Operação babá
24 Chapther twenty four
Hiroaki e Natsuko não sabiam como encontrar os filhos, tentaram ir as casas dos digiescolhidos, na residência do Hida, viram pela primeira vez Iori naquele tamanho e chorando, a mesma visão foi se repetindo no apartamento da família Inoue, até finalmente chegarem a dos Yagami, onde Taichi engoliu o arroz como se fosse pedra moída, ao ver os pais dos amigos parados na entrada.
— Você tá muito encrencado Oniichan! Hikari virava a colher tentando comer sozinha, usava um macacão de pezinho rosa, cheio de ursinhos e olhava séria para Taichi.
— Que foi carinha de lua! Taichi disfarça brincando com a irmã.
— Taichi, você sabe onde está o Yamato, e se ele saiu com o Takeru? Questionou Yuuko.
— Yamato foi para casa, pelo menos todos fomos depois do show. Mentiu o castanho. — O show foi demais, Yamato e Mimi deviam mesmo investir na carreira.
— Meu filho ontem você me pediu para sair com meu carro. Taichi arregalou os olhos e soa com a acusação do pai.
— É… É que iamos sair tarde, e tinha uma gatinhas que eu queria impressionar. Taichi sorri amarelo fazendo Hikari bater a mão na testa.
— Gatinhas? Pergunta confusa Yuuko. — Você não namora a Takenouchi? Olha lá eih Yagami Taichi, não to criando cafajeste dentro dessa casa. Yuuko reclama nervosa imaginando o carro da família cheio de meninas do colégio, Taichi estava vermelho e seu pai encara constrangido.
— “Deixa a Sora ouvir essa mentirinha e levar a sério”.
— Mil perdões não querem entrar e tomar um café, podemos conversar melhor, se Yamato estivesse aqui eu saberia, eu estava acordada quando Taichi chegou, o estranho que era tarde, muito além do que ele tinha dito que o show demoraria. Convidava Yuuko, Natsuko e Hiroaki se sentaram a mesa e Natsuko se aproxima de Hikari.
— Eles voltaram a uma época tão linda para gente, eu to muito preocupada, eu causei essa fuga, desculpa. Pede Natsuko querendo chorar.
— Bom o Yamato tinha dito mesmo que você ia se casar com outro marido. Comenta Plotmon.
— Deve ter sido difícil depois de passar pelo divórcio. Yuuko se reprime no comentário.
— O Yamato-San disse que o noivo ia prender o Takeru-Kun em um colégio. Agumon dispara, e Taichi não tenta repreende-lo causando duvidas no dinossauro.
— No colégio? Questionou Hiroaki chocado, fazendo Natsuko o olhar constrangida. — Ia levar o Takeru embora para trancá-lo no colégio onde estudou?
— Nunca Hiroaki-Kun, eu nunca faria isso pois sei como Takeru se sentiria preso ainda mais no colégio interno.
—Outro momento conversamos sobre isso, a prioridade agora é encontrar os nossos filhos, você pode não ter tido intenção de trancar mesmo porque se eu soubesse eu revogo a guarda. Hiroaki se levantou bruscamente da mesa e foi calçar seus sapatos.
— Parabéns seu bocudo, você conseguiu piorar mais ainda a confusão. Resmunga Taichi com seu digimon.
— “Como será que estão eles”. Perguntou Hikari.
No ônibus, os três digiescolhidos e seus parceiros digimons que estavam no maleiro viajavam madrugada a dentro e o sol raiva, aquilo incomodou o pequeno que se deu conta naquele presente momento que não dormia mais em seu confortável berço e sim nos braços de seu irmão.
— Já acordou baixinho, podia ter ido até as onze não? Resmungou o vocalista bocejando.
— “Onnisan, não acredito que você fugiu mesmo, e agora, minha mãe perdeu tempo, devia ter logo dito que queria voltar com nosso pai, que se beijaram no elevador”. Babusiava Takeru tendo a chupeta que cuspiu colocada de volta na boca, mas esperneando em seguida.
— Acho que já quer mamar, não me admira, seria hora do café da manhã. Yamato mexe devagar na bolsa que Mimi carregava e pega uma mamadeira.
— Ele já acordou, meu kami dormiu tão pouco. Reclama Mimi.
— Vai se acostumando, daqui a pouco ele dorme e a gente fica aceso. Brinca Yamato.
Os demais passageiro, incluindo uma jovem grávida que viajava com a mãe para que a mesma não fosse apontada como irresponsável pela gravidez precoce, todos olhavam atravessado para o casal e faziam cochichos sem saber o real motivo da fuga.
Mimi tentava fazer Takaru rir, apertando os dedos indicadores contra as próprias bochechas, fazendo bico e ela mesma sorria arrancando risos do loirinho.
Takeru chutava a coberta revelando que havia perdido um de seus sapatinhos.
— Ah não! Yama-Kun! Dramatiza a sincera.
— O que foi Mimi-Chan esqueceu a lixa de unha? Pentelha o músico.
— Gato, o Takeru-Kun perdeu o sapato! Mostra Mimi erguendo os pés do caçula, revelando um descalço.
— E daí, é bom que ta muito calor, só não tiro a camisa em respeito a você aqui dentro, mas tá muito abafado aqui dentro, aqui. Yamato entregou a mamadeira para Mimi e retira o macacão que o irmão vestia o deixando apenas de fralda. — Pronto, deve tá aliviado. Yamato pressiona a boca na barriga do caçula reproduzindo som de peidos, arrancando gargalhadas do pequeno, Mimi tira uma foto do momento.
— Essa carroça nem para ter ar condicionado! Reclama Mimi desabotoando a blusa fazendo um nó na parte de baixo da blusa expondo suas curvas.
— Tokomon, é impressão minha, ou os passageiros estão bravos com Yamato, o Takeru e a Mimi. Tsunomon observa.
— Não! parece mesmo. Tokomon concordou e mexe as orelhas ouvindo os murmúrios.
Pessoal eu sei que ninguém acorda muito feliz ás sete da matina, mas vamos lá…
— O que você está fazendo Mimi? Questionou Yamato.
— Calma azedinho, eu só quero uma… Fo… Foto, o que houve pessoal que caras são essas, olha eu sei que ele chora, mas ele não é o único bebê dentro do ônibus não, tem um até para chegar, ta de quantos meses? Pergunta Mimi levando um tapa na mão quando ia tocar a barriga da garota que sentava atrás dela.
— Gomen'nasai. Pede a menina apertando os olhos.
— O que houve? Perguntou Mimi de joelhos no banco.
— Mimi-Chan, quer por favor sentar…
— Xii, to termina de dar o mama dele. Mimi deixa o namorado sem graça.
— “Eita fora!” Provocou Takeru rindo.
— Eu engravidei de um senpai e ele quis que eu abortasse, mas eu escondi. Admite a jovem corada e abaixa a cabeça.
— Se você não quis abortar então…
— Eu não vou deixá-la ser apontada pelas ruas e me apontarem, ela vai viver com as tias…
— Nossa a vergonha ta tanta assim, vergonha na cara você devia ter de jogar sua filha e seu neto no meio do mato. Mimi disparou a crítica fazendo a mãe da garota engolir seco e a encarar.
— Não tenho medo de cara feia não, você sabe que está errada, só é mais fácil se livrar da filha do que ajudar ela a enfrentar o problema, pergunta você sabe se o senpai. Mimi dá ênfase na palavra. — Você sabe se eles fizeram consentido ou se só ela que ele quis?
— Mimi-Chan. Yamato repreendeu.
— Escuta vocês se querem julgar ótimo, eu só buscava um pouco de diversão, mas se querem algo para fofocar que saibam a verdade, o bebê que carregamos é o irmão caçula do meu namorado, os pais brigavam muito e decidimos sumir antes que a mãe dele os separasse de vez, agora a senhora devia sim pensar melhor, a culpa toda é dela? Sempre é da gente, usamos saia muito curta, comemos de forma sedutora, isso existe? Pra mim é muito pornô nos sites e nos VHS…
— Ele disse que eu o instigava, eu encurtei a saia uma vezes, ele me chamava de “sua burikko”. A jovem mãe chora e tenta secar as lágrimas.
— De que escola você era? Perguntou Mimi.
—De Tamashi, fui suficientemente inteligente para entrar e…
— Ele que devia se colocar no lugar dele, então sua filha engravidou do profe e como ele não vai assumir, claro seria um escândalo, perderia o emprego, mas nada disso foi importante na hora de realizar o fetiche pervertido na sala de aula.
A mãe da menina se calou e virou para janela.
— Arigatou, você foi a primeira que não me apontou o dedo. Agradeceu a garota sorrindo.
— Odeio quem aponta sem saber nada, já fiz muito isso, mas isso era quando eu era criança, já fui mais mimada, eu posso saber seu nome? Questionou a sincera.
— Lumi!
— Lumi! O meu é Tachikawa Mimi, e não foi nada… Eu gosto de muitas coisas no Japão, mas desse machismo e essa coisa de abafa o caso pra não dar vergonha, eu odeio.
— Sabia que cada dia eu te amo mais sua maluca! Admite Yamato encarando Mimi.
—A Mimi-Chan calou a resmungona! Comemora Tanemon levando Tsunomon e Tokomon no mesmo embalo.
— Me ama, sabe que eu também tenho um fetiche. Mimi cochicha no ouvido de Yamato o fazendo abrir ao máximo seus olhos azuis e corar violentamente.
— Aqui não, mas que foguinho, estamos com um bebê, mas te compenso quando chegarmos, vou te saciar na cachoeira. Provoca Yamato.
Enquanto isso..
— Nancy Gomen'nasai!
— Hiroaki-Kun quem tem que te pedir perdão sou eu, mas quero que saiba que nunca faria isso com nosso filho, sabe que eu amo, amo nossos meninos e esse seu… Hiroaki-San, podiamos ir a Tamashi, na casa dos Ichijouji, Ken, Yamato e Takeru ficaram muito amigos, eles podem ter sei lá, se escondido lá, é longe…
—Acho viagem perdida e iamos incomodar mais uma família, nossos filhos não estão mais por aqui, mas achei o Taichi estranho, nervoso, sempre que Yamato apronta uma é com ajuda do Taichi e eu acabei…
— Você como sempre esbravejou o que seu coração está cheio, entendo seu ódio pelo Ray, e juro que se não fosse… Nesse momento o celular da jornalista toca e Hiroaki amarra a cara.
—Falando do diabo! Hiroaki pega a caixa de cigarro.
— É apenas um segundo. Natsuko pede licença a Hiroaki que vai para área dos fumantes e Natsuko atende o celular.
— My petit, esqueceu de mim foi? Questionou Ray magoado.
— Ray, eu… Ray eu não sei como… Como e por onde começar, achei mesmo que poderia… Agora não é o momento, meus filhos sumiram, eu estou procurando com Hiroaki… E-eu… Natsuko não conseguia conter o choro e Hiroaki sai da área dos fumantes e observa de longe.
— Nosso menino sumiu, é muito bom que ele recuperou a saúde, mon cher, Nat eu pego o primeiro vôo e te ajudo a encontrá-lo. Ray é brutalmente interrompido por um grito vindo do outro lado da linha.
—Não percebe que isso tudo é culpa desse casamento, eles desapareceram porque não querem ter um padrasto, principalmente o Takeru. Desabafa a loira levantando olhares.
— Oui oui Mademoiselle…
— Ray, quantos anos acha que eu tenho, Mademoiselle? Nosso filho… Takeru é filho do Hiroaki, agradeço sua doçura, sua gentileza com ele, mas foi a possibilidade de ficarmos juntos que os colocou em perigo, eles fugiram de casa, e a prioridade é encontrá-los, au revoir. Hiroaki chegou no exato momento em que Natsuko arrancava a aliança do dedo, suas lágrimas pingavam e o castanho sorriu ao ver o objeto rolando pelo chão caindo em um bueiro. Hiroaki apenas abre os braços e consola a loira, com sorriso vitorioso escondido no abraço.
No ônibus.
Dois passageiros reclamaram da algazarra causada pela sincera e desembarcaram do veículo.
— Bon voiage, já vão tarde. Provocou Mimi, levantando e puxando Lumi, Yamato revira os olhos e olha as duas conversando como amigas de longas datas, a castanha tinha facilidade de fazer amizade.
— Parece que seremos só nós dois, ag, mas já? Pergunta Yamato sentindo um cheiro ruim.
—”A culpa não é minha, eu mamei duas vezes ontem”. Takeru ficou se virando enquanto Yamato tentava trocar a fralda, acabou colocando os dedos dentro da fralda.
— Ainda bem que canto bem porque como babá eu ia perder meu tempo”. Yamato limpa os dedos do irmão antes dele colocar na boca.
No apartamento da família Izumi
Emi ligou logo cedo para o ruivo, mas quem atendeu o telefone foi a mãe de Koushiro, pois o mesmo ainda dormia, o guardião da sabedoria buscava ainda uma forma de saber se Joe estava mesmo ligado a bruxinha, passaram a madrugada conversando, depois buscava nos digimons as digievoluções mais poderosas, o ruivo ouviu muito longe a voz de sua mãe, mas pensou que ela conversava com os vizinhos, amiga, jamais imaginava que era com sua namorada.
— O Koushiro-Kun está? Perguntou Emi.
— Ele está dormindo? Qual o seu nome? para passar o recado! A senhora Izzumi perguntou.
— Bom, desde ontem a tarde sou a namorada do Koushiro, me chamo Emi. A informação quase fez a mãe do ruivo gritar, mas ela apenas sorriu continuando a conversa e Emi perguntou se poderia passar na casa deles.
— Emi, você será muito bem vinda, vou preparar o café da manhã. Avisa a senhora Izumi.
— Claro, vou terminar de me aprontar, arigatou Senhora Izumi. Agradeceu Emi.
Aquela manhã não começava estranha somente para o guardião da sabedoria, Joe acordou sentindo uma pele macia, e curvas bem desenhadas, o futuro doutor não esperava sentir tais desejos sabendo que a “moça” ao seu lado era uma digimon, o jovem digiescolhido tentou se afastar, mas sentiu a bruxinha o segurando firme, seu membro pulsou dentro do pijama e o jovem num impulso se jogou para trás ouvindo seu digimon chamando seu nome e cai dentro da piscina de plástico cheia de água que Gomamon empurrou para perto da cama do parceiro quando percebeu que ele cairia no chão.
— Joe-San! Você está bem? Perguntou Gomamon.
— Molhado, Goma porque colocou sua piscina aqui? Perguntou Joe constrangido ouvindo uma gargalhada escandalosa. — Bom dia Witch!
— Você gosta de começar o dia com um bom esporte? Questiona brincalhona a bruxinha.
— É quem dorme com os travesseiros são os humanos eu não pensei em mais nada pra amortecer a queda. Explica o digimon sem graça por ter deixado o parceiro todo molhado.
— Valeu Goma, você salvou o dia! Joe se levanta pingando água.
— Joe-Kun, o que é isso alto aí, todos os humanos têm? Perguntou Gomamon apontando a nadadeira matando Joe de vergonha o fazendo sair correndo e escorregando no caminho.
— O que deu nele? Perguntou a bruxinha.
— Você terá que ter muita paciência com o Joe, ele é tímido, se envergonha fácil.
— Isso é kawaii Gomamon.
— Bela hora para pra me excitar, o que eu tenho na cabeça, a ideia é…
— Na cabeça de cima ou de baixo você se refere? Pentelhou Shin, já trocado e tomando café. — Que animação de manhã irmãozinho, mas é sério a mamãe já disse que você tem que avisar quando sua namorada digimon vier, ela esvazia a dispensa e pelo jeito te deixa molhado. A piada só deixou o mais novo da família Kido corado.
— Eu não sabia que ela estava dormindo aqui, ela deve ter entrado a noite e eu acordei com ela em cima da minha cama. Conta Joe levantando risos do mais velho.
—Joe-San, Joe-San, ué sumiu? Perguntou o digimon todo inocente.
— O que que sumiu Gomamon? Perguntou Shin.
— Nada, não sumiu nada, e-eu to aqui Goma! Joe gritou pegando o digimon aquático no colo.
— É que tinha algo muito esquisito nas calças do Joe-Kun e o Gomamon ficou preocupado. Witchimon se levantou e veio por trás do namorado o abraçando.
A cena se desenhou na cabeça de Shin o fazendo rir muito e bater a mão nos ombros do mais novo.
— A gente conversa sobre isso quando eu chegar, tudo que você precisa saber é…
—Shin-Senpai! Repreendeu Joe.
— É normal Joe, os dois se gostam e, não tem nada para sentir vergonha ainda mais na idade que está Joe, bom vou indo. Shin se despede e sai.
— Querem tomar café da manhã? Perguntou Joe.
—Claro o gomamon também deve estar faminto. Witchimon se sentou a mesa.
— Na verdade eu estou curioso, como o Joe fez aquela coisa sumir ele escondeu no banheiro? Perguntou Gomamon, Joe se engasgou com o café e olha repreendendo o digimon.
— Podemos não falar disso na frente dos nossos amigos, e-e Gomamon tem os pãezinhos doces que você adora. Joe ofereceu o pão ao digimon e mesmo desconfiado Gomamon o pega e come.
Enquanto Joe tentava lidar com a namorada digimon, Koushiro acordou e foi para sala de estar comprimentando seu pai e sua mãe e…
— E-Emi-Chan? O ruivo engasga e logo se recompõe. — Não esperava sua visita, podia ter me mandado mensagem…
— Eu te liguei, mas como não atendia o celular, liguei para sua casa, tive que pegar o telefone com o Yagami, e sua mãe foi muito gentil me convidando para o café, preciso retribuir o gesto, aliás dois… Aqui, eu os fiz ontem a noite, não sei se deveria deixar para o dia dos namorados, mas você foi tão gentil ontem me dando chocolates. Emi entregou a caixinha, o ruivo suspirou e pegou o embrulho e agradeceu.
—Sabe Emi, você e meu filho fazem um bonito casal. Pentelhou o Senhor Izumi ajeitando óculos.
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