negou com a cabeça fazendo a garota se aliviar um pouco.
— Entreguei a mascara de mergulho para ela. Ela vai poder respirar debaixo da água tranquilamente. – disse enquanto Anne soltava um alto suspiro e por pouco um da mesma altura não sai da boca de Deimos. – O problema é que ela já esta a muito tempo na água sem uma roupa adequada. Quando cheguei ela já estava morrendo de frio, tremia como loca.
— E como a encontramos? – perguntou Anne ainda preocupada, mas um pouco aliviada por saber que pelo menos por enquanto Luly estava bem. Agora era saber onde estava e tirá-la da água antes que pegue uma hipotermia.
— Esta com seu celular? – perguntou Nick e Anne assentiu, tirando sua bolsa das costas e a abrindo. Pegou seu celular e o entrou para Nick que discou rapidamente um numero e logo colocou o celular no ouvido. – Se eu não estiver enganado na mascara tem um comunicador embutido para ter alguma comunicação entre os que estão em missões aquáticas. Tudo o que temos que fazer é torcer para que ela atenda.
O silencio tomou conta do lugar. Todos olhando para Nick esperando que ele desse algum sinal que Luly tinha atendido a chamada.
*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?
Não sabia a quanto tempo aquela cripto a estava levando para sabe se lá que parte do oceano onde estava essa base da Evil, só conseguia ter em mente que sentia muito frio e que logo não conseguiria se mover de tanto que tremeria. De repente uma parte da mascara começou a tremer, como se estivesse vibrando em uma chamada.
Sem querer acabou apertando um botão que tinha do lado esquerdo da mascara fazendo com que a voz de Nick aparecesse do outro lado. Ainda um pouco insegura de abrir a boca para falar esperou que mais alguma coisa se pronunciasse.
- Luly está ai? – perguntou novamente a voz de Nick do outro lado daquela chamada. Um pouco mais animada abriu a boca, mas logo a fechou. Seria segurou falar? Não, a pergunta certa era: Conseguiria falar alguma coisa com aquele negocio em sua boca?
- Nick? – perguntou apenas para testar se realmente conseguia falar e ao comprovar que não tinha nenhum problema continuou. – Algum problema? Como conseguiu ligar para essa coisa estranha?
- Ele tem um comunicador nele, mas isso não importa. Onde você está? – podia ouvir outras vozes por trás da dele. Reconheceu uma sendo como a de Anne que parecia se a mais perto de todas. A outra, com muito custo identificou sendo a de Deimos e parecia tão preocupada quanto a de sua amiga o que a fez sorrir ligeiramente. Balançou a cabeça negativamente e se concentrou em sua conversa.
— Estou em alguma parte do oceano. Não sei onde exatamente já que aqui em baixo tudo parece igual. – disse mirando tudo a sua volta. Um pouco mais abaixo conseguia ver um pouco o chão com a área branca e provavelmente macia do fundo do mar. Tinha alguns corais e animais de vez em quando, mas na maior parte era deserto. – Estou sendo levada por uma espécie de dinossauro até uma base da Evil para resolver um problema. Ela me pediu ajuda, ao parecer algumas sereias foram seqüestradas.
— Luana presta atenção na sua voz. Esta com tanto frio que mal consegue falar direito. – dessa vez era Deimos que falava pelo telefone. Podia ouvir como Nick brigava com ele por ter tirado fortemente o celular de sua mão e que tentava recuperá-lo. – Tem que sair da água o mais rápido possível antes que fique gravemente doente.
— E você se preocupa tanto. – murmurou sarcástica rodando os olhos. Levemente. – Olha vou terminar de fazer as coisas aqui e volto. Na verdade vocês poderiam vir me ajudar e trazer mais equipamentos já que tudo o que tenho é minha pulseira que já nem deve funcionar mais tão bem.
— Por que tem que ser tão teimosa?! – perguntou Deimos já começando a se estressar. Luly sorriu, era sempre a mesma coisa. Talvez essa fosse a relação de amor e ódio que todos diziam, mas claro que esse amor era apenas de amigos, certo? – Não dá simplesmente para você voltar e irmos para casa?
— Não vou deixar de ajudar as pessoas que precisam. – respondeu simplesmente encerrando a chamada e logo em seguida se assombrando com o que via bem na sua frente.
La estava uma enorme construção cheia de prédios finos e grandes que se conectavam um com o outro por tubos transparentes, todos eles tinham uma cor arroxeada com enormes janelas que dava para ver todo o oceano a sua volta. Eram vários prédios e todos eles conectados um ao outro, as luzes que escapavam das janelas iluminavam tudo a sua volta dando um toque de futurístico, como se estivesse em um filme dei ficção cientifica. Todos esses edifícios eram sustentados por uma placa de ferro que ficava suspensa em um penhasco, em uma fenda do fundo do mar.
O cripto que a guiava rapidamente a levou para debaixo dessa placa, bem perto de onde tinha um alçapão que a garota poderia passar tranquilamente. Rapidamente nadou até essa parte e levantou levemente o alçapão vendo que por dentro tinha o que parecia ser um corredor de paredes de metal brancas que estava completamente deserto. Voltou a fechar a passagem e olhou para aquele cripto.
— Por favor, resolva esse problema antes que seja tarde. – pediu aquela criatura para logo começara a nadar para longe. – Não posso ficar aqui sem que me descubram. Te desejo boa sorte garota e espero te ver novamente.
Logo a criatura desapareceu oceano a dentro. Luly olhou para o alçapão e o empurrou mais uma vez, olhou para todos os lados daquele corredor e quando teve certeza que não tinha ninguém abriu completamente aquela passagem e entrou no corredor, molhando o chão, mas como era branco mal dava para ver que tinha molhado. Seu corpo tremia muito e teve que abraçar a se mesmo como uma tentativa frustrada de aquecê-lo pelo menos um pouco.
Se colocou de pé fechando aquela passagem e correu pelos corredores tomando cuidado para não encontrar ninguém. Cada corredor que passava a única coisa que via de interessante algumas vezes era as enormes janelas que davam vista para tudo envolta do local que estava, mas em um certo momento viu por uma das janelas viu como o que parecia ser um mini-submarino trazia consigo uma rede com algumas sereias e as levavam para um lugar separado de todos os prédios.
Suspirou frustrada pensando que não conseguiria chegar até lá quando de repente viu vários tubos ligados aquela pequena parte isolada, um de cada prédio. Seguiu um deles percebendo que estava conectado bem no prédio onde estava, e para sua alegria a poucos metros de onde estava. Sorriu e correu até onde estava o tubo encontrando uma pequena porte com o desenho de uma caixa. Ao parecer era onde eles mandavam os equipamentos que não usariam mais, não lixo exatamente, mas aqueles equipamentos que davam defeitos e precisavam ir para o concerto.
Abriu a pequena portinha e se colocou lá dentro, se deixando escorregar pelo tubo que não era muito grande. Podia ver quando passava pelo mesmo algumas pessoas andando pelos corredores de outros prédios. Só esperava que nenhuma delas a vissem passando por aqueles tubos. Quando finalmente chegou no lugar que queria fora arremessada contra algumas caixas por causa de sua velocidade.
Saiu rapidamente das mesmas, mas um pouco desengonçada e mirou envolta. O lugar era realmente grande, cheio de caixas e mais caixas, cada uma delas com equipamentos altamente modernizados que precisavam do concerto certo. Se escondeu novamente entre as caixas quando viu alguns agentes se aproximando carregando armas e usando os óculos especiais que lhes permitiam ver os criptos. Quando viu que já tinham ido correu até outro grupo de caixas, se escondendo atrás das mesmas e mirando ao redor, logo depois passou para outro e fez a mesma coisa, continuou fazendo isso até chegar bem perto de onde estava a abertura para o mini-submarino entrar.
Mirou atentamente o que acontecia. Viu como alguns homens tiravam a rede presa no mini-submarino e a colocavam no chão do lugar, deixando as sereias dentro completamente incapacitadas de fugir. Eram apenas cinco sereias sendo que uma delas era muito jovem devia ter seus sete anos ou menos. Logo um dos homens fez um sinal para outros que estavam mais afastados. Eles logo trouxeram então o que parecia ser um aquário enorme de vidro de formato retangular que tinham farias sereias dentro. Com um pouco de dificuldade os homens colocaram as sereias que capturaram lá dentro e logo se afastaram para pegar alguma coisa.
Luly aproveitou esse momento para se aproximar. Subiu em algumas caixas e logo pulou encima do aquário que era fechado e tinha apenas uma pequena portinha no mesmo. Abriu a portinha e olhou para dentro chamando com um leve sussurro uma das sereias que a mirou curiosa.
— Sou uma agente da OPM, vim aqui ajudar. – sussurrou sorrindo ligeiramente para a sereia que retribuiu o sorriso, completamente animada. Logo ela se virou para a direção que os homens tinham seguido conferindo se não estavam por perto e logo depois se dirigiu para Luly novamente. – Como tiro vocês daqui?
— Tem mais de nós presas. Siga esse tanque e eles te levaram onde estão as outras. – falou a sereia e logo o barulho dos homens entrando fez as duas se assustarem e olharem para o lado vendo algumas sombras se aproximando lentamente. A sereia então se apressou em dizer. – Provavelmente você encontrara um dispositivo que nos liberara, mas por favor se apresse, eles logo nos obrigaram a procurar outros criptos.
Luly assentiu e fechou a porta do aquário saltando do mesmo caindo perfeitamente em pé no chão. Olhou para o lugar onde os homens vinhas e percebeu que cada vez estavam mais perto. Rapidamente se abaixou e entrou na parte de baixo do aquário, já que o mesmo era erguido ligeiramente do solo por uma placa de metal com rodas em cada uma de suas pontas. Era o suficientemente alto para que ela ficasse ali de baixo, tendo o bônus de embaixo ser cheios de barras de metal dando para se segurar nele e se erguer do chão, então quando o aquário começou a se mover ela era levada junto sem problemas e sem ser descoberta.
Seus braços tremiam e não sabia mais se era pelo frio que sentia ou se era pelo esforço que estava fazendo. Não via para onde a estavam levando, tudo o que conseguia distinguir era que estava se movendo passando de corredor para corredor até pararem em uma área que uma das paredes parecia ser uma janela que começava a partir do chão e mostrava o que devia ser água.
Ficou no lugar por um tempo até ver como os homens saiam de perto do aquário deixando a área livre para ela. Deixou seu corpo cair delicadamente no chão e logo se arrastou para fora de debaixo daquela coisa. Quando já podia ver melhor as coisas sem ser de uma maneira tão limitada como quando estava ali debaixo percebeu que o que estava na parede não era uma janela e sim um enorme aquário preso na parede e que abrigava varias sereias. Todas confusas e em pânico, não sabendo exatamente o que aconteceria com elas enquanto estivessem ali.
Ouviu uma pequena batida no vidro do aquário que a tinha levado até lá e quando olhou para trás viu a mesma sereia que havia conversado antes. Ela tinha um rosto preocupado e apontava para o lado e logo que se virou viu com algumas pessoas apareciam lentamente. Rapidamente correu até atrás de uma parede, uma de ferro que prendia o aquário gigante e ficou apenas com uma pequena parte da cabeça para fora, para ver o que acontecia.
— Elas estão prontas. – disse um homem mirando o aquário da parede enquanto uma mulher de cabelos ruivos meio ondulados, os olhos ao parecer de um cinza escuro e reluzente, a pele de um pálido bem marcante e o corpo bem formado com curvas invejáveis tampados por uma saia negra que ia até seus joelhos, uma blusa bem justa também negra e sem mangas e sapatos de salto bem alto. Ela tinha no rosto um pequeno óculos de formato quadrangular e que tinha um ligeiro brilho verde. – Logo serão libertadas para procurar outros criptos. Tudo o que precisamos fazer agora é colocar as coleiras.
— Já testaram? – perguntou a mulher mirando atentamente as sereias que se encolhiam em um canto temerosas.
— Não senhora. – respondeu o homem e logo que recebeu uma mirada reprovativa da mulher ele logo acrescentou. – Mas podemos fazer agora mesmo! – ele logo se virou para os outros agentes que estavam ali perto e ordenou. – Peguem a pequena que capturaram e coloquem a coleira nela!
Os agentes assentiram e logo chegaram perto do aquário, o abrindo e tentando arrancar a pequena sereia dos braços da que parecia ser sua irmã. A outra sereia que havia falado com Luly antes se virou na direção que ela estava e a mirou suplicante, como se pedisse com o olhar que fizesse alguma coisa. A garota forçou o cérebro a pensar em alguma coisa, mas nada chegava a ele, estava tudo em branco. E agora o que faria?
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Já estavam vestidos com o traje de mergulho e logo, logo entrariam na água. Anne se sentia tranqüila em saber que sua amiga estava bem, mas sabia muito bem como ela era teimosa e como sempre fazia as coisas impulsivas e quase nunca pensava. Sem falar que esse orgulho que a caracterizava não a deixaria desistir tão fácil, era preocupante ela sozinha lá em baixo com certeza.
— O plano é simples. – falou Nick mirando aos companheiros com seriedade. Ele estava dando uma de líder desde que Luly desaparecera no mar, mas Anne tinha que admitir que ele tinha jeito para a coisa. – Nadaremos até onde esta a base localizando a Luly pelo celular da Anne que vai estar protegido com uma capa aprova D’água, entraremos na base, libertaremos a sereia e sairemos de lá levando a Luly conosco. Entendido?
Os dois assentiram rapidamente e logo os três entraram na água, nadando rapidamente por aquele vasto e escuro oceano enquanto Kioro os seguia bem de perto como um tubarão. Anne levava na mão o celular, tampado em uma capa azul que o cobria completamente e o mantinha longe da água salgada. Na tela do mesmo se mostrava uma espécie de radar que mostrava exatamente onde estava Luly.
— Estamos chegando perto. – disse Anne pelo comunicador das mascaras que usavam de repente eles se encontraram com uma enorme utopia marítima que estava suspensa sobre um abismo bem fundo e escuro. Suas luzes fortes iluminavam boa parte do oceano ao seu redor e encantava a qualquer um que estivesse ali perto, mas por dentro ela guardava uma das mais terríveis atitudes. – Como entraremos ai?
— Deve ter uma passagem escondida em algum lugar. – comentou Deimos olhando para todos os lados. De repente uma enorme criatura passou rapidamente por eles, parecia um dinossauro com escamas verdes. Ela se dirigiu até aquele lugar e logo se posicionou em uma das barras de sustentação se preparando para bater sua enorme cauda no mesmo. – Vamos, provavelmente é problema!
Os três se aproximaram rapidamente passando perto das janelas e quando passaram peto da janela mais alta, Anne pode jurar ter visto um garoto de mais ou menos dezenove anos a mirando atentamente. Um arrepio percorreu seu corpo, quando foi olhar novamente ele não estava mais lá. Balançou a cabeça levemente e voltou a nadar atrás dos garotos, aquele menino não lhe dava bons pressentimentos...
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Antes que o guardas pudessem esperar, um pouco depois de tirarem a pequena sereia de dentro do aquário, Luly saiu de seu esconderijo já com sua pulseira transformada em um canhão de raios gama. Ela rapidamente atirou nos dois agentes fazendo com que ficassem inconscientes no chão e logo depois atingiu o agente perto da mulher, o deixando no mesmo estado.
— Uma agente da OPM? – perguntou a mulher com o cenho ligeiramente franzido e os olhos faiscando de fúria. Luly não se deixou abalar e manteve o canhão apontado para ela, de olho em qualquer movimento que fizesse. – Pensei que não soubessem onde ficava essa base.
— Pois ao parecer se enganaram. – disse atirando na direção da mulher, mas a mesma, surpreendentemente esquivou e tirou de debaixo da saia uma pequena adaga e se dirigia até onde estava. Com dificuldade conseguiu se esquivar, mas perdeu o equilíbrio e caiu sentada no chão.
— Vejo que vocês não são tão ágeis como dizem. – falou a mulher se aproximando perigosamente com a adaga na mão. Luly pensou rápido e deu uma forte rasteira na mulher se levantando logo em seguida e tentando correr até onde estava a sereiazinha que não conseguia se mexer no chão.
Mas quando passou pela mulher a mesma fincou a adaga em sua perna fazendo com que soltasse um grito de dor e cambaleasse para frente caindo perto da sereiazinha que estava completamente assustada. Sorriu ligeiramente para ela, com um pouco de esforço por causa da dor e logo passou os braços envolta da pequena atirando em seguida no vidro dos dois aquários e na janela que tinha na outra parede, fazendo uma grande quantidade de água entrar rapidamente no local, arrastando a mulher para longe de onde estava enquanto se segurava firmemente no chão.
As sereias saiam rapidamente dos aquários e se dirigiam a abertura na janela saindo para o enorme oceano. Luly colocou sua mascara que havia tirado e guardado no bolso. Rapidamente tentou nadar na mesma direção que as sereias tinha ido, mesmo sentindo sua perna doer por causa da faca que ainda estava na mesma. Levava consigo a sereiazinha e pode ver como a sereia que parecia sua irmã as esperavam do outro lado do vidro, ansiosa para ter sua pequena irmãzinha nos braços.
Quando estavam chegando perto do vidro o lugar inteiro se estremeceu, fazendo Luly se mandada de volta para trás se chocando com o vidro do aquário junto com a sereiazinha. Luly tentou se recuperar e voltar a nadar, mas um alçapão redondo se abriu no meio do corredor e começou a sugar toda a água, conseqüentemente puxando ela e a pequena junto.
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Viam como aquela enorme criatura batia golpeava as bases de sustentação da utopia com muita força usando sua calda alongada e poderosa, enquanto algumas sereias saiam do lugar nadando rapidamente. Anne percebeu que uma das sereias tinha ficado debaixo da enorme placa de metal, atordoada e sem poder desviar dos vários pedaços de metal que caiam da imensa construção.
Rapidamente nadou até lá, desviando das placas de ferro e chegando perto da sereia que ainda estava muito atordoada para fazer qualquer coisa. Segurou seu pulso com força e a puxou para longe daqueles destroços pontiagudos e perigosos que caiam sem parar. A levou para perto de Deimos e Nick que ficaram um pouco estonteados com a beleza da garota. Ela devia ter seus dezoito anos, com os cabelos roxos vivos, os olhos verdes esmeralda, a pele branca e a calda de um verde bem claro. Anne suspirou irritada ao ver os olhares bobos dos garotos e logo voltou sua atenção para a garota.
— Tudo bem com você? – perguntou Anne colocando levemente a mão no ombro da garota que assentiu levemente, mas depois de alguns segundos a mesma teve um ligeiro sobressalto e entrou em desespero, como se tivesse se lembrado de algo realmente perturbador. – O que aconteceu?
— Minha irmãzinha. – disse colocando as duas mãos no rosto enquanto em seus olhos apareciam um brilho intenso de preocupação e desespero. – Ela estava saindo junto com aquela garota da OPM, quando de repente foram sugadas por um buraco que apareceu no chão.
— Uma garota da OPM?! – exclamaram os três mirando um ao outro com os olhos arregalados. Logo depois se dirigiram para a sereia mais uma vez. – O que aconteceu com ela?!
— Não sei. Desapareceu depois que foi sugada para aquele buraco. – disse a sereia um pouco atordoada pela reação dos três. Anne rapidamente pegou o celular e olhou o sinal de Luly que se movia para cada vez mais longe, mas pelo menos ainda tinha o sinal dela.
— Consigo rastreá-la. – anunciou um pouco mais alegre. Nick pegou o celular cuidadosamente de sua mão e o mirou atentamente, logo olhou para uma direção mais ao longe e começou a nadar com Deimos o seguindo a poucos metros. Antes de ir Anne se dirigiu a sereia e colocou uma mão em seu ombro. – Não se preocupe, traremos sua irmã de volta.
— Obrigada. – sussurrou a sereia vendo como a garota se afastava na direção dos outros dois. Vira a coragem da outra garota e se todos os agentes da OPM fossem assim, os criptos estavam mais que seguros.
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Haviam sido lançadas no que parecia ser uma caverna submarina que tinha em alguma parte desse imenso oceano. Na hora que foram jogadas para fora, se abraçara aquela sereiazinha e a protegendo com seu próprio corpo, fazendo com que quando caíssem a única a ser danificada fosse ela. Tentou não acertar a perna que estava com a faca no chão, para assim não piorar ainda mais sua situação. O choque com o chão foi doloroso, mas ficou feliz ao ver que a pequena sereia não tinha nada.
A colocou cuidadosamente no chão e se sentou, tirando rapidamente a faca de sua canela e tentando não soltar um grito de dor. Seu corpo voltara a tremer por causa do frio de ficar naquela água sem nenhuma roupa especial e agora acrescentara o fato da dor insuportável que tinha. Olhou para apequena que também tremia, mas duvidava que fosse de frio ou por causa de uma dor. Ela estava com medo, sabia disso, era difícil para qualquer um estar em essa situação, principalmente sendo tão jovem.
— Tudo bem. Nada vai acontecer com você. – sussurrou colocando uma mão no ombro da pequena e a fazendo mirá-la. Sorriu para mostrar confiança e logo continuou. – Logo virão nos ajudar e você voltara para sua irmã.
— Promete? – perguntou a pequena. Luly assentiu e logo a abraçou, escorando na parede da caverna e tentando relaxar um pouco. Só tinha que esperar até que os outros aparecessem e os tirassem dali. Mas a pergunta era, eles a encontrariam? Conseguiriam achá-la nesse lugar totalmente oculto? As chances eram mínimas, mas esperava que pudessem ter um pouco de sorte e assim pudesse ser encontrada.
Fechou os olhos levemente sentindo como a garota segurava sua blusa com força e deixou relaxar, dormindo profundamente em poucos instantes. Pensou ter dormido apenas alguns segundos quando sacudiram levemente seu ombro a fazendo despertar. Abriu os olhos lentamente e a primeira coisa que viu foi Anne sorrindo aliviadamente para ela. Como um reflexo de felicidade a abraçou com força sentindo como ela fazia o mesmo.
— Nunca mais suma desse jeito. – disse Anne e tudo o que pode fazer foi assentir. Não tinha palavras, estava tão feliz de ver sua amiga que a única coisa que podia fazer eram gestos. – Deimos e Nick já levaram a pequena para fora, agora só falta você. Temos que curar esse seu ferimento antes que piore.
Anne ajudou sua amiga a se levantar a apoiando em seu ombro e passando uma mão pela cintura dela. Caminharam lentamente até a beirada da caverna onde tinha um pequeno lago que ocultava a passagem que há via chegado antes. Rio ligeiramente ao sentir um leve pulsar em sua perna ao encostá-la no chão, era irônico isso que sentia. Anne a mirou, confusa, mas logo aclarou.
— Me lembre de nunca mais fazer meus personagens sofrerem. – disse, as duas riram juntas enquanto saiam daquela caverna completamente isolada e se dirigiam para a praia que estava a apenas alguns metros.
Quando tudo já se havia organizado, Deimos tinha feito um curativo improvisado na garota e Nick a entregou uma toalha bem quente que havia tirado de dentro da bolsa. As duas irmãs sereias se encontravam perto da beirada da praia para se despedir de seus salvadores enquanto os mesmos miravam com sorrisos no rosto as duas que balançavam suas caldas animadas.
— Realmente não sei como agradecer o que fizeram. – disse a irmã mais velha sorrindo extensamente para eles, deixando a Deimos e a Nick fortemente corados e as duas garotas enjoadas.
— Não foi nada. Esse era nosso trabalho. – falou Anne sorrindo para as duas com carinho. A irmã mais nova nadou até bem na beirada da praia e ergueu a mão fechada na direção de Luly, que foi até ela pulando em um pé só.
— Isso é pra você. – disse entregando para Luly um pequeno pingente que tinha o formato de uma bela sereia de longos cabelos e parecendo estar sentada em alguma coisa, com a cauda dobrada ligeiramente. – Como agradecimento pelo o que fez.
— Obrigada. – disse Luly sorrindo para a pequena e logo depois voltando para os outros em pequenos soltos e depois sendo sustentada por Anne novamente.
Os quatro se despediram das sereias que logo desapareceram no oceano e logo eles voltaram para a sede onde podiam ter um merecido descanso
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Estavam as duas sentadas nos sofás de seu quarto conversando animadamente. Luly tinha ficado fortemente resfriada depois do que havia acontecido aquele dia, tendo que ficar de repouso por algum tempo, sua perna estava enfaixada e agora andava com muletas para não abrir o ferimento novamente. Anne se encarregara de cuidar da amiga enquanto estivesse naquele estado e enquanto conversavam naquele instante Deimos e Nick falavam sobre a missão para Roger.
— Ah! Quase me esqueci! – exclamou Luly pegando sua mochila e tirando dela uma pequena caixinha embrulhada com um laço vermelho e dourado. – Isso é para você. Desculpe ter esquecido seu aniversario, espero que isso compense.
Anne abriu ansiosamente a caixinha e se encantou com o que viu. Aquela pequena pulseira que reluzia levemente com a luz do local era simplesmente encantadora. Colocou rapidamente no pulso e a mirou com um sorriso no rosto cada vez mais encantada com o presente que ganhara.
— É para colocarmos nossos pingentes. – disse Luly mostrando a sua pulseira que era igual a de Anne e que já tinha pendurado o pingente do dragão e da sereias. – E para simbolizar nossa amizade.
Anne sorriu para sua amiga e colocou o pingente do minotauro e da fênix vendo como ficava perfeito. De repente da porta entrava os dois garotos cada um com um embrulho na mão. Primeiro foi Deimos que deu o presente para Anne que o abriu com alegria e se encontrou com o ultimo lançamento da banda Nightwist, uma de suas bandas favoritas. Logo depois foi Nick que lhe entregou um embrulho maior que ao abrir revelava o livro Inheritence do Ciclo da Herança, um livro que estava doida para ter. Sorriu extensamente e agradeceu a todos os seus amigos.
— Garotos. – todos se viraram para o lado vendo como uma enorme tela LCD aparecia do teto e nela aparecia uma imagem de Roger com um grande sorriso no rosto. Anne, Deimos e Nick se aproximaram enquanto Luly continuou sentada no lugar apenas mirando a tela com muito sono. – Queria felicitá-los pela grande missão que tiveram. E quero informar a senhorita Anne e Luana que vão poder ficar aqui sem voltar para a Terra. Por causa do ferimento de Luana percebi que vocês não poderiam ir e vir sempre, então mandei uma mensagem para seus pais dizendo que tinham ganhado uma bolsa para um internato.
— Quer dizer que moraremos aqui agora? – perguntou Anne só querendo confirmar a idéia. Roger assentiu e a mesma comemorou emocionada.
— E senhorita Luana que queria parabenizá-la pelo seu desempenho na missão e... – antes que ele pudesse continuar todos ouviram um ligeiro ronco. Se viraram na direção de Luly e perceberam que a mesma havia caído completamente dormida no sofá, debaixo das grossas cobertas que tinham colocado nela por causa da febre. – Parece que a pequena estava muito cansada.
— Depois do que passou não era de se esperar. – disse Anne sorrindo para a imagem de sua amiga completamente encolhida naquele coberto. Deimos se levantou e foi até ela a carregando ligeiramente e a levando para sua cama, a acomodando cuidadosamente. – Acho que vou dormir também. – disse Anne em um bocejo. – Por mais que odeie me sinto exausta.
— Essa sua cisma com dormir novamente. – disse Inner aparecendo do celular da garota que estava encima da mesa de centro. A mesma tinha um enorme sorriso no rosto. – Agora como o seu precioso Dave vai poder te ver?
— Cala a boca Inner que ninguém te chamou. – respondeu Anne se deitando na cama e se preparando para dormir. – Se você não fosse um holograma juro que te batia, mas como você é então fica quieta e volta para o celular antes que te delete do programa dele.
Anne dormiu alguns instantes depois enquanto Inner voltava a desaparecer. Nick colocara a coberta encima da garota e logo ele e Deimos saíram do quarto deixando as duas descansarem. Elas mereciam, depois das missões que tiveram elas demonstraram que são bem fortes, mas ninguém é de ferro, e as duas precisavam relaxar já que provavelmente outra missão logo surgiria.
Notas finais
Bjsss
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