Opm - para Salvar e Resgatar!

2 Coisas estranhas acontecem


Notas iniciais
Esse é o inicio da historia e o proximo começa a aventura, vai ser uma aventura para cada cap então não pensem que são pequena naum hen! Tentei puxar para o lado da comedia, mas vai só começar no proximo, mas mesmo assim se divirtão com isso!

OPM – Para salvar e resgatar!

Rio de Janeiro – Seropédica

9:30 da manhã

Acordar, se arrumar, ir para escola, estudar, voltar para casa, fazer a tarefa, mexer no computador, se preparar para dormir e finalmente dormir. Essas eram as coisas que faziam todo dia de semana. Não que reclamasse já que adorava aquela Federal, mas queria um pouco mais de animação em sua vida. De tanto ficar escrevendo aquelas historias malucas cheias de emoção e aventuras não podia evitar pensar em como sua vida seria daquela maneira. Claro se sua mãe soubesse que escrevia historias tão sinistras como as que escrevia, recheadas de vampiros e seres sombrios sabia que ela ia pirar, imagina então se tivesse uma vida de aventuras como aquelas. Ela ia pirar!!

Estava em sua primeira aula do dia e já começava a achar tudo uma tremenda chatice. Queria gritar de raiva, mas não podia já que estavam em plena aula e por mais que a vontade fosse de sair correndo de lá tinha que ficar e mostrar ser uma aluna exemplar. Afinal como poderia se tornar uma boa bióloga se não estudava direito? Pois sim, esse era seu sonho. Poder estudar os animais que tanto a encantava antes que os mesmos sumissem com a ação humana.

Olhou para a janela da sala viajando naquela imensidão azul que tinha do lado de fora. Liberdade? Queria e muito, mas estava presa naquela sala tendo que ouvir o blábláblá do professor. Em sua mente se formavam as cenas de suas historias que só esperavam para serem escritas, mas no momento a vontade não lhe vinha e ficava nesse tédio todo apenas boiando em sua cabeça. Suspirou, o que não daria por uma aventura.

De repente Brenda tocou em seu ombro olhando de maneira confusa para ela. Sorriu para ela indicando que estava tudo bem. Se levantaram e foram até a parte de fora de sua escola, seu tão adorado CTUR. Ficara tão feliz quando se mudara para lá no ano passado que não conseguia parar de pensar só naquilo e nesse momento sabia muito bem o porque. A leve rajada de vento que soprava no lugar era simplesmente refrescante, a paisagem com o gramado verde e as arvores distribuídas para todos os lados era simplesmente calmante.

O momento do intervalo era aquele que podia ficar mais tranqüila por não ter a pressão de ficar sempre atenta a aula para não perder nenhuma coisa importante. Podia relaxar naquela grama verde apenas pensando e nada mais. Não importava o que no momento, estava mentalmente exausta por alguma razão e queria muito apenas descansar, deixar a mente vagar e vagar, sem ter um rumo certo. Nossa! Estava parecendo sua amiga!

Quem? Bom... Nada mais nada menos que uma garota que conhecera na net e passaram a conversar desde o inicio do ano passado ou até mesmo antes. Seu nome era Luana e as duas tinham varias coisas em comum. Uma delas era o forte desejo de se tornarem biólogas, tanto que ambas faziam um curso técnico em meio ambiente. Claro que não na mesma escola, já que Luana morava em Minas, mais especificamente em uma pequena cidade chamada Guanhães. Conhece? Pois lhes dou meus parabéns por ser tão bem informado. Além disso, ambas tinham meio que um humor sombrio, gostando de coisas como trevas, vampiros, qualquer coisa que se referisse ao lado escuro, apesar de nenhuma das duas serem más, ou apoiarem atos como os que aconteciam atualmente, mesmo tendo seus momentos de como dizer... insanidade, falando de coisas simplesmente insanas.

Luana, que passara a gostar ser chamada apenas de Luly, gostava apenas de divagar, tendo idéias malucas, mas que na sua opinião eram simplesmente incríveis e bem criativas. Riu alto ao lembrar que a garota não gostava muito de ter essas idéias e sempre reclamava de não conseguir pensar em coisas normais, como garotos ou novelas como toda garota de sua cidade.

Sentou-se no pé de uma arvore e se deixou relaxar apenas olhando para o céu, vendo as nuvens brancas se moverem lentamente pelos mesmos. O vento ainda soprava calmamente dando-lhe mais conforto do que esperava. O sono veio lentamente, esgueirando-se por seu subconsciente e fazendo com que lentamente começasse a fechar os olhos sem que nem mesmo percebesse. Embalada naquele ritmo lento das folhas encima de sua cabeça tudo o que podia fazer era sorrir e se entregar a aquela sensação tão confortante.

Mas antes que seus olhos se fechassem completamente um ponto brilhante vermelho passou rasgando o céu a quilômetros acima do solo, rasgando algumas pobres nuvens e desaparecendo pouco tempo depois. Rapidamente se colocou sentada de uma maneira mais ereta e olhou mais atentamente para o céu esfregando os olhos para tirar o sono que ainda lhe restava. Não podia acreditar, aquilo fora muito mais rápido que um avião normal que passava de vez em quando sobre suas cabeças, sem falar que parecia estar completamente em chamas, reluzindo no céu como uma bola cheia de energia e velocidade. Como uma fênix! Um pássaro de fogo que morria queimado e renascia de suas próprias cinzas. Mas ele era apenas um mito, uma historia fantasiosa feita para enfeitar os contos de magia e bruxaria.

Balançou levemente a cabeça desistindo da idéia. Estava com sono, cansada e sua mente já não estava mais nessa realidade, provavelmente tinha imaginado aquilo. Voltou a se acomodar no tronco da arvore só esperando que fosse o momento de voltar para a aula. Tentou se esquecer do que tinha visto, mas logo viu um enorme vulto passando para o outro lado do prédio da escola. Se levantou e foi atrás. Sua curiosidade era muito e pelo tamanho daquela coisa não conseguia imaginar que fosse um animal normal, só se fosse um elefante, mas isso era impossível.

Quando chegou no local seus olhos se arregalaram ao ver um enorme pássaro, com azas que chegavam até uns dez metros de ponta a ponta, o pescoço alongado e a cabeça pequena, o corpo um pouco rechonchudo e as patas grossas com garras afiadas em seus três dedos de cada pata. Suas penas variavam de um vermelho brasa para um amarelo incandescente e pareciam se mover como chamas, principalmente em sua alongada cauda que nunca se mantinha parada. Seus enormes olhos eram de um azul profundo e cheio de vida reluzindo da mesma maneira que as penas. Seu bico enorme e um pouco encurvado se abriu e soltou um piado forte e ensurdecedor a obrigando a tampar os ouvidos desesperadamente enquanto via o pássaro bater as asas e se alçar do chão.

O vento a sua volta ficou quente e rápido com as fortes batidas do pássaro e quando ele finalmente deu um forte impulso, saindo completamente do chão e indo em disparada até o céu quase foi arremessada no chão pela força do vento. Seus olhos ainda muito arregalados, não conseguiam distinguir o que tinha visto, não sabiam se era real ou falso. Só sabia que aquilo tinha sido a coisa mais estranha que poderia acontecer com ela algum dia.

*?*?*?*?*?*?*?*?*?

Em um lugar acima da atmosfera terrestre, em uma enorme estação feita de metal que flutuava como um enorme satélite em volta do planeta azul três figuras conversavam em uma sala dentro dessa enorme estão. Uma sala onde havia um enorme computador que mostrava em seu monitor uma garota de mais ou menos dezesseis ou quinze anos voltando para sua sala de aula ainda em estado de choque. Uma dessas figuras estava sentado na cadeira digitando e mostrando vários ângulos da pobre menina que não fazia idéia que estava sendo vigiada. Outra figura se encontrava do lado da primeira mirando atentamente o monitor com os braços cruzados na frente do peito e a posição ereta, como se si tratasse de um verdadeiro chefe. O ultimo estava escorado em uma parede com um pé na mesma e as duas mãos no bolso da jaqueta, fazendo com que sua posição fosse um pouco encurvada. Ele também tinha os olhos pregados na tela.

— E então? O que acharam? – perguntou a figura que estava sentada na cadeira passando seu olhar para as outras duas que continuavam com sua atenção na tela.

— Interessante. – disse o que estava de braços cruzados, sua voz era jovial e potente, de certa maneira até mesmo sedutora. Ele analisava a garota que tinha na tela de todos os ângulos, vendo cada mudança em suas feições, cada reação, cada distração... Tudo.

— Vamos passar para a outra. – falou o que estava escorado na parede. Esse também tinha a voz jovial, só que mais sombria que a do que estava de braços cruzados e ligeiramente mais potente. O que estava sentado voltou a mirar a tela e rapidamente a imagem mudou depois que digitou alguma coisa no enorme teclado. Nela agora apareceu outra garota também em uma sala de aula olhando distraidamente para o lado de fora, pela janela que tinha na mesma. – Aproxime.

Assim foi feito e em poucos instantes a câmera estava tão perto do rosto da garota que podia até se ver o brilho de imaginação reluzindo em seus olhos junto com o desejo de liberdade, igual tinha no da outra. Ela apoiava seu rosto com uma das mãos e suspirava de tempos em tempos, sem prestar muita atenção no que o professor falar.

— Agora veremos se ela também se liberou do pólen. – disse mirando atentamente aqueles que de tão sonhadores transbordavam alguma coisa que ele não podia identificar. As duas que mostraram tinham um mistério que era guardado em seu olhar, o que as deixava ainda mais intrigantes.

*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?

Minas Gerais – São João Evangelista

3:40 da tarde.

Suspirou vai se saber já quantas vezes. Sua cabeça vagava em pensamentos criando aventuras que ela sabia que nunca iriam se realizar e que apenas serviriam para torturá-la. Então por que fazia isso consigo mesma? Por que não parava de imaginar essas coisas tão bizarras? Exatamente porque não podia, não conseguia se livrar desses pensamentos. Cada vez que via uma coisa era motivo para que sua mente trabalhasse em mais uma de suas idéias malucas que acabavam virando mais uma de suas historias.

De vez em quando se perguntava quando iria aprender sua lição e deixar de acreditar na magia, e sempre encontrava a mesma resposta. A magia era seu refugio desse mundo, desse mundo que se sentia tão sozinha e isolada, como não fizesse parte dele. Podia fazer quantos amigos quisesse que ainda sentia que faltava algo. Claro que tinha uma exceção nisso tudo. Sua amiga da net a entendia e normalmente se sentia bem quando falava com ela pelo MSN.

Anne era incrível! Ainda se impressionava com o quanto tinham em comum. E pensar que se conheceram pela net de uma maneira tão casual... Bom, mas agora isso não importava. Sua mente novamente se concentrava no que ela gostava de dizer loucuras. Criaturas mágicas, poderes, aventuras alucinantes, dramáticas, emocionantes... Queria essas vidas que criava em sua mente, queria ser parte delas, mas sabia que tudo o que elas poderiam virar era mais uma historia na pagina do site que participava.

Suspirou mais uma vez. Pensava que se mudando para a federal de São João Evangelista ajudaria a mudar essa coisa que sentia, mas pelo visto era apenas mais uma ilusão sua. Engraçado pensar que depois de ter passado por maus bocados na outra escola ela acabasse ficando na mesma situação na nova. Como não queria ter saído de Belo Horizonte para começar, mas o destino tinha algo contra ela pelo o que parecia e a tirou do único lugar que se sentia em casa e agora nem lá se sentia tranqüila. Talvez o problema fosse seu, ou talvez não houvesse problema e ela só estivesse imaginando. Seja o que for isso a incomodava.

— Luana! – voltou a olhar calmamente para o professor encarando a expressão seria que ele tinha no rosto. Voltou a olhar para o quadro vendo a matéria que ele havia passado. Não demorou muito para conseguir entender já que sempre pegara com facilidade as matérias mesmo não prestando atenção, principalmente matemática que tudo o que precisava fazer era olhar para o quadro. – Agora que já voltou de seu mundo da lua poderia prestar atenção na aula pelo menos um minuto.

Ouviu como os outros riam na suas costas, mas não se importou. Estava acostumada a isso. Em sua outra escola era tachada de maluca, perturbada, estranha, entre outras coisa que muitas vezes não ficava sabendo. E por mais que tudo isso a incomodasse e a magoasse de uma maneira dolorosa ela preferia ficar calada e encarar tudo como mais um dia, como mais um momento. Sempre gostou de pensar assim: é apenas o presente, logo passa e vira passado. Logo o hoje será o ontem e tudo virará apenas lembranças.

Olhou para o quadro onde o professor corrigia algumas atividades, mas não via nada. Sua mente a havia transportado para outro lugar cheio de aventuras incríveis com poderes que ela sempre quis ter. Sonhadora ela era muito e muitas vezes isso a feria quando voltava a realidade e sempre ficava querendo voltar para aquele outro mundo. Ainda pensava que um dia desses iria ir e não voltaria mais.

O horário finalmente terminou e saiu da sala para voltar para casa. O momento que tanto ansiava para falar a verdade. Pegou seu celular colocando os fones de ouvido no lugar e ligando a musica em uma altura que a fizesse se desligar novamente do mundo a sua volta. Para ela era relaxante apenas ver as bocas das pessoas se movendo sem que nenhum som parecesse sair delas, pena que tinha que tirar quase sempre o fone se ouvido para saber o que os outros falavam para ela.

Pegou a vã que a levaria para sua cidade e finalmente para casa onde provavelmente teria que aturar seu irmão mais novo e seus pais. Preferia uma casa vazia onde ela poderia ouvir suas musicas sem gritos no fundo do que uma casa cheia onde se disputava o espaço sonoro e territorial. Gostava da presença de pessoas, mas ao mesmo tempo gostava de ter seu espaço para assim ouvir suas tão apreciadas musicas. Era toda uma rara. Gostava do meio a meio, gostava do variado e do simples, nem ela mesma se entendia com isso.

Chegou em casa saindo da confusão de seu meio de transporte e pegou sua chave prestes a abrir o portão de casa. Mas quando ia fazer viu um pequeno gato negro com a noite, de olhos de cores diferentes, um vermelho e o outro azul. Ele estava sentado no pequeno muro de cerâmica que tinha perto da garagem da outra inquilino da casa que morava encima de se e balançava a cauda com calma e graça, com um ritmo compassado e bem marcado. Não era estranho ver gatos por ali, muito menos cachorros, mas aquele gato em especifico nunca tinha visto até aquele dia.

De repente ele se levantou e andou de uma maneira lenta e rebolada até o lote que tinha grudado na casa onde morava de aluguel. Uma coisa tinha que admitir, era curiosa e muito! Não pode evitar andar atrás do gato para ver quem era seu dono, já que com um pelo tão bem cuidado como o dele era impossível ser selvagem. Adentrou no lote que no momento tinha o mato alto chegando até sua cintura. Com custo conseguia ver o gato e a ânsia de uma pequena aventura domava seu coração junto com o medo de ser pega por seus pais e levar uma bronca.

Quando o gato subiu no muro que dividia a casa que tinha atrás do lote e o mesmo ele parou e se virou para encará-la novamente com aqueles olhos brilhosos e cheios de mistério a fazendo parar no lugar e também apenas olhando para ele. De repente com um miado fraco o gato se transformou em um pequeno pássaro negro com algumas penas um pouco acinzentadas e os olhos da mesma cor que eram antes do gato. O pequeno pássaro fez um movimento com a cabeça que parecia uma reverencia e logo depois saiu voando deixando a garota de olhos arregalados e o queixo completamente caído.

Beliscou-se algumas vezes para ver se ainda estava acordada só para sentir uma pequena dor na região e descobrir que estava completamente acordada. Voltou para o portão de casa e abiu o mesmo entrando ainda um pouco atordoada. Seu pai ainda não chegara, já que seu horário na Cenibra tinha mudado mais uma vez nessa semana, sua mãe também não já que o trabalho na farmácia ia até as sete e seu irmão logo, logo estaria ali. Suspirou, e sentou na mesa da sala ligando seu pequeno computador e se preparando para mais um dia de escrita onde podia colocar para fora tudo aquilo que a incomodava.

Horas e horas diante daquela pequena telinha. Já estava acostumada, mas mesmo assim em sua mente lhe pedia sempre que saísse dali e fosse fazer algo para saciar sua sede de aventura. Mas o que podia fazer além de ficar ali esperando seus pais? Sair? O que teria para fazer nessa sua cidade minúscula e sem lazer? Por sim, nem cinema tinha nessa cidade! Sair com um grupo de amigos? Que amigos?! Não se sentia bem com ninguém dessa cidade e os poucos que sentia que podia contar o que sentia pareciam se irritar com tal coisa, ou pelo menos isso achava.

Suspirou mais uma vez e meteu levemente a cabeça na mesa de vidro tentando fazer seu coração parar de se apertar. Nunca sabia o que era aquilo e a incomodava completamente o fato de sempre acontecer nos piores momentos. De repente um som irritante vindo do computador anunciou uma conversa no MSN. Olhou para a pequena pagina que acabara de abrir e não pode evitar sorrir ao ver sua amiga puxando uma conversa.

Anne tsuki diz:

Oie ^^

Luly luly diz:

Oie ^^

Suas conversas sempre começavam assim, mas acabavam tomando um rumo um tanto estranho quando a conversa rolava. Ambas gostavam de contar o desenrolar de suas historias e sempre acabavam falando de mais de vez em quando e assim a amizade apenas aumentava sem se importar com o que os outros pensavam de uma amizade pela net.

Anne tsuki diz:

Vc não vai adivinhar no que eu vi hoje!

Luly luly diz:

Fala!fala!

Anne tsuki diz:

Você pode até não acreditar, mas hoje no intervalo eu vi uma fênix de verdade!!

Os olhos da garota se arregalaram quando leu a frase que sua amiga havia colocado. Já ia perguntar se ela estava brincando quando em sua mente apareceu a imagem daquele gato estranho se transformando em um pássaro e saindo voando sem mais nem menos. Apagou o que havia escrito e começou a digitar mais uma vez.

Luly luly diz:

Hoje eu vi quando cheguei em casa um gato preto estranho que e transformou em um pássaro!!

Anne tsuki diz:

Será que tem algo haver? Sei lá, tipo...

Estamos vendo coisas mágicas depois de tanto escrever sobre isso?

Luly luly diz:

Hum...

Talvez. Afinal somos gêmeas não ;)? Podemos saber o que a outra pensa xDDD

Anne tsuki diz:

Verdade xDDD

O resto da conversa rolou como sempre acontecia. Troca de textos, noticias sobre o dia, desabafos, entre outras coisas que duravam até as dez da noite onde ambas saiam e iam se aprontar para dormir. Luly não sabia o quando estava cansada até o momento em que se deitou na cama e fechou os olhos, dormindo quase no mesmo instante. Lembrava de quando era criança e sempre tinha medo de dormir por causa dos vários pesadelos que tinham. O bom é que hoje em dia conseguia transformar seus pesadelos em sonhos normais que talvez viraram mais uma de suas historias.

Só que essa noite aconteceu algo diferente. Acordou no meio da noite escura e sombria sentindo uma enorme vontade de fazer alguma coisa sendo que não sabia o que. Saiu da cama e andou até a sala encontrando seu computador ligado com uma pagina da net aberta mostrando o que parecia ser um convite para algum tipo de jogo estranho.

O convite dizia o seguinte:

O OPM te convida para fazer parte da equipe de proteção de criptos. Se caso aceitar esse convite tenha em mente que não tem volta atrás. Depois que se entra nunca mais se sai.

Mais em baixo tinha dois quadradinhos brancos onde podia marcar o que dizia aceito ou o rejeito. Se sentou na cadeira e analisou bem o convite. Parecia ser um daquelas propagandas de jogos para se baixar e jogar onlline só para depois ver que seu computador estava cheio de vírus. Mas a pergunta era como aquilo havia parado ali se ela havia desligado o computador quando foi dormir. Claro que o deixara daquela maneira, mas tinha certeza que o havia desligado e nunca abriria aquela pagina.

Estava tão concentrada em analisar a pequena pagina que quando o irritante barulho do MSN apitou quase pulou da cadeira de susto. Abriu a pagina só para se encontrar com sua amiga chamando para uma conversa.

Anne tsuki diz:

O que ta fazendo acordada a uma hora dessas garota?

Luly luly diz:

Posso te fazer a mesma pergunta.

Não queria ser rude, mas como disse antes sua curiosidade sempre era maior que qualquer outra coisa em seu corpo.

Anne tsuki diz:

Acordei agora e vi o comp. ligado com uma pagina estranha sobre uma organização chamada OPM.

Luly luly diz:

Você também? To com essa mensagem aqui também!

Estranho... Era muita coincidência as duas terem acordado na mesma hora e ido até o computador, sendo que a mensagem estava em ambos.

Anne tsuki diz:

Vai aceitar?

Luly luly diz:

Não sei... Estava pensando nisso agora...

Anne tsuki diz:

Por que nos duas não aceitamos? Não teria mal nenhum não é mesmo?

Pensou um pouco. Provavelmente era apenas um jogo e o máximo que faria era atrair vírus para seu computador e tinha um antivírus potente para combater. Não teria problema em aceitar um convite desses não é mesmo?

Luly luly diz:

Ok. Vamos aceitar.

Levou lentamente a setinha até o quadradinho do aceito, mas quando estava prestes a clicar nele ouviu um miado fraco a sua frente. Levantou o rosto e viu o mesmo gato de quando havia chegado da escola. Ele a mirava de maneira intensa sentado na beirada da janela como se apenas estivesse assistindo. Ainda um pouco indecisa clicou no quadradinho fazendo a tela do computador ficar em branco reluzindo com intensidade. O gato miou mais uma vez e pulou em seu colo enquanto a luz que emanava de seu computador a obrigava a fechar os olhos, só para sentir como seu corpo ela sugado por alguma coisa.

Depois nada.

Notas finais
Que misterio coloquei nesse final... E ai gostaram? Acho que vão se divertir mais no proximo cap, mas bem não vou adiantar nada já que ele sai daqui a pouco.

Bjss