Ooops!... I Did It Again
7 Ataque
Notas iniciais
POV — Rose Weasley
Era quinta feira, o que significava que eu não precisaria dar aulas de reforço para Scorpius ou Alvo, então era a noite das meninas.
Lílian e Domi vieram para o meu Salão Comunal para dormir aqui com bolo, sorvete e tudo o que se tem direito.
McGonagall obviamente não sabia disso, não sei se ela iria ficar irritada, mas achamos melhor deixá-la sem saber o que estava acontecendo. O que os olhos não veem, o coração não sente.
– Se ajeitou com o Jay? — perguntou Lílian e eu me virei para Domi também, ela deu de ombros.
– A gente se beijou, mas não foi nada demais — ela falou e mordeu um pedaço de bolo com uma expressão pensativa.
– Fala sério, vocês são ridículos — digo revirando os olhos e bufando.
– Eu não sou ridícula, ele sim, quer dizer... ele é um babaca sabe, não está nem ai para as meninas que pega e fica chorando pelos cantos por terem sido iludidas! — ela diz e eu arqueio as sobrancelhas — Sem ofensas, Rose.
– Que seja — digo com uma careta e as encaro — Vocês acham que sou uma pessoa ruim? Tipo assim, não sou muito diferente do Jay ou do Scorpius.
– Ah, é sim! — diz Lílian rapidamente e eu suspiro — Eles realmente iludem Rosie, você simplesmente transa e parte para a próxima...
– E a diferença é... — digo e ela tomba a cabeça para o lado.
– Okay, okay. Não sei qual é a diferença, mas nós te amamos e você não é uma pessoa má, não literalmente.
– Ai, Lills, cale a boca! — diz Domi revirando os olhos e ela encolhe os ombros.
– Preciso de mais sorvete — digo me levantando e me enrolando num edredom.
– Traz pra gente também — diz Domi e eu suspiro.
– Já percebi que vou sozinha — digo e pego um robe para não sair só de pijama.
– A gente te ama -diz Domi sorrindo e eu jogo o edredom nela e saio do Salão Comunal.
*****
POV — Scorpius Malfoy
Era minha noite de fazer turno, muuito legal, sinta a ironia. Eu mal tinha saído do treino de quadribol que tivemos depois do jantar e tive que correr para terminar o dever de feitiços e tomar banho antes de ficar rondando corredores escuros e flagrando casais, então sinta como amo isso.
– Ótimo — digo ao olhar o relógio e perceber que já poderia voltar para o meu dormitório, dou meia volta e subo as escadas para o quinto andar.
– PARA COM ISSO! — escuto alguém gritar em uma das salas no fim do corredor e acelero o passo — POR FAVOR, PARA COM ISSO!
– Rose? — digo num sussurro e paro, então volto a correr — ROSE!
Forço a porta da sala, mas estava trancada.
– Droga... Rose! — jogo o meu peso contra a porta e consigo abri-la.
– Sai daqui! — diz Lorcan me empurrando e eu arregalo os olhos.
– Lorcan... o que... Rose! — o empurro para o lado e corro até ela — O que aconteceu?!
– Ele está maluco! — diz ela apontando para ele aos soluços e eu me levanto indo para cima dele.
– O que deu em você?! — grito e o empurro contra a parede.
– É tudo culpa dela, você não sabe o que está acontecendo, você não faz a mínima ideia — ele diz aos berros e eu o encaro.
– Você está maluco, completamente maluco — digo e o empurro para fora da sala.
– O que está havendo? — pergunta a McGonagall entrando e puxando Lorcan com ela.
– Eu estava terminando minha ronda quando escutei gritos e quando cheguei aqui ele... bom...
– Srta Weasley? — pergunta McGonagall assustada e eu assinto — Sr Malfoy, por favor, acompanhe a srta Weasley para enfermaria e certifique-se de que ela esteje bem. Sr Scamander venha comigo, e torça para não ser expulso — diz e sai da sala.
– Você precisa me escutar cara! — ele diz e eu reviro os olhos saindo e o dou um soco.
– Escutei o suficiente — ele leva a mão ao nariz ensanguentado e sai dali irritado.
– Rose? — digo e me abaixo do lado dela — Você está legal?
– Não preciso ir a enfermaria.
– O que aconteceu?
– Eu sai para buscar mais sorvete porque as meninas estão la no salão e quando eu estava voltando ele me agarrou e bem... tentou me obrigar a...
– Eu já entendi, está tudo bem — digo e levanto, a levantando comigo — Eu vou te levar para o Salão Comunal, já que você não quer ir para enfermaria.
– Ta, obrigada — eu a olho e percebo que sua camisola está rasgada.
– Espere — tiro o meu casaco e a entrego.
– Valeu — a puxo para fora da sala e andamos em silêncio pelos corredores até chegar ao seu Salão Comunal e percebo que Lílian e Dominique estavam na entrada.
– Meu Merlin, o que aconteceu? — pergunta Lílian andando a passos rápidos até nós.
– Nada, está tudo bem — diz ela revirando os olhos — Toma, Scorpius, obrigada — ela me entrega o casaco e Dominique faz uma careta.
– Rose... você está sangrando — diz e eu olho para onde ela apontava.
– Puta merda! — a encaro e percebo seu corpo tombando para frente e eu a seguro antes que ela desmaie.
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