Only Girl

7 Capítulo Seis - Trying


Notas iniciais
Capítulo cute para vocês, babies :D

Bella POV.


Os primeiros dias foram fáceis.

Edward e eu trabalhávamos, alguns dias em horários diferentes, outros em horários iguais. Mas sempre estávamos conversando, rindo, assistindo a filmes...

O que talvez fosse um erro, já que eu não podia permitir que ele se aproximasse mais do que deveria.

Entretanto, Edward era tão carinhoso, tão amável, sempre tão cuidadoso e preocupado. Tirando o fato de não nos beijarmos e nem nos aproximarmos como amantes, nós realmente parecíamos um casal.

E era assim que todos deviam pensar que era.

Edward POV.

A cada dia que passava me encontrava cada vez mais apaixonado por Bella. Só que eu tinha que trabalhar, e ela insistia em trabalhar na lanchonete, então não nos víamos o dia inteiro, obviamente.

Naquele dia, no trabalho, tudo estava tranqüilo. Eu já tinha virado chefe em neurologia/neurocirurgia, então eu podia ficar um pouco mais tranqüilo. Era claro que tinha que trabalhar mais, mas como eu amava, então...

- Dr. Cullen. – Olhei para cima e vi Jane, minha secretária, sorrindo. – O senhor precisa assinar a alta de sua paciente, a Katie.

- Ah, claro. – Levantei-me. – Eu já vou.

Katie era uma menina de oito anos que sofrera um acidente de carro e teve traumatismo craniano leve. Ela estava bem já e receberia alta hoje.

Eu segui até lá, feliz, porque hoje Bella e eu jantaríamos com os meus pais, e encontrei Katie sozinha.

- Olá, mocinha – sorri. – Como estamos hoje?

- Quero ir embora – riu. – Eu vou embora hoje, tio Ed?

- Sim. Pode ficar tranqüila, eu vim aqui assinar sua alta.

Eu a examinei mais uma vez, vi seus exames e conversei com seu pai.

- Você está apaixonado, não está, tio Ed? – Katie perguntou, sorrindo.

- O que? – indaguei-a.

- É porque você não para de sorrir... E tem o mesmo olhar que meu pai tem quando olha para minha mãe.

Eu me peguei sorrindo, porque era simplesmente óbvio – até mesmo para uma criança –, mas depois parei de sorrir.

Por que Bella era a única que não percebia?

_

Cheguei em casa e encontrei nossa empregada, Zoey, terminando de pegar suas coisas para ir embora.

- Onde está Bella, Zoey? – perguntei, após cumprimentá-la.

- Ah, a Sra. Cullen está tomando banho – disse.

Eu amava quando alguém dizia Sra. Cullen...

- Obrigado, Zoey. Você pode ir. Até segunda.

Eu segui para meu banho também, já que estava atrasado para ir para a casa dos meus pais. Quando saí do banho e segui para a sala, encontrei Bella já pronta, sentada no sofá.

- Ei – sorri. – Vamos?

- Olá – riu. – Vamos sim.

Nós seguimos conversando animadamente até a casa de meus pais. Pensei que Alice ou Emmett estariam ali com seus respectivos namorados, mas ambos não estavam.

O jantar foi agradável. Bella estava mais a vontade com minha família e todos também pareciam adorá-la. Eu me pegava simplesmente olhando-a e rindo, só porque ela estava rindo ou porque ela estava lá, feliz. Olhando para mim.

Eu sabia que não deveria ficar me apegando totalmente a ela, porque poderia sofrer quando nos divorciássemos, mas tinha esperanças de que ela se apaixonasse por mim.

Na verdade, eu realmente queria isso.

- Edward... – Meu pai me chamou e eu o olhei, só assim percebendo que estava olhando para Bella. – Podemos ir até o meu escritório, para conversarmos?

- Claro, pai.

Eu o segui até seu escritório e me sentei no sofá.

- Edward... Estou preocupado com você.

- E por que estaria?

- Você... Você está apaixonado por Bella, Edward.

Eu abaixei a cabeça, incapaz de responder. Se até meu pai já sabia, será que demoraria muito para Bella saber?

- Eu...

- Eu não estou condenando você, claro que não – disse-me. – Mas... Vocês casaram apenas por causa do Green Card. E se não der certo? E se daqui a dois anos, se divorciarem e Bella não quiser mais te ver e simplesmente sumir?

- Eu sei dos riscos, pai – suspirei. – Mas não posso mudar o que sinto. Acha que eu não tentei? Eu tentei, mas não consigo esquecê-la, pai.

- Eu só peço que tome cuidado... – murmurou. – Só isso. Por favor.

- Tomarei – sorri. – Obrigado, pai.

_

- Vamos passear? – indaguei Bella assim que saímos da casa de meus pais. – Aposto que você está maluca para andar por Chicago.

- Sério? – Os olhos de Bella brilharam. – Será que não tem problema?

- Não – ri. – Não tem.

Eu caminhei com Bella pelas ruas, contando-lhe coisas de minha infância, de Emmett e de Alice. Ela simplesmente ria, sempre me olhando com aqueles olhos castanhos que me encantavam a cada vez mais.

Nós compramos refrigerante e tomamos. Então, enquanto andávamos por uma praça, eu virei-me para Bella.

E tudo mudou.

Porque a luz refletia em seu rosto, tornando-o mais pálido, exceto pelas bochechas, que se encontravam extremamente coradas. Seus olhos brilhavam de uma forma que eu nunca tinha visto antes... Havia tantos sentimentos que podiam ser lidos e os que não podiam ser ali, que eu me via incapaz de desviar o olhar. Mas eu desviei. E talvez tenha sido meu erro, porque ver a boca de Bella, aquela boca, que eu nunca tinha beijado...

Enlouqueceu-me.

Eu me vi inclinando para ela e puxando-a para meus braços. Não me importei com nada, apenas fechei meus olhos e a beijei.

Eu a beijei com toda a paixão que eu tinha, tentando demonstrar através daquele beijo que eu a amava e não podia mais esconder aquilo para mim. Beijei-a com o coração, com a alma, me entregando completamente àquele beijo, que talvez, fosse não significar nada para ela.

Mas eu precisava.

Precisava daquele beijo, precisava da confirmação dela, que ela não me amava, que ela não me queria.

E só assim essa maldita dúvida poderia me deixar em paz.

- Não agüento mais, Bella – sussurrei. – Eu preciso... preciso te dizer, que o que sinto por você...

- Edward... – murmurou.

- Eu só... – suspirei. – Eu te amo, e não me vejo capaz de esconder isso mais.

Bella POV.

Eu encarei aqueles olhos verdes que me encantaram desde o primeiro momento que os vi e suspirei. O que eu devia fazer? Edward me amava, e por um lado, isso me deixava completamente feliz, mas era errado, arriscado, complicado. Podia colocar a vida dele em risco, da família dele. A família que eu tanto amava...

Será que eu nunca poderia ter medo de ser feliz?

Eu o encarei profundamente, tentando explicar-lhe através do olhar o que não podia contar-lhe em palavras. Meu passado não era fácil, era obscuro, e eu nunca poderia contar para Edward...

- Só deixe-me fazê-la se apaixonar por mim, Bella. – Edward segurou meu rosto entre suas mãos e sorriu um pouco. – Só me deixe fazê-la feliz.

- Eu... – Não podia magoá-lo... Não podia. – Você não precisa fazer nada para me fazer apaixonar por você, Edward...

- Bella...

- Porque eu também te amo.

Eu soltei isso automaticamente, mesmo sendo um erro.

E somente permiti que Edward grudasse seus lábios nos meus.

_

- Eu não acredito. – Nós seguíamos de volta para o carro, de mãos dadas, sorrindo. – Eu escondi isso por tanto tempo, simplesmente porque achei que você nunca poderia me amar.

Eu ri.

- Eu nunca imaginei que você também me amasse, Edward – corei.

- E nem falaria nada se imaginasse, não é? – Abraçou-me de lado.

- Sim – ri, ainda corada. – Provavelmente.

- Eu vou te fazer feliz, Bella. – Edward se virou e me parou, pouco antes de chegarmos ao seu Volvo. – Eu te prometo isso.

- Eu confio em você, Edward.

- Que bom.

E nós nos beijamos mais uma vez.

_

Assim que chegamos, eu e ele fomos cada um para seu respectivo quarto, para tomarmos banho. Eu vesti um pijama confortável e estava indo me deitar quando alguém – provavelmente Edward, já que éramos eu e ele na casa – bateu à porta.

- Pode entrar – sorri.

Ele abriu a porta e entrou, sorrindo ao ver meu pijama. Eu corei.

E isso o fez sorrir ainda mais.

- Algum problema? – indaguei-o.

- Não – riu. – Eu só queria saber se você queria ir dormir comigo...

Eu devo ter corado em uns mil tons, porque Edward riu ainda mais, puxando-me para seus braços.

- Meu bem – sorriu –, não para isso que se passa nessa sua cabecinha linda. Eu só quero dormir abraçadinho com você.

- Ah – ri. – Tudo bem, então. Devo trocar de roupa?

Os olhos de Edward queimaram de desejo ao olhar-me da cabeça aos pés.

- Não. Vem.

Eu fui com ele até seu quarto e nós nos deitamos na cama, abraçados.

E aquilo foi tão bom – na verdade ótimo – que me peguei desejando que durasse para sempre.

Edward POV.

Estar com Bella ali, nos meus braços, era algo que eu nunca imaginaria que poderia acontecer. Eu me sentia tão feliz, tão bem, porque ela era minha mulher e agora eu poderia mesmo falar isso sem pensar em Green Card ou nada do tipo.

- Bella... – comecei. – Você não gostaria de fazer uma faculdade?

Ela hesitou um pouco antes de tornar a relaxar.

- Não sei... Sinceramente. – Sua voz não passava de um sussurro, e, embora eu não pudesse vê-la, tinha certeza de que seus olhos estavam tristes. – Eu sempre quis fazer administração de empresas, mas...

- Eu vou te apoiar, meu bem – sussurrei. – Seja lá qual decisão você tomar.

- Obrigada, Edward.

- Por nada – ri. – E, a propósito, eu te amo.

- Eu também.

E nada poderia me fazer mais feliz do que aquela simples palavras.

Bella me amava.

E isso parecia surreal.

_

Os dias se passaram, assim como as semanas, e Bella e eu nos aproximávamos cada vez mais. Era tão bom saber que eu a veria e que ficaríamos namorando um pouco quando eu chegasse do trabalho.

Eu sempre a encontrava na sala ou no nosso quarto – sim, porque eu fiz questão de que Bella começasse a dormir lá –, sempre sorrindo para mim. E por mais difícil que o dia tivesse sido, só aquele sorriso faria com que ele valesse a pena.

De acordo com Jasper, o processo para pedir a legalização de Bella estava correndo muito bem – mais rápido do que todos nós esperávamos. Talvez o fato de Bella ter sido filha de quem ela era, ajudasse...

E eu percebi também que Bella não ficava muito a vontade falando de seu passado. Eu queria tanto poder ser capaz de arrancar aquela tristeza que tomava conta dela, mas a entendia; ela falaria quando estivesse pronto e eu estaria aqui, pronto para ouvi-la.

Meus pais e irmãos ficaram felizes quando souberam que estávamos mesmo juntos. Bella corou diante de algumas piadinhas de Emmett, mas ela também sorriu. Ela se sentia bem com minha família; sentia-se em casa.

E eu ficava imensamente feliz com ela, porque queria muito cumprir minha promessa. Iria fazer Bella feliz. E muito.

Os nossos beijos tinham evoluído a amassos, mas ainda não tínhamos chegado aos finalmente. Estávamos indo com calma, mas tudo era tão bom, tão... perfeito demais para ser verdade, que eu iria esperar o momento certo.

Queria que tudo fosse perfeito para Bella.

Ela merecia isso.

Bella POV.

Edward e eu estávamos tão bem juntos! E eu me sentia extremamente feliz com isso, embora ainda tivesse medo. Se algo acontecesse...

Seria minha culpa.

Por isso, eu passei a pensar nesse assunto enquanto Edward estava trabalhando e eu chegava da lanchonete – agora estava trabalhando somente durante o dia, assim como Edward, que quase não dava mais plantões durante a noite.

Pensava se era certo, se não era arriscado...

Não podia deixar que nada acontecesse a família Cullen. Eu os amava, tinha-os como a família que eu não tinha desde a morte de meus próprios pais. E faria qualquer coisa por eles.

Principalmente por Edward.

Eu queria que tudo desse certo, queria ficar com Edward e construir uma família com ele.

Só que o medo me impedia.

E eu sabia que sempre me impediria.

Será que, algum dia, eu poderia realmente sorrir sem medo de que o passado ficasse sempre presente?

Eu esperava que sim.

Porque eu não podia perder Edward.

Eu nunca suportaria tanta dor.

Notas finais
N/A: Oi, amores. Como é que vocês vão? HAHA. Ai, gente, esse capítulo foi tão complicado de escrever Q. Estou com um bloqueio imenso para cenas felizes, haha. Enfim, no próximo, finalmente, um ser do passado de Bella aparece.

HAHA.

Comentem muito, ok?

Kisses,

Deh C.

/ Frii (L)

N/B: Ai que nervoso! Sinto que vem uma bomba no próximo capítulo, e espero que eu esteja certa. HAHA! ADORO BOMBAS!

:B Comentem e até mais ;*