Notas iniciais
Olá pessoas! Essa é a minha primeira fanfic e, aos mesmo tempo, a primeira fanfic HIROGO do Nyah! Fanfiction. Dependendo da popularidade da Fanfic, faço uma fanfic completa, não só uma one.

Dês da morte de Tadashi Hamada o irmão dele, Hiro Hamada, nunca mais teve certeza em nada. Não tinha certeza se queria ir para a universidade, não tinha certeza se sobreviveria sem seu irmão, não tinha certeza se sair por ai com Baymax e seus amigos pagando de heróis era ou daria certo.

Hiro só tinha uma unica e concreta certeza na vida:

Amava Gogo Tomago.

Dês do primeiro momento que pisou na universidade de seu irmão, Hiro ficou não só encantado com a escola mas também ficou encantado com o motoqueiro de roupa de couro e capacete que tinha fome de velocidade. Quando o tal "motoqueiro" tirou o capacete esbanjando cabelos pretos curtos e mechas roxas espalhadas pelo cabelo, Hiro não conseguiu negar que estava encantado e admirado pela tal garota. "Essa é a Gogo." tinha dito Tadashi enquanto a garota fazia uma bola de chiclete e reclamava que a roda não estava tão veloz.

Logo em seguida Hiro virou "amigo" dela por escala. Ela era amiga do irmão dele e o irmão dele queria que ele se enturmasse, e, mesmo ela sendo um ano mais velha que ele, ele começou a gostar da companhia dela. Também tinha o Fred, o Wasabi, a Honey e o próprio irmão dele mas, mesmo assim, Gogo parecia sempre a que estava mais perto.

Depois veio a morte do irmão, Tadashi. Hiro se lembra do enterro, quando todos estavam falando com Tia Cass enquanto ele estava no topo da escada, tentando não chorar. Ele se lembra quando Gogo, a mais afastada do grupo, levantou a cabeça e encarou o garoto órfão. Ela não disse nada mas, mesmo assim, ela transmitiu toda a pouca força que ela tinha para Hiro só com o olhar e, com aquele olhar, Hiro viu que ela sofria tanto quanto ele. Naquele dia ele começou a pensar se Gogo e Tadashi tinham um relacionamento e, por isso, seu animo abaixou mais ainda.

Algumas semanas depois, Hiro encontrou Baymax. Baymax era um robô criado por Tadashi para ajudar pessoas doentes a melhorarem, quase como um doutor. Junto com Baymax, ele descobriu que o incêndio que matou Tasashi não foi sem querer. Juntos com Baymax, Fred, Wasabi, Honey e Gogo, eles procuraram pelo vilão que matou seu irmão e, juntos, viraram super-heróis.

Hiro nunca vai esquecer o abraço que Gogo deu a ele quando o mesmo descobriu que Robert Callaghan tinha matado seu irmão.

Depois de pegar o vilão, mas conhecido como Robert, e perder Baymax, Hiro foi para a faculdade e lá conseguiu restaurar Baymax, tendo um "final feliz" finalmente.

Anos aviam se passado dês da sua ultima aventura. Hiro já tinha seus 18 anos e tinha, felizmente, crescido; ainda era menor que Honey mas, por Deus, aquela garota era uma girafa. Pelo menos estava maior que Gogo o que fazia com que, finalmente, ela tivesse um pouco de respeito por ele.

Gogo e os outros ainda eram mais velhos, todos com 19 anos, Gogo a mais velha. Gogo faria 20 anos mês que vem e, por isso, Hiro tinha que desabafar seus sentimentos antes que Gogo passa-se de jovem adulta para adulta; enquanto Hiro ainda seria um jovem adulto. E, mesmo que seja só um ano, Gogo era bonita suficiente para arrumar alguém melhor que Hiro em um ano.

— Suas ondas energéticas estão baixas. — disse Baymax, na frente de Hiro. — Ainda está triste por Tadashi?

— Não grandão, é outra coisa — disse ele, desanimando, afundando na cadeira rotatória dele.

— O que é? — perguntou Baymax, com a cabeça inclinada.

Hiro suspirou e afundou mais na cadeira antes de responder.

— Amor grandão. — disse ele, encarando a foto de Gogo Tomago que estava no computador a sua frente. — Amor.

— Amor. — disse Baymax. — Buscando no banco de dados... Amor, presta-se a múltiplos significados na linguá portuguesa. Pode significar afeição, compaixão, misericórdia, inclinação, atração, apetite, paixão, querer bem, satisfação, conquista, desej...

— Esta bem Baymax, eu sei o que é o amor. — ele disse, encarando Baymax com tédio.

— O amor não é uma cura, se quer é uma doença. — disse ele. — Quais dos tipos de amor você se encontra no momento?

— Hã?

— Afeição, compaixão, misericórdia...

Enquanto Baymax falava Hiro se encolhia mais na cadeira. Era obvio o que Hiro sabia que tipo de amor sentia por Gogo mas, mesmo assim, era vergonhoso demais para falar.

—... Desejo? — perguntou Baymax, fazendo Hiro corar absurdamente.

— Eu, hã, bem, hã, não acho que...

— Batimentos cardíacos acelerados. — disse Baymax. — Sangue quente, bochechas coradas. Você esta bem?

— Sim, hã, eu to — disse Hiro — Eu sinto, bem, hã... O amor de paixão, atração, querer bem e conquista — ele disse, a ultima parte tão baixo por estar envergonhado.

Baymax encarou a cadeira.

— Esse é o amor mais comum. — disse Baymax. — Não tem cura para ele, é algo comum que todos os seres humanos tem.

— É. — ele disse, virando a cadeira para encarar a foto no porta-retrato em cima da mesa. Ele, Fred, Honey, Wasabi, Gogo e Tadashi em uma selfie que Honey tirou e fez milhões de copias. — É eu sei.

— É como fará para conviver com o amor? — perguntou Baymax.

Hiro suspirou e encarou a janela. Chovia no fim de tarde em San Fransokyo e já estava escurecendo; por algum motivo não tinha carros na rua nem pessoas, provavelmente por causa da chuva, e Hiro pode ver muito bem quando uma garota baixa, de cabelos curtos e roupa preta começou andar pela rua, apressada, sem guarda-chuva ou coisa do tipo.

Hiro sorrio com a ideia que lhe passou pela cabeça. Essa é minha ultima chance.

Hiro correu e pegou um guarda-chuva transparente velho que viu no chão.

— Baymax. — disse Hiro, apressado, dando o guarda-chuva para Baymax segurar. — Tenho uma missão para você.

— Isso vai melhorar com seus batimentos cardíacos, sangue quente e baixo estima? — ele perguntou, enquanto Hiro colocava Baymax para segurar o guarda-chuva bem alto.

— Você não faz ideia. — disse Hiro, sorrindo. — Vamos! — gritou Hiro, saindo correndo de casa, deixando Tia Cass irritada, puxando Baymax com ele.

As ruas estavam vazias e não tinha muita iluminação, Hiro só conseguia ver a sombra de Gogo.

— Gogo! — tinha gritado Hiro, enquanto corria e puxava Baymax — Gogo! Gogo Tomago!

A sombra dela parou e Hiro correu, conseguindo ficar perto suficiente para ver o rosto de Gogo.

— Go...go... — ele disse, arfando, se curvando para frente e recuperando o folego.

— Hiro? — perguntou ela, a chuva molhando sua blusa, sua jaqueta e seus cabelos. — O que faz aqui?

— Vem, entra. — disse Hiro, chamando ela para ficar em baixo do guarda-chuva com ele. Gogo demorou até fazer o que Hiro pediu, ela não gostava de ajuda.

— Então... — disse, Hiro, se braços cruzados, andando junto com ela e Baymax. — Onde está indo?

Gogo fez uma bola de chiclete e curzou os braços, com frio. Ela sempre tinha um chiclete na boca.

— Estava indo para casa, mas perdi meu ônibus. — disse ela. — Nesse momento, só quero um lugar seco.

— Hm... Bem, aqui esta seco... Não? — perguntou Hiro, envergonhado.

— Batimentos cardíacos elevados. — disse Baymax e Hiro deu uma cotovelada nele.

— O que ele disse? — perguntou Gogo, apontando para Baymax.

— Nada. — disse Hiro, sorrindo para disfarçar. — Então... casa não?

Gogo o ignorou e continuou a caminhar, Baymax com ela e Hiro ao seu lado.

— Gogo. — chamou Hiro — Gogo, você vai embora?

Gogo parou na hora e Hiro também. Hiro estava atras dela e, por isso, não pode ver seu rosto enquanto ela dizia:

— O que você quer dizer com isso, Hiro?

— Quando se completa 20 anos, você acaba com a universidade. — disse Hiro. — Você faz 20 mês que vem, então... Você vai nos deixar. — ele disse, mais como afirmação do que como pergunta.

Gogo demorou a responder e, quando respondeu, a sua resposta foi a pior. Ela se virou e o encarou, os olhos semicerrados e com ódio, as bochechas vermelhas e punhos serrados.

— Você tem titica na cabeça? É isso? — perguntou Gogo. — Eu nunca ia abandonar vocês, bobão! Nunca ia abandonar a Honey, o Wasabi, o Baymax, o Fred e ate o idiota como você! Vocês são a minha família, idiota. E não importa se eu vou ter 20, 30, 40 drogas de anos! Vocês são a unica coisa que eu tenho, entendeu? Você é a unica coisa que eu tenho!

As palavras gritadas, rápidas e impactantes de Gogo assustaram Hiro. Hiro nunca parou para pensar que, talvez, Gogo não tivesse uma família, por isso era tão quieta. Burro, burro, burro, pensou Hiro, infeliz, ao perceber que sabia tão pouco da vida da garota cuja amava.

Um relâmpago marcou o céu com um barulho enorme e tanto Gogo, quanto Hiro e Baymax encararam o céu. Gogo com a expressão normal e Hiro ainda impressionado com o que Gogo disse.

— Quando Tadashi morreu eu perdi tudo. — disse Gogo, e, quando Hiro se virou para encara-la, ele percebeu que ela ainda encarava o céu. — Ele era o único que me entendia, os outros eram legais mas Tadashi era o nosso melhor amigo. O meu melhor amigo — ela disse, se virando para encarar Hiro — Nunca botei muita fé em você, pra mim era só o irmão pirralho do Tadashi mas, quando ele morreu, você me entendeu. Você me compreendeu mais com um único olhar do que todos as pessoas tinham compreendido na minha vida toda. Você foi a unica coisa que me restou do Tadashi, não posso te abandonar mesmo que queira.

Isso não ajudou Hiro. Tudo que Gogo tinha dito tinha sido o que Hiro tinha sonhado que ela diria durando todos os anos que a conheceu mas, a ultima parte, nunca ia sair de sua cabeça. Você foi a unica coisa que me restou do Tadashi, não posso te abandonar mesmo que queira. Era isso que Hiro era para ela? Apenas uma copia menor e mais burra de Tadashi? É isso que Hiro seria par Gogo, sempre seria: Apenas os restos de um amor que Gogo nunca vai esquecer.

— Você o amava, não era? — disse Hiro, encarando o chão. — Você o Tadashi, tinham algo né?

Gogo demorou para responder mas, naquela altura, o coração de Hiro já estava despedaçado o suficiente. Ele se virou para Baymax e começou a andar para longe de Gogo, Baymax parado, com o guarda-chuva, no meio deles.

Hiro ouviu Gogo rir e ele se perguntou como ela era tão má aponto de rir de Hiro, bem quando ele esta tendo sua primeira desilusão amorosa. Ele se virou para Gogo e viu que ela, também, o encarava.

— Todos acham isso, não é? — perguntou ela, sorrindo. — Nunca entendi porque. Só porque eramos chegados? Porque eramos melhores amigos? Isso nunca foi motivo para pensarem nisso. Tinham todos os motivos do mundo para desconfiarem de Honey e Tadashi e ninguém nem imaginava.

Hiro ia dizer algo mas se calou, o sorriso no seu rosto era tão grande que o impediu de falar. Honey e Tadashi. Como nunca pensou nisso? Eram tão obvio, tão na cara que ele, cego de ciumes, nem sequer viu.

— Gogo. — disse Hiro, sorrindo. — Você... é tudo que eu tenho.

Gogo sorriu para ele, um sorriso sincero e carinhoso.

— É, eu sei disso. — ela disse, sorrindo de forma envergonhada. — E... e Hiro. Você... você é...

Hiro não precisou esperar ela terminar, não pode se conter. Correu até Gogo e puxou sua nunca para mais perto dele, a beijando. E dai que era o primeiro beijo de ambos? E dai se iam pegar um resfriado depois disso? E dai que Tia Cass ia mata-lo? E dai que a Gogo ia mata-lo depois disso? Nada disso importava mais.

— Ambos batimentos cardíacos elevados e liberação frenética de hormônios. — disse Baymax, os escaneando. — Amor é contagioso?

Ambos riram entre o beijo e sorrio um para o outro, as mãos de Gogo em volto do pescoço de Hiro. Hiro sorrio para ela e ela retribuiu, ela tinha retribuído e gostado do beijo dele. E, naquele momento, Hiro tinha completado a maior missão de sua vida com sucesso.

Ele tinha beijando Gogo Tomago.

Notas finais
*Tradução: Você é a melhor. Coloquei em inglês porque acho que You are the best soa melhor do que "Você é a melhor"Fofo né? Amo Hirogo, por isso fiz essa fanfic. Espero que gostem, comentem e, eu repito: Se ficar famosa eu faço uma fanfic completa de Hirogo.Tchau gente!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!