Operation Swan
27 The Afternoon of the Last Settings
Notas iniciais
London,
June 15, 2018.
A campainha do apartamento ressonou alto na cozinha. Rose Weasley correu até a porta.
— Até que enfim vocês chegaram! – exclamou, irritada.
Alvo apenas fez uma careta antes de atravessar o batente.
— Culpe o seu namorado. – o garoto se defendeu.
— Eu?! – Scorpius apontou para o próprio peito. – Pegamos engarrafamento porque a Lily demorou a sair do prédio!
— Ei! – Lily intercedeu. – Eu achei que desse tempo!
— Como sempre!
Scorpius bagunçou uma mecha de cabelo da ruiva mais nova e Lily mostrou a língua a ele em retaliação. Rose rolou os olhos e arrastou os três até o seu quarto.
Dentro do cômodo, Scorpius se aconchegou na cama de Rose e Alvo espalhou-se sobre o tapete, à vontade.
— Trouxeram o que eu pedi? – a ruiva mais velha perguntou.
Ela sentou-se junto ao namorado, de pernas cruzadas em borboleta.
— Depende. – Lily colocou-se ao lado do irmão. – Você pediu muitas coisas.
— Estou falando do principal.
— O principal seria isso?
Alvo estendeu o objeto com a ponta dos dedos. Seus olhos verdes brilhavam jocosos. Rose bateu palminhas, animada pela primeira parte do seu plano ter dado certo.
Um largo sorriso tomou conta de sua face.
— Que maravilha, Al! – exclamou.
— Não há de quê.
O garoto arremessou o objeto para a prima, que pegou no ar.
— Vocês acham que mamãe desconfiou de alguma coisa?
— Não, acho que não. – Scorpius negou. – Para falar a verdade eu acho que ela nem nos viu lá. – comentou. – Quer dizer, exceto a Lily, que estava a distraindo.
— E olha que nem isso foi muito difícil. – Lily salientou. – A tia Mione anda meio distraída ultimamente. Principalmente depois...
— Que papai foi embora. – Rose completou. – É, eu sei.
A garota suspirou. Ao ver o olhar pesaroso da namorada, Scorpius afagou o sue braço. O loiro enlaçou a sua mão na dela.
— Vai dar tudo certo. – afirmou.
— É o que eu espero.
Scorpius beijou o dorso da mão de Rose, carinhoso. Rose sorriu. Deitado no chão, Alvo ergueu a cabeça para cima e encarou a prima.
— E a parte do James? – perguntou. – Tudo ok?
— De acordo com a Amy, sim. – Rose confirmou. – Ela só me disse que precisava da data correta de quando vai acontecer. – contou. – O que nos leva a segunda parte do plano...
Ela encarou o namorado.
— Mr. Nott aceitou a proposta?
— Digamos que sim.
O loiro assentiu com a cabeça.
— Mas, acho que ele ficou meio decepcionado. – Scorpius assumiu. – O seu pai iria adorar a cara de batalha perdida que o diretor fez.
Os garotos riram. Pelo visto, se as coisas permanecessem daquela forma, o plano dos adolescentes iria de vento em popa.
Lily se apoiou nos cotovelos e olhou para cima.
— Por falar no tio Ron, quando ele chega? – indagou para prima.
— Semana que vem.
Os adolescentes trocaram olhares ansiosos. Um misto de medo e agitação borbulhou no estômago de Rose. Ela precisava pô-lo para fora.
— Quer saber, acho que vou começar a escrever essa história...
Rose se esticou para pegar uma agenda roxa, apoiada no criado-mudo. Curioso, Scorpius acompanhou a ação da garota com os olhos. Alvo e Lily fizeram o mesmo.
A ruiva deu inicio ao seu texto.
— Querido diário...
— Querido diário fica uma merda. – o loiro fez uma careta. – Quantos anos você tem? Oito?
— Cala a boca, Scorpius. – a menina rebateu, de cara feia. – Ninguém pediu sua opinião.
Scorpius rolou os olhos e riu antes de deitar em um dos travesseiros disponíveis.
— Querido diário fica ruim mesmo, Rosie... – Lily comentou.
— Fica péssimo. – o loiro enfatizou.
Rose soltou um suspiro. Ela fechou o diário temporariamente.
— Tá. Como eu começo então, ó senhores da escrita?
— Que tal começar com “essa é a história sobre os meses que eu me intrometi onde não devia?”. – Alvo sugeriu.
Scorpius soltou uma gargalhada e Rose o cutucou com caneta.
— Ai!
Ele massageou o local.
— Por que você tá escrevendo isso mesmo?!
— Porque eu quero que o mundo saiba da minha fórmula genial. – a ruiva disse, orgulhosa.
— Nossa fórmula... – Alvo objetou.
— A ideia foi minha! – Rose refutou.
— Mas nós te ajudamos a executar.
— Ok, Lily... eu coloco o seu nome nos créditos.
Lily riu.
— Eu que deveria ser a estrela dessa história...
— Ninguém liga pra você, Malfoy...
— Você me ama, Weasley...
Ela sabia que o amava. Scorpius também. Porém, naquele momento, Rose não daria o braço a torcer.
— Eu não vou colocar vocês dois na minha história. – a ruiva decretou.
— O que eu tenho a ver com a briga de vocês? – Alvo se defendeu.
— Tudo! – Rose enfatizou. – Ele é seu amigo, então a culpa é sua por ele estar aqui me importunando!
— E você gostou tanto da importunação que começou a namora-lo!
— Ei!
— É que ela não resistiu aos meus encantos, cara. – o loiro apontou para o amigo. – Isso é bem comum entre as mulheres, inclusive.
— É o que, Scorpius?!
Rose semicerrou os olhos, ciumenta. Alvo e Scorpius soltaram uma gargalhada, em uníssono. Embora achasse graça, Lily respirou fundo. Mais um ano se passara e ela continuava sem entender porque se dava o trabalho de aguentar as discussões diárias do casal. Talvez amizade fosse isso.
A filha do Potters elevou a voz fina.
— Eu acho, Rose, que você poderia fazer disso um manual. – sugeriu.
A bagunça teve uma pausa. Os outros três adolescentes estavam a absorver a ideia da ruiva.
Lily aproveitou a deixa para continuar.
— Seja direta. Ensine a sua fórmula.
Aquela era uma opção a se analisar. Rose pôs a mão no queixo.
— Manual...? – murmurou.
— É, um manual.
— Interessante...
A ruiva mais velha se levantou da cama e seguiu até a escrivaninha, em um dos cantos do seu quarto. Quando ela sentou-se a mesa, a ideia fluiu naturalmente.
...
Senhoras e senhores sejam bem vindos a Operation Swan.
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