Operação babá
28 Chapther twenty eight
Notas iniciais
Naquela noite a família Ichijouji deram um passeio a casa da família Inoue, como em seu bairro o pequeno não tinha amigos e menos ainda que entendessem o que o filho estava passando, as duas famílias foram a um café. Mamoe e Chizuru estavam ajudando a mãe a trocar a maninha e escolheram uma jardineira jeans com um cinto xadrez rosa com uma camisetinha regata, fizeram duas Chiquinha em seus cabelos os prendendo com fitas rosas, o que eles não contaram foi com a coincidência que Ken também veio de jardineira jeans com uma camiseta de ursinho, o detalhe não passou despercebido pelas pessoas que os viam como gêmeos, filhos de Miyako e Ken.
— “As pessoas acham mesmo que somos irmãos”. Miyako inicia o assunto.
— “ Estão vendo muita novela, fisicamente não nos parecemos, mas acham que somos gêmeos bivitelinos.
— Finalmente os bebês mais famosos do mundo. A garçonete empurra dois cadeirões para acomodar os pequenos.
— “E eu pensando que esses dai eram os filhos da princesa da Inglaterra”. Zomba a violacea. Os dois bebês riem da piada.
— Vai ser uma honra servir os filhos dos estudantes mais geniais do Japão, o que os vovôs e os tios vão pedir? A garçonete empunha sua caneta e se concentra no pedido.
— Se soubesse! Mamoe cochichou.
— Se internaria, confusa com a explicação. Concordou Chizuru. As irmãs Inoue riem. Miyako olha para o lado e vê uma mesa de sobremesas.
— “Miyako-Chan você não vai fazer o que eu penso que vai”? Ken presenciou a violacea se esforçando para alcançar o cupcake e quando o faz o lança na orelha da garçonete. Ambos os bebês não pararam de rir, assim com Mantarou e suas irmãs, seus pais e os pais de Ken olharam a cena desconcertado, certos que foi um acidente.
— Bebezinha mais travessa, olha eu vou me limpar enquanto contém os pequenos.
— “ O relato do Motomiya estava certo, por mais que aprontamos os adultos nos enxergam como travessos, para o nosso bem a verdade tem que continuar sendo essa”. Tomara que não se machuque muito”. O bebê dos cabelos índigo joga um prato contendo uma cauda de chocolate no chão a fazendo escorregar antes de sair.
— “ Acho que formamos uma boa dupla”. Afirma Miyako.
— “ Podemos não ser gêmeos, mas somos almas gêmeas. As bochechas do guardião da bondade ruborizam e Miyako sorri.
— “Se não fosse o acento e a situação eu te dava um beijo isso foi lindo! A violacea declarou”. Os adultos se desculparam com a garçonete e olharam para os filhos.
— Tudo ficou engraçado para vocês não foi, af, quem mandou ficar se intrometendo, buscando novas informações sobre clientes, espero que não nos expulsem. A mãe de Miyako declarou sem preocupações.
— “Agora sei de onde vem sua sinceridade”. Pentelhou Ken lambendo os dedos melados. Miyako também lambe o doce grudado nos seus.
— Olha a sujeira que já estão fazendo! A senhora Ichijouji declara, olhando para os bebês.
— A Miyako já se lambuzar antes. Provoca Mantarou.
— Acho que eles estão mais afim de brincar do que de comer. Afirma o pai de Ken.
— Olha ali tem brinquedos. Mostrou tirando o filho do cadeirão seguido pelo pai da namorada, ambos os coloca na piscina de bolinhas onde também tinha tubos que os bebês engatinham para escorregar.
— “Mesmo achando muitas coisas estranhas, esse foi mesmo um verão pra gente recordar, não dá para negar que foi bem divertido”. Miyako brinca.
— “ Estamos sim, mesmo que possamos contar para as pessoas, vai ser mais um segredo nosso, o que pensou para sua redação”? Perguntou Ken.
— “Acampamento com a turma, de certo modo passeamos em grupo, mas teremos que omitir uns pontos, e explicar essa confusão com os bebês”.
— “Sei que parece clichê, mas podemos… Sei lá, Miyako-Chan, não sou muito bom em mentir, mas podemos usar a desculpa de ser nossos primos”.
— “Ken… Não tem outra desculpa, eu posso manipular as imagens antigas do meu computador e te incluir nelas”.
— “Tá virando uma bola de neve, são tantas mentiras”
— “Mas são a nossa defesa, pensa que seríamos tratados como se tivéssemos uma doença se soubessem dos digimons”. Teorizou a violacea.
— “ Não aguentaria ver nossos parceiros sendo perseguidos, o governo iria atrás da gente e tratá-los como armas. Ken completa o pensamento da amada. Ken e Miyako observaram os bebês os encarando, os dois digiescolhidos se envolveram tanto com a conversa que esqueceram que estavam rodeados de crianças e bebês.
— “ Ainda bem que eles não falam”. Agradeceu Ken. Uma fofa musiquinha começou a tocar ao fundo, primeiro os números em japonês e após tiveram muitas músicas infantis . Uma delas a pequena Inoue começou a cantar um trecho, fazendo Ken a olhar com um sorriso meigo.
"kakegae no nai inochi" dato Hayari no uta ui keredo Dareka ga boku to kawattetemo Daremo komari wa shinai Kawaribae no nai hini ni Karimono no bokura Isu wo sagashiteru Nanimo nare wa shinai mama Shinzou wa tomatteku”
— “No Yōchien cantávamos muito”. Conta a violacea.
— “Até que estou me divertindo. Ken foi interrompido pelo pai que o ajudou a escorregar.
— To vendo, o Iori- Kun também reclama, mas está se divertindo. Miyako também escorregou com a ajuda de seu pai. Após as brincadeiras eles foram no colo para a mesa e acharam fofo sua comida com carinhas e formatos. Após o animado jantar os pais de Ken e Miya se despedem, para o bondoso era diferente ver seus pais saindo e conversando fora de casa. Os digimons tiveram que se comportar, mas adoraram ver os bebês reunidos. Os pais de Ken o acomodam no bebê conforto e se sentam, o pequeno estava esgotado e boceja, quando abre seus olhos vê seus pais se beijando, Ken ficou muito feliz com o amor entre seus pais, o que era raro de ver. Não muito longe dali... Taichi dava a mamadeira para irmã e Sora olhava o horizonte escuro e estrelado suspirou fundo ao se lembrar dos pais, sabia que devia conversar com eles, não estendia o que ambos foram fazer na lanchonete, mas não queria acusar eles espionar a reunião.
— Sora-Chan… Ah você está aí! O que houve? Perguntou o castanho. A guardiã do amor vira o rosto e suspirou.
— Meus pais… Droga o que foram fazer lá? Questiona a ruiva.
— Óbvio! Eles queriam ver onde estava, com quem estava… Ou de repente sei lá estavam saindo. Responde Taichi, balançando Hikari.
— Acredito na primeira opção. Taichi-Kun, meus pais não saem de casa para encontros, são quase colegas de quarto, só sei que não quero acabar como eles. Afirma Sora, se aproximando da bebê nos braços de Taichi.
— Não precisamos… Q- quer dizer não precisa, seus pais tem um modo de dizer que estão casados, faz tempo que as situação romântica aqui no Japão tá mudando.
— “ O Oniisan se diz artilheiro, mas só vi bola fora”. Resmungava a caçula dos Yagami. Joe entrou na varanda interrompendo o jovem casal, os pais da ruiva entram logo atrás, seguidos dos digimons.
— Sora,minha filha, eu e seu pai não estávamos te espionando, muito menos somos contra o seu namoro…
— Fale por si Toshiko. Retruca Haruhiko. — Vocês dois podiam contar pra gente que estão namorando.
— Agora você já não tem pra onde fugir capitão. Provoca Joe.
— Mãe… Pai… Sora interrompendo a mãe que ia começar a pensar nas formalidades.
— Sobre o namoro… Podemos falar uma outra hora. Taichi respira aliviado.
— Por que vocês são tão irresponsáveis, esconderam de todos onde estavam Mimi, Yamato e Takeru, precisou um investigador ir atrás das informações, o beijo, o namoro não foi tão relevante quanto a falta de comunicação com a gente, o castigo que merecem por terem encoberto atitude errada. Peço perdão a família Yagami pela hora, vamos Sora. Ordenou a Toshiko.
— Eu posso tentar…
— Witch-Chan, você já fez muito, vamos embora o gomamon deve estar preocupado comigo. Joe interrompeu a bruxinha.
— Arigatou pela noite digiescolhidos! A digimon agradece. Quando os pais de Sora iam saindo a voz de Taichi se fez presente.
— Entendo que se zangaram conosco pela fuga dos nossos amigos e pela cara dos meus pais eu também devo explicação, mas eu não me arrependi de ter ajudado, me alegra que ao invés da senhora Takaishi estar a essas horas a caminho das Bahamas separando os irmãos ela está que nem louca procurando eles, esse namoro desse casal perfeito só deixou gente triste e aposto que se a situação do Takeru não estivesse como a da minha irmã e dos demais digiescolhidos, ele também estaria com raiva e fugiria com o irmão. Taichi afronta os adultos. O casal Takenoshi se despedem encarando o castanho, Sora observou sorrindo e percebeu que até Hikari parecia encarar seus pais.
— Kido, querem carona? Perguntou o senhor Takenoshi.
— Eu agradeço, mas eu vou com a Witch, vai mesmo levar a sério a proibição de proximidade entre a gente? Eu entendi que não foi uma atitude que estavam esperando nossa, mas apesar da solução errada, não íamos aguentar o sofrimento dos nossos amigos, sermos digiescolhidos não quer dizer apenas montar em cima de um monstro e salvar os mundos… Para merecer a luz dos brasões precisamos demonstrar nossas características principais, por que acha que Yamato e Taichi são sempre os primeiros que encaram os problemas? Yamato-san pode parecer fechado, mas é o primeiro a socorrer um amigo e sofre quando este está em perigo, o Taichi não aguenta ver um amigo, um irmão sofrendo, certo que as vezes isso desencadeia uma atitude desenfreada, o Taichi tem sede de resolver os problemas e salvar as pessoas, mesmo com medo do que vem pela frente, a Sora ama os amigos e faz tudo para nós manter seguros, ela odeia ver sofrimento, antes ela negava, mas tem um coração enorme, não vou ficar falando o significado de cada um mas se o problema é termos salvado os nossos amigos de viverem separados então… Ok faço parte desse grupo. Joe esbravejou.
— Joe-Senpai! Taichi toca os ombros do amigo.
— Arigato Senpai! Sora abraça o guardião da confiança.
— Fomos irresponsáveis, eu peguei o carro eu levei eles a rodoviária… E mesmo me doendo muito eu menti, quis proteger meus amigos com quem me importo como se fossem meus irmãos. Taichi confessou de uma vez.— Podem me julgar, dentro daquele carro não tinha nenhum haren, não sei que lenda é essa que todo atleta tem um, Sora-Chan você está bem? Perguntou por fim.
— Vou ficar, boa noite, dá pra vergonha ser menor e vamos embora logo, vem biyomon.
— Que castigo é esse Sora-Chan? Perguntou a ave, temendo algo ruim.
— Não é castigo físico, vamos passar o resto das férias presas no apartamento, do mesmo modo que compartilhamos informações, nossos pais devem fazer o mesmo e contar para todos os pais dos digiescolhidos o que fizemos, tenha paciência minha linda, as férias estão acabando. A ruiva explica abraçando a parceira. A família Takenoshi se despede e deixa o apartamento da família Yagami seguidos de Joe e Witchmon.
— Yagami Taichi! Brada o pai do castanho.
— Toda a explicação foi dada o que mais vocês querem? A sim aqui, a roupa íntima que eu lutei para o senhor não ver. Taichi exibe o sapato que pegou no carro. Chocando os pais, por outro lado sua mãe respirou aliviada. A bruxinha caminhava em passos curtos com Joe ao lado.
— O que está te incomodando Witch-Chan? Perguntou Joe, incomodado com o silêncio da feiticeira.
— Por minha culpa vocês estão de castigo! Desabafa a bruxinha.
— Se eu não tivesse jogado esse feitiço nos seus amigos…
— Witch-Chan, isso tudo é culpa nossa, muitas vezes nossas atitudes nos levam a consequências, se não tivesse jogado esse feitiço o Yamato perderia de uma vez a mãe e o irmão que tanto preza, a Takaishi estaria dizendo sim ao padrasto dos meninos. Joe acalma a digimon.
— Eu não quero ver vocês presos! Joe sorri com a lamúria da namorada e a abraça.
— Quanto ao castigo, não é coletivo… Os pais da Sora-San ficaram zangados, mas isso não quer dizer que haverá punição geral no grupo, Witch-Chan você salvou os nossos amigos. Elogiou Joe. Witchimon sorriu e beijou o namorado.
Enquanto isso lá nas Bahamas…
Ray continuava sofrendo com a rejeição, para ele já tinha ganhado a família, já tinha o caçula da amada como seu filho, sentia saudades dos beijos escondidos no sofá enquanto viam filmes, dos passeios que fizeram em família, já podia ouvir Takeru o chamando de pai. O francês segurava o pequeno golden retriever com uma mão e na outra tinha um pote de sorvete, passava músicas que faziam sucesso ao redor do mundo, um sertanejo representou o Brazil, a música Ze da recaída. Ray pegou o telefone e selecionou o contato da sua ex.
— Eu não consigo… Não dá para ouvir a voz dela, me diga o que eu fiz de errado? Questiona o francês olhando para o cãozinho, o qual ainda não tinha nome, pois Ray o comprou para o “enteado”. O cachorro late e deita em seu colo. O francês comia a sobremesa e olhava ao redor do apartamento pensando se devia ligar para Natsuko ou se era perda de tempo, a última coisa que queria era voltar a ser insultado e sofrer ouvindo que ela preferiu Hiroaki.
Enquanto Ray sofria com a dor de cotovelo, em Paris Catherine estava animada, seu pai iria trabalhar no Japão e a jovem francesa se mudaria para o país e em abril iniciaria em Odaiba high school. A digiescolhida francesa iria deixar para comprar seu material escolar quando chegasse, se lembrava com carinho dos amigos, ela tentava aprender pelo menos a escrever o seu nome, mas tinha uma certa dificuldade com o Hiragana.
— Espero que eu consiga, esses Katakana e o hiragana vão me confundir. Resmungava a loira treinando em seu caderno de caligrafia.
— Porque não pede ajuda aos digiescolhidos japoneses, aqueles que nos ajudaram. Floramon sobe na cama da parceria dançando animada.
— Floramon! Aw não é uma má ideia, o Takeru, o Taichi e todos os amigos… Não da para acreditar que vamos nos reunir.
— Também veremos o Patamon e o Agumon. Comemora a digimon.
— Estou louca para visitar os shoppings, os parques e ver as famosas sakuras. Catherine abre o notebook e passa as fotos.
— Esse é o uniforme? Perguntou a digimon planta.
— São parecidos! O uniforme do ginásio é diferente sem falar que no começo estranhei, mas agora sou oficialmente uma chūgakkō. Catherine sorri ao ver a foto do colégio.
— Eu estou muito feliz por você Catherine.
— Arigatou Floramon-Chan! Catherine cumprimentou com a reverência e a digimon estranhou a princípio, mas a loira explicou que era assim que os japoneses se tratavam.
— Catherine, minha filha, partiremos hoje a noite, acho que você pode gostar de saber que vai chegar a tempo do festival de verão, está animada? Perguntou seu pai.
— Uie, uie não vejo a hora! A loira abraça seu pai.
—Catherine eu posso te perguntar uma coisa? — Claro papa!
— Você... O pai da loira olha dentro do quarto da menina e não vê nada além dos ursos e bonecas da filha.
— Com quem você conversa? Parece que ouço vozes!
— Pode ser estresse papa! Ou pode ser quando estou conversando com meus amigos. Disfarça Catherine.
—Pode ser, se arrume para tomar café, já está atrasada. Seu pai depositou um beijo em sua testa. Catherine fechou a porta.
— Ele já foi Floramon! Você está ficando boa em disfarces. Sorri a digiescolhida.
— Seus pais teriam um infarto, ainda não é momento de contarmos, quem sabe um dia. Floramon sobe no colo da parceira.
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