Operação babá
12 Chapther twelve
Naquela mesma tarde…
Joe ainda era encarado por Koushiro, Yamato, Taichi e Takeru e pelos digimons, todos tinham algo a dizer sobre a decisão do guardião da confiança.
— Joe-San você vai namorar a Witchimon? Gomamon é o primeiro que solta a pergunta trazendo seu parceiro de volta dos pensamentos.
— Witchmon? Ah Kami o que foi que eu fiz? Pergunta Joe.
— Topou ser namorado dela por todo o verão! Responde Gomamon com deboche, segurando o riso.
— Senppai… Não estamos aqui pra dizer que o senhor não pode namorar nem julgar com quem, mas uma digimon perigosa como essa, ainda topou como se estivesse topando um prêmio, eu tinha que ter gravado sua empolgação. Koushiro indagou.
— Mas já que topou agora tá nas suas mãos… Se você pisar na bola você… Eu não sei como dizer isso! Taichi falava de forma receosa em colocar pressão no amigo.
— Você só não condena os três que estão nessa situação como vai condenar mais quatro isso inclui você mesmo. Complementa Yamato sendo encarado pelo irmão e os amigos.
— Com Yamato na área falar com cuidado não existe. Pentelha Taichi.
— O-O que quer dizer com se eu n-não… Ai Kami onde eu estava com a cabeça pra topar isso? Se questionou o estudioso.
— Onde, onde a gente não sabe, mas agora já topou, você arrumou sua primeira namorada, eu devo te dar os parabéns Joe-Kun? Pergunta Gomamon estendendo a nadadeira.
— Ah eu acho que devíamos é dar os pêsames mesmo, aproveitar que já vou passar mesmo pela lojinha da família Inoue e comprar uns dois pacotes de fraldas. Debocha Taichi.
— Vocês acham que eu não consigo? Pergunta Joe.
— Não é bem isso senppai… Mas você não tem experiência nem com humanas, mas a julgar pela hora, você tem vinte quatro horas para pelo menos aprender a não gaguejar. Koushiro. Avisa o guardião da sabedoria.
— Como me meti nessa confusão? Pergunta Joe.
— Agora que já se meteu, temos que marcar uma reunião de emergência com os digiescolhidos e isso inclui sim os três bebês, enfim Joe, tenta ver muito filme romântico pode ajudar! Afirma Koushiro com a mão nos ombros do amigo que ajustava os óculos.
— E se eu… Não conseguir? Ela não é humana. Se questiona o futuro doutor.
— Então você e mais três terão que se acostumar a tomar leitinho e usar fraldas. Debocha Taichi rindo, anda cara, eu ligo pra Hikari-Chan pra ela trazer o Daisuke lá pra casa, afinal não tem ninguém lá, pra Sora o Koushiro liga pro Iori e a Miyako-San e pede pra ela levar o Ken, o Takeru já está com a gente, e o azedo liga pra namorada. A brincadeira do castanho faz o loiro corar e Takeru ri.
— As meninas pelo menos podem te ajudar com dicas. Yamato sugere.
— Eu só vou em casa tomar um banho e pegar fraldas pro meu irmão, quando eu vim não trouxe, pois pensei que seria rápido, também é bom pegar outra mamadeira. Takeru faz uma careta levantando risos.
— Takeru-Kun você não gosta de leite? Pergunta Gomamon brincando.
“Não numa numa mamadeira, espero que mais ninguém tenha que passar por isso”.
— Eu já te peço desculpas desde já, eu vou fazer o possível pra ajudar vocês a saírem dessa situação mas quero pedir desculpas se eu não conseguir. Joe conversa com Takeru.
— Ah Joe-Kun o Takeru não fala seu idioma, na verdade não sei mais que idioma o Takeru-Kun fala. Patamon pentelha.
“Pata-Chan eu ainda falo o mesmo idioma, só que agora só bebês são capazes de me ouvir, espero que dê certo… Tá começando a ficar muito esquisito conversar com outros bebês na pracinha, principalmente as meninas”.
— Mais um estímulo ai pra você foca no loirinho, se você der pra trás ou se atrapalhar, vai passar a falar desse mesmo jeitinho aí, tá pronto guerreiro? Pentelhou Taichi.
— Pelo amor de Kami eu não posso passar por isso sem as aulas da Mimi-Chan e das digiescolhidas? Pergunta Joe.
— Não acha que já deu muito tiro no escuro? Pergunta Tentomon fazendo todos rirem enquanto Joe cora.
— São apenas umas diquinhas pra te orientar, nada muito exagerado, vamos. Taichi chama os amigos.
Daisuke estava enlouquecendo Jun, já que pegava os objetos que tinha ao alcance das mãos e babava eles os colocando na boca isso incluiu o celular da ruiva, além jogar as coisas pelo chão, essas semanas até pareciam um teste, Jun tentava levar com paciência, mas o pequeno Motomiya não estava brincando quando disse que ia tirar proveito dessa divertida situação, sempre que tinha chance ele agarrava os cabelos da irmã e puxava, vendo a cara de brava da mais velha ele soltava uma gargalhada.
— Que gargalhada gostosa Dai. A ruiva fala derretida, deixando o ruivo confuso, parecia sentir falta de algo.
“Você ficou louca foi?” Se questiona o ruivo confuso.
— Jun-San? Oi, eu vim o mais rápido que eu pude, meu irmão pediu que eu levasse o Dai-Kun, teremos uma reunião no quarto dele e todos nós fomos convocados, parece sério. Hikari entrava falando.
— O que o pastelzinho vai ver no meio dessa reunião Hikari-Chan, ele mau fala. Adverte Jun.
— Jun-San, todos precisamos estar lá, parece que foi descoberto uma forma de trazê-los de volta ao normal. Explica Plotmon.
— Eu pensei que sua parceira fosse uma gata…
— Nessa forma criança não, ela se chama Plotmon. Chibimon explica subindo nas costas da digimon.
— Tá sendo difícil cuidar do bebê? Pergunta Plotmon.
— Um pouco, ele acorda chorando quase toda noite, sem falar do cheiro, mas até que está engraçado. Chibimon fala brincalhão.— Plotmon, porque você regrediu? o azulado pergunta.
— Estou guardando energia Chibimon. Explica a pequena.
“Agora quem boiou fui eu”. Daisuke fala confuso.
— Sabe não sabemos se essa digimon é de confiança, então se precisarmos lutar é bom ter muita energia acumulada.
Chibimon joga um dos brinquedinhos pra Plotmon que morde curiosa com o barulho e depois não queria largar.
— E você, como tá indo essa moleza toda, comendo e dormindo muito? Brinca Hikari fazendo caretas e brincando.
“Então encontraram uma forma de desfazer esse abracadabra?”
— Então essa coisinha fofa vai dar lugar aquele cheto? Pergunta a ruiva.
— Jun-San, não é por nada, eu também achei muito fofinho, mas estamos sentindo falta dos nossos amigos, e eu do meu namorado. A castanha admite corada.
— Pena que a reunião só entra os digiescolhidos, bom eu vou pra casa da minha amiga então vê se não dá trabalho seu pestinha. Adverte Jun. — Hikari, ele tá dando trabalho demais, olha o que ele fez com a roupa que eu tirei do varal. A ruiva mostra um monte de roupa no chão e encarou o ruivo.
— Dai, Dai… Logo mais ele volta ao normal. Promete Hikari.
— Ou seja capetinha em tamanho grande. Jun pentelha fazendo a castanha e os digimons rirem.
Enquanto isso Yamato chegava em casa e encontra a mãe com um albúm de fotos do qual pelos suspiros Yamato já se enojou achando que era da viagem que tinha feito ao Havaí, quando ela percebe os filhos entrando com os digimons ela esconde o álbum em baixo das almofadas do sofá e vai até o mais velho e tenta abraçar, mas o mesmo entrega Takeru pra ela e vai pro banheiro.
— Ah Takeru, acho que você também precisa de um banhozinho, acho que essa coisa quente ai deve ta te irritando. Natsuko leva Takeru pro quarto de Hiroaki e dá um banho, isso o relaxa tanto que o pequeno quase dorme na banheira.— Creio que depois do banho e do lanchinho é caminha né meu amor, o passeio foi tão bom, agora é hora de alguém tirar uma soneca.
A loira o trocou e o coloca no carrinho, preparou um lanche pra Yamato os digimon e a mamadeira de Takeru.
— Chamou o Taichi pro lanche da tarde? Pergunta zombando Yamato pegando uma lata de energético.
— Filho sente-se, vamos tomar um lanche, você anda se alimentando mal, energético não é lanche.
— Mãe temos uma reunião na casa dos Yagami ma… Yamato é empurrado para mesa.
— Yamato no momento você e os digimons vão se reunir em volta da mesa e comer sem pressa, não é de hoje que percebo os lanches rápidos que faz.
— Mãe…
“Não adianta oniisan discutir com mamãe é perca de tempo, pensa por um lado bom, você pode comer eu tenho que tomar leite com fórmula”. Adverte o caçula.
— Aqui meninos comam que eu vou dar a mamadeira do Takeru.
— Ah ora vamos Yamato-Kun não é para o seu mal, ela fez com carinho pra nós. Gabumon ofereceu o pão para o parceiro que estava de cara amarrada.
— Temos que estar na casa do Taichi não aqui… Yamato observa que era o único reclamando do mimo, pois Patamon e Gabumon já devoravam o lanche, sem a mãe ver o loiro despeja o lanche na tigela de Gabumon que rejeita, o fazendo discutir com troca de olhares, até ele olhar pra Patamon e trocar o cheio pelo vazio e finge limpar a boca com o guardanapo, ele também se livra de umas frutas e só come o pão, sem questionar o digimon come todo o lanche.
— Pronto, estava tudo uma delícia, agora podemos ir né, você também já mamou…
— Yamato o seu irmão tá com sono, ele precisa descansar. Adverte Natsuko o pondo pra arrotar, logo após o arroto o loirinho boceja.
— Mãe é muito importante estarmos todos lá.
— Por mim eu deixaria, mas pode ir e levar os digimons estão todos bem alimentados. A frase de Natsuko faz Gabumon olhar torto para o loiro que desvia o olhar, Patamon se aconchega nos pelos de Gabumon e boceja.
— Patamon não dá uma de tirar sonequinha também né. Reclama Yamato.
— Tanto lanche me deu moleza, eu vou demorar um pouquinho pra digerir tudo, minhas asas ficaram pesadas.
— O que ficou pesado foi sua pança Patamon, não foi suas asas. Gabumon pentelha o anjinho.
— Não quer ficar pra dormir Patamon? Tanto lanche? Que estranho você comeu a mesma quantidade que come em casa! Pergunta a loira estranhando.
— Acho que eu vou aceitar, desculpa. Pede o alaranjado voando para a cabeça de Natsuko.
Com isso Yamato deixou o irmão com a mãe que os coloca no berço e fecha o mosquiteiro.
Na casa da família Yagami...
Sora, Mimi, chegavam em seguida Hikari saia do elevador com Daisuke e Yamato subiu pelas escadas, e vinha apenas com Gabumon nas costas.
— Esqueceu de nada não Yamato? Pergunta Mimi.
— Claro, foi mal, só não sabia que já estávamos assim… O loiro beija a sincera levantando um uhu coletivo e uma salva de palmas da turma.
— Eu… Esquece, não é nada. Mimi estava corada e eufórica ao mesmo tempo.
— Aw gente desculpa me atrasei, o Ken tava tomando banho e o mama, já cheguei na melhor parte. Miyako aparece por trás com Ken.
— Baka onde está o Takeru? Perguntou Taichi.
— Ele chegou em casa, minha mãe deu banho, ele mamou e ele e o Patamon resolveram tirar uma soneca. Yamato conta.
— Calma daqui a pouco essas horas da soneca acabam, vem vamos que precisamos muito de vocês meninas, quer dizer o Joe precisa.
— Ainda acho que estamos fazendo um escândalo por nada… Eu-Eu posso fazer isso, afinal digimon não tem malícia, se o Patamon foi capaz de acreditar que bebê vem da cegonha o que impede essa…
—Semppai sinto muito estourar sua bolha, mas tem três furos em querer enganar Witchimon, número um: Witchimon é uma digimon na fase adulta e não criança como um Patamon, número dois: Ela já observou diversos casais por onde passou e sabe o que um casal faz, enfim número três, mas não deixa de ter sua importância, se Witchimon descobre e se zanga… Bom lembre-se ela fez uma ameaça antes de ir.
— Vocês enfrentaram a Witchimon? Pergunta Sora.
—Estão malucos, querem o quê acabar como os três? Pergunta Mimi.
—Ameaça? Que ameaça foi essa Koushiro-Kun? Pergunta Miyako se sentando.
— Vamos uma pauta por vez ok… Estávamos no parque montando um plano de ataque, só que tivemos um elemento surpresa…
— A digimon feiticeira? Supõe Miyako.
—Correto! Ela… Bom é complicado, mas ela não quer controle de nenhum dos mundos, nem dos digiescolhidos, ela quer um namorado. Koushiro coça o queixo e as meninas caem para trás.
— E precisava ter feito isso? Pergunta Hikari incrédula.
— Se estão chocadas com ela querer um namorado esperem pra ouvir quem foi o digiescolhido. Gomamon pentelha.
“ A digimon quer um namorado? Tudo isso porque quer um namorado”? Pergunta Daisuke todo inconformado.
— Agora eu quero saber! Mimi se anima.
— Joe-San. Responde Koushiro, as meninas e até os bebês arregalam os olhos surpresos pela revelação.
— Convocamos essa reunião de emergência para pedir as garotas que preparem o Joe, pois amanhã será o primeiro encontro deles, e aí vem a parte que deveria ter sido a primeira resposta, a ameaça… Witchimon disse que caso o não goste dos encontros se Joe pisar na bola, os três bebês estarão condenados a passar a vida deles assim, ou seja cresceram tudo de novo, enquanto nós veteranos ficamos doze anos a frente deles eles reviveram a vida escolar desde o jardim da infância sem falar que ele próprio estará se condenando ao mesmo destino junto com mais três digiescolhidos, duas menina….
— Koushiro-San sua explicação já bizarra no começo quer desenvolver? Bronqueia Mimi.
— Duas meninas? Pergunta Sora.
— Relaxa Sora-Chan, não é nem você, nem a Mimi, bom ela disse que se o Joe não a fizesse feliz durante esse dois meses, Iori, Miyako e Hikari e como o ruivo disse ele próprio passaram a vida deles juntos aos três já regredidos vivendo toda infância de novo. Taichi vai até a irmã.
— Onichan, por favor diz que é brincadeira, isso…
— Eu não quero passar treze anos crescendo novamente, reaprendendo as coisas básicas sem saber se vou me lembrar da minha vida anterior como adolescente, digiescolhida, não quero esquecer o que vivi com o Poromon. Miyako solta num fôlego só.
“Calma Miya! Você se lembra de tudo, menos como se fala, anda, e come, toma banho, kami a pergunta é porque o Joe sendo um dos digiescolhidos mais espertos do grupo foi topar um acordo desse”. Ken se questionava e babusiava.
— O que te deu? Joe, pirou o cabeção? Pergunta Miyako.
— M-me desculpem foi o calor do momento, ela estava ali eu decidi no meio de uma ameaça, ela riu debochada que fez isso por brincadeira, no momento eu não pensei, agora eu já…
— Fez a merda! Hikari revira os olhos receosa pega Daisuke no colo.
“Calma minha luz, vai que dá certo, bom se bem que nem eu to botando muita fé, mas de repente vai que acontece um milagre”.
“ O que me preocupa é que passaremos mais dois meses assim pelo que eu entendi” Ken comenta.
“ Isso se não der ruim, por tanto esteja preparado para ser criança de novo” Daisuke conversa com o amigo.
— Desculpa Joe-San. Hikari cora. — Estava pensando… Podemos te ajudar, pelo menos algumas coisas pois o resto tá entregue nas suas mãos.
“Traduzindo, estamos ferrados”. Sacanea Daisuke.
— Vamos agora para sala, o Joe precisa da ajuda de vocês, o máximo possível, vem cá você e o Ken ficaram aqui com os digimons vendo filmes e brincando. Taichi fala com voz distorcida colocando Daisuke no cercadinho improvisado e em seguida pega Ken no colo de Miyako e o coloca junto. — Não dá pra resistir essa carinha deles nos força a falar manhoso.
— Miya-Chan, o que está fazendo? Pergunta Hikari vendo a violacea no celular com cara de quem insistia na mesma ligação, estava bufando.
— Onde se meteu o Iori-Kun, ele é o único do grupo que nunca vi faltar a uma reunião, onde ta o senso de responsabilidade? Cobra a violacea.
— Miya, vamos todos tomar um lanche, ajudar o Joe, e tentar nos acalmar, o Iori- Kun deve estar em algum treino de Kendo. Sugere a castanha mais nova.
Enquanto isso…
Iori estava metido em uma enrascada com Mery, a loira estava muito curiosa com essa informação que conseguiu “preciso voltar ao apartamento”, por meio de vizinhança do prédio ela ficou sabendo que Natsuko quase não vinha ao apartamento, fazia tempo que nem ela e nem o filho eram mais vistos.
— Merry-San o-o que pretende fazer? Pergunta Iori.
— Você vai me passar ou não o endereço da casa do Hiroaki-San, preciso só disso. Merry pressiona Iori contra a parede do elevador o fazendo ferver por dentro das roupas.
— Sinto muito, não posso… Por que quer tanto ir lá, você mesma disse que não considera o Hiroaki da sua família, então por que vai lá? Pergunta Iori.
— Preciso ver com meus olhos o porque de repente o Takeru e a minha tia não sai de lá. Teima Merry.
— Merry-San, o Hiroaki nem está em casa está trabalhando, o que acontece é que ela d…
— Por que está tentando justificar tanto, sabe de algum podre não sabe? Merry da outra prensa no castanho.
— N-não é que o Takeru-Kun está passando as férias com o pai e acho que você deve respeito a sua tia, e sua família toda, eles querem um tempo, a Natsuko apenas deve ter ido ver os filhos, eles são divorciados precisam conviver mesmo que não vivam juntos. Iori tentou em vão convencer a garota que procurou na internet.
Foi depois de algumas tentativas frustradas que a loira deu um salto do banco do parquinho animada e Iori correu atrás pra tentar impedir a garota, mas parecia que nada e nem ninguém parecia parar a Takaishi.
— Por kami tomara que a Natsuko-San tenha levado o Takeru pra dar uma volta na pracinha. Implorou o castanho.
Infelizmente os apelos de Iori foram todos em vão, Natsuko deu uma última olhada no pequeno que ainda dormia profundamente, ela já preparava a próxima papinha do filho, quando ela terminou entrou pro banho e nesse momento Merry chegou ao apartamento, Iori puxou o pulso de Merry tentando dizer que pegaram o caminho errado, mas Merry não caiu na conversa.
—Do que está com medinho? Se minha tia só foi visitar os filhos… Anda Iori, nunca fez nada errado? Pergunta a loira provocando.
— Não sei por que quer tanto ir a casa do Hiroaki-San, ele é um homem ocupado, e não eu não fiz nada errado.
— Quer começar? Merry sugere provocando o lutador o deixando corado e envergonhado.
Depois de se aproximar do castanho e provocar ele a loira vai até a porta e pega as chaves embaixo do tapete. — Quanta bobagem esconder a chave de casa logo aqui.
Merry e Iori entram e encontram a casa totalmente arrumada, mas uns detalhes como brinquedinhos e roupinhas de bebê no sofá chamam a atenção de Merry, a loira continua andando pelos corredores e ouve o chuveiro e vai aos dois quartos, mas somente no de Yamato ela percebe além de posters de banda, guitarra e a gaita, ela nota um berço coberto com um mosquiteiro azul bebê.
“ Por favor não esteja aí, por favor”
Merry abre o mosquiteiro e encontra somente Patamon dormindo, ela não sabia da existência dos digimons, e ficou pasma com o que via.
— Tem um bicho de pelúcia que pode ser apenas impressão minha, mas parece que ele ta respirando… que bizarro, um berço no quarto e o que tem dentro? Uma pelúcia.
— E o que estava esperando, vamos antes que alguém nos acuse de invasão de domicílio. Iori respira aliviado e dá um perdido na garota dizendo que esqueceu o video game que emprestou pra Takeru e precisa ficar, Merry engoliu a desculpa do jovem e desce.
Iori volta ao apartamento a procura de seu parceiro de jogrees, pra surpresa dele Takeru estava dormindo no quarto de Hiroaki, Merry só foi ao quarto de Takeru e Yamato.
Antes de ir para o banho Natsuko tirou o filho do berço e o colocou na cama do pai, como estava muito pequeno ficou quase imperceptível, Iori senta na cama e puxa de leve as cobertas Takeru vestia uma camisetinha verde um shorts branco, estava usando meias.
— Ufa você ta aqui, e ta bem, você não sabe o flagra que ia tomando Takeru. Conta Iori pegando Takeru no colo, o loirinho se mexe um pouco mas só se espreguiça e continua dormindo.
— Iori-Kun, que surpresa, podia ter avisado que queria visitar o Takeru! Natsuko saia do banho com a toalha ainda enrolada nos cabelos. — Foi paranóia de mãe tirar você do berço, olha só ainda mimindo, acho que vai até o jantar, nem precisava te tirar do bercinho…
— Na verdade que bom que o tirou, a senhora tem que tomar cuidado! Iori alerta.
— Credo Iori, o que aconteceu? Pergunta a loira ninando o filho.
— Natsuko eu não sei ao certo o que a a sua sobrinha quer, mas ela quase viu o Takeru se ele estivesse no berço a senhorita teria problemas.
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