Open your eyes

Enquanto ele abria os olhos, ela os fechava para não abri-los mais...

“O mais irritante no amor é que se trata do tipo de crime que exige um cúmplice!”

Capitulo Único

Estava ali no altar a espera da noiva, essa que não era quem todos esperavam, mas essa estava ali como a madrinha sorrindo e dando apoio, desde a escolha da comida até as alianças.

Só Winry sabia o quanto lhe machucava estar ali, mas não podia abandoná-lo naquele momento. Ele nunca lhe fizerapromessas ou declarações, não havia motivos para estar ressentida.

O que não impedia sua dor, no fundo, durante todos aqueles anos sempre esperou que ele se declarasse, quanta inocência. Nunca passou de uma irmã e não podia pedir mais que isso, era perigoso demais.

Antes tê-lo longe de seus braços, mas ocupando um singelo espaço em seu coração do que se arriscar em uma declaração que o manteria distante de seus braços e sem ocupar nada em seu coração.

Edward Elric nunca seria seu e teria de viver com isso. Ele era da mulher que entrava de branco na igreja.

Quanta inveja.

Seria ela a terminar as noites nos braços dele...

Ela que receberia os olhares doces e carinhos...

Ela que lhe daria os filhos...

Enquanto a jovem mecânica teria que passar o resto da vida escondida atrás de mascaras.

Mas quem sabe não aparecesse alguém que cobrisse esse buraco que parecia estar em carne viva dentro de si. Nunca esqueceria Edward, mas se não poderia ter o seu amor também queria tentar ser feliz...

Mesmo que nunca plenamente.

Dentro estava em prantos, mas do lado de fora sorria para o amor não correspondido tentando acalmá-lo durante a espera.

Ficava quando a vontade era correr.

Sorria quando a vontade era chorar.

Apoiava quando a vontade era dizer para desistir.

Amava quando queria esquecer.

Se calava quando a vontade era falar...

- Eu não posso!

Foi tudo o que disse antes de sair de fininho do altar. Seria demais para seu pobre coração vê-lo fazer juras de amor eternas para alguém que jamais o amaria metade do que amava e sempre amou.

Do lado de fora, uma brisa fria lhe tocou a pele e as lagrimas começaram a escorrer, silenciosas.

Sempre assim...

Amou em silencio.

Sofreu em silencio.

Chorou em silencio...

Seria possível ser feliz depois disso?

A resposta que ecoava em sua mente era uma só...

Não.

O casamento se realizou, eles tiveram a festa e ela foi se despedir.

- Adeus, Ed.

- Adeus não, até logo, eu não vou para guerra.

Aqueles grandes olhos dourados não entendiam o que viam.

O azul sempre calmo estava turvo e confuso.

Ela estava dizendo uma coisa, mas no fundo queria dizer outra?

- Seja feliz!

- Eu vou...

Um mês se passou até que voltassem da lua de mel...

- O que é isso, Al, eu voltei...

Ed não entendia a cara do irmão.

- A Winry-chan...

Al disse num fio de voz.

A casa estava toda escura e Al sentado no sofá com os olhos inchados e sem reação a olhar um ponto qualquer na parede.

- Eu sai ontem para fazer uma missão para o general...

- O que está havendo Al?

As indagações de Ed não foram dadas porque a mulher que fora guardar as coisas no andar de cima da casa dera um grito de pavor.

- O que foi...?

Ele vê o motivo da frustração do irmão...

Winry estava aos pés da escada, imóvel, pálida...

Sem vida.

- E...Ela não... Está?

O loiro se aproxima e procura pulsação, pela temperatura estava morta a horas.

- Está.

A loirinha jazia aos pés da escada e na mão direita tinha alguma coisa, um singelo pedaço de papel.

Sempre e para sempre

Nunca te esquecerei...

Mais forte que a razão

Mais forte que eu...

Mas nunca serás meu...

Sempre e para sempre

Te amarei

No profundo silencio

Que agora serás eterno...

Os sorrisos dados, a despedida e o azul confuso faziam sentido.

Ele abriu os olhos naquele momento, enquanto ela fechou-os para nunca mais abrir...

Fim

Notas finais
Eu não virei a casaca, ainda amoi Roiai!!
Mas me deu essa ideia!!
Kiss e comentem!!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!