Operação Cupido!
4 Que se inicie, a Operação Cupido!
Notas iniciais
—Ei, Gray... -a loira o chamou, ele estava apoiado nela, com diversos hematomas pelo corpo -Quem é aquela menina? -ela apontou para uma menina albina de cabelos curtos, a mesma andava com um grupo de amigas e sorria inocentemente.
—Lisanna, irmã mais nova da Mira... -respondeu olhando-a de canto -O tipo de garota perfeitinha, melhores notas, legal com todos, faz balet, e o mais importante... -ele deu um sorriso malicioso -A crush do Natsu!
—GRAY!!! -o rosado chegou dando uma voadora no mesmo -Não é para você ficar espalhando isso!
—HÁ! Ela não tem nada haver com você! -a loira riu -E eu achando que seu crush era o Jellal...
—CREDO! Quem se apaixonaria por um Smurf? -ele indagou com cara de nojo.
—Pelo jeito, a Erza... -Lucy cochichou apontando ela corada, andando ao lado do mesmo.
Eles estavam um pouco afastados do grupo, Juvia havia levado Gray novamente para a enfermaria, então os dois eram os únicos que restavam.
—Mas é como você falou... -Natsu começou com as mãos atrás da cabeça -Ela não tem nada haver comigo, e nunca gostaria de mim...
—Ela pode até pensar que você é gay, e isso é justificável, afinal, quem pinta o cabelo de rosa? -ela franziu a testa.
—É NATURAL! -o rosado gritou irritado, com uma veia saltando em sua testa.
—Mas ela pode sim gostar de você! -ela afirmou deixando Natsu corado -E eu vou te ajudar a conquistá-la! -disse convicta.
—O QUE? -ele exclamou surpreso -E como exatamente você pretende fazer isso?
—Simples! Eu sou uma mulher, e entendo o que as mulheres pensam! -a loira concluiu orgulhosa.
—E eu sou um homem, e aposto que sei mais de mulher do que você! -sem perceber acabou falando.
—Pff... Claro... Afinal, você é um homemsexual, então deve saber mais mesmo! -ela caiu na risada no meio do corredor, atraindo a atenção de todos -Mas que seja, se ferre sozinho então!
Ela deu as costas para o mesmo, acenando e fingindo ir embora, o rosado estava irritado, mas achava melhor alguma ajuda do que nada.
—TA! Eu aceito sua ajuda! -ele fez um biquinho e cruzou os braços, vendo a loira se virar para ele com um sorriso vitorioso.
—Perfeito! Começamos amanhã! -ela disse novamente voltando a andar.
—ESTOU FICANDO EMPOLGADO!!! -gritou, novamente, atraindo todas as atenções.
—E mais uma dica... -a loira se virou para ele -Deixa para falar isso na cama, porque fora dela pega mal... -ela apontou para as meninas o encarando coradas.
Já no outro dia, Lucy entrava na sala parecendo um zumbi, e a primeira a ir falar com ela foi Levy, a mesma não havia falado tanto com a loira no outro dia e queria se apresentar melhor.
Porém, a visão da loira ainda embaçada começou a confundir um pouco as coisas.
—Yo Lucy! Sou a Levy! -ela estendeu a mão para a mesma, mas depois de perceber que a mesma estava demorando demais para apertá-la, ela olhou para o rosto da mesma e viu um olhar de espanto. -Hummm... tudo bem? -indagou incerta.
—GNOMO!!!! -gritou enquanto batia com um desentupidor na cabeça da coitada, a fazendo desmaiar.
—Lucy, o que está tentando fazer exatamente? -Gray perguntou.
—MEU CU! -ela gritou novamente, ainda surpresa -De onde tu broto criatura? -perguntou, deixando o moreno com uma gota enorme.
—Eu estava aqui o tempo todo... -ele respondeu.
—De onde veio esses barulhos? -indagou uma voz desconhecida.
—Parece ser daquela sala! -a outra respondeu.
—Fudeu... -Lucy cochichou -Cueca, segura para mim! -ela lhe entregou o desentupidor, e o mesmo segurou com uma cara interrogativa -Falou! -ela pulou pela janela, deixando o moreno menor desesperado, até ver que a loira caiu em uma moita e agora corria pelo estacionamento.
—DE NOVO VOCÊ? -Makarov gritou entrando na sala.
—Desgraçada...
Depois de alguns minutos, Lucy retornou a sala onde já se encontravam a maioria dos alunos, e fez uma cara de anjo perante aos olhares faiscantes dos amigos.
—Você... -Gajeel começou em um tom sombrio -Tem que me ensinar essas saídas de mestre! -deu um sorriso.
—Essa sua habilidade realmente é incrível... -Natsu admirou
—Mas por que cargas d'água você bateu na Levy com um desentupidor? -Jellal perguntou curioso.
—Eu achei que ela era um gnomo... -ela respondeu, parecendo com raiva de algo -Malditos gnomos...
—Ai, que seja, venha cá miga! -Erza saiu arrastando a mesma até o banheiro.
—Rival do amor... -Juvia novamente sussurrou.
—Extremamente estranho... -o rosado concluiu.
Logo, a ruiva chegou ao banheiro com a loira, que nem tentava se soltar mais.
—FOI MAL! -Lucy gritou, sem sentido nenhum assim que chegaram, atraindo os olhos curiosos de Erza sobre si -Ignore, só fale o que quer!
—Eu ouvi sua conversa com o Natsu ontem... -ela começou séria.
—Um grande foda-se para essa conversa, diz logo que também quer minha ajuda! -ela disse olhando suas unhas sem muito interesse.
—Ta! Eu quero sua ajuda! -a mesma confirmou, surpreendendo Lucy.
—Sério? Quer dizer, eu estava brincando... -ela tentou explicar com gestos estranhos, o que não deu certo.
—Então, você me ajuda? -Erza perguntou esperançosa.
—Claro miga! -confirmou sorrindo -Agora posso voltar?
—A vontade!
Já na sala do diretor, Gray não havia escapado de uma advertência, mesmo Levy confirmando que foi Lucy quem bateu nela a confundindo com um gnomo.
—Ela sempre se safa... -o moreno resmungava.
—E que mão pesada... -a azulada reclamou passando a mão pela cabeça.
—FOI MAL! -ouviram a voz da loira vinda do banheiro, os deixando irritados.
—Ela ainda vai ser pega algum dia... -os dois falaram, começando a bolar planos maléficos juntos logo em seguida.
O sinal ecoou pelos corredores, e logo Gildarts já estava em sala, fuzilando o "Fullbuster", que mantinha um sorriso amarelo no rosto.
Natsu sentava na fileira ao lado dos amigos, na penúltima carteira, e usava a aula para ficar paquerando certa albina, o que não passou despercebido por Lucy, que logo deu um jeito de parar atrás do mesmo.
—Mostre que está interessado por pequenos gestos... -a mesma sussurrou em seu ouvido, lhe dando um belo susto -Primeiro, mostre que não é gay! -começou levantando um dedo -Segundo, faça ciúmes! -levantou o segundo -E por último, seduza ela com esse corpinho! -levantou o terceiro, enquanto apontava para o abdômen dele, que corou.
—E como exatamente eu provo que não sou gay?
—Da mesma forma que faz ciúmes! Ficando com outras garotas! — disse com se fosse obvio.
—Por que eu tenho tanta certeza que isso vai dar errado? -indagou mais para si mesmo do que para qualquer um.
—Que se inicie, a Operação Cupido!
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