Only One Nigth - O Despertar

7 Capítulo 8: Lua de sangue


Notas iniciais
Ain, gente. Me desculpem. Eu estava realmente bloqueada para as minhas fanfics... Exclui quase todas. Se tiver algum leitor ainda, espero que me perdoe

Mystic Falls, 12 de Março de 1521

Querido diário, hoje eu o vi... Não pudi conter minha alegria ao pousar meus olhos em seu lindo sorriso. Senti-me diferente ao cruzar meu olhar com o seu... Como se precisasse dele de qualquer forma. Sei que nunca seria possível, já que minha mãe o considera um bastardo que não poderia dar-me qualquer futuro. E ainda que nos encontremos escondidos algumas vezes, ele evita de tocar-me... Como se sentisse medo de mim. Não poderia julga-lo, já que se me tocar significaria retirar qualquer pureza de mim. E isso seria, pelo o menos, desonroso. Hoje ele pediu para que o encontrasse no campo de carvalhos brancos, eu não posso me conter... Preciso ve-lo... Preciso...

Parei de ler e levantei minha cabeça para encarar o homem que andava de um lado pro outro na grande sala. Fechei o livro e coloquei no sofá. Ele me olha, seus lábios torcidos em um meio sorriso.

– Como se sente, querida? — Pergunta com seu habitual tom de deboche. Fico calada. — Não diga que vai me ignorar agora.

– Já conseguiu o que queria... Me deixa ir. — Sinto meus olhos arderem.

– Ir? — Ele levanta as sobrancelhas e sorri. — Você não vai a lugar nenhum Elena... Já sentiu dor? — Pergunta caminhando até mim. — Eu vou fazer com que você anseie por algo tão doce quanto a dor.

Fico o olhando, a essa altura eu já não sentia mais medo dele... Talvez eu tenha me acostumado com a ideia de que nunca mais veria Damon ou Jeremy outra vez.

Bonnie entrou na sala e como sempre, nem ao menos olhou para mim. Ektor deu um sorriso deslumbrante ao vê-la.

– E então? — Pergunta se afastando de mim.

– Estamos prontos... — Ela fala em um sussurro. — Não precisamos mais da Elena..

– Eu sei. — Ele diz. — Mas eu gosto da companhia dela.

– Você é um monstro. — Digo me encolhendo.

– É o que acha de mim? — Ele pergunta sem me olhar. — Você não viu nem a metade.

POV (Stefan)

Parei o carro e Katherine me olha assim que desligo o telefone.

– Não. — Ela diz. — A gente precisa continuar, Stefan.

– Elena está em perigo... O que adianta ir até Chicago se ela...

– Damon não vai deixar que nada aconteça a ela... Stefan, se nós voltarmos agora, não é só a Elena que vai estar em perigo. — Ela diz. — Ektor tem planos piores do que simplesmente voltar a sua forma humana.

Respiro fundo algumas vezes, olho para Katherine e ligo de volta o carro. Ela solta um suspiro cheio de alívio.

– Como o conheceu? — Pergunto tentando criar algum diálogo entre nós.

– Não foi bem uma escolha... — Ela começa. — Ektor e Klaus tinham algo em comum... Os dois precisavam de mim. Digamos que ele era mais... Cruel.

Fico calado, apenas prestando atenção em tudo o que ela diz.

– Ele também me controlou, me usou para ter tudo o que precisava. — Ela suspira. — Depois de um tempo eu acabei me acostumando, acabei virando uma serva dele... Até que uma bruxa conseguiu para-lo.

– Como vamos encontra-la? — Pergunto.

– Não vamos. — Ela diz. — Ela morreu no feitiço... Klaus acha que a linhagem dela continuou.

– Se acharmos ela... Ou seja lá quem for... Poderiam para-lo. — Pergunto olhando rapidamente para ela.

– Só por tempo o bastante para conseguirmos encontra-lo algo que possa mata-lo. — Katherine diz.

– E se não tiver nada? — Pergunto quase como um sussurro.

– Sempre tem...

– E se não tiver... E se dessa vez nós não conseguirmos?

– Então... Estaremos todos condenados.

POV (Elena)

– A humanidade evoluiu tanto. — Ele diz passando os dedos por meus cabelos. — Existem tantas formas de se conseguir o que quer. É realmente incrível. Está sentindo isso? — Ele pergunta quebrando meu braço outra vez. — Sente a dor? Isso não chega nem perto do que eu senti nos últimos anos. Trancado em um outro mundo, vendo as pessoas evoluírem e conquistarem o poder que deveria ser meu. Eu passei 500 anos apenas observando vermes como você, hipócritas sensacionalistas que matam uns aos outros por nada. — Ele sorri e passa os olhos por meu corpo.

– Você... Não... — Sinto o gosto metálico em minha boca. — Não vai conseguir.

– Eu já consegui. — Ele diz caminhando até mim. — E então... Aonde paramos?

Notas finais
É isso... Talvez eu poste mais um :3 Espero que tenham gostado ♥