Only Our
5 Meet our kidnappers
Notas iniciais
Sinto o cheiro de chocolate quente e tento abrir os olhos. Mas fecho-os logo depois, pois a claridade aumenta minha dor de cabeça.
– E a Bela Adormecida acordou — escuto a voz de Piper
– Conseguimos fugir? — Pergunto com os olhos ainda fechados.
– Se você abrir os olhos, você vai descobrir que... não. — responde ela num grunhido.
– Eu não posso abrir os olhos, Pips — digo a ela — estou com dor de cabeça. Pode pedir um remédio pra eles? Ou eles não vão dar?
– Então... acho que eles não vão nos dar as coisas que pedirmos por um tempinho — diz ela, como a conheço, sei que ela esta com uma careta, como se estivesse pensando que vez uma coisa errada, e não quisesse que eu soubesse, mas eu o saberia mesmo assim — Enfimmm, eu poderia alcançar o seu remédio, junto com o chocolate quente, mas no memento, estou impossibilitada, e você também.
Abro os olhos devagar, para acostumar com a claridade. Não que estivesse com bastante dor de cabeça, é só umas pontadinhas no fundo da cabeça.
Estou no mesmo quarto que acordei antes, respiro fundo. Olho para a mesinha ao lado da cama, e vejo uma xícara com o chocolate quente, e os remédios que Piper falou.
Tentei sentar-me na cama, mas algo puxa o meu braço esquerdo. — nem havia percebi que meu braços estavam encima de minha cabeça- Olho em sua direção e vejo que tem uma... algema?!
Olho rapidamente para Piper. Ela esta sentada em uma cadeira ao lado da cama, algemada nos braços da cadeiras, e nos pés...?
– Segundo eles, é pra precaução — diz ela sorrindo ironicamente — Ah, e os do meus pés é pra precaução de que eles vão ter filhos.
– Você chutou um deles lá?- pergunto espantada.
– No pê.. — começa ela mais eu a corto.
– Não fala a palavra — digo.
– Ta bom — exclama ela — No pipi, sim. Eu chutei.
– você chutou o cara? — Pergunto novamente
– hmmm. Dois — sussurra ela. Sei que, se ela não tivesse algemada, ela estaria coçando a cabeça, como se estivesse com vergonha de confessar.
– Dois caras? — Pergunto pasma — Dois caras Piper? Meus Deuses, ficou louca? Vai saber o que eles vão fazer com a gente agora.
– Eles não vão fazer nada — diz ela
– Como pode ter certeza? — pergunta ela — Eles são um grupo grande, devem fazer parte do trafico. Mafia. Sei lá. Eles podem matar a gente...
– Eles não matariam a gente — diz ela como se estivesse com tédio- O... Como que é mesmo? Sr.Jackson e o Sr. Grace não vão deixar fazer isso.
– Como pode ter certeza?
– Porque enquanto você dormia, na hora em que eu chutei um deles, você sabe... Lá. O carinha ele ia tentar me bater, mas... — diz ela — Um deles falou que os chefes matariam eles se encostarem um dedo em mim ou em você. Porque eles não podem fazer mal algum para nós duas.
– O que? — Pergunto rindo — Ta brincando,não está?
– Não — diz ela — Por que eu estaria brincando?
– Por que? — exclamo como se estivesse louca. Ela só pode estar brincando. Fomos sequestradas, porque não iriam querer não machucar a gente?- Por que você acha?
– Não sei — responde ela — Mas vem cá, quando você caiu, não bateu a cabeça? Parece que você endoidou.
– A pergunta certa é, você não caiu e bateu a cabeça ?
– Não. — diz ela — Então isso é irônico, porque eu pensei que enlouqueceria primeiro, não ao contrario.
– Acho que você tem razão.Você enlouqueceu primeiro. Como pode imaginar que eles vão tratar a gente aquisuper bem? — pergunto encarando-a
– Bem, eu não disse que tinha certeza. E também não disse que 'Eles tratariam a gente bem'– diz ela fazendo aspas e afinando a voz, tentando imitar-me. – Mas acho que vamos descobrir agora.
Escuto o barulho da porta se fechando, e olho rapidamente. Ali, parados na porta, com as mãos no bolso da calça, estava o moreno que estava na hora em que eu desmaiei. E à alguns centímetros ao seu lado, do mesmo jeito, um garoto loiro com uma cicatriz no lábio superior. O moreno começa a andar e eu olho-o vendo que estava indo pegar o chocolate quente e o remédio.
Olhos verdes-mar e moreno. Eu o conheço. Não sei de onde. Mas eu o conheço. Ele pega o remédio e a xícara e sentasse ao meu lado na cama. Ele me olha com aqueles olhos verdes-mar.- Por que adorei essa palavra?-. Eu o conheço. Ele pega o remédio e o coloca perto da minha Boca. Fico encarando-o.
– É melhor pra você — diz ele indicando o remédio. Continuo parada estudando-o. Ele suspira. — Não vamos machuca-las
– Serio? — Escuto Piper perguntar — Diz isso pras algemas que estão nos nossos braços e nos meus pés. Precisa disso não, moço.
– Pra você atacar a gente? — Pergunta o loiro — Não mesmo.
– Annnnnnw — diz Piper — Preocupados com a carinha linda dos dois? Não se preocupe, não to afim de atacar vocês. por incrível que pareça.
– Não estamos preocupados com a gente — Diz o Moreno — Mas sim o que vai acontecer com vocês duas se você — ele aponta para Piper — atacar mais alguém.
– Acho que não se importam não é mesmo? Já que somos as sequestradas. — Diz Piper — E não aponte esse dedo gordo pra mim.
– Acha que não nos importamos? — Pergunta o loiro ignorando a ofensa que Piper vez ao seu amigo- Se não importássemos, pode ter certeza que as duas não estariam aqui, com conforto, e você — ele aponta pra Piper — Não estaria aqui senão importássemos.
Ela apenas suspira, como se o que ele disse, não importasse. Volto a olhar pra o moreno que ainda encarava-me com um olhar... Pidao?
Pego o remédio com a boca, e o engulo sem água. O que horrível, já que o remédio desceu raspando pela garganta. Tomo um gole do chocolate quente que ele esta segurando, ainda encarando-o.
Quando termino de tomar o chocolate, ele coloca a xícara em cima do criado mudo e coloca a mão em meu rosto, como se estivesse fazendo carinho em mim. O que não entendo. Porque ele faria isso?
– Então — escuto Piper e sorriso imaginando o qual estranho isso esta pra ela atrapalhar — Estamos algemadas, vocês não querem nos machucar, seria tarde demais pra dizermos que não temos dinheiro?
– Vocês não estão aqui por causa do dinheiro. — diz o loiro. — Não queremos nada de vocês.
– Peraiiii... Como? — Pergunta Piper.
– Não queremos nada que envolva dinheiro — diz o moreno.
– Mas, somos as sequestradas aqui, não vamos ter um resgate, ou qualquer coisa?
– Não. — diz o moreno — nem todos os sequestros tem resgate.
– Como assim? — Pergunto — Vocês não vão nos deixar ir? O que querer da gente?
– Acho que é uma coisa que, não vai acontecer, Annie — diz o moreno.
Ficamos um pouco em silêncio. Meu apelido que apenas Pips e Thalia sabem. Apenas elas me chamam assim. O resto, sempre chamava-me de 'Ann' ou 'Beth' mas nunca de 'Annie'
Encaro Piper, e vejo que ela esta pensando em alguma coisa, pois não para de encarar os dois que ali possuíam.
– Como vocês podem? Leo confiou em vocês. — diz ela.
– Pips, o que esta havendo? — Pergunto curiosa.
– Annie, apresento-lhe Percy Jackson e Jason Grace. — diz irônica. Ela respira fundo tentando se conter — Estudam conosco, e são amigos de todos os nossos amigos, menos de nós, e ele... Bem. Segundo Leo, eles são apaixonados por nós. Eu pensei que, eu não estava no meio, mas agora que percebi
– O que? — digo. Não. Não. Não. Se eles são apaixonados pela gente, porque nos sequestraram? — Co... Como assim?
– Hoje, quando tinha acabado de acordar, tinha conversado com Leo, sobre o garoto que gostava de você. Eu não sabia quem era, mas sabia que seu nome era Percy Jackson. Ele também me falou sobre outro garoto*, que era apaixonado por outra que nem o conhecia, chamado Jason Grace. — ela olha para o chão e depois para mim — Mas, depois de perceber como Percy lhe olha, como eles fizeram de tudo para que seus guardas não nos machucarem na nossa falha fuga, e depois deles insistirem que não vamos ter resgate, eu entendi tudo, mas eu só, não entendi o porque estarmos sequestradas...
Olho para o loiro e o moreno na minha frente, olhando-nos culpados, mas ao mesmo tempo, tão carinhoso.
– Por que? — pergunto
–Vamos dar uma volta — diz o moreno num suspiro;
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