Operação Cupido
3 Adeus
O tempo se passou rapidamente, mais especificamente um ano.
Bulma e Vegeta sempre tinha suas brigas e desentendimentos, mas dessa vez as coisas estavam piores, já que Vegeta apesar de ser meio frio, se insolava e não falava muito, estava ainda pior, fechado e mal humorado, mais que o comum, ou seja, estava mais diferente do que normalmente era.
Vegeta era mais frio que uma pedra de iceberg. Não ligava para ela e nem quase conversava e se afastou bastante e Bulma mesmo sabendo que o sayajin era assim sofria muito com o desprezo e o gelo dele.
Bulma ao certo sabia que o Saiyam não mandaria cinzas de rosas, mas também não achava que ele ficaria mais frio que o de costumo e isso a deixava muito desnorteada e confusa.
Ela estava feliz de certa forma, mas aflita por saber que estava esperando um bebê, e que ao certo o pai era ‘’Vegeta’’. Ela não imaginava contando a notícia para ele. Seria seu pior obstáculo esconder essa gravidez, ou seja, seria impossível, ainda mais que essa criança poderia ter um nível de energia que ele poderia sentir a qualquer momento, pensou em várias vezes perguntar seu amigo Goku ou o Kuririn para ver se eles sentiam alguma energia do bebê que ela esperava, porém ela resolveu manter em segredo.
Bulma sentou-se na cama pensativa, passou as mãos em seus cabelos sedosos e macios penteado com os dedos, depois olhou para o espelho na penteadeira de frente a sua cama, suspirou fundo. Depois ela se levantou da cama e se olhou no espelho da penteadeira novamente vendo agora o leve volume debaixo do vestido dela, passou a mão acariciando e olhou para o seu ventre com um leve um sorriso, para depois olhar pela janela de seu quarto e avistar Vegeta sentando no banco do jardim que ficava de frente a sua janela lado de uma pedra esculturada. Bulma observa melhor e nota que o sayajin parecia pensativo e o sol batia sobre ele deixando a sua pele mais morena que o normal.
Bulma repensou sobre contar a notícia a ele e decidiu contar, então ela saiu do seu quarto, passou pelos corredores com alguns quartos com as portas entreabertas e os raios de luz do sol entrando pelos vidros das sacadas e janelas passando pelos seus olhos azuis e os fazendo encher de lágrimas e ter ao menos um milímetro de esperança até que ela chegou a varanda e observou Vegeta sentando ainda do mesmo modo. Pensou em voltar atrás com a sua decisão, mas ela tinha que ser corajosa e dizer a ele o quanto antes.
Ela dá passos lentos enquanto respira fundo e fecha os olhos sentindo a brisa e o ar entrar em seus pulmões, criando cada vez mais coragem e se aproximando dele cada vez mais, até chegar perto do banco onde ele agora estava de braços cruzados e olhos fechados e sem mover um milímetro, como se ele ignorasse a presença dela ali, Bulma senta-se ao seu lado e vira-se para ele e diz:
— Vegeta! — ele ficou da mesma forma, sem mover nada, era como se a presença dela não fizesse a mínima diferença.
— Vegeta; eu quero conversar com você, um assunto muito sério.
— O que quer... — ele fala permanecendo do mesmo modo.
— Eu... Eu... — ela gaguejava.
— Se for para ficar gaguejando feito uma pata e melhor me deixar em paz — ele estava impaciente e com a voz fria e de uma vez! — ele alterou a voz.
— Eu... — ela passou a mão no seu ventre meio sem saber o que dizer.
— Se veio atrapalhar minha manhã, e minhas reflexões, ainda mais com essa voz de taquara rachada melhor ir embora e me deixar sozinho! — ele frangiu a testa, mostrando grande mau humor.
— Eu só queria te dizer que eu estou grávida, mas você é grosso, estupido que não está nem ai para mim e que só sabe treinar e comer — Bulma se ergueu rápido demais e ficou meio tonta perdeu o equilíbrio.
Vegeta por sua vez a segurou para ela não cair e disse:
— Se acha que eu vou ficar de amores com você e um hibrido, você pensou muito errado, eu nunca pedi para ser pai, muito menos de um terráqueo fraco, eu nunca quiz misturar meu sangue ao seu — ele a deixou ali e saiu andando de costa para ela.
— Ótimo, para você, então suma da minha casa — ela falou com raiva. — Arrume um emprego, pague um apartamento e vá achar quem concerte as coisas para você treinar em outro lugar — ela saiu pisando alto e chorando.
— Mulher autoritária — ele falou nervoso e estressado.
Vegeta foi para um lado e Bulma para o outro.
Bulma foi até a garagem pegou o carro aéreo e se dirigiu até a ilha onde se-localizava a casa de Mestre Kame e ficou por lá a tarde inteira, pescou alguns camarões e fez assado em uma churrasqueira elétrica. Mais tarde pegou conchinhas, fez castelo na areia e tomou muita água de cocô, apesar do calor.
Logo a noite chegou e a lua cheia já brilhava mostrado o seu esplendor, mestre Kame e Goku fizeram uma fogueira para assar marshmallow açucarados e depois se deliciarem com a textura do doce quente que derretia na boca. Oolong, Gohan brincavam na areia com alguns caranguejos. Goku comendo sem parar e com mais graveto cheios de marshmallow no fogo.
Chichi olhando o céu e comia alguns marshmallow. Mestre Kame cantando enquanto Kuririn tocava violão.
Bulma se-sentou em uma doca não muito distante dali e colocou os pés na água os balançando por cima da água azulada refletindo, a luz da lua avermelhada fazia seu rosto ficar iluminado enquanto pensava.
Quando Bulma chegou em casa, notou um grande silêncio.
— Mamãe cheguei!
Ninguém a respondeu.
— Mamãe estou aqui!
Bulma entrou em sua casa passando pelos os quartos, notou que seus pais já dormiam.
— Vegeta você já está dormindo?
Ninguém á respondeu. Então ela entrou em seu quarto e encontrou a cama vazia. O procurou na nave de gravidade e por toda a casa e o jardim e nem um sinal dele. Quando de repente pisou em um papel e fez barulho fazendo Bulma olhar para o chão e pegar o mesmo.
Bulma abriu o papel que só estava escrito adeus, sem assinatura, sem nada. Bulma reconheceu a letra e levou a mão a boca, deixando o papel cair no chão e correu para o quarto derramando lagrimas nos olhos. Ela se jogou na cama e abraçou o travesseiro afundado o rosto nele.
Muitos dias se-passaram Bulma estava muito desconsolada e preocupada, não teria mais como esconder sua gravides até por que seu ventre ia crescendo pouco a pouco.
O tempo se passou e todos já estavam sabendo da gravidez de Bulma e que Vegeta era o pai. Goku estava feliz porque logo em breve Trunks chegaria ao mundo.
Em uma sexta de noite quente e fadigante, Bulma se levantou para ir à cozinha tomar um copo de água quando tropeçou em uma cadeira e caiu de barriga no chão e desmaio de dor.
No outro dia Bulma abriu os olhos lentamente e viu Vegeta deitado ao seu lado em sua cama dormindo. Bulma sentiu o coração pular dentro do peito quase saindo pela boca ao ver ele.
Mais tarde no café da manhã Bulma foi a primeira a se sentar à mesa e em seguida chegou Vegeta e se sentou. Bulma ficou toda sem jeito ao seu lado.
Vegeta se serviu e quando ia levar um pedaço de panqueca a boca disse:
— Esse barrigão todo é dá gravidez que você disse aquele dia? — ele não a olhou apenas estava seco.
— Eu... — ela ficou meio nervosa.
— Não gagueje mulher — ele a encarou sério.
— Sim — ela respondeu meio fria.
Sra Briefs se-sentou à mesa com seu sorriso alegre.
— Bom dia! Você voltou bonitão? — Sra Briefs se-aproximou dele. — O que estavam conversando?
— Nada de interessante — Bulma se levantou e se afastou indo para o seu quarto.
Vegeta se levanta da cadeira e dá um sorriso lateral imperceptível por que tinha percebido o ki do bebê, mas não daria o braço a torcer.
Vegeta caminhou até o quarto de Bulma e se aproxima dela com mau humor.
— Quem dos seus amigos idiotas sabe? — ele perguntou frio.
— É meio difícil esconder então todos já sabem.
— Humpf.
— Devia ter se cuidado melhor, não vou ser pai de uma criança mestiça — ele a encarou sério.
— Não precisa eu posso muito bem cuidar dele sozinha e não vai fazer diferença mesmo — ela o encarou de uma forma firme.
— Faça como quiser — ele saiu dali a deixando.
Bulma suspirou fundo e passou a mão em seu ventre e deu um leve sorriso.
Goku que havia chegado ali um pouco antes com seu teletransporte escondeu seu ki e ouviu toda a conversa, porém ficou admirado de Vegeta deixar a Bulma com o bebê, pois ele achou que o sayajin mais velho ia pedir que ela abortasse, ou que ia bater na barriga dela para ela perder o bebê, mas não apenas disse que não ia criá-lo como seu filho e viu o sorriso na lateral do rosto de Vegeta quando ele saiu do quarto, por que provavelmente ele deveria ter sentido o ki do filho que era bem forte por sinal.
Goku apareceu no quarto de Bulma e ela deu um pulo da cama.
— Goku quer fazer meu filho nascer antes da hora?
Ele roçou a nuca sem graça.
— Desculpa.
— Você não tem jeito — ela deu um sorriso meigo.
— Como estão as coisas por aí com o bebê?
— Estamos bem, pois será só eu e ele — ela passou a mão no ventre com um sorriso meio triste.
— Tenha paciência, quem sabe Vegeta não vê o potencial dele — Goku deu um sorriso animador.
Bulma apenas correspondeu com um pouquinho de esperança no seu coração.
Dias depois Vegeta e Goku arruma um emprego em um deposito de gás, mas as coisas foram um desastre total e eles acabaram destruindo tudo, treinando o ki. Foi um grande incêndio, depois eles tiveram que ajudar na reconstrução da fábrica.
Logo arrumaram um emprego em uma lanchonete. Foi mais um desastre, comeram toda a comida a cada atendimento ao um cliente. O terceiro emprego foi em um pet shop. Ai tadinho dos bichinhos, pois os mesmos sofriam na tosa e banho nas mãos dos dois, era cada confusão.
Um dos clientes levou o seu cachorro para o banho semanal. Vegeta não tinha noção alguma de preço que acabou ó colocando na máquina de lavar.
O próximo emprego foi na loja de instrumentos musicais, Goku não tinha noção alguma de preço que acabou vendendo uma guitarra de cristal por 15 pratas. Vegeta e Goku acabou com os instrumentos lutando um com o outro, quebraram uma guitarra na cabeça do outro, e por fim destruíram toda a loja. Ao total chegaram a trabalhar em 30 empregos em um mês e a cada dia era um emprego começavam a trabalhar no início do dia, e era despedido no fim do dia. Todos com final desastroso, então eles desistiram de trabalhar e voltaram para o treino contra os androides, já que eles não conseguiam arrumar um emprego.
Vegeta as vezes passava e olhava Bulma com o seu enorme barrigão, mas ela nem percebia o que acontecia, porém ela continuava ali na expectativa de ver a carinha do seu bebê.
Bulma então resolveu fazer uma viagem para relaxar e ver como ficava o seu amor, pois já que fazia tudo por ele e nada adiantava, porém ele caiu nas suas armadilhas do amor só ainda não aceitava muito a ideia de estar com a moça.
Então Bulma viajava juntamente com Gohan e Oolong passando por várias cidades e olhando várias paisagens.
Bulma se divertia com o porquinho e o garotinho ao seu lado vendo as cidades e as pessoas parecendo formigas do alto.
O estomago de Gohan roncou e eles riram mais um pouco, logo avistaram uma cidade para pousar e logo eles desceram da cápsula nave e caminharam até uma vendinha bem simples em um rancho onde os cowboys do velho Oeste se-reuniam. Pediram um salgado e um suco para cada um enquanto outro lado do balcão estava sentado dois cowboys embriagados conversavam asneiras e sorriam sem motivo.
Do lado do dono da venda que preparava o lanche para os três e algumas bebida para os demais clientes um cowboy já meio embriagado viu um garoto de mais ou menos treze anos se aproximar e comprar algumas balinhas de caramelo e um salgado para comer.
Ele fez um breve comentário.
— Vocês já ouviram falar da tal lenda da flecha do cupido?
Bulma olhou para o garoto meio curiosa para o garoto enquanto os demais que estavam naquele rancho sorriram e debocharam do garoto, e um dos cowboys fez um breve comentário:
— Vai ver ele confundiu os índios com anjos que atiram flechas com a ponta de coraçãozinho — todos novamente voltaram sorrir, o garoto pegou as suas balinhas de caramelo e saiu de cabeça baixa quando escutou:
Eih! Garoto volte aqui! — gritou Bulma.
O garoto deu uma olhadinha por cima dos ombros, ficou meio receoso pela estranha que o chamava, mas meio tímido resolveu ir até lá.
—Também vai rir de mim? – ele perguntou olhando meio feio
— Não, de forma alguma, pelo contrário eu quero saber mais sobre essa lenda — ela sorriu a ele.
— Sério? — ele abriu um largo sorriso.
— Sim, peça alguma coisa para você comer e vamos conversar. – ele voltou olhando todos ali e pediu um suco.
— Diz a lenda que se você conseguir a flecha do cupido você pode conquistar qualquer homem e deixar ele se arrastando ao seu pé, mas ninguém sabe se essa lenda é verdadeira – ele bebe um pouco do suco.
— Mas sabe onde essa flecha está?
— Bom diz a lenda que a flecha fica em uma caverna em um vale muito alto, sombrio e sinistro e cheio de armadilhas.
— E o que mais? – Bulma fica cada vez mais interessada.
— A lenda diz que muitos anos atrás, os homens das cavernas viviam sobre a terra. Eram muitos rústicos e selvagens e existia o anjo da flecha do cupido que queria mudança. Esses anjos queriam que o amor chegasse entre eles. Também existia outro anjo, que era o violão da lenda e esse anjo queria separar as pessoas colocando ódio, rancor.
— Quer dizer então existem duas flechas; a do anjo do bem e do mau? perguntou Gohan o olhando.
— Eu acho que o anjo do mau, acabou acertando Vegeta! — comentou Oolong.
—Eh! Que boa ideia Oolong — Bulma deu um sorriso animador. Vamos à procura da flecha do amor.
— Unh! Eu não estou afim! — respondeu Oolong, meio com medo. — Além do mais você pode dar à luz dentro da caverna.
— Pode ter muita comida e muitas garotas na caverna. Você vai encontrar muita comida, e gatinhas. — Bulma sussurrou em seu ouvido.
— Se não tiver garotas você vai me arrumar algumas, entendeu Bulma? — ele ficou sério.
— Em vez de procurar essa flecha do anjo cupido, podíamos procurar as esferas do dragão e fazermos o pedido — Gohan animado.
— Então vamos procurar as esferas — Bulma ligou o radar que já começou a sinalizar e saíram dali em sua cápsula carro em busca das esferas douradas.
Depois de dois dias Bulma encontrava-se com Oolong e Gohan em volta das esferas do dragão e ao estender as suas mãos diante das sete esferas douradas disse:
— Apareça Shenlong e realize o meu desejo — o céu começou a ficar escuro e começou a descer raios do céu até aparecer o dragão verde e gigantesco diante deles.
— Diga qual é o seu desejo — Shenlong usou sua voz imponente.
— Eu desejo que o Vegeta se apaixone por mim e ame o meu filho — ela estava animada.
— Não posso realizar o seu desejo — Shenlong respondeu com sua voz imponente.
— Ue por que?
— Esse sayajin é muito orgulhoso e nem eu consigo chegar nos sentimentos dele para mudá-los, ou seja, ninguém sabe os seus verdadeiros sentimentos, por que ele esconde de uma forma muito intensa que nem ele mesmo consegue se intender. Algum outro desejo?
— Não — ela disse desanimada.
Shenlong então se despediu e as bolas douradas saíram flutuando em círculos e depois se espalharam por várias partes do mundo.
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