Operação Las Vegas
4 Capítulo 3 - Contra as regras
Notas iniciais
Para não ficar confuso até o encontro dos NCIS com os CSI o ponto de vista da equipe de Gibbs será antes do sequestro de Tony.
Para os CSI sera o mesmo tempo que o de Tony, e o que tiver em itálico são as lembranças de Tony que mostraram o que aconteceu com ele quando partiu para sua missão.
DC – Agência do NCI –Antes da captura de Tony:
–Gibbs sabe que estamos fazendo isso? –O agente McGee perguntou para a colega que o respondeu sem tirar os olhos da tela do computador a sua frente.
–Ele disse para eu tentar achar alguma coisa. –Ela respondeu deixando claro que para ela não importava a resposta para a pergunta do agente. Suas mãos digitavam rapidamente o teclado abaixo de si como se já soubessem o que era para ser feito.
–Isso é um não. –Ele concluiu suspirando e vendo um brilho de raiva se espalhar pelo rosto de Abby.
–É o único jeito. –Ela contra disse ainda sem o olhar, seus dedos batiam com mais força no teclado.
–É perigoso. –McGee comentou, não que fosse contra ao que ela fazia, na verdade ele entendia que era necessário e de certa forma apoiava a sua ação, mas temia serem descoberto, uma informação vazada podia colocar todo plano a perde e não poderiam mais prosseguir com a decisão que tiveram de encontrarem, sozinhos, o amigo desaparecido da equipe.
E as coisas já estavam totalmente fora do lugar para serem colocados para fora do cenário, e o que comprovava sua observação era o silencio do local que estava, sem musica, sem grandes falas, sem animação.
–Você acha isso perigoso? E o que Tony esta fazendo não é perigoso?! A esqueci não sabemos o que ele esta fazendo porque eu não consigo invadir o maldito sistema a quase dois dias e você não faz nada além de atrapalhar! Droga! –Abby gritou, por sorte a porta de seu laboratório estava fechada, o que não era comum. Novamente um aviso na tela em que se concentrava disse que a senha digitada estava incorreta.
McGee não se defendeu, ele não concordava com ela, ele tentou ajudar, mas ela estava tão mergulhada em sua “missão” que não percebeu o fato. Mas ele não ficou chateado, e se não fosse à tensão que Abby espalhava pelo by Browse to Save\">ambiente teria sorrido ao vê-la com tanta raiva e tão dedicada ao seu trabalho, não ele jamais sentiria raiva dela, não se pode sentir raiva de quem se ama.
Sem pedir licença ou se atrever a proferir qualquer palavra o agente gentilmente se colocou na frente dela que não teve tempo de protestar, não quando eram suas mãos que agora trabalhavam freneticamente no teclado. Não demorou muito para que uma nova mensagem fosse enviada para eles, porém a mensagem era diferente das anteriores: Acesso liberado.
–Você conseguiu. –Abby murmurou, não perguntou o que havia errado, ela tinha visto a conquista dele e apenas se perguntou como não tinha conseguido fazer isto antes. E como se pudesse ler seus pensamentos o agente lhe disse calmamente:
–Você precisa descansar, se entupir de café e virar noites não vai fazer o Tony volta, temos que fazer isso direito Abby. –Dito isso ele começou a caminhar para a saída enquanto ela sentia a preocupação clara de suas palavras. –Vou avisa ao Gibbs.
–Espere! –Ela disse se virando para ele que já havia girado a maçaneta da porta.
–O que foi? -Ele perguntou e como resposta teve os braços da cientista o envolvendo fortemente e o som de sua voz dizendo uma simples palavras no seu ouvido.
–Desculpa. –Ele retribuiu, ela sorriu, não ouvi mais qualquer barulho, o laboratório ainda estava em silencio, mas o singelo gesto parecia ter trazido de volta a normalidade, pelo menos temporariamente. Afinal não é nada normal dois componentes do NCIS invadindo o email de seu diretor.
Las Vegas – Laboratório de Criminalística –Presente:
Havia algo estranho acontecendo e ela não estava gostando nada disso.
O laboratório de Criminalística onde trabalha nunca foi um lugar calmo, em todos seus anos de by Browse to Save\">trabalho jamais havia visto o local sem agitação, a todo o momento havia equipes diferentes circulando pelos corredores, técnicos de laboratório catalogando e analisando evidencias, reuniões sendo feitas para prepara o melhor método de se pegar um culpado, familiares chorando por um parente perdido e a tensão de um caso sendo perdido.
Mas assim que entrou após sair de uma cena de crime ela percebeu que o cenário estava modificado. Ainda era possível ouvir todas as ações que faziam parte do ritual diário daquele ambiente, porém novas peças deixavam claro que o que ela fazia era de longe um caso rotineiro.
–Não acredito que eles estão aqui. –Ela, Sara Sidle, investigadora florence disse para si mesmo ao ver desconhecidos circulando junto a ela pelos corredores, a única coisa que sabia delas era o que o crachá em suas roupas diziam: NCIS, e como uma investigadora ela detestava ficar no escuro.
–Pois acredite porque parece que tem uma dezena deles. –Seu colega, Nick, lhe disse enquanto seguiam para a análise de digitais.
–Você está bem com tudo isso? –Ela perguntou incrédula com o pouco interesse do amigo no que estava acontecendo.
–Algo me diz que eu não devo me meter nisso e é exatamente o que vou fazer. –Ele lhe respondeu tranqüilo, até percebe que ela tinha mudado o rumo. –Aonde você vai?
–Algo me diz que eu tenho que fala com Grissom, encontro você lá. –Sara falou sem lhe dar muitas satisfações.
Nick suspirou, ele achava melhor que ela não tomasse qualquer ação precipitada, estavam andando no escuro e o melhor era não se fazer movimentos bruscos, mas ele não perdeu tempo com isso, sabia que ela não o ouviria e continuou com seu caminho enquanto Sara batia na porta da sala do seu chefe.
–Entre. –Assim ela fez, seu ar de determinação foi perceptível por ele assim que ela cruzou a porta a fechando atrás de si, ele já a esperava só não tão cedo. –O que posso fazer por você?
–Me disser o que eles estão fazendo aqui e porque estão nos dando ordens. –Ela falou em disparada, Grissom respirou fundo, ia ser uma discussão que ele não queria prolongar, não poderia.
–Eles precisam de ajuda e nos vamos ajuda. –Respondeu simplesmente e a fúria de sua subordinada só aumentou.
–Só isso? –Ela perguntou sem acreditar nas palavras dele, Grissom dentre todos que ali trabalhavam era o primeiro a questionar e o primeiro a se opor quando o mandam compartilhar casos e agora ele era o que lhe dizia para colabora. Sem duvidas, para ela, nada hoje estava fazendo o menor sentido.
–Só a isso para ser dito. –Ela ia retruca, ia cruzar uma linha perigosa, estava convencida de que essa parceria não poderia acontecer se não fosse dado mais informações sobre o que ela tinha que fazer, mas tudo que pensou em disser foi interrompido por uma terceira pessoa presente na sala e que até então, não tinha sido vista.
–A não ser, é claro, pelas informações conseguidas na cena de crime. –Ela olhou para o dono da voz e não se surpreendeu ao ver o diretor Vance sentado ao canto e a olhando pacientemente.
–Sara. –Grissom disse, ainda segurando todas suas certezas ela o olhou, seus olhos se encontraram aos dele e ela pode ler, como mais ninguém, a suplica que ela fazia para ela parar. Ela entendeu e obedeceu, as palavras que proferiu em seguidas estavam deixando claro para o visitante o quanto ela queria reter informação, mas por dentro sua raiva tinha diminuído e em seu lugar estava a tranqüilidade por saber que Grissom estava ao seu lado. Mas ela precisava jogar e assim fez:
–Não tinha muito lá, achamos marcas de pneus vindo do sentindo contrario que indicavam uma freia brusca seguida por uma arrancada rápida.
–Possível atirador? –Vance perguntou e ela prosseguiu:
–Provavelmente, a bala que atingiu o agente Muller será enviada a balística, as marcas no vidro apontam que esta veio por fora.
–Algo mais? –Desta vez Grissom que perguntou.
–Só uma digital no interior do carro, Nick esta processando no bando de dados, assim que sair o resultado eu aviso. –Dito isso ela saiu antes que lhe mandassem fazer isso, ela olhou desconfiada para a porta que se fechada e se não tivesse voltado para frente teria se batido com seu colega.
–Já tenho um resultado. –Ele a informou.
–Já?
–Temos um banco de dados só com nomes de agente federais, o diretor é de DC então limitei as buscas para lá somente com agente do NCIS. –Esperto, ela pensou e pegou o papel com o resultado de sua mão.
E apesar da repreensão sofrida por seu supervisor e um desconhecido, apenas uma coisa ocupava a mente de Sara Sidle:
Quem é Anthony Dinozzo?
Las Vegas – Local desconhecido –Presente:
–Droga! –O agente gritou e teve sua voz ecoada pelo ambiente que se encontrava. Em desespero tentou novamente se livrar das algemas que prendiam seus pulsos, era em vão, a dor proveniente do que lhe tirava sua liberdade estava cada vez mais insuportável e ele tentava ao máximo ignorá-la.
Sua sede tinha voltado e ele não tinha noção de quanto tempo tinha passado dês que seu seqüestrador tinha o feito uma visita. Tony ainda não tinha certeza se queria o ver de novo, seu plano era fugir antes dele voltar, mas a fuga parecia uma idéia cada vez mais remota no passado e já cogitava tentar escapar pelo método mais difícil: Se familiariza com Samuel e de alguma forma o convencer a solta-lo.
Ainda não tinha idéia de como faria isso, mas antes que armasse um segundo plano precisava saber quem era de fato Samuel. E para isso Tony juntou em sua mente todas as informações que podia supor, mesmo não sendo muitas.
Uma era que Samuel sabia que ele ia chegar a Las Vegas, bem antes dele, caso o contrario não tinha tempo de montar um cativeiro. A segunda é que ele conhecia Gibbs e pretendia o usar para chegar ao seu chefe. A terceira era que a segunda informação nada tinha haver com sua atual missão, ou seja, fora isso ele não tinha mais nada.
Frustrado resolveu da um tempo a si mesmo, encostou a cabeça na parede e relaxou os braços, tentou pensar em algo que podia extrair como informação, uma brecha em toda a situação, porém não conseguiu seguir adiante.
–Deve haver algo, se ele sabia que eu veria, sabia de perto sobre a missão. –Disse a si mesmo de olhos fechados em uma tentativa para se lembrar de algo, resolveu então repassa tudo que lhe aconteceu no ultimo mês, não iria desistir fácil, pois para ele não havia outra escolha.
Ou ele fugia por si só ou tentava manipular Samuel.
Sua única certeza era que não ia dar qualquer informação sobre a equipe, não ia o levar até Gibbs, porque independente de onde estava ou o porquê sua lei continuava sendo: Sempre fiel.
E pensando nisso mergulhou para suas lembranças mais recentes e que eram bem distantes daqueles que pretendia proteger.
O Agente Especial Dinozzo foi para o NCIS no dia seguinte a sua reunião com o Diretor Vance, porém não seguiu sua rotina parando no mesmo andar e que trabalhava todos os dias com seus colegas. Desta vez ele avançou mais um andar, onde começaria um novo trabalho e com novas pessoas.
Ao contrario do que muitos em seu lugar ficariam ele não estava apreensivo com a oportunidade, muito menos empolgado ou animado para mostra suas habilidades e conseguir uma promoção. Seu único objetivo era completar a missão, termina de uma vez por todas o que começou há um tempo. Para ele pouco importava com quem ia trabalhar, independente de quem fosse seriam pessoas temporárias, que não conhecia e não sabia se eram competentes o suficiente, ele teria que confiar no julgamento de estranhos e nisso ele podia se considera ao mínimo razoável.
–Pode entrar o diretor está a sua espera. –A recepcionista disse antes mesmo que ele pudesse pedir permissão para abrir a porta a sua frente. E apenas fazendo um aceno com a cabeça ele seguiu a diante onde foi recebido por três rostos diferentes.
–Agente Dinozzo quero lhe apresentar sua nova equipe. –O diretor disse lhe trazendo para mais perto dois desconhecidos, Tony segurou a vontade de corrigi-lo e informa a sua equipe que a união seria algo temporária, mas não havia motivos para começa com hostilidade.
–Este é o Agente Marck Simmons transferido da unidade de New York. -O homem se limitou dizendo um oi e permaneceu em uma postura rígida que Tony julgou sendo por causa da presença do diretor.
–E esta é a Agente Especial Victoria Roth, trabalha aqui mesmo na agencia.
–É um prazer trabalhar com você agente Dinozzo, no meu andar ouvimos os grandes feitos que sua equipe realizou na liderança do lendário Gibbs. –A mulher disse sorrindo para seu novo líder.
–Obrigado, eu acho. –Ele lhe disse sorrindo rapidamente de volta, em comparação ao seu novo colega ela estava muito mais a vontade, confiante com o que os aguardavam, com certeza não era sua primeira missão e dado ao seu comportamento Tony julgou todas as que participou sendo um sucesso.
Por um momento ele pensou que poderia ficar menor tempo que o previsto longe de sua equipe um andar abaixo ao dele, mas apenas por um momento, pois dado suas experiências ele sabia que era melhor já se prepara para imprevistos.
A porta abriu e fez Tony voltar para o presente e abrir seus olhos alertas para cada movimento de Samuel, este se divertia com a expressão do agente que manterá acorrentado.
–Até que fim parou de gritar, já estava me dando dor de cabeça. –Ele falou sorrindo, sabia por pura observação e pesquisa que o agente ia entrar no jogo dele, e ele ansiava por isso.
–Desculpe não queria te incomodar, mas esta posição não esta muito confortável. –Tony retrucou também sorrindo sem percebe que já estava sendo conduzido ao que Samuel queria.
–Posso pensar em algo melhor para você daqui alguns dias.
–Acho que posso suporta ate lá. –Samuel riu, e ficou a frente de Tony, para a angustia deste não havia nenhuma garrafa de água em sua mão e sim uma faca.
–Não se preocupe garoto, isso não é para você, ainda. Desta vez só vim ver se já tinha morrido.
–O que você pretende fazer comigo? –O agente arriscou a pergunta, porém seu seqüestrador apenas o olhou e sorriu antes de caminhar para longe dele até o deixar sozinho em seu cativeiro.
Foi então que Tony percebeu que silencio é uma resposta tão eficaz quanto às palavras, o olhar é tal letal como uma arma e o receio pode ser mais assustado que o próprio medo.
Fale com o autor