Only Grapes
1 Capítulo Único
O dia estava perfeito. A onda de calor que havia feito Sanji se arrepender de usar roupas sociais todo santo dia havia acabado, e uma leve brisa invadia a cozinha do Sunny pela portinhola que ele havia deixado aberta. O mar estava calmo e pacato e Sanji estava tão relaxado quanto poderia, exceto pelos barulhos vindos do convés. Agradecia mentalmente todo dia a Franky por aquele navio maravilhoso, se estivessem no Merry estaria com vontade de assassinar todos os membros, homens, da tripulação de tão alto que estaria escutando tudo.
Sentado ao balcão, com uma fruteira repleta de cachos de uvas ao seu lado, o cozinheiro cortava todas e retirava cuidadosamente os caroços, assim como tinha sido instruído.
— Fazendo o quê? — Uma voz conhecida e insuportavelmente rude perguntou. Sempre podia contar com Zoro para estragar a paz do seu dia.
— Cortando uvas para a Nami-san.
— Mas, para quê tirar os caroços? Coisa mais esquisita. — Zoro indagou com sua típica imbecilidade.
— Claro que um ogro como você não entenderia. — Sanji suspirou como se Zoro tivesse perguntado algo tão óbvio quanto um mais um. — Ela é uma linda dama, com dentes perfeitos que poderiam ser danificados se ela mordesse sem querer um caroço.
— Tanto faz. — Disse Zoro bocejando, certamente de forma falsa, para enfatizar seu desinteresse no assunto e apontando para as uvas e para sua própria boca. — Dá.
Sanji concedeu o pedido e estendeu a mão até Zoro, não querendo que ele simplesmente pusesse aquelas mãos sujas nas uvas que tivera tanto trabalho de separar dos caroços. O cozinheiro atirou a uva distraidamente naquela boca aberta completamente sem modos de Zoro e desejou por um momento que o maldito se engasgasse com a fruta.
— Só uma? Não precisa regular também. —Sanji revirou os olhos. Zoro tinha que agradecer aos céus que ele era um cavalheiro educado, porque o cozinheiro já estava a ponto de enfiar um cacho inteiro na garganta do imbecil.
Desta vez, entretanto, Zoro se aproximou mais e Sanji depositou a uvinha diretamente na boca do espadachim, o que acabou sendo a pior ideia de todas. Ele observou a pequena uva roxa desaparecer entre os lábios do moreno e continuou observando enquanto a ação se repetia, incomodado pela forma como Zoro sugava as frutas dos seus dedos de forma quase obscena.
Logo Zoro que o chamava de pervertido ao menos cinco vezes por dia, que se esquivava de suas mãos pouco inocentes e das suas investidas frequentemente, ele tinha que fazer esse tipo de coisa sem se dar conta. Era só uma uva, ele não podia pôr na boca como alguém normal?
Claramente a resposta era não, pois cada vez que Zoro abocanhava as pequenas bolinhas roxas era uma obscenidade, a boca tão afoita que sugava os próprios dedos de Sanji na maioria das vezes, lambendo os vestígios de suco de sua mão e fazendo o cozinheiro arfar mais do que deveria.
Quando deu por si, estava alimentando o marimo sem o outro sequer pedir, encarando abobado os lábios grossos tomando as uvas toda vez e se arrepiando cada vez que sentia a língua quente de Zoro se prolongar mais do que devia sobre seus dedos. Em determinado momento aquele estúpido parecia ter se dado conta do quanto estava afetando Sanji, pois parecia mais interessado em observá-lo ficar excitado do que em comer as malditas uvas. Ao invés de soltar seus dedos, Zoro simplesmente continuou lambendo e chupando, fazendo barulhos que preenchiam toda a cozinha de tão molhados e sorrindo porque era um maldito.
— Não acredito que ficou de pau duro por isso, pervertido. — Zoro parecia muito satisfeito consigo mesmo, o traste adorava fazer Sanji se sentir envergonhado pela sua libido exagerada.
— É sua culpa, agora conserte isso.
Só havia uma maneira de consertar, então, com um sorriso exageradamente malicioso nos lábios, Zoro se abaixou, ajoelhando-se no chão, de frente para o volume tentador na calça do loiro. Se ele fosse Sanji, sensualizaria e provocaria por tempo o suficiente para enlouquecê-lo, mas ele era muito mais prático e rápido, então apenas puxou com força a calça junto com a cueca para baixo, provavelmente quebrando o fecho do cinto, botão e zíper, não que se importasse, até deixar na altura dos joelhos do cozinheiro. Sanji ficou tão excitado por meras uvas que um fio de pré-gozo continuou conectando sua cueca ao pau melado que pulou em direção a seu rosto, enorme e pulsante, e isso fez com que sorrisse ainda mais, sentindo-se um completo pervertido pela situação. Sua própria ereção abusada dava pontadas entre suas pernas e melava sua roupa, talvez fosse uma péssima ideia ficar por aí constantemente sem cueca, teria que lavar aquilo e seria irritantemente problemático.
Inconscientemente, Zoro lambeu os lábios e sem enrolar circulou a língua quente na glande melada, quebrando o fio insistente e coletando todo o pré-gozo e levando até sua boca, engolindo com gosto. A visão que Sanji tinha era espetacular, se antes já estava ofegante, agora estava quase perdendo o ar de tão maravilhosa que a boca de Zoro era, de tão guloso por seu pau. Droga, ele ia gozar tão fácil...
Assim que o moreno começou os movimentos, praticamente engolindo toda a rola e voltando com a cabeça para trás ao tirá-la, Sanji começou a pateticamente gemer, mais entregue que nunca. Era impossível para ele conseguir se segurar, o prazer era imenso e se existia algo que ele apreciava era sentir prazer. Sua mão passou a segurar o queixo de Zoro, puxando-o contra seu pau e o incentivando a continuar, aquilo era delirante de bom. Mas, sem pensar muito, seus dedos estavam tocando os lábios do moreno e este os recebeu em sua boca, chupando-os junto ao pau. O cozinheiro não conseguia acreditar no que estava vendo, Zoro estava tão faminto por ele, mamando-o como se fosse sua comida preferida. Os dois estavam tão idiotamente corados como se fosse a primeira vez que estavam naquela situação, mas não era, de longe era a primeira.
Zoro se sentia honrado de poder tocar aquelas mãos preciosas e fazer aquelas coisas indecentes e sujas, e ver seu loiro transbordando de prazer era bastante satisfatório. Com o sorriso mais maldoso de todos, ele retirou não só o pau da boca como também os dedos, vendo-os todos melados e grudentos com sua saliva. Segurou no pulso do outro e direcionou a mão até a bundinha gostosa, usando uma de suas próprias mãos para afastar as nádegas e deixou a mão delicada do loiro no meio delas.
— Mete. — Zoro ordenou, mas aos ouvidos de Sanji aquilo foi um pedido implorado e ele consentiu, penetrando com facilidade dois dedos babados em seu buraquinho que de virgem não tinha nada. Zoro viu o loiro jogando a cabeça para trás e mordendo os lábios para conter o gemido, a visão era muito boa, mas irritava o espadachim. — Não morda sua boca. Me deixa ouvir sua voz, ero-kokku.
Diferente de antes, agora Zoro estava pedindo de forma um tanto carinhosa, o que era incrível para uma planta. Ele só deu o tempo de seus olhares se encontrarem outra vez para voltar a chupar com vontade e fechar os olhos, se concentrando no ato, desejando proporcionar todo o prazer do mundo a seu homem.
Sanji metia os dedos em seu cuzinho com vontade, causando ruídos constrangedores e vergonhosos, mas ele não estava se importando naquele momento. A posição era irritante e não facilitava em nada seu trabalho, tinha que fazer muito força nas pernas para manter um equilíbrio, estas que já estavam bambas pelo prazer. Seu pau pulsava tão forte na boca quente e deliciosa de Zoro, ele poderia se derramar ali em qualquer segundo. Mas, para sua surpresa, os dois dedos que o penetravam não foram o suficiente para agradar o moreno e ele acabava de introduzir mais dois, os dedos grossos e calejados, obrigando o loiro a gemer manhoso.
— Marimo... — Ele disse bem baixinho, choramingando. Zoro ainda estava de olhos fechados como se o ignorasse, apenas estava se concentrando muito no pau molhado em sua boca. A língua fazia movimentos circulares, tentando dar atenção para cada pequeno pedacinho daquela carne deliciosa. Enquanto metia seus dedos no buraquinho apertado, o moreno sentiu o outro empurrando-o para frente e teve que abrir os olhos para ver o que havia de errado, suas costas estavam contra a bancada e parecia que iriam atravessar de tanto que o loiro o prensava ali, então ele entendeu.
Nami entrou na cozinha e imediatamente, como se em momento algum tivesse parado de fazer aquilo, Sanji voltou a cortar as uvas depois de lavar as mãos, abrindo as bolinhas roxas no meio e retirando os caroços. No instante antes da ruiva invadir o local, ele conseguiu fazer o suficiente para fingir que não tinha parado para fazer coisas pervertidas e muito menos deixar óbvio que certa alga havia comido todas as que antes estavam prontas para serem entregues a sua mais linda deusa.
— Sanji-kun, está demorando muito e eu estou faminta. — Nami disse com aquela voz fresca, de acordo com Zoro, e o moreno revirou os olhos um tanto irritado. Já não bastava ela atrapalhar o momento deles, ainda aparecia apenas para cobrar e abusar ainda mais da boa vontade do cozinheiro estúpido. Às vezes ele odiava como Nami tratava seu namorado idiota, mas bem que ele merecia para aprender, mesmo claramente nunca aprendendo.
— Sinto muito, Nami-san. Eu já vou levar. — Sanji respondeu com o sorriso mais largo e apaixonado de todos. Se pudesse fazer barulho, Zoro bufaria pela cara de imbecil e retardado do idiota.
— Certo. Ah, está muito quente hoje, seria ótimo se você fizesse um sorvete de laranja para mim. — Ela disse se abanando e puxando uma pequena parte do biquíni e soltando para estalar em seus seios fartos. Sanji praticamente babou com aquilo e o pau pulsou na boca de Zoro. Desgraçado.
— Com toda certeza, minha mais linda e amada deusa. — Seus olhos estavam em formato de coração e um filete de sangue estava começando a escorrer de seu nariz. Zoro estava puto. Ele sem nenhuma dó estocou o cuzinho apertado com força e mordeu com vontade a glande do loiro, obrigando-o a morder os lábios para não gritar de dor. Uma das mãos do menor foi até a grama que o marimo considerava cabelo e puxou com raiva, querendo matar aquele desgraçado. Se Nami não estivesse ali ele ia chutar o imbecil até a morte. Por sorte a ruiva já estava de costas e não viu sua expressão de dor.
Nami abriu a porta para sair, mas se virou antes, lembrando-se de algo para falar e reparou em um pedaço de pano verde amassado atrás da bancada, imediatamente ela entendeu o que se passava.
— Caso veja o Zoro, diga para ele ir recolher aqueles malditos pesos que deixou jogados pelo navio, ou a dívida dele vai dobrar outra vez. — Dito isto, ela saiu antes de Sanji conseguir responder, fechando a porta para o nada discreto casal poder aproveitar mais um pouco, mesmo achando que a cozinha não fosse lugar de fazer essas coisas.
Sem que o loirinho inocente pudesse protestar, Zoro voltou a mamar com vontade e a estocá-lo, deixando-o totalmente sem palavras. Sanji apenas conseguiu abrir a boca e babar pateticamente em cima da bancada em que apoiou os braços e empinou a bunda para trás, podendo assim ser estocado mais facilmente e investir contra a boquinha gulosa. Em um momento mais desesperado, ele não conseguiu mais morder seus lábios e soltou um gemido mais alto, apertando suas mãos na bancada. Zoro estava fora de si, era só um animal selvagem descontrolado e a maior prova disso era como ele estava se masturbando enquanto Nami ainda estava ali na cozinha, fazendo barulhos vergonhosos de algo molhado e pegajoso. Zoro era completamente odiável.
— Marimo... — Sanji o chamou desesperado. Não conseguia manter os olhos abertos, sua visão estava muito nublada de prazer e ele queria mais e mais daquilo. Enquanto sua mente pensava o quão errado era deixar-se levar outra vez e permitir que o imbecil o atacasse em sua preciosa cozinha, seu corpo sentia-se ainda mais excitado justamente por estarem naquele ambiente. E ainda foram vistos por Nami. Droga, por que sempre que pensava nela notando o que faziam seu pau pulsava tão forte? A boca faminta de Zoro o devorava, os dedos grossos, que sem nem mesmo o loiro notar já não eram mais apenas dois e sim três, eram curvados constantemente em busca de sua próstata sensível e ele implorava mentalmente por mais, necessitado, em êxtase. Não sabia quando Zoro havia se tornado tão bom com a boca e os dedos, mas estava grato por ser o único a poder desfrutar das novas habilidades do amado. — Mais, Zoro, mais... Mais... Por favor...
Sanji achou que estava apenas pensando, mas seus lábios se moviam inconscientemente e denunciavam seus pensamentos sujos, mesmo enquanto já se despejava na garganta do moreno, continuava implorando por mais e mais. Zoro atendia seus pedidos que ele mesmo nem se dava conta que fazia, o chupando com gula e ordenhando o loiro até a última gota, até que estivesse sensível e as pernas bambas de tanto gozar naquela boca injusta e safada.
Sanji apenas derrubou todo seu peso no chão, ofegante e sem nenhum neurônio funcional, talvez por isso não protestou quando Zoro se levantou e ele foi intimado a retribuir o favor, o cacete melado do moreno encostando no seu rosto e a mão do espadachim o incentivando pelos cabelos.
— Imagina se aquela bruxa tivesse percebido, huh? Notado que você estava metendo na minha boca ao invés de cortar as uvas dela. — Sanji não queria ouvir mais, ele preferia quando ele era quem estava sendo chupado, preferia calar a boca daquele estúpido com seu próprio pau.
Mas a única coisa que fez foi fuzilar o moreno com o olhar e continuar a engolir tudo.
— Não me venha com esse olhar, ero-kokku. — Zoro disse ofegante e Sanji sabia que o moreno não aguentaria muito mais tempo. — Você gostou, eu senti. Você queria que ela soubesse, pervertido sem controle.
Sanji gemeu ao redor do pau de Zoro embora estivesse furioso em escutar aquilo, porque realmente era um pervertido sem controle, que se excitava por uvas, pela ideia de serem pegos, pelos peitos de sua amada Nami-san, por qualquer coisa. Entretanto, parecia que Zoro não estava tão distante dele nesse quesito, gozando na sua boca enquanto o provocava, um hipócrita e tão pervertido quanto.
Assim que se recuperou do orgasmo, Sanji empurrou o corpo pesado do moreno para o lado e passou a chutá-lo sem dó, odiando-o por ser tão irresistivelmente gostoso, por chupar seu pau com tanta vontade, poder foder sua boca como se não houvesse amanhã. Odiando cada mínimo detalhe daquela alga sem cérebro, odiando-o tanto até passar a amá-lo... E odiá-lo mais ainda. Sempre soube que Zoro era um maldito desgraçado de merda, mas aquilo ultrapassava todos os limites. Chupá-lo na frente de Nami-san... Sanji se odiava ainda mais por sentir seu pau pulsar mesmo mole só com o pensamento em ser descoberto por ela. Talvez fosse só um pervertido sem controle mesmo.
Os chutes exagerados acabaram por expulsar Zoro da cozinha e o cozinheiro se deu conta que aquela fora a sua pior ideia desde que nasceu quando ouviu sua bela ruiva gritando com o marimo, ordenando que fosse arrumar a bagunça que havia deixado jogada. Sanji se odiou por não pensar antes de expulsá-lo, era como se estivesse afirmando que o idiota estava lá o tempo todo com ele, só os dois, na cozinha, juntos... O fato de Nami não ver Zoro lá dentro quando entrou, apenas provava que o maldito estava em um lugar escondido, e o único grande o bastante era a bancada... Que Sanji estava encostado... Expulsá-lo da cozinha era apenas a confirmação de que Zoro estava ajoelhado no meio de suas pernas e ninguém no bando era tão inocente para acreditar que não estavam fazendo nada. Bom, talvez Luffy e Chopper, mas Nami sem dúvidas não era.
O pobre cozinheiro já sentia a adorável e encantadora aura assassina da ruiva mais bela de todas em suas costas, xingando-o para que não fizesse indecências na cozinha que todos frequentavam. Sanji riu de seus próprios pensamentos estúpidos, era claro que isso não aconteceria, afinal, seu relacionamento com Zoro era um completo segredo e ninguém além dos dois idiotas tinha conhecimento. Ou ao menos era isso que o jovem loiro iludido acreditava e se convencia de que eram o casal mais discreto de todos.
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