Notas iniciais
Oi pessoas! Já podem parar de desejar uma morte lenta e dolorosa pra mim, pq eu atualizei... E como sei que estão ansiosas p ler, vejo vcs lá nas notas finais.

Quando Annie, ou melhor, Hallie, me contou que trocou de lugar, o choque foi tão grande que a primeira reação que tive foi querer destroca-las imediatamente e fazer uma lavagem cerebral, para que se esquecessem de terem se conhecido um dia. Olhei a subir para o seu quarto e liguei para a única que me entenderia, mesmo que ela não fosse à pessoa mais centrada do mundo: minha mãe.

— Mãe, eu estou com Hallie em casa.

Finalmente um de vocês resolveu contar a verdade para essas garotas.— Pela voz parecia contente com a perspectiva.

— Acontece que nenhum de nós lhes contou nada.

Não estou entendendo. Você sequestrou sua filha?— Aumentou o tom na ultima sentença.

— Seria uma boa ideia agora. Mas não sequestrei ninguém e nem mesmo contei nada. A sua ideia foi estúpida, eu mandei minha filha para um acampamento e recebi outra.

Eles trocaram elas de lugares?— Parecia surpresa e indignada.

— Mãe, me escute e pare de fazer perguntas por um minuto! – Ralhei nervosa, sem conseguir lhe contar a história direito.

Tudo bem, continue.

— Não sei porque você teve a brilhante ideia de contar a Annie sobre esse maldito acampamento.

Você gostava antes.

— Mãe!

Tudo bem, desculpe.

— Bom, então ela ficou com a ideia fixa de que queria ir também e me perturbou o semestre todo com isso.

Essa parte eu já sei, prossiga para a que você tem Hallie e não Annie em casa. – Disse me interrompendo mais uma vez, porém dessa, eu simplesmente ignorei e continuei.

— De alguma forma elas se conheceram e descobriram serem irmãs e então trocaram de lugar. E sabe o que é pior? Se ela não tivesse dito, eu nunca desconfiaria. Acho que não conheço realmente minha filha. Notei que ela voltou estranha, mas pensei que fosse passar, que ela havia ficado dois meses fora e tinha aprendido a se comportar diferente. Eu sou uma péssima mãe. – Então comecei a chorar, por saber que a menininha que eu tinha deixado há 11 anos se encontrava no andar de cima. – E ainda preciso destroca-las.

Filha, aproveite a oportunidade que a vida lhe dá e a agarre. Aproveite sua filha, você não a vê há 11 anos! Beije-a, abrace-a, curta o momento.

— Mas eu não posso simplesmente fingir que não sei da troca e esquecer Annie em Starling City!

Eu não disse que você deveria esquecer Annie, estou dizendo que agora que elas já sabem da existência da outra, não vão aceitar mais conviver separadas e você já passou tempo demais longe da sua filha, está na hora de recupera-lo.

— Está dizendo que devo ir a Starling City desfazer o acordo?

Bom, se quiser ver assim, que seja. Você só não pode mais fingir que não tem uma vida que faz parte de você por ai em outra cidade e também não pode se esquecer de que a que está com você precisa se sentir amada, afinal ela não conhece o que é o amor de mãe praticamente desde que nasceu.

Senti-me terrivelmente mal ao lembrar como eu havia tratado Hallie e com não tinha demonstrado qualquer sentimento bom ao descobrir que estava finalmente “conhecendo” minha filha.

_ Não acredito que ainda está nesse telefone enquanto devia estar com Hallie. — Ouvir isso me impulsionou a levantar e ir em direção as escadas.

_ Tudo bem mãe, te ligo depois.

_ Eu te amo e tudo vai ficar bem.

Desliguei o telefone sem ao menos responder-lhe, minhas palmas começavam a suar e minha barriga parecia conter milhões de borboletas voando desordenadamente. A sensação era a mesma de quando descobri estar grávida e precisava contar a Oliver. Pensar nele trouxe um aperto ao peito, então tratei de desviar os pensamentos e esquecer todos os momentos bons e ruins que havia passado com ele.

Abri a porta do quarto de Annie e encontrei Hallie deitada na cama de barriga para cima, fitando o teto. Aproximei-me devagar e sentei na ponta da cama, ao lado de sua cabeça. Seus olhos azuis tão claros focaram-se em mim e pude notar um brilho de lágrimas neles, o que os deixava ainda mais límpidos. Passamos um tempo em silencio nos fitando, mas eu precisava corta-lo e dizer lhe o quanto eu a amava.

_ Hallie... – Testar seu nome para chama-la fez com que um nó se formasse em minha garganta. – Nós precisamos ir a Starling... – Notei seu semblante cair ainda mais. – Precisamos explicar o que aconteceu para o seu pai.

_ Tudo bem, entendi.

Ouvi sua voz quebrada cortou ainda mais o meu coração, então meio sem jeito a puxei para os meus braços e a segurei forte. Lembrei-me de quantas vezes havia feito isso com Annie quando ela era menor e pensei em quantas vezes esse acordo estúpido tinha privado Hallie disso. Minha menina estava tão grande que já não cabia mais em meu colo, eu havia perdido a oportunidade não só de vê-la crescer, mas de mostrar-lhe o quanto eu a amava.

— Filha... – Limpei as lágrimas que escorriam pela sua face. – Você sabe que eu te amo? – A vi assentir. – Isso não foi muito convincente.

_ Acho que me ama um pouco.

— Um pouco? Eu te amo muito, tão grande que não existe nada nesse universo ou em outro que defina o tamanho. – A abracei mais forte. – Eu só preciso que me perdoe por passar tanto tempo longe.

— Eu te perdoo mãe. – Comecei a chorar com a sinceridade das palavras da minha filha, sabia que ela estava me perdoando de verdade, eu conhecia esse olhar de outra pessoa.

— Tudo bem, então nós vamos a Starling e explicaremos tudo ao seu pai e vamos achar um jeito de ficarmos juntas a partir de agora.

POV OLIVER

Estava pensando em Hallie no andar de cima, ela não parecia muito feliz com a notícia de que eu tinha uma namorada. Pensei que uma figura feminina a deixaria contente, afinal ela tinha sido privada disso desde que nasceu.

— Está me ouvindo amor? – Vi Helena estalar os dedos em frente a minha face. – Em que mundo você estava?

— Desculpe-me, estava pensando na reunião que tenho amanhã.

— Mas você só tem reunião semana que vem Oliver! – A parte ruim de ter contratado Helena como minha secretária era ela saber todos os meus compromissos, a boa eu prefiro deixar para contar em outra hora.

— Eu tenho uma reunião com meu pai, nada importante. – Menti descaradamente, não estava a fim de lhe explicar qualquer coisa.

— Tudo bem, mas eu estava falando daquele vestido maravilhoso que a Sofia Hellqvist usou no seu casamento, existe um estilista famoso em Nova York costurando uma réplica e vai leiloa-lo mês que vem.

Ao ouvir sobre o que Helena estava falando fiquei apavorado. Não fazia nem um mês que nos estávamos juntos e ela já estava falando sobre casamento.

— Quem diabos é Sofia Hell sei lá o que? – Estava tão perturbado com o assunto que fiz a pergunta mais idiota, dando assim espaço para que ela continuasse a falar sobre o assunto.

— A princesa de Estocolmo. Ela estava exuberante usando aquele vestido e uma coroa de diamantes e esmeraldas.

Engoli a seco ao ouvi-la dizer sobre coroas de diamantes e esmeraldas, não sabia o que Helena planejava de casamento, mas se acontecesse, com certeza eu seria um homem falido.

— Entendido. – Soltei qualquer coisa e tentei desviar o assunto. – Mas então, o que achou da minha menina?

— Sua menina? – Perguntou confusa.

— Sim Helena, minha filha. – Fiquei irritado por ela sequer lembrar-se da minha filha, que estava há minutos atrás em nossa presença.

— Ela é uma graça, mas precisa de alguém para ensina-lhe modos.

— Ela não é mal educada, apenas é uma novidade que eu tenha trago você para casa e apresentado como minha namorada, dê lhe um tempo.

Entendia que para Hallie tudo era muito novo, mas estava quase certo de que ela se acostumaria e até mesmo gostaria da ideia de ter uma figura feminina por perto, que não fosse sua avó ou tia e sim alguém que poderia ser amiga e aprender coisas de meninas juntas, já que eu não confiava em Thea para ensinar-lhe.

Levantei e decidi preparar o jantar, eu poderia pedir algo, mas era um momento especial, então decidi cozinhar. Faria a comida predileta de Hallie e mostraria que não importava quantas mulheres existam no mundo, ela sempre será minha garota número um. Porém isso fez lembrar-me de outra garota que estava em Central City com a mãe. Era injusto demais não poder contar a Hallie sobre sua irmã, assim eu poderia lhe mostrar que existia outra garota que ocupava um mesmo espaço em meu coração e que mesmo sendo duas, estavam no topo de tudo igualmente.

Mas do mesmo jeito que penso em dizer a Hallie tudo, lembro que havia feito um acordo idiota de nunca contar-lhe nada até que ela tivesse curiosidade de perguntar. Eu devia dizer uma meia verdade, diria que sua mãe foi embora e levou consigo sua irmã. Estava tendo sorte, afinal Hallie já tinha 11 anos e nunca tinha feito a tão temida pergunta, talvez ela perceba que é um território proibido ou não sinta curiosidade e se acostumou com isso.

Pensar nisso só trazia lembranças ruins e culpa, afinal foi por minha causa que elas estavam separadas, foi por minha causa que Hallie não teve a oportunidade de ter uma família completa e crescer com a mãe e eu tinha muito medo que elas me odiassem quando descobrirem que tudo foi minha culpa, assim como a mãe dela já o fazia. Se eu pudesse voltar no tempo eu nunca colocaria nada a frente da minha família, principalmente se eu soubesse que isso a faria ir embora.

Eu estava indo pelo mesmo caminho que o meu pai, mas Felicity não era Moira e nunca será, ela pode ser doce, meiga e delicada em tudo que faz e no modo de se comportar, mas também é uma mulher decidida e forte e reconheço que ela tenha lutado por um tempo grande para salvar nosso casamento e família, que estava ficando em segundo plano por conta da empresa, por eu querer provar a quem não merecia que eu podia ser bom, porque eu queria reerguer a empresa que estava a beira da falência e mostrar a Slade Wilson que ele não podia ganhar.

Lembro perfeitamente daquela garota com seus nove anos de cabelos castanhos claros me consolando em umas das muitas vezes em que fui para o acampamento Lakebottom. Minha família tinha descoberto que meu pai estava traindo minha mãe com Isabel Rochev e logo depois, o rombo na empresa, que estava a ponto de falir. Descobrimos que Isabel ajudava Slade, dono de uma empresa concorrente a destruir a Queen Consolidated e que meu pai havia caído no canto da sereia ou mais apropriadamente, lula. Quem já assistiu “A Pequena Sereia” com sua filha várias vezes sabem do que estou falando. Depois de muitos anos meu pai ainda tentava reerguer a empresa e nós já o havíamos perdoado pela traição. Quando eu me casei, meu pai me passou o legado e demorou um tempo até que eu percebesse que ainda tinha dedo de Slade Wilson lá dentro. Eu fiquei paranoico e comecei a viver em função de vingança e poder, esquecendo assim de Felicity e as meninas, esquecendo me de me dedicar a minha família por causa de alguém que só queria nos destruir.

Mas o meu maior erro foi deixar Felicity de fora, de não querer sua ajuda e de me achar autossuficiente. Isso gerou várias brigas e a minha presença cada vez menor em casa para ajuda-la a cuidar das meninas, foi desgastando aquilo que tínhamos acabado de construir, então um dia ela decidiu partir, após eu dizer-lhe que nada era mais importante que acabar com Slade. Então percebi o quanto era sério quando ela arrumou suas malas e as das minhas filhas, enquanto eu pedia lhe para ficar, ela só me pedia para ficar longe e nunca mais procura-la, porque não queria me ver. Foi ai que me desesperei, foi ai que sugeri o acordo, eu não queria perder tudo. Culpo-me até hoje e me culparei eternamente por ter dito para a única mulher que me amou por me conhecer de verdade e não por eu ser Oliver Queen, o bilionário, que uma vingança era mais importante que ela e minhas filhas.

Ver Hallie descer as escadas do loft fez com que eu parasse de pensar nas coisas do passado, para viver o presente.

­_ Estou fazendo o jantar, quer me ajudar? – Perguntei a Hallie, fazia tempo que não aprontávamos juntos na cozinha.

_ Posso mesmo? – Perguntou com um brilho nos olhos.

_ Claro, eu preciso de uma assistente para me ajudar com o purê. – Ela então veio em direção as batatas que eu já havia cozinhado. – Hey mocinha, não está se esquecendo de algo? – Vi confusão em seu semblante. – Lave as mãos querida.

_ Oppps. – Ouvi a dizer baixinho e seguir para a pia.

_ O que estão fazendo? – Ouvi a voz de Helena, que já tinha voltado depois de estar a quase 30 minutos no telefone com alguma amiga.

_ O jantar. – Respondi por educação, pois era obvio.

_ Pensei que fosse pedir algo.

_ Eu resolvi fazer o prato preferido da Hallie. Faz tempo que não cozinhamos nada, não é filha?

_ É sim, pai. – Disse sorrindo.

[...]

Não demorou muito mais para que o jantar ficasse pronto, enquanto eu terminava de tirar a carne da panela e transferia para um refratário de vidro, Hallie colocava a mesa. Quando fui olhar como ela havia disposto os lugares, quase ri. Ela havia colocado os pratos nas duas pontas da mesa e em umas dessas pontas, havia um prato do lado. Sabia que ela estava tentando me deixar o mais longe possível de Helena e que aquele prato ao lado da cabeceira da mesa era para ela, eu conhecia bem minha filha para saber que estava enciumada, portanto, não briguei por ter colocado assim as louças. Só lhe contaria depois que as pessoas que se sentavam nas pontas das mesas, pela regra da etiqueta, eram os anfitriões da casa. Quando viu que Helena estava indo em direção a mesa, logo tratou de se sentar ao lado da mesa e eu estava realmente achando toda essa cena engraçada.

_ Bom pai, eu acho que é mais ou menos assim que a vovó coloca a mesa. E já que a Helena será a futura anfitriã, ela precisa se sentar naquela ponta. – Apontou para o lugar afastado. – E o senhor se senta aqui ao meu lado e eu devo ficar a sua direita, certo?

Minha filha era muito mais esperta do que eu imaginava, estava usando até mesma a regra de etiqueta a seu favor e isso só me fazia ama-la ainda mais.

_ Eu não sou um expert em etiqueta, mas se você está falando. – Fui até o lugar que foi colocado para Helena e puxei a cadeira, mostrando-lhe com o braço que era para se sentar e quando ela o fez, fui para o meu lugar.

_ Bom, não temos empregados aqui, então acho que Helena deva nos servir, pois esse papel passa a ser da anfitriã.

_ Eu até o faria, caso você tivesse acertado a forma correta de dispor os talheres e copos. – Helena disse a Hallie, com um sorriso falso no rosto. Talvez eu tivesse trabalho com essas duas.

_ Tudo bem, não estamos em um jantar formal, eu sirvo. – Me candidatei e vi o bico que se formava em cada uma.

Servi a carne e o purê em cada prato e depois vinho para Helena e suco de uva para Hallie. Então voltei ao meu lugar e começamos a comer em silencio.

_ Isso está muito bom pai. – Hallie quebrou o silencio, falando de boca cheia.

_ Obrigada filha. – Não a repreendi, afinal eram raros nossos momentos assim.

_ Está muito bom amor, mas da próxima podemos pedir naquele restaurante italiano. – Helena nunca ficava satisfeita com o simples, eu já havia percebido isso.

_ Quem sabe em uma próxima ocasião. – Não podia ser mal educado em frente a Hallie e lhe dar um mal exemplo.

Acabamos o jantar sem mais provocações e um pouco mais tarde Helena se despediu, já que eu havia pedido para Diggle leva-la para sua casa. Hallie pediu para assistir um filme, então fomos para o sofá, mas na metade ela acabou adormecendo e a levei para o sua cama, cobrindo-a. Depois fui tomar um banho e não demorou muito mais para eu também me entregar à inconsciência.

POV FELICITY

Eu ainda não acreditava que estava arrumando uma mala para viajar a Starling City e me encontrar depois de 11 anos com o homem que eu jurei nunca mais ver. Eu estava magoada com suas palavras e tomei a decisão de ir embora, não que eu não me arrependesse, Oliver foi o único homem que amei. Nunca me relacionei com ninguém depois dele, apesar do meu chefe demonstrar claro interesse em mim e gostar da minha filha. Eu me dediquei a viver só para ela e para o meu trabalho. Sei que minha atitude de ir embora e aceitar o acordo que Oliver propôs, por mais que doesse deixar umas das minhas filhas lá, foi impulsiva, mas depois de tomada, meu orgulho nunca me deixou voltar atrás.

Também sei que vai ser difícil me reencontrar com ele e não sentir nada e me mostrar indiferente. Talvez eu não precise vê-lo, vou pedir ajuda a Laurel e a usarei como meio de me comunicar com Oliver e conseguir levar minhas filhas para casa. Sei que ele talvez não aceite, mas estou disposta a lutar para ter as duas e nunca mais deixa-las ir. Tomei a decisão errada uma vez e não vou mais repeti-la e espero que elas me entendam um dia por eu ter separa-las. Acabo de arrumar minhas malas e vou verificar se Hallie já fez a sua e a encontro tentando fecha-la.

_ Precisa de ajuda? – Pergunto, fazendo a se assustar.

_ Não seria ruim. — Vou ao seu encontro e a ajudo fechar a mala que estava abarrotada de coisas.

_ Você sabe que só ficaremos no máximo dois dias? – Indaguei curiosa.

_ Sim, só estou me prevenindo de não ter o que vestir, apesar de essas roupas da Annie não combinar muito comigo, até parece que é a tia Thea que as compra.

Ri de sua afirmação e me lembrei da minha doce ex-cunhada, que ainda era adolescente quando parti. Ainda mantinha contato com ela e era através dela e de Laurel que eu sabia como Hallie estava e também as atualizava de Annie. Muitas das vezes elas tinham tentando me fazer mudar de ideia, mas o meu orgulho não me permitia e elas sempre respeitaram a minha decisão, apesar de não concordarem.

_ Agora eu quero que você tome um banho, coloque seu pijama e vá dormir, pois sairemos amanhã bem cedo.

_ Tudo bem, mãe. – Me abraçou e depois foi em direção ao banheiro.

Fui para o meu quarto fazer o mesmo, mas não consegui ter a melhor noite de sono com o que eu sabia que me aguardava no outro dia.

[...]

Avisei Barry sobre o que eu estava indo fazer, ele era meu melhor amigo e tinha me ajudado muito com Annie. Ele achava que já passava da hora de resolver essa situação e estava junto ao time das pessoas que achavam o acordo absurdo, mas me respeitavam.

Já estava no carro há muito tempo com Hallie ao meu lado, escutando musica em seus fones de ouvido. Quanto mais próxima eu estava de Starling, mais nervosa eu me sentia. Eu não sabia exatamente o que eu diria, ou o que faria, então decidi ligar para Thea. Contei lhe a historia o mais resumidamente possível e então eu já tinha uma direção, ir à mansão Queen, ela me disse que Oliver não estava por lá e então poderíamos conversar melhor a respeito do que havia acontecido. Depois disso, olhei para Hallie que já tinha deixado o fone para prestar atenção em minha conversa, enquanto eu tinha parado no acostamento.

_ Estamos indo para a casa dos seus avós. – Disse só para quebrar o silencio entre nós.

_ Para falar a verdade, sinto a falta deles e da tia Thea também.

_ Bom, você vai poder resolver isso já. – Então dei partida para o meu destino.

[...]

Assim que entrei pelos portões da Mansão Queen, pude ver o entusiasmo de Hallie para reencontrar seus avós e tia, e logo mais também já podia notar Thea ao lado de fora, andando de um lado ao outro, como se já estivesse fazendo isso há muito tempo. Assim que chegamos perto o suficiente, parei o carro e vi minha filha sair correndo em direção a sua tia a abraçando e depois correndo para dentro de casa.

_ Até que enfim você chegou! – Thea veio ao meu encontro no carro. – Vem, vamos entrar e conversar. Vamos aproveitar que meus pais e Ollie não estão em casa.

Sai do carro e fui abraçada forte, por um tempo fiquei sem reação, mas logo depois retribui, pois sentia falta dela. Entramos na mansão e se possível ela ainda estava mais bonita que da ultima vez que estive aqui.

_ Esse lugar está mais bonito do que eu me lembro.

_ Mas fica triste e sem graça quando não temos Hallie correndo por ai. – Comentou.

_ Imagino, foi difícil passar dois meses longe de Annie. — Continuei seguindo Thea, que me levou para o escritório. – É seguro deixa Hallie sozinha por aqui?

_ Felicity, Hallie vive aqui, ela conhece cada canto e empregado. – Disse rindo. – E com certeza ela está no quarto dela. Agora, me conte tudo.

Então comecei a explicar-lhe tudo o que tinha acontecido e como eu estava metida nessa confusão.

POV HALLIE

Assim que cheguei à mansão, não demorei muito a subir para o meu quarto, eu precisava ligar para Annie o quanto antes e pedir que trouxesse o papai para cá. Estava demorando muito para atender e eu já estava ficando sem paciência.

_ Alô. – Ouvi uma voz sonolenta.

_ Annie, você precisa correr para cá com o papai, mamãe e eu já chegamos.

_ Hallie?— Percebi que ela estava surpresa e mais desperta com a menção de estarmos em Starling.

_ Sim, e nós estamos na mansão, dê um jeito de trazê-lo.

_ Mas o que eu direi?

_ Não sei, mas não demore, a minha parte de trazer mamãe já foi cumprida e tenho certeza que estarei tremendamente encrencada alguma hora.

— Não é como se fosse só você. – Disse. – Com quem está falando?— Ouvi a voz do meu pai a fundo. – Com a tia Thea, ela está nos convidando para tomar café da manhã lá.— Mentiu. – Sabia que ela não aguentaria muito tempo longe de você.— Meu pai disse rindo.

_ Muito bem, agora eu vejo que realmente dividimos o mesmo gene, você deu uma boa desculpa.

_ Hahaha, muito engraçado. Até logo.

Desligamos e agora meu trabalho era manter minha mãe aqui até que meu pai e Annie chegassem. Então fui pedir a Raisa que preparasse o café da manhã.

POV OLIVER

Acordei com o barulho do telefone e olhei no despertador, constando ainda ser 8h da manhã. Ao chegar à sala, percebi que Hallie já tinha o atendido e lhe perguntei com quem falava. Descobri ser minha irmã nos convidando para tomar café da manhã e Hallie me obrigou a me arrumar para irmos. Já estávamos no carro em direção à mansão e Hallie estava mais inquieta que nunca. Talvez minha irmã tenha lhe dito que poderia tomar sorvete de café da manhã e por isso estava tão decidida a me fazer ir. Chegamos a mansão e notei um carro parado na frente de casa. Notei que a placa era de Central City e automaticamente lembrei-me de Felicity. Desci logo do carro com uma Hallie que saiu correndo a todo vapor para dentro de casa, alheia a minha situação. Fiquei extremamente nervoso, será que havia possibilidade de Felicity estar aqui? Passei alguns minutos parados, olhando para a placa, até que finalmente resolvi entrar e descobrir. Caminhei em direção à sala de jantar, onde vi Raisa terminando de ajeitar a mesa e Hallie já sentada. Ouço um barulho de conversas atrás de mim e me viro para olhar, então me deparo com Thea, Felicity e Annie.

Notas finais
Primeiro quero pedir desculpas pela demora, tava dificil conseguir tempo para sentar e acabar o capitulo, mas eu consegui, apesar de não ter ficado como eu queria, espero q tenha agradado. Vou tentar não demorar mais viu? Desculpem mesmo! Mas sabe a vantagem de ter demorado? Foi perceber que vocês realmente gostam da fic, então agradeço as cobranças diretas e indiretas que me fizeram e me motivaram a passar o dia do meu aniversário tentando acabar de escrever rs Muito obrigada pelo carinho. Também quero agradecer a em blott pela primeira recomendação da fic e olha que eu nem estou merecendo, por ser uma "escritora" tão enrolada... Obrigada de coração e espero que esse cap tenha te agradado. Eu revisei o cap só uma vez, então me perdoem os erros, eu queria mto postar logo. Acho que é só isso que tenho para falar, espero vcs nos comentários me dizendo o que estão achando. Beijos e até logo :*