Notas iniciais
Capítulo totalmente dedicado a Barw, que fez a capa linda para a fanfic! Vocês viram? Obrigada, Barw!

Ao chegar em casa, subi para meu quarto, fechando a porta, jogando a mochila em algum canto e atirando-me na cama, mas logo sentei e peguei a mochila de volta para tirar de lá o primeiro livro que veio em minha mão. Comecei a lê-lo ao apoiar as costas nos travesseiros. Seu título era “De Ouro à Uma Era”. A capa era cheia de desenhos dourados, pulei o prefácio e deparei-me com um poema no centro de uma folha rodeada de iluminuras. O título era “Profundezas Reais de Tashbaan” e o autor era um tal de C. P. F..

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Numa manhã alegre

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Aportou o Hialino

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Descendo contente

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Chegou aquele ser divino

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Tão belo e elegante

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Desafiou o príncipe galante.

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Mal sabia o belo cisne

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O terror que breve chegaria

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Ali não estava Caspian

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Que certamente a defenderia

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Das profundezas reais de Tashbaan.

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Não se podia desconfiar

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Jamais iríamos esperar

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Por traição tão vil,

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Um ataque tão sutil.

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No meio da noite se podia ouvir

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Pelas paredes do castelo

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O som da música

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O baile era feliz, alegre

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O belo cisne dançava, eu via

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Feliz, leve, suave

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De longe ele observava

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Com um sorriso acolhedor nos lábios

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Mas nos olhos destacava

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O brilho dos desejos maldosos

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Partiu para o ataque o galante

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Os dois conversavam

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E a cada palavra

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Mais ao corpo seus olhos tornavam

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Devorando com os olhos o belo cisne

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Inocente, belo, doce

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Apaixonante.

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Ali não estava Caspian

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Que certamente a defenderia

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Das profundezas reais de Tashbaan

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Chamando-a para um passeio

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Tirou da vista de todos, o precioso tesouro

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Mas tolo não fui,

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Esgueirando-me a distancia

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Pude ver com clareza

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A intenção de sua Alteza

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Mostrava-lhe a lua, as estrelas

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Aproximando-se cada vez mais.

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Sutil como um predador.

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Onde estava o Magnífico?

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Onde estava o Justo?

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Onde estava o Navegador?

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Onde estava alguém para protegê-la

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Das profundezas reais de Tashbaan?!

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Tomei coragem em me aproximar

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Fingindo passear

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Interrompi os planos.

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Disse a eles que a procuravam no salão

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O monstro não teve outra opção

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Senão deixá-la ir.

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Falei-a sobre meus medos

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Sobre os sentimentos maldosos

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Vistos nos olhos do sujeito

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Ela, porém, riu. Gentil,

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Disse que o maldoso era eu

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Pois nada de errado havia com ele.

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Inocente e pobre cisne

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Se soubesse o quanto aquelas palavras

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Enganadas estavam

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Não pensaria duas vezes em fugir,

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Para Caspian,

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Das profundezas reais de Tashbaan.

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Assustei-me com o som do celular. Nem percebi o quanto estava absorto na canção, preso num misto de fascinação e certa nostalgia. No telefone, era Ed, convidando-me para assistir o jogo, mas dispensei o convite. Ao ter em mãos o livro novamente eu não conseguia entender o que estava acontecendo.

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A simples menção do nome da capital da Calormânia despertou-me inquietação. Uma grande inquietação. Nunca gostei daquele lugar, sem saber exatamente o motivo, mas agora era de uma forma mais intensa, como se guardasse mágoas daquele lugar num misto de raiva e uma estranha sensação de quase perda. Ainda confuso, passei para o texto seguinte. Expandido pela página, estava a imagem de um documento antigo, com as bordas danificadas pelo tempo, mas era possível ler.

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“Príncipe Calormano,

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Quem lhe escreve é Rei Caspian X, O Navegador, Grande Rei de Nárnia. Informo-lhe diplomaticamente que se ousar aproximar sua personalidade repugnante das fronteiras narnianas eu mesmo terei o prazer de cortar-lhe a garganta, tendo em vista sua suicida intenção para com minha Rainha. Se dependesse de mim, iria agora mesmo ao seu palácio e o mataria com a força de minhas mãos, mas em respeito ao seu pai e ao meu povo, não seria tão covarde. Aviso-lhe outra vez que caso tente se aproximar de minha Rainha novamente a morte será seu destino imediato, e eu, assim como Rei Pedro, Rei Edmundo e todos os nossos aliados, teremos imenso prazer em lançar seus restos aos cachorros. Se toma-se por ofendido e pretende fazer disso um motivo de guerra, minhas tropas estarão esperando as suas para dizimá-las.

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Com enorme desprezo,

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Rei Caspian X, o Homem Que Você Jamais Terá Capacidade de Ser.”

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Senti uma enorme satisfação ao ler aquilo, torcendo para que esse Príncipe Calormano tivesse pagado com a vida, mesmo sem saber o que fizera. Ansioso para saber o que lhe acontecera, avancei na leitura. Mais abaixo havia um parágrafo com letras pequenas em legenda à imagem, que dizia: Carta enviada pelo Rei Caspian ao Príncipe Calormano, Rabadash, por sua afronta contra a Rainha e contra o Reino de Narnia. Tal carta enfureceu o mesmo e ele avançou contra as fronteiras narnianas apesar dos avisos, e como prometido, suas tropas foram dizimadas pelas tropas do Rei Caspian. Rabadash fugiu para a Calormânia ao ver a batalha perdida, abandonando seus homens para a morte.

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-Cretino. — murmurei, avançando.

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Anna.

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-Acho que você nos deve uma explicação, não é? — perguntou John, sentando na poltrona à minha frente, ao lado de Gina.

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-Explicação sobre o que? — fiz-me de desentendida, continuando a folear o livro.

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-O que deu em você? — perguntou ele, pasmo.

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-John, por favor, não dramatize. — pediu Gina. — Anna, o que está acontecendo com você e Ben?

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-Nada, ué. Não podemos nos falar?

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-Vocês estudam juntos desde sempre, e nunca se falaram, não acha estranho Ben começar a se aproximar de você agora?

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-Não, sinceramente, não acho. Estamos trabalhando juntos em história, não vejo problema algum em nos aproximarmos...

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-Não, sei, não, estou achando essa história muito estranha... — disse John.

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-Estamos com medo que Ben a machuque, Anna. — disse Gina, docemente.

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-Me machucar?

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-Sim. Ele só tem olhos para Líllian, Anna, não acho que tenha ficado interessado em você de uma hora para outra. — argumentou John, paternal.

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-Vocês estão exagerando. — sorri. — Ben não está interessado em mim. Estamos apenas nos tornando bons amigos. Ao contrário do que eu pensava, ele não é aquele cara inconsequente, mimado, fútil e insensível que eu sempre achei que fosse.

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Foi difícil desviar daquele assunto, principalmente quando John e Gina insistiam em voltar a ele. Até que anoiteceu e ele deu a ela uma carona para casa. Depois do jantar fui para meu quarto ler, estava com muita vontade de devorar aqueles livros todos que Ben e eu achamos na biblioteca, mas não podia negar que estava cansada, então deixei os livros para quando eu estivesse com a mente descansada, para me concentrar melhor. Puxei a cadeira da escrivaninha e abri o computador.

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A internet estava ajudando bastante e logo que a página de pesquisa se abriu digitei “Amor de Rei e Rainha”. Poucos segundos depois apareceu uma lista de links relacionados, o primeiro deles, o que cliquei, trazia uma lista de cada volume e livros relacionados a cada um. Abri a gaveta da mesa e tirei de lá o bloco de anotações, pegando uma caneta ao lado da pilha de livros. Destampei-a e comecei a anotar:

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Amor de Rei e Rainha:

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1 “Além de Um Ponto Brilhante”

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2 “Ao Fugir do Sangue”

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3 “Abaixo da Coroa”

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4 “Além Mar”

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Abaixo de cada volume, havia uma pequeníssima descrição.

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1: Descubra como surgiram as estrelas, a partir do Justo.

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2: Um forte amor proibido por uma forte lei existente desde sempre.

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3: Esse amor era impossível até de nascer, mas se tornou poderoso o suficiente para enfrentar Tash.

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4: O amor capaz de desafiar a Aslam.

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Esses livros deviam ser perfeitos, mas parei de ler, não queria descobrir mais nada antes de lê-los. Empurrei a cadeia e as rodinhas deslizaram pelo assoalho até minha mochila, deixada sobre a cama. Procurei o livro de biografias e empurrei de volta à escrivaninha. Ele tinha capa dura, verde escura com detalhes dourados. Seu título era “A Realeza – Era de Ouro”. Coloquei-o aberto no sumário, ao lado do computador e fui digitando para pesquisa os nomes na ordem do sumário. O primeiro era Os Pais Reais. Na minha tela surgiram links e ao lado várias fotos de várias pinturas, cliquei numa delas e em tela cheia surgiu a pintura de um casal, mas não estava nítida então passei para a seguinte. Era uma foto, não uma pintura. Nela, em preto e branco, estava uma bela mulher, tinha traços um pouco fortes, cabelos negros e lisos, olhos escuros e graúdos. Na legenda tinha apenas a frase “Mãe Real, Helena”, e na foto seguinte, um homem de cabelos castanhos e olhos azuis, na legenda: “Pai Real, Nome Desconhecido”.

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Mandei imprimir as duas fotos e enquanto a impressora trabalhava, voltei ao livro para ler sobre eles.

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“Em fato, não há muitas informações a respeito dos pais dos Reis, aliás, nem da realeza eles eram, pois diz a lenda que os Grandes Reis vieram de outro mundo por que Aslam não encontrou ninguém aqui com capacidade para tal cargo, ou ele estava apenas salvando os Irmãos de algum perigo no outro mundo, nada é claro ou comprovado a respeito da chegada deles aqui em Nárnia. Há grandes chances de Os Pais Reais nunca terem sequer conhecimento da existência de Nárnia e, arriscamos deduzir, do paradeiro dos filhos. Foram chamados assim por serem os progenitores dos Grandes Reis, com exceção de Caspian, obviamente, mas não sabemos o seu sobrenome e origem. Grande parte das informações sobre eles vieram das pinturas feitas pelo Rei Pedro por volta do ano V ao X, de seu reinado, em sua primeira vinda, onde governou ao lado dos irmãos por quinze anos. Outra grande fonte de informações a respeito dos Pais Reais, foi o diário encontrado nas escavações de Cair Parável, feita pelos próprios narnianos depois que o palácio foi destruído pelos telmarinos. Entretanto, encontrava-se registrado apenas descrições físicas e de personalidade, e apenas uma vez, a dona do diário citou o nome Helena ao se referir à mãe. O diário estava muito danificado pelo tempo e consegui recuperar apenas algumas partes, sequer deu para descobrir qual das Rainhas era dona do mesmo, para minha infelicidade. Outro fato interessante, foi encontrar uma foto junto ao diário, o que fortalece a teoria que outro mundo, já que naquela época não havia fotografias em Nárnia, o que nos leva a crer que os Grandes Reis vieram de um mundo mais avançado. Mil e trezentos anos depois, quando eles voltam a aparecer nos registros, foi apenas possível descobrir um pouco mais sobre a aparência dos Pais Reais, uma vez que eles não voltaram a encontrar os filhos, pois os mesmos permaneceram aqui até a morte.”

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Peguei as fotos da impressora e, observando-as, pensei em como eles devem ter sofrido por não encontrarem todos os filhos até a morte e também o quanto deve ter sido doloroso para os Grandes Reis, afinal, sendo Grandes ou Reis, eles eram seres humanos.

Notas finais
Até mais, não esqueçam de ver a capa diva que a Barw fez!
Mais uma vez obrigada, Barw!
Reviews!
Beijoaks!!