Operação babá

25 Chapther twenty five


Mesmo com a certeza que os filhos não estavam em Tamashi, escondidos no apartamento da família Ichijouji, Hiroaki e Natsuko foram até lá tirar qualquer dúvida que ainda restasse, o Senhor Ichijouji abriu a porta e os recebeu, ouvindo de Hiroaki a pergunta, o detetive no mesmo momento respondeu o que o casal já sabia.

— Se quiser eu posso ajudar a encontrá-los, posso pedir para amigos meus rastrearem os celulares deles…

— Arigatou Ichijouji-San, mas sem os aparelhos com eles isso vai ficar difícil. Natsuko se manifesta, mostrando os aparelhos ao detetive.

— Nancy, e se a Tachikawa estiver com o celular dela, só estamos com os aparelhos dos nossos filhos. Supõe Hiroaki.

— Isso já seria de grande ajuda, só preciso de informações, e saber como eles fugiram…

— Eles saíram enquanto estávamos dormindo, hoje pela manhã encontramos os quartos vazios. Relata Natsuko, com o olhar baixo.

— Não podem ter ido para o digimundo? Questionou o senhor Ichijouji.

— Poderiam! Mas do modo como Yagami agia hoje pela manhã eu creio que ainda estão aqui na terra e escondidos com cobertura dos amigos.

— Se o Ken estivesse do tamanho normal, eu pediria para ele ir dar uma busca, mas…

— Seu filho também regrediu? Questionou Hiroaki.

— Oito meses, mais ou menos… Mas se quiserem entrar. Convidou o detetive.

— Arigato, mas ainda falta perguntar para o Koushiro e o Joe, tenho certeza que esses dois não mentiriam para gente de forma alguma como fez o Yagami Taichi.

— Hiroaki-Kun, por que essa desconfiança com o menino, ele deu a palavra dele…

— E você tá sempre defendendo, é impressionante como desde pequenos você passa a mão na cabeça, o Taichi e nenhum dos nosso filhos são anjos não, aprontam e tem sempre alguém pra se esconder, quando não é você são os amigos. Alega Hiroaki.

— Ta bem Hiroaki-Kun, e qual o fundamento dessa acusação em cima do Taichi? Perguntou a loira.

— Ele pediu o carro para o pai na noite de ontem. Lembra Hiroaki.

— Agora já estamos chegando a algum lugar. Pensa o detetive.

— Taichi parecia nervoso, não estava no normal dele, dava respostas evasivas, e com deboches, não me diga que acreditou mesmo que ele encheu o carro de meninas? Nancy isso ta na cara que foi uma desculpa arranjada.

— Querido quem está aí? Pergunto sua esposa, saindo com Ken no colo.

— Natsuko-San, Hiroaki-San. Wormmon anuncia, saltando sob o sofá.

— Olá Senhora Ichijouji, desculpa a hora… Viemos ver se nossos filhos estavam aqui. Conta Natsuko, observando o bebê em seus braços.

— O Yamato-San e Mimi-Chan levaram mesmo o Takeru-Kun? Perguntou o digimon.

— “Wormmon, não seja dedo duro”. Resmungou Ken, reproduzindo um som engraçado, um babuzeio esganiçado.

— Ken-Chan, o que você tem? Perguntou Wormmon.

— Wormmon você parece que sabe algo, estava perto na hora que eles fugiram? Perguntou o pai de Ken.

— N-Não, eu juro que estava aqui em casa, não poderia ir até Odaiba sozinho. Nega a lagartinha.

— Então como perguntou se a Mimi e o Yamato fugiram mesmo? Questionou Natsuko olhando o digimon nos olhos.

— Saiu sem querer. Indaga Wormmon.

— Pra mim isso tem cara de planos dos digiescolhidos, vem Nancy, agradeço a ajuda, quando conversarmos com Kido e o Izumi entramos em contato, arigatou

Os pais de Ken se despediram dos Ishida.

— Devem estar sofrendo muito, com um filho desaparecido a dor é imensa, imagina dois, pior são duas famílias sem notícias. Comenta a senhora Ichijouji, aconchegando Ken no colo.

— Eu vou ajudá-los, começar pelo mais velho dos Yagami, se ele não tiver mesmo haver com a fuga, não vai se importar em contar a que horas saiu do show com as meninas no carro. Indaga o senhor Ichijouji, se sentando perto da esposa e acariando os cabelos indigos do pequeno.

— Será que estão muito longe? Pergunto a mãe de Ken, o levando para o trocador, enquanto seu pai preparava o banho.

Enquanto os pais procuravam os filhos, esses curtiam a viagem, mesmo passando calor no ônibus, se encantavam com as belas paisagens, as vegetações, e o céu azul, a montanhas.

— Isso é muito lindo, Yama-Kun, como não pensamos e vir pra cá antes? Pergunta Mimi, admirando a paisagem.

— Gostou mesmo daqui? Perguntou Yamato.

— Deixa eu adivinhar, você acha que eu só gosto de viajar para Nova Iorque, Paris, shopping…

— Desculpa se entendeu mal, e-eu apenas não achei que gostasse de um lugar rústico, sem conexão, da última vez que vim para cá o Takeru tinha apenas nove anos, foi quando lutamos contra o Diabormon. Yamato olha para a janela, com um ar nostálgico.

— Yama, tem certeza que não vão estranhar, digo, você mesmo disse que o Takeru-Kun tinha nove anos, as pessoas não vão fazer perguntas? Mimi temia os questionamentos dos moradores da pequena cidade, e ninava o caçula.

— Alguns idosos são bem lúcidos podemos… Sei lá dizer que ele é um primo, nós vamos ficar bem Mimi-Chan eu vou cuidar de vocês. Yamato assegura e Mimi sorri com a autoconfiança do loiro.

— Eu estou entediado, quando vamos chegar? Perguntou Tsunomon.

— O Yamato disse que leva algumas horas, eu também estou ficando cansado. Reclama Tokomon.

— Eu queria estar lá em baixo, no colo da Mimi-Chan, rindo com eles. Lamenta Tanemon.

— Mas para eles somos muito perigosos, eu concordo, preferia ter ficado em casa, mas o Yamato insistiu em vir. Resmungou Tsunomon.

— Ele tava com medo da Nancy-Chan ir para o Havaí e levar o Takeru-Kun para sempre. Lembra Tokomon.

— Levar o Takeru-Kun e por consequência você também. Tanemon alerta.

— Eu não gostaria de ir, eu não conheço o Ray, tudo que eu sei é que quando o Takeru-Kun era criança ele tentou tudo para roubar o lugar do Hiroaki-Kun, eles se divertiam bastante, mas mesmo assim seria esquisito voltar a ficar em uma casa estranha escondido. Dramatizou o parceiro de Takeru.

— Com certeza a Nancy-Chan e o Hiroaki-San vão acordar muito preocupados, mas parece que ela não pode escapar desse casamento, até o Senhor Michael quer que a filha se case com o francês. Reclamou Tsunomon.

— Pessoal, vocês deram sorte que o ônibus deu uma parada para nos refrescar e usar o banheiro na rodoviária, querem parar de fofocar ai em cima. Repreendeu Yamato.

— Vai Yama, para de chiar, olha que delícia, vamos aproveitar enquanto eles arrumam a banheira motorizada e vamos nos divertir. Mimi comemorou pegando os digimons.

Os jovens saem do ônibus e vão para o rio se refrescar, o banho parece ter animado todos inclusive Takeru, Yamato corou quando Mimi cochichou ao pé de seu ouvido que sem camisa estava muito melhor.

Enquanto todos resmungavam pelo atraso, um som foi ouvido ao longe, a gaita tocava do outro lado da margem, onde estavam os digiescolhidos, a canção acalmou os nervos dos três digimons, do pequeno e Mimi que sorria para o namorado e depositou um beijinho na cabeça de Takeru.


Em Odaiba…

Daisuke acordou disposto a novas traquinagens, muito mais do que somente urinar em Jun quando essa resolvia dar banho no maninho, ou trocar suas fraldas, ou mesmo puxar seus cabelos, o ruivinho dessa vez foi longe, o choro do pequeno acordou Jun que ajudou a mãe no processo de trocar o caçula, mas esse já tinha algo guardado para ruiva, Daisuke pegou uma boa quantidade de cocô na mão na hora que sua irmã limpava seu bumbum.

— Prontinho! Brincou Jun erguendo o irmão na altura de seus olhos recebendo o ataque surpresa.

— DAISUKEEE! Gritou Jun.

— “Agora sim, isso é música para meu ouvidos”. Provoca Daisuke.

— Eu escutei um grito… Jun-Chan, essa sua mascara ta com um cheiro parecido com o que o Dai-Kun faz na fralda. Comentou Chibimon.

A gargalhada do ruivinho foi ouvida na sala.

— Minha filha, a… Vem cá Daisuke, deixa sua irmã lavar o rosto. Indagou o senhor Motomiya tirando o filho dos braços da mais velha.

— Que nojo… Ele passou cocô na minha cara. Reclamou Jun.

— Dai, você aprendeu com os numemons? Pentelhou Chibimon.

— Pai eu tinha acabado de me maquiar. Dramatiza a ruiva.

— “Eu apenas realcei”, Provocou o caçula, batendo palmas.

— Vou lavar as mãos dele, que meleca eih garotão, não pode por a mão dentro da fralda, é caca. Avisa o pai deles, Daisuke o encarava.

— “A intenção é essa”!

— Você ta conversando com o papai? O senhor Motomiya distorce a voz.

— “Se eles soubessem, eu vou fazer o que, minha família pensa que eu não tenho noção do que eu faço, se bem que já pensavam assim antes da regressão”.

Iori passava o dia brincando com Upamon, essa brincadeira não ocorriam com frequência, primeiro pela maturidade do parceiro, os estudos, cursos, nessas últimas semanas o pequeno castanho via o mundo por um ângulo totalmente novo.

Assistiam filmes, e desenhos, upamon era o que mais se divertia com as atrações, os brinquedos tornavam os cômodos mais coloridos, se divertiam escorregando em um monte de travesseiros.

Os irmãos Inoue levavam Miyako até o parquinho do prédio, junto com a mãe e o avô de Iori, os pequenos riam enquanto engatinhava nos tubos, e balançavam, os digimons também aproveitavam o dia juntos.

Foi quando Poromon viu uma garota loira, na porta do parquinho, se parecia muito com alguém conhecido.

Merry procurava seu amado priminho, naquela manhã ficou sabendo que Natsuko e Ray romperam o noivado, queria conversar com seu primo, mas desde o flagrante nunca mais o viu, Iori apontava para a saída e conversava com Miyako, a violacea estava curiosa com a jovem, mas não poderia se aproximar, por hora ambos se contentaram e ficar onde estavam, mas viram a loira subindo, provavelmente bateria novamente no apartamento da família Takaishi.

— Então essa é a prima-namorada do Takeru-Kun? Questionou Miyako.

— É sim, a Takaishi Merry, ela é sobrinha da Natsuko-San e do Hiroaki-San, mas chama é o Ray-San de tio, parece que não gosta muito dos Ishidas não. Relata Iori.

— Não gosta dos Ishidas? Não sei o que faz com um deles então, o Takeru-Kun pode não levar o sobrenome, mas nunca deixou de ser um Ishida. Argumenta Miyako.

— Só se fosse verdade que o Ray fosse pai do Takeru mesmo, mas isso é mentira, o Takeru-Kun apenas se assustou com as acusações. Alegou o castanho.

— Qualquer um teria se assustado, mas não entendo, com tanta ratinha de quadra atrás dele foi querer logo a priminha tarada. Miyako zombou da situação.

— Ela foi apanhada pela tia, faz quase duas semanas, pelas roupas e cabelos desgrenhados…

Miyako sorri para o pequeno castanho, o fazendo balançar a cabeça negativamente, a violacea desceu do brinquedo e engatinhou para entrada do prédio, tentando seguir Merry, a loira vinha voltando para a rua e encontrou os dois bebês e deu de ombros, ligando para Takeru, a priminha deixou recado, “Gatinho onde você está? Está com outra e não me disse? eu sei que sua mãe deve já ter te contado o que houve, mas eu tenho um plano, me liga assim que ouvir isso”.

— “ Com outra ele não está, meu kami pra quem declarava que a Hikari era a número um dele, esse anjinho decaiu”. Pentelhou Miyako olhando Merry.

— Miya-Chan Iori-Kun… Matarou e o senhor Hida gritavam ao longe.

— Querem nos matar, pequena ou grande é maluquinha do mesmo jeito. Miyako puxa os lábios do irmão, gargalhando com o modo abobalhado como Matarou virava os olhos vesgo e mostrava a língua.

— Olá senhor Hida, o senhor sabe se minha tia voltou para casa? Não tinha ninguém em casa, já estou preocupada. Indagou Merry.

— Sua tia está na casa do Ishida-San…

— Mas ainda? Merry é grossa, interrompendo o avô de Iori.

— Já não fui com a cara dessa enjoada. Miyako dá a língua para loira que dá de ombros e sai do prédio.

— “Já vai tarde”. Pentelhou a violacea.

— “Que plano será esse? O que será que ela está armando agora”? Questionou Iori.

— Vocês dois já devem estar famintos, tá com fominha? Perguntou Matarou erguendo a irmã acima da cabeça.

— “Outro dia normal”! Iori suspirou.

Três dias depois, Yamato, Takeru e Mimi chegaram ao seu destino, alguns moradores locais olhavam curiosos, Mimi carregava Gabumon, Palmon e Patamon que digivolveram após o café da manhã, por sorte em uma das paradas, e Yamato trazia o irmão aconchegado no colo, o loirinho ainda dormia após mamar.

— Yama-Kun, essa é a casa onde ficaremos? Perguntou a castanha.

— É sim, essa é a casa da minha avó, a mãe do meu pai! Yamato apresenta o local a namorada.

— Quando você disse que era rústico eu fiquei imaginando um barraco, ah sei lá a casa é muito linda.

— Olha Mimi-Chan quantas flores! Indaga Palmon, encantada com a vegetação.

— E o seu avô está? Perguntou Patamon querendo voar.

— Patamon, fica quieto, esqueceu foi? Quando chegarmos a gente solta vocês agora precisamos nos instalar, mas não, meu avô e minha avó não vivem juntos, parece que divórcio é algo normal para os Ishidas, meu vô trocou a esposa por outra mais jovem. Relatou o loiro, fazendo todos o encarar.

— Mas todos os humanos não envelhecem? Questionou Gabumon.

— Sim Gabu, mas vai entender… Na hora que minha avó mais precisava, ele não estava lá, o pior que levou meu pai e os outros filhos sem nem pensar duas vezes, somente meu pai volta aqui todo os anos, ou voltava, depois que começou a trabalhar e formar a família as visitas ficaram mais raras, mas quando ele tinha minha idade fugia sempre para cá. Completou o músico.

— Isso é horrível Yama, e isso não é de família, isso é safadeza isso sim, se amasse mesmo ela não a deixaria. Alega Mimi. — Hum, então o senhor Ishida-San também era fujão? Essa sim tá no código genético. Provoca Mimi.

— Eu concordo, e eu te amo muito. Declarou Yamato.

— Eu também Yama, será que vamos demorar para ser apanhados? Perguntou a castanha.

— Até o fim das féria, e é uma aposta. Pentelhou Yamato.

—Hum é assim? Então a julgar pela amizade com os outros pais incluindo um detetive, e outros jornalistas, eu dou no máximo até a semana que vem. Mimi aperta a mão do namorado.

— Eles não podem usar os jornalistas meu amor, eles protegem nossos parceiros digimons da mídia e dos outros humanos, o Senhor Ichijouji pode até conseguir a localização, mas demora, literalmente estamos no fim do mundo. Provocou o loiro beijando a cabeça da sincera.

Eles entraram e Yamato anunciou chegada, puxando a porta e chamando pela avó, a idosa veio a sala de estar recepcionar o neto.

— Hiroaki.

Yamato ficou corado com a confusão, os digimons e Mimi seguraram os risos.

— Não vovó, sou eu seu neto, Yamato… Como a senhora está? Pergunta abraçando a senhora.

— Yamato? Ah sim, mas como está grande. Indagou a senhora admirando o neto. — Já parece um adulto.

— Ainda não, mas estou perto disso, vó eu e minha namorada e… O meu primo precisamos de um lugar para ficar, eu…

— A casa é tão grande, sempre vai ter o seu quarto aqui… Esse bebê me parece familiar. Obsrvando a senhora.

— Somos bem parecidos. Descoversa Yamato.

Mimi entra no quarto rindo da senhora ter confundido o namorado com o sogro, Yamato acomodou o irmão no colchão, mas Takeru acordou.

— Vem no ônibus dormindo nas últimas cinco horas e quando deita na cama quer acordar. Brinca Yamato.

— Ele deve estar com fominha, não é pequeno! Aw que coisinha mais cotosa. Mimi esfregou seu nariz ao de Takeru.

— Só pode ser isso… Deixa eu ver se encharcou a fraldinha ou melou. Yamato deita o irmão no colchão.

— De repente fez os dois. Comentou Patamon.

— Você será um papai muito bom um dia Yamato-Kun, dá pra ver pela forma que cuida do seu irmão. Gabumon elogiou o parceiro.

—Valeu gabu, poh Patamon você podia parar com os palpites… Encheu pra valer. Yamato tapa o nariz quando tira a fralda.

—”Eu não posso usar o banheiro, é o jeito, isso foi culpa do mamão que você me deu no ônibus”. Takeru se virou de bruços.

— Que bumbunzinho macio. Mimi provoca o caçula, arrancando risos.

— Aproveita que ta vazio, daqui a pouco ele vai mamar, ai ja viu… Ah, Mimi-Chan, você gostou mesmo daqui? Perguntou Yamato, terminando de trocar Takeru e vestindo apenas uma camiseta de tigrinho nele e tirando as meias.

— Eu vou gostar ainda mais quando me apresentar a cachoeira, já to precisando me refrescar. Provoca Mimi,

As confusões foram rolando ao longo da tarde, mesmo com a memória prejudicada a senhora não deixava de fazer os afazeres domésticos, e sempre deixava tudo limpo e arrumado e cozinhava muito bem, o neto sempre a ajudava.