Notas iniciais
Aqui é a Letícia que está de férias! Haha! Com um capitulo lindo e fofo! Hehe! Espero que gostem!


POV Emily

Tudo estava acontecendo muito rápido. Em um momento nós estávamos no Mundo Inferior e agora estamos em um trem procurando à mesma pessoa, que no caso seria o namorado de minha irmã.

Agatha dormia tranquilamente dentro do trem, o que eu achei estranho, já que ela estava ligada aos 200 volts quando soube que Jake estava vivo. Mas enfim, ela conseguiu dormir, mesmo estando muito preocupada. Eu tive inveja por certo momento, porque eu queria conseguir dormir agora, mas não, eu não conseguia de jeito nenhum e Nico também não.

O tempo do lado de fora estava feio. O céu estava nublado e uma chuva bem fraca caia. Em alguns momentos dava para ver raios, mas como estávamos dentro do trem, o tempo não mudava nada. Lá dentro estava bem quentinho, por causa de todos aqueles aquecedores modernos de hoje em dia.

Uma moça, que devia trabalhar no trem, passou com um carrinho com comida. Devia ter de tudo lá: doces, salgados, refrigerantes, comida, café, chocolate quente, água, bolachas e muito mais coisas. Eu estava morrendo de fome, mas eu não tinha dinheiro para pagar. Agatha devia ter dinheiro, mas eu não faço a menor idéia de onde esteja e eu não quero acordá-la em um momento tão precioso.

–Vão querer algo? – a moça perguntou para nós com um sorriso de orelha a orelha.

Nico ficou olhando para o carrinho por um tempo.

–Me vê dois brigadeiros, por favor.

A moça pegou os dois brigadeiros, ainda sorrindo, e colocou na pequena mesa que separava Nico e Agatha de mim.

–Sai cinco dólares. – ela disse sorrindo.

Nico pegou a carteira dele e pagou. Quando a moça, sem parar de sorrir, como ela faz isso? Não cansa? Foi embora Nico empurrou um dos brigadeiros até mim.

–Eu sei que você ama brigadeiro – ele disse sorrindo para ele mesmo.

–Não precisava ter pagado – eu disse.

Ele não respondeu. Apenas deu uma mordida no brigadeiro. Eu não consegui resistir e dei uma mordida no meu.

–Como se sente? – ele perguntou.

–Vazia – eu disse dando de ombros.

–Está vendo aquele trem? – ele perguntou apontando para o trem, que não tinha passageiros, que passava ao nosso lado.

– Sim, por quê?

– Mesmo vazio ele continua seguindo.

– O que tem isso?

– Faça o mesmo, por mais vazio que esteja, apenas siga.

Sorri timidamente. Que profundo, eu pensei.

–O que aconteceu? – ele perguntou um tempo depois.

–Estou sentindo dores e saudades.

–Saudades de que?

–De você – eu suspirei – De nós.

Ficamos um bom tempo em silencio, de onde estava vindo toda essa minha coragem?

–Não vai dizer nada? – eu perguntei, com um pouco de medo, um tempo depois.

–Eu não sei o que dizer... – ele disse sem me olhar nos meus olhos, olhando para baixo e para os lados e aproveitei esse momento para não ter vergonha.

–Queria que fosse diferente – eu disse olhando para os granulados de meu brigadeiro, que ficaram muito mais interessantes naquele momento.

–Eu também.

–Vou esquecer de uma vez e deixar no passado.

–Você já fez isso há muito tempo – ele disse.

–Eu sei – meus olhos já estavam com lagrimas, olhei para cima, impedindo que elas caíssem – Foi meu maior erro.

–Vai se cuidar? – ele perguntou e nesse momento eu percebi que não tínhamos mais nenhuma chance de voltarmos.

–Não.

–Por que não?

–Só você sabia fazer isso para mim. – eu disse olhando para ele, ele levantou o olhar e olhou nos meus olhos. Aquilo foi horrível. Ver aqueles lindos olhos negros.

Levantei e o deixei sozinho, não queria que ele me visse chorando. Por que isso teve que acontecer comigo?

Fui até o banheiro do trem e lavei meu rosto. Fiz um rabo de cavalo. Respirei fundo e voltei.

Agatha já estava acordada, com uma cara horrível, e estava reclamando com Nico do porque que ele não pegou nada para ela comer.

–Deixa – ela disse – Eu como o da Emily.

Ela pegou o resto do meu brigadeiro e comeu em uma bocada. Eu ri com a situação. Nico estava sério, pensativo e sombrio.

–Quanto tempo falta para chegarmos? – Agatha perguntou.

Nico olhou no relógio dele.

–Menos de meia hora – ele disse.

–Ajudou muito – ela bufou e ele se irritou.

–23 minutos e 36 segundos... Melhorou?

–Muito!

Ri mais uma vez.

–Só você mesmo, Agatha. – eu disse rindo.

–O casalzinho já se acertou?

Fechei a cara. Agatha já estava me irritando com essa historia. Ela não tem jeito mesmo.

–Acho que vou dormir – eu disse e me deitei na cadeira vazia ao meu lado, acabei entrando em um profundo sono e sem sonhos.



Notas finais
O que acharam? Vão me matar? Me amar? Mandem review! São importantes! Beijinhos** Logo logo tem mais!