Ooops!... I Did It Again
20 In love again
Notas iniciais
POR FAVOR, LEIAM AS NOTAS INICIAIS ♥

POV — Rose Weasley
É como se eu tivesse ficado muda de uma hora para outra. Scorpius continuava a me encarar, esperando pela minha resposta.
– Rose, eu vou entender se você não quiser aceitar nada sério no momento, eu vou entender completamente. De verdade. Só... não me deixa sem uma resposta, por favor. O seu silêncio ta me matando.
– Shhh! — digo e coloco os dedos levemente sobre seus lábios para impedir que ele continue falando — Eu preciso me concentrar. E então ter certeza absoluta que não estou sonhando.
– Você não está — ele sorri e beija meus dedos lentamente.
– Mas por que eu? — pergunto e ele me encara confuso — Você tem todas as garotas de Hogwarts aos seus pés e então decide escolher logo a mim, com quem você brigou praticamente a vida inteira. E eu tenho certeza de que não sou mais especial que qualquer uma daquelas garotas. Muito pelo contrário.
Ele me encara por alguns segundos e pode ser paranoia da minha cabeça, mas podia jurar que tinha visto culpar passar pelos seus olhos antes dele sorrir.
– Porque dentre todas as outras garotas com que já fiquei, você foi a única que me fez sentir algo. Eu era só um mulherengo nato, que achava que ser homem se resumia a quantidade de garotas que se conseguia levar para cama. Mas então, eu me aproximei de você por causa das aulas de poções e vi que estava errado a tudo a seu respeito. Eu percebi que você não era apenas linda por fora, como também era por dentro. Você não era a garota durona e implacável que que fingia ser o tempo todo. Você também era sensível, muito insegura as vezes e precisava que alguém te entendesse.
"E principalmente me fez perceber que dormir com qualquer uma não fazia de mim mais homem, e sim fazia de mim mais moleque. Não se aprende o quanto é homem por quantas garotas você transa, qualquer um pode dormir com várias hoje em dia. Mas se mede por fazer da vida de uma delas melhor, aquela que mais valer apena, que faz o seu coração se acelerar com um simples sorriso. Se você conseguir fazê-la se apaixonar por você, ai sim saberá que é um homem. E você vai a única que me fez enxergar isso, Rosie. Então não pense nem por um segundo que não é especial, srta Weasley — ele termina de falar e eu suspiro."
– Você tem certeza disso, Scorp? — pergunto tentando controlar as batidas do meu coração, ele pega as minhas mãos e leva ao peito.
– Acha que meu coração estaria assim se eu não tivesse certeza? — o coração dele estava tão acelerado quanto o meu, se não mais. Acho que estava com o sorriso mais idiota do mundo estampado em meu rosto, pois estou me sentindo bastante idiota no momento e, de alguma forma, eu estava gostando disso.
– Você vai fazer eu me apaixonar por você?
– É o meu objetivo — ele sorri e eu solto minhas mãos das suas as subindo até sua nuca.
– Você está conseguindo — digo roçando os lábios nos dele — Só não me faça arrepender disso depois.
– Nunca — ele diz e termina com a pouca distância entre nós. Eu não perco tempo e aprofundo o beijo, enrosco as mãos em seus cabelos e ele solta um gemido e intensifica ainda mais o beijo. Suas mãos apertam minha cintura e ele me deita no sofá sem separar nossos lábios. Forço uma parte da minha mente que ainda estava consciente e ajuizada que estávamos na Casa dos Gritos e que qualquer um poderia entrar ali a qualquer momento.
Diminuo o ritmo do beijo aos poucos, e ele me encara.
– Estamos na Casa dos Gritos, qualquer um pode aparecer aqui — digo e ele olha ao redor, como se só então percebesse que ainda estávamos lá.
– Seria um constrangimento e tanto — ele ri e se levanta me estendendo a mão para que eu levante também — Venha, vamos sair daqui.
– Voltar para Hogwarts mais cedo?
– Não, a algo que eu quero lhe mostrar antes — ele diz e eu o sigo para fora da Casa dos Gritos, olho por cima do ombro uma vez quando já estamos afastados, de alguma forma aquele tinha sido o lugar em que eu me entreguei completamente a Scorpius Malfoy, por mais estranho que pareça.
POV — Scorpius Malfoy
Saímos da Casa dos Gritos e percebo ao consultar o relógio que ficamos ali praticamente o dia inteiro, só tínhamos mais uma hora em Hogsmeade e eu sabia exatamente aonde iríamos.
– Me fala logo, Scorpius! — ela reclama enquanto eu a puxo pelo vilarejo e eu me limito apenas a sorrir — Você já é o pior namorado do mundo.
– Nossa, essa doeu — digo e ela revira os olhos tentando conter o riso — Aqui, chegamos.
– Madame Bijoux? — ela pergunta confusa e eu assinto — Pensei que fossemos comer alguma coisa.
– E vamos, quando eu fizer o que tenho que fazer aqui — dou de ombros e ela me segue para dentro da joalheria — Fica ai.
– Scorpius! — ela reclama e eu me afasto rapidamente até o balcão, ela me encara emburrada perto da entrada e eu pisco um dos olhos para ela.
– Pois não? — pergunta uma senhora de meia idade e eu me viro para ela.
– Ah, oi — digo e ela sorri — Eu estava procurando anéis.
– Que tipo de anéis? — ela pergunta e eu mordo os lábios, estava com vergonha de dizer aquilo em voz alta. Olho por cima do ombro uma vez e vejo que Rose continua ali. Me viro novamente para a mulher — Eu já entendi, querido.
– Ah, obrigado — eu digo torcendo as mãos na frente do corpo e ela sorri.
– A quanto tempo estão juntos?
– Meia-hora, mais ou menos — digo com uma careta e ela ri mais ainda.
– Só um instante, vou buscar alguns modelos — ela se afasta e eu olho ao meu redor nervoso, talvez Rose achasse que eu estava exagerando ou que eu era um lunático se eu fizesse isso, mas eu já estava aqui e ela não era nenhuma idiota, a esse ponto já deveria ter percebido o que eu estava fazendo aqui — Aqui estão.
– Como eu vou escolher isso? — pergunto olhando os cinco modelos de prata que ela me trouxe.
– Só fique calmo. É a sua primeira vez, não é?
– Pode apostar que sim.
– É a ruivinha perto da porta? — ela pergunta e eu sigo seu olhar para Rose, ela dá um sorriso forçado e irônico e eu me viro co um riso abafado para mulher.
– Sim, é ela.
– De qual você acha que ela iria gostar? — pergunta e eu avalio as alianças, fazendo o possível para manter meu corpo na frente o tempo todo para que Rose não as veja de onde está. Todas eram lindas, e eu não fazia a menor ideia de como escolher isso. Uma delas era toda brilhante, e eu descarto na hora a possibilidade de comprá-las, não usaria aquilo, mesmo sabendo que Rose as amaria. A outra tinha o símbolo do infinito e eu também a dispenso, assim como uma que era completamente lisa. Me sobrara duas opções, nenhuma das duas eram espalhafatosas, eram simples, porém lindas. Uma tinha uma listra brilhante na diagonal e a outra possuía dois fios de ouro e também brilhava um pouco, mas era perfeita.
– As do fio de ouro, por favor — digo e ela sorri.
– Ótima escolha — ela se afasta para colocá-las na caixinha de veludo e eu pego o dinheiro na carteira. Seriam os 100 galeões mais bem usados da minha vida se Rose realmente gostasse. Ela voltou e me entregou a caixinha — Mais alguma coisa? O Natal é daqui a menos de um mês.
– Ahn... o que a senhora teria em mente? — pergunto e ela sorri.
– Eu tenho uma coisa que acho que ela iria adorar, só um instante — ela se afasta novamente e volta com um cordão de ouro com um pingente de uma rosa vermelha cravada em rubis.
– A senhora lê a minha mente ou algo assim? — pergunta e ela ri — É absolutamente perfeito, tipo, de verdade. O nome dela é Rose.
– Acho que achou o presente ideal então — diz e eu assinto.
– Sim, eu vou levar também — ela se afasta pela milésima vez para embrulhar o cordão dessa vez — Obrigado.
Pago cordão e saio dali, Rose está me esperando com a maior cara de tédio que se é humanamente possível fazer.
– Eu já estava pensando que iria me trocar por ela — diz Rose e eu sorrio beijando sua testa e entrelaçando nossos dedos.
– Vamos na Dedosdemel? Ou quer ir em outro lugar? — pergunto e ela dá de ombros.
– Você não tem nada mais importante para fazer, não? — pergunta e eu a encaro — Qual é, não sou idiota.
– Você não acha que estou sendo precipitado? — pergunto e ela sorri.
– Não se você ajoelhar — diz e estende a mão direita para mim. (N/A: mão direita mesmo, pq a esquerda é para casamento)
– Certo — concordo e puxo a caixinha do bolso interno do casaco e me ajoelho, ela arregala os olhos e olha ao redor para as pessoas que passavam e nos encaravam, algumas delas até paravam descaradamente.
– Levanta daí, agora! Eu estava brincando — ela diz entredentes e eu sorrio.
– Agora já estou aqui.
– Melin, Scorpius — diz tapando o rosto de vergonha.
– Rose Weasley, você me daria a honra de ser minha namorada? — pergunto em alto e bom som e várias garotas soltam um awwnt.
– Sim, agora levanta daí — ela resmunga e eu tombo a cabeça para o lado.
– Não te escutei.
– Sim, Scorpius — ela repete revirando os olhos.
– O que? — pergunto novamente para irritá-la.
– Sim, Scorpius! Eu aceito namorar com você! — ela grita e eu sorrio me levantando e coloco o anel em seu dedo — Eu vou matar você! — diz ela enfiando o anel no meu dedo de qualquer jeito, eu rio e ela me da um soco no braço — É sério, eu te odeio, Malfoy.
– Eu também te amo.
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